quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Depois da eleição...



Governadores de cinco estados, inclusive o cearense Cid Gomes (PSB), foram hoje ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a lei que fixou o piso salarial dos professores no País em R$ 950. Os governadores do Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul questionam o fato de o piso salarial ter se transformado em vencimento básico, sem incluir gratificações, além de outros aspectos, como mudança de carga horária.Os governadores consideram que a lei é inconstitucional, pois altera a situação contratual dos professores de uma hora para a outra. Segundo eles, os estados não têm caixa para arcar com as mudanças.

Mercado de ações


Os Burros e o Mercado de Ações


Uma vez, num pequeno e distante vilarejo, apareceu um homem anunciando que compraria burros por R$10,00 cada. Como havia muitos burros na região, os aldeões iniciaram a caçada. O homem comprou centenas de burros a R$10,00.

Como os aldeões diminuíram o esforço na caça, o homem anunciou que pagaria R$20,00 por cada burro. Os aldeões foram novamente à caça, mas logo os burros foram escasseando e os aldeões desistiram da busca. A oferta aumentou então para R$25,00 e a quantidade de burros ficou tão pequena que já não havia mais interesse em caçá-los. O homem então anunciou que compraria cada burro por R$50,00! Como iria à cidade grande, deixaria seu assistente cuidando da compra dos burros.

Na ausência do homem, seu assistente propôs aos aldeões:

- Sabem os burros que o homem comprou de vocês? Eu posso vendê-los a vocês a R$35,00 cada. Quando o homem voltar da cidade, vocês vendem a ele pelos R$50,00 que ele oferece, e ganham uma boa bolada.

Os aldeões pegaram suas economias e compraram todos os burros do assistente. Os dias se passaram, e eles nunca mais viram nem o homem, nem o seu assistente, somente burros por todos os lados.

Agora dá para entender como funciona o mercado de ações?

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Aids: um alerta espetacular

Informações interessantes

Para quem gosta de viver atualizado

Entrem no endereço abaixo e cliquem sobre a bandeira do país que desejar. Depois clique no jornal de sua preferência e abrirá a edição atualizada de cada um dos jornais. Existem diversos jornais do Brasil.
Experimente... são 29 países ao redor do mundo. É um mundo de informações. Guarde o endereço abaixo em seus "favoritos" pois você nunca sabe quando vai precisar.

<http://www.indekx.com/

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Conhecimento de forma gratuita e com qualidade

http://www.netsaber.com.br

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SITES ÚTEIS

01. Serviço dos cartórios de todo o Brasil, que permite solicitar documentos via internet:
www.cartorio24horas.com.br/index.php

02. Site de procura e reserva de hotéis em todo o Brasil, por cidade, por faixa de preços, reservas etc.:
www.hotelinsite.com.br

03. Site que permite encontrar o transporte terrestre entre duas cidades, a transportadora, preços e horários:
https://appweb.antt.gov.br/transp/secao_duas_localidades.asp

04. Encontre a Legislação Federal e Estadual por assunto ou por número, além de súmulas dos STF, STJ e TST:
www.soleis.adv.br

05. Tenha a telinha do aeroporto de sua cidade em sua casa, chegadas e partidas:
http://www.infraero.gov.br/sivnet/index.php?lang=bra

06. Encontre a melhor operadora para utilizar em suas chamadas telefônicas:
http://sistemas.anatel.gov.br/sipt/Atualizacao/Importante.asp

07. Encontre a melhor rota entre dois locais em uma mesma cidade ou entre duas cidades, sua distância, além de localizar a rua de sua cidade:
www.mapafacil.com.br

08. Encontre o mapa da rua das cidades, além de localizar cidades:
http://mapas.terra.com.br/Callejero/home.asp

09. Confira as condições das estradas do Brasil, além da distância entre as cidades:
www.dnit.gov.br

10. Caso tenha seu veiculo furtado, antes mesmo de registrar ocorrência na polícia, informe neste site o furto. O comunicado às viaturas da DPRF é imediato:
http://www.dprf.gov.br/?link=alerta

11. Tenha o catálogo telefônico do Brasil inteiro em sua casa. Procure o telefone daquele amigo que estudou contigo no colégio:
www.102web.com.br


12. Site que o ajuda a conjugar verbos em 102 Idiomas:
www.verbix.com

13. Site para envio de e-mails pesados, acima de 50Mb:
www.dropload.com


14. Site de câmeras virtuais, funcionando 24 hs por dia ao redor do mundo:
www.earthcam.com

15. O IBGE pôs no ar o site Países®, que fica em http://www.ibge.gov.br:80/paisesat/
O site contém um planisfério clicável, todo feito em Java e PHP, com dados históricos e estatísticos sobre 192 países. O mapa permite zoom e seleção de um país para examinar em detalhes suas informações.
Todos os cálculos disponíveis, agrupados por assunto.
Cálculos financeiros: Variação de índices, aplicação de correção monetária e juros. -
Trabalhistas: Rescisão de contrato de trabalho CLT e empregado doméstico, salário anual.- Dívidas vencidas: Boletos bancários, cartão de crédito, cheque especial, outros.
Cálculos periciais: Avaliação de valor de imóveis, avaliação de aluguéis e rescisão de contrato de trabalho.
Conversão de unidades: Conversão de medidas, peso, volume, temperatura, etc.
Aluguéis: Cálculo de reajustes e dívidas.
Viagens: Fuso horários, conversão de moeda e orçamentos de viagem.
Empregados domésticos: Férias, salário, décimo terceiro e rescisão.-
Cálculo de IPVA, cálculos judiciais, tarifas dos Correios e expurgo do FGTS
17. Para quem gosta de viajar: Para saber o valor de nossa moeda em vários países do mundo, clique no endereço abaixo:

Depois, passe o mouse em cima do país, não precisa nem clicar o mouse agora, e o sistema mostrará com quantos reais você compraria a moeda local, com cotação do dia anterior à consulta. Clique no mapa ao lado e procure o país desejado.
18.

Um site de muita valia para quem gosta de adquirir livros em tempos de dinheiro curto:
http://www.estantevirtual.com.br
São mais de 500 sebos que se cooperativaram, atendendo hoje mais de 3.500 cidades brasileiras.
O cadastramento é gratuito e não há necessidade de aquisição por ocasião dele.
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Prestação de contas

Tribunal recebe denúncia do MPF contra deputado estadual cearense.
Neto Nunes responderá a ação criminal por deixar de prestar contas de recursos federais recebidos do Ministério da Integração Nacional quando exercia o cargo de prefeito do Município de Icó, no Ceará.
O deputado estadual Francisco Leite Guimarães Nunes (PMDB), conhecido no meio político como Neto Nunes, vai responder a ação penal por irregularidades observadas na sua segunda gestão (2000 – 2004) como prefeito do Município de Icó, no Ceará, a cerca de 375 km de Fortaleza.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional da República da 5.ª Região, no Recife, foi recebida nesta quarta-feira, 22 de outubro, por unanimidade, pelo Plenário do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF-5).
O recebimento da denúncia deu início à ação penal em que o deputado passou à condição de réu. Neto Nunes responderá a processo no TRF-5, e não na primeira instância da Justiça Federal no Ceará, porque tem direito a privilégio de foro em decorrência do cargo de deputado estadual que ocupa atualmente.

Ausência de prestação de contas

A denúncia do MPF relata que a Secretaria de Infra-Estrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional firmou com o Município de Icó, em 26 de dezembro de 2003, o convênio n.º 105/2003, SIAFI n.º 496284, no valor de R$ 139.936,08, para construção de açude público na localidade de São João dos Matias.
A União, por meio do Ministério da Integração Nacional, liberou recursos federais no valor de R$ 100 mil, já que R$ 39.936,08 seriam a contrapartida municipal no convênio.
Apesar de ter recebido, na íntegra, os recursos federais, Francisco Leite Guimarães Nunes, então prefeito municipal, não apresentou a prestação de contas final do convênio, cuja vigência se encerrou em 23 de novembro de 2004.
O então prefeito foi notificado em 9 de dezembro de 2004, por meio do ofício n.º 3326/CGCON/CGI/SE/MI, da Coordenação Geral de Convênios do Ministério da Integração, para prestar contas dos recursos públicos, mas não respondeu a essa nem a outras notificações feitas posteriormente com o mesmo objetivo.
Neto Nunes foi então denunciado pelo MPF, em 19 de fevereiro de 2008, por crime de responsabilidade, com base no artigo 1.º, inciso VII, do Decreto-lei n.º 201/67: "Deixar de prestar contas, no devido tempo, ao órgão competente, da aplicação de recursos, empréstimos, subvenções ou auxílios internos ou externos, recebidos a qualquer título".

Defesa preliminar

Na defesa preliminar antes que o tribunal recebesse a denúncia, Neto Nunes alegou que não seria dele a obrigação de prestar contas dos recursos, mas do próprio município, representado pelo prefeito que o sucedeu.
Porém, segundo o MPF, a assinatura do convênio, o recebimento dos recursos federais e o término da vigência ocorreram durante o mandato de Neto Nunes, e o dever de prestar contas não podia ser transferido a seu sucessor.
O acusado alegou ainda ter feito a prestação de contas em agosto de 2007.
Segundo o Procurador Regional da República Fábio George Cruz da Nóbrega, autor da denúncia, isso não ficou provado, já que o documento apresentado pelo réu não tem registro de autenticidade em seu recebimento. "Em todo caso, mesmo que a prestação de contas tenha sido apresentada nessa data, ela teria sido feita quase três anos após o prazo previsto em lei, e o crime pelo qual Francisco Leite Guimarães Nunes vai responder configura-se com o próprio atraso na prestação de contas", afirmou.

N.º do processo no TRF-5: 2008.05.00.006957-8 (INQ 1888 CE)http://www.trf5.jus.br/processo/2008.05.00.006957-8

A divulgação desta notícia não substitui a comunicação oficial deste ato pelo órgão responsável.
Cláudia Holder
Assessoria de Comunicação SocialProcuradoria Regional da República da 5ª Região
Telefone: (81) 2121.9869 / 2121.9876
_________
A Procuradoria Regional da República da 5.ª Região (PRR-5) é a unidade do Ministério Público Federal que atua perante o Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF-5), a segunda instância do Poder Judiciário Federal para os estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Amores brutos


Diana Corso


“Quem ama não mata”. Essa era a frase das feministas, décadas atrás, protestando contra a matança de mulheres pelos seus homens. A afirmação é convincente, mas será que se trata de amor nesses casos?

O Brasil inteiro assistiu a jovem Eloá, 15 anos, ser seqüestrada e assassinada pelo seu ex-namorado Lindemberg, 22 anos. Sobre as trapalhadas policiais que redundaram no desastre só teria a opinar que a atuação sistemática de algum psi (psiquiatra, psicólogo, psicanalista) nas negociações teria melhores chances do que o telefonema da Ana Maria Braga.

O amor não é desinteressado, só dizemos “eu te amo” para ouvir, no mínimo, “eu também”. Amamos para ser amados, mas as relações amorosas possibilitam também a construção e o reconhecimento da identidade sexual: só serei homem ou mulher de verdade se houver alguém que me deseje, que satisfaça seus anseios em mim e comigo.

Na lógica masculina mais corrente, uma mulher que está satisfeita na relação confirma a virilidade do parceiro. Se ela o deixa, é como se lhe negasse a potência, se o substitui, é como se ele perdesse a disputa, comparado ao novo amor.

Por isso os homens podem ficar bem violentos nos fins dos relacionamentos ou em uma simples cena de ciúme: está em jogo sua identidade. Para certos homens, fraquejar em sua potência não é um tropeço, pode ser vivido como uma ameaça de destruição.

Por isso, muitas vezes, aquele que foi traído mata a mulher, eliminando aquela que deveria mantê-lo homem, mas fez o contrário. O fato de sua mulher gozar com outro seria, para esses machos, o mesmo que feminilizá-los, submetendo-os ao domínio do novo escolhido.

A atitude de Lindemberg baseia-se nessa lógica. Ele promoveu uma encenação patológica, acompanhada pela audiência em tempo real, daquilo que deveria manter-se apenas na fantasia. Ele matou Eloá pelas razões acima: ela não devia seguir vivendo sem amá-lo e jamais deveria entregar seu coração para outro homem.

Óbvio que uma menina de 15 anos sequer suspeita que sua vida amorosa possa tomar esse rumo. Quanto a nós, que vimos o rapaz demarcar seu território viril como um bicho furioso e acuado, podemos tentar compreender, sem jamais perdoar, a fonte dessa loucura.

Além de perguntar-se sobre a segurança, o papel do Estado, da polícia, da mídia, da família, vale no mínimo questionar-nos por que, para certos homens, sua identidade é algo que pode se decidir na ponta do cano do revólver.

Esse nunca nega fogo, não brocha e, infelizmente, não há dúvida: Eloá nunca pertencerá a outro homem.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Eleições sem nada


Celso Lungaretti*

Cantei a bola nos dois artigos que escrevi antes do 1º turno: foram eleições sem opções e sem esperanças.
Só havia candidatos do sistema. Fernando Gabeira acabou sendo o único que pareceu remotamente vir na contramão, devido à desigualdade de recursos que fez lembrar as antigas campanhas de "o tostão contra o milhão".
Mas, com seus elogios ao capitalismo, seus recuos das antigas posições "radicais" e as médias que andou fazendo junto aos mercadores da fé e aos senhores das armas, logo dissipou as tênues esperanças que restavam.
Não era mais Gabeira, embora continuasse usando o rótulo. Virou Qualquer-Coisa. E, como Fernando Qualquer-Coisa, perdeu.
Assim como Marta deixou de ser Suplicy há muito tempo, mas continua usando o sobrenome que hoje não passa de rótulo.
Foi como Suplicy que ela venceu uma vez – e tão-somente porque escondeu do eleitorado que já deixara de sê-lo, na verdade.
Sem o digno sobrenome, o que sobra? Uma sexóloga de TV com todo jeitão de dondoca daslu. Que nunca seria candidata petista no tempo em que o partido era ideológico. E, agora, mostrou ser uma mala sem alça até mesmo para o PT fisiológico...
Os analistas da imprensa destacam a cristalização de uma nova direita em São Paulo, abarcando o que restou do velho udenismo, do adhemarismo, do janismo, do quercismo e do malufismo, em amálgama nauseabundo com forças de esquerda que guinaram à direita (o velho PCB, o tucanato...).
O certo é que a costura desses restos mortais numa nova criatura política, com Serra no papel de Dr. Frankenstein, foi muito facilitada pela extremada rejeição da classe média paulistana a Marta Qualquer-Coisa e ao próprio petismo.
Pesam contra Marta os estigmas de introdutora de taxas extremamente antipáticas, como a do lixo; de construtora de dois túneis unanimemente tidos como superfaturados, mal concebidos e mal executados; e de arrogante quando criticada, como da vez em que destratou uma dentista cujo consultório fora inundado pelas enchentes e da outra vez em que mandou os torturados pela espera infinita nos aeroportos relaxarem e gozarem.
O PT, por sua vez, carrega o desgaste do mensalão e da traição a suas bandeiras históricas, como a de repúdio aos bancos e ao grande capital. Em vez de governar para os pobres e para a classe média, como prometera, está governando para os muito pobres (que lhe dão votos) e os muito ricos (que lhe garantem poder).
Nada a estranhar, portanto, em que tenha transformado em inimiga a classe média mais encorpada e influente do país, a de São Paulo.
O quadro, depois das eleições municipais, é desalentador.
De um lado o PT reformista/assistencialista, sem a mais remota veleidade de romper as amarras de um modelo econômico que perpetua a desigualdade e a exclusão social.
Do outro, o novo bloco conservador capitaneado pelo PSDB, com o DEM reduzido a coadjuvante de luxo.
E o velho centrão, com o PMDB à frente, barganhando seu apoio no atacado e no varejo.
Pior do que isso, só mesmo o boato de que Lula estaria prestes a desembarcar do PT e vestir uma fantasia de tucano, para ajudar a eleger Serra em 2010, com a contrapartida de ser ele o candidato presidencial em 2014.
Só o fato de que esta hipótese hoje não choca ninguém já é um atestado eloqüente do descrédito dos políticos, sem exceção, aos olhos do cidadão comum.
Se consumada, será a ignomínia suprema.

* Celso Lungaretti, 58 anos, é jornalista e escritor. Mantém os blogs O Rebate, em que disponibiliza textos destinados a público mais amplo; e Náufrago da Utopia, no qual comenta os últimos acontecimentos.
Fonte: http://congressoemfoco.ig.com.br/DetForum.aspx?id=25297

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Segunda bem humorada


A INVEJA É FOGO, HEIM!!!

O sujeito foi cortar o cabelo no barbeiro que freqüentava há mais de vinte anos.
- Rapaz, tô ansioso... Vou pra Itália amanhã!
- Itália?- perguntou o barbeiro - Com tanto lugar bom pra ir, tu vai pra Itália?
- É, e eu vou pela Alitalia.
- Puta que pariu, a pior companhia de aviação do mundo. - Vai pra que cidade?
- Roma.- Que merda! Cidadezinha feia! Vai se hospedar aonde?
- No Hilton.
- Que ...., Eu hein! Aquilo é o maior pardieiro! - Vai ver o papa?
- Claro!
- Programinha de índio, hein! Milhares de pessoas se acotovelando só pra ver o papa.
O sujeito saiu do barbeiro injuriado. No dia seguinte, viajou e curtiu a viagem, que foi ótima. Logo que voltou, fez questão de voltar à barbearia.
- E aí, como foi a viagem? perguntou o barbeiro.
- Rapaz, você não sabe o que me aconteceu. Eu tava lá no Vaticano tentando ver o papa. Logo que o papa chegou na sacada, ele olhou pra multidão e desceu. Saiu de lá e começou a andar na minha direção. Foi se aproximando de mim cada vez mais. Quando o papa chegou bem pertinho, falou um troço no meu ouvido. Só pra mim!
- E o que o papa falou pra você?
- Cabelo mal cortado, hein, rapaz? Que MERDA de barbeiro é o teu ...

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SUS - OS 10 MANDAMENTOS DO PLANTONISTA


1 - Se você não sabe o que tem, dê VOLTAREN.
2 - Se você não sabe o que viu, dê BENZETACIL.
3 - Apertou a barriga e fez 'ahn', dê BUSCOPAN.
4 - Caiu e passou mal, dê GARDENAL.
5 - Tá com uma dor bem grandona? Dê DIPIRONA.
6 - Se você não sabe o que é bom, dê DECADRON.
7 - Vomitou tudo que ingeriu? Dê PLASIL.
8 - Se a pressão subiu, dê CAPTOPRIL.
9 - Se a pressão subiu mais ainda, dê FUROSEMIDA.
10 - Chegou morrendo de choro? Meta no SORO.

E mais:
Arritmia doidona? Dê AMIODARONA.
Pelo não, pelo sim, dê ROCEFIN.

Só nunca esqueça que o diagnóstico é sempre:
VIROSE

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Em Ipaumirim, há dias, que nem para carimbar a receita tem médico no hospital.

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Joãozinho estava brincando no playground da escola, qdo viu o carro do seu pai passando em direção ao mato atrás da escola... Seguiu o carro e viu seu pai e tia Jane, se abraçando apaixonadamente!!! Joãzinho achou isso tão
excitante, que não se conteve e correu pra casa para contar pra sua mãe o que tinha visto ...
- Mamãe, mamãe, eu estava no playground da escola, qdo vi o carro do papai indo pro mato com a tia Jane dentro... Eu fui atrás pra ver e ele tava dando o maior beijo na tia Jane....depois ele a ajudou a tirar sua blusa... aí a tia Jane ajudou o papai a tirar suas calças e depois a tia Jane...'
Nesse ponto a Mamãe o interrompeu e disse:
- Joãozinho, essa é uma estória tão interessante, que tal 'você guardar o resto dela pra hora do jantar?....
Eu quero ver a cara do seu pai, qdo você contar tudo isso hoje à noite?'
'Na hora do jantar, a Mamãe pediu pro Joãozinho pra contar sua estória...
Joãozinho começou a sua estória:
'Eu tava brincando no playground da escola, qdo vi o carro do papai indo pro mato com a tia Jane dentro... aí, fui correndo atrás pra ver e ele tava 'dando o maior beijo na tia Jane...aí ele a ajudou a tirar sua blusa... aí a 'tia Jane ajudou o papai a tirar suas calcas e depois a tia Jane e o Papai começaram a fazer as mesmas coisas que a Mamãe e o tio Bill faziam, quando o 'Papai estava no exército ...'
'A mamãe desmaiou!
Moral da estória : Dê atenção a quem estiver falando. Pode ser bom pra você.

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Marido e mulher estão tomando cerveja num barzinho. Ele vira pra ela e diz:

- Você está vendo aquela mulher lá no balcão, tomando whisky sozinha? - Pois eu me separei dela faz sete anos! Depois disso ela nunca mais parou de beber.

A mulher responde:

- Não diga bobagens. Ninguém consegue comemorar durante tanto tempo assim!

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Simplicidade de Uma Mulher Madura

Quando tinha 15 anos, esperava um dia ter um namorado... seria bom se fosse alegre e amigo...
Quando tinha 18 anos, encontrei esse garoto e namoramos; ele era meu amigo, mas não tinha paixão por mim. Então percebi que precisava de um homem apaixonado, com vontade de viver, que se emocionasse...
Na faculdade saia com um cara apaixonado, mas era emocional demais. Tudo era terrivel, era o rei dos problemas, chorava o tempo todo e ameaçava suicidar-se. Descobri então, que precisava de um rapaz estável.
Quando tinha 25 anos encontrei um homem bem estável, sabia o que queria da vida;mas era muito chato: queria sempre as mesmas coisas - dormir no mesmo lado da cama, feira no sábado e cinema no domingo. Era totalmente previsível e nunca nada o excitava. A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava de um homem mais excitante.
Aos 30, encontrei um tudo de bom, brilhante, bonito, falante e excitante, mas não consegui acompanhá-lo. Ele ia de um lado para o outro, sem se deter em lugar nenhum. Fazia coisas impetuosas, paquerava com qualquer uma e me fez sentir tão miserável, quanto feliz. No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro. Decidi buscar um homem com alguma ambição para com ele construir uma vida segura.Procurei bastante,incansavelmente...
Quando cheguei nos 35, encontrei um homem inteligente, ambicioso e com os pés no chão. Apartamento próprio, casa na praia, carro importado...solteiro e sem rolos! Pensei logo em casar com ele. Mas era tão ambicioso que me trocou por uma herdeira...
Hoje, depois de tudo isso, gosto de homens com pinto duro...

E só! Nada como a simplicidade...

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Mineiro

Um mineiro chega em um barzinho e ve la no cardapio do bar:

- Refrigerante 1, 50

- pão de queijo 2, 00

- punheta 10, 00

Então o mineiro aproximou-se do balcão e viu uma mulher toda sensual e pergunta:

- É a senhora que toca as punhetas?

a mulher:- Sou eu mesmo gostosão

O mineiro:

Então lava bem as mãos e pega um pão de queijo pra mim. . .

domingo, 26 de outubro de 2008

Som do domingo

DOMINGO
(Manuel da Fonseca)
Quando chega domingo,
faço tenção de todas as coisas mais belas
que um homem pode fazer na vida.
°°°
Há quem vá para o pé das águas
deitar-se na areia e não pensar…
E há os que vão para o campo
cheios de grandes sentimentos bucólicos
porque leram, de véspera, no boletim do jornal:
«Bom tempo para amanhã»…
Mas uma maioria sai para as ruas pedindo,
pois nesse dia
aqueles que passeiam com a mulher e os filhos
são mais generosos.
Um rapaz que era pintor
não disse nada a ninguém
e escolheu o domingo para se matar.
°°°
Ainda hoje a família e os amigos
andam pensando por que seria.
Só não relacionam que se matou num domingo!...
Mariazinha Santos
(aquela que um dia se quis entregar,
que era o que a família desejava,
para que o seu futuro ficasse resolvido),
Mariazinha Santos
quando chega domingo,
vai com uma amiga para o cinema.
Deixa que lhe apalpem as coxas
e abafa os suspiros mordendo um lencinho que sua mãe lhe bordou,
quando ela era ainda muito menina…
Para eu contar isto
é que conheço todas as horas que fazem um dia de domingo!
À hora negra das noites frias e longas
sei duma hora numa escada
onde uma velha põe sua neta
e vem sorrir aos homens que passam!
E a costureirinha mais honesta que eu namorei
vendeu a virgindade num domingo
- porque é o dia em que estão fechadas as casas de penhores!
°°°
Há mais amargura nisto
que em toda a História das Guerras.
Partindo deste princípio,
que os economistas desconhecem ou fingem desconhecer,
eu podia destruir esta civilização capitalista, que inventou o domingo.
E esta era uma das coisas mais belas
que um homem podia fazer na vida!
Então,
todas as raparigas amariam no tempo próprio
e tudo seria natural
sem mendigos nas ruas nem casa de penhores…
°°°
Penso isto, e vou a grandes passadas…
E um domingo parei numa praça
e pus-me a gritar o que sentia,
mas todos acharam estranhos os meus modos
e estranha a minha voz…
Mariazinha Santos foi para o cinema
e outras menearam as ancas
- ao sol
como num ritual consagrado a um deus! –
até chegar o homem bem-amado entre todos
com uma nota de cem na mão estendia…
°°°
Venha a miséria maior que todas
secar o último restolho de moral que em mim resta:
e eu fique rude como o deserto
e agreste como o recorte das altas serras:
venha a ânsia do peito para os braços!
E vou a grandes passadas
como um louco maior que a sua loucura…
O rapaz que era pintor
aconchegou-se sobre a linha férrea
para que a morte o desfigurasse
e o seu corpo anônimo fosse uma bandeira trágica
de revolta contra o mundo.
Mas como o rosto lhe estava intacto
vai a família ao necrotério e ficou aterrada!
°°°
Conheci-o numa noite de bebedeira
e acho tudo aquilo natural.
A costureirinha que eu namorei
deixava-se ir para as ruas escuras
sem nenhum receio.
Uma vez chovia
até entrámos numa escada.
Somente sequer um beijo trocámos…
E isto porque no momento próprio
olhava para mim com um propósito tão sereno
que eu, que dela só desejava o corpo bem feito,
me punha a observar o outro aspecto do seu rosto,
que era aquela serenidade
de pessoa que tem a vida cheia e inteira.
No entanto, ela nunca pôs obstáculo
que nesse instante as minhas mãos segurassem as suas.
Hoje encontramo-nos aí pelos cafés…
(ela está sempre com sujeitos decentes)
e quando nos fitamos nos olhos,
bem lá no fundo dos olhos,
eu que sou homem nascido
para fazer as coisas mais heróicas da vida
viro a cabeça para o lado e digo:
- rapaz, traz-me um café…
O meu amigo, que era pintor,
contou-me numa noite de bebedeira:
- Olha,
quando chega domingo,
não há nada melhor que ir para o futebol…
E como os olhos se me enevoassem de água,
continuou com uma voz
que deve ser igual à que se ouve nos sonhos:
- …no entanto, conheço um homem
que ia para a beira do rio
e passava um dia inteirinho de domingo
segurando uma cana donde caía um fio para a água……
um dia pescou um peixe,
e nunca mais lá voltou……
O pior é pensar:
que hei-de fazer hoje, que toda a gente anda alegre
como se fosse uma festa?...
–O rapaz que era pintor sabia uma ciência rara,
tão rara e certa e maravilhosa
que deslumbrado se matou.
°°°
Pago o café e saio a grandes passadas.
Hoje e depois e todos os dias que vierem,
amo a vida mais e mais
que aqueles que sabem que vão morrer amanhã!
Mariazinha Santos,
que vá par ao cinema morder o lencinho que sua mãe lhe bordou…
E os senhores serenos, acompanhados da mulher e dos filhos,
que parem ao sol
e joguem um tostão na mão dos pedintes…
E a menina das horas longas e frias
continue pela mão de sua avó…
E tu, que só andas com cavalheiros decentes,
ó costureirinha honesta que eu namorei um dia,
fita-me bem no fundo dos olhos,
fita-me bem no fundo dos olhos!
°°°
Então,
virá a miséria maior que todas
secar o último restolho de moral que em mim resta;
e eu ficarei rude como o deserto
e agreste como o recorte das altas serras:
e virá a ânsia do peito para os braços!...
°°°
Domingo que vem,
eu vou fazer as coisas mais belas
que um homem pode fazer na vida!


Manuel Lopes da Fonseca nasceu em Santiago do Cacém, em 1911, mas cedo veio para Lisboa, onde iniciaria a sua actividade literária.
Poeta, romancista, contista e cronista, toda a sua obra é atravessada pelo Alentejo e o seu povo.
Manuel da Fonseca foi um dos maiores escritores do neo-realismo literário português. Fez parte do grupo do Novo Cancioneiro e através da sua arte teve uma intervenção social e política muito importante, retratando o povo, a sua vida, as suas misérias e as suas riquezas, exaltando-o e, mesmo, mitificando-o.

Da sua obra como poeta destacam-se Rosa dos Ventos (1940) e Planície (1941). "A publicação de "Rosa dos Ventos" em 1940, altura em que o neo-realismo na poesia não conseguira ultrapassar a inconsistência de algumas tentativas exploratórias, veio viabilizar uma alternativa ao presencismo dominante". "A sua poesia propor-se-á como oralidade dramática, pela qual a enunciação é delegada num vasto friso de personagens que assim conquistam finalmente a sua voz, no que é afinal uma reparação feita a todos aqueles a quem a História interditara a voz, relegando-os para a esfera do não-dito - e daí a oralidade desta poesia, tão devedora no tom e nas formas poéticas de tradições maioritariamente populares, isto é, não cultas. É esta, pois, uma poesia em que o realismo se declina em termos históricos e, sobretudo, materialistas, pela forma como se enraíza na concretude de personagens e situações." (Osvaldo Silvestre, 1996)
Da sua obra como romancista destacam-se Cerromaior (1943) e Seara do Vento (1958), duas das obras que melhor representam o neo-realismo português.
Contos, escreveu vários, Aldeia Nova (1942), O Fogo e as Cinzas (1951), Um Anjo no Trapézio (1968) e Tempo de Solidão (1973) são os principais.
A obra de Manuel da Fonseca "acaba por realizar (...) o destino interventivo que desejou. De tal modo que não é possível estudá-la hoje à margem da mitologia revolucionária de que se alimentou, por longas décadas, a resistência ao regime, mitologia para a qual, afinal, contribuiu decisivamente. De certo modo poderíamos mesmo dizer que a sua obra coloca, como nenhuma outra, a questão da mitologia neo-realista - assim como a do neo-realismo enquanto mitologia." (Osvaldo Silvestre, 1996)
Manuel da Fonseca morreu em 1993.

FERROVIA TRANSNORDESTINA


Por Cairo Arruda
(Membro da ACI e ACEJI)

No meu entender, e na qualidade de nordestino, duas importantes obras do Governo Lula – A Transposição das Águas do Rio São Francisco e a Ferrovia Transnordestina (esta, ligando Tocantins a Pernambuco, atravessando boa parte do Ceará), serão, sem dúvida, o grande marco de sua adminsitração, no Nordeste.
Já tive o ensejo de afirmar alto e bom som, aqui e alhures, que o transporte ferroviário, tanto de cargas como de passageiros, é mais econômico e seguro que o rodoviário, não só para a condução de mercadorias como de pessoas; ele beneficia a classe de menor poder aquisitivo, e, no caso de cargas, é também benéfico às empresas produtoras.
Não é por acaso, que os países mais desenvolvidos, e até mesmo alguns emergentes, priorizam essa modalidade de transporte.
Fiquei contente ao saber, através da Rádio Vale do Salgado, de Lavras da Mangabeira, que esta cidade vai ser cortada pela Transnordestina, passando nas imediações do Colégio Agricola, a dois km de sua urbe; como também, a localidade caririense de Abaiara. A minha torcida agora, é que elas sejam beneficiadas com uma estação de passageiros, e, para tanto, necessário se faz, que as suas lideranças políticas se mobilizem, em tempo hábil, para que isso realmente aconteça.
Por outro lado, fui informado de que o canal que conduzirá as águas do “Velho Chico” para o Ceará, passará no municipio de Ipaumirim, mais precisamente na altura do Distrito de Felizardo, fato este, que representa melhoramento de vulto, no setor agricola, para os ipaumirinenses e felizardenses.
A Transnordestina, cuja finalidade maior, é o transporte de minérios, combustíveis e outros produtos, entre locais estratégicos da Região Nordestina, terá a seguinte kilometragem: trecho Missão-Velha-CE a Salgueiro-PE – 96 km; Missão Velha a Pecém-CE – 527 km; Salgueiro a SUAPE-PE – 522 km (já passando por Arco Verde – grande centro produtor); Salgueiro a Trindade- 166 km; Trindade a Elizeu Martins-PI – 420 km; num total de 1.728 km.
Vou torcer, portanto, ao lado das comunidades a serem beneficiadas com as obras em referência, para que, mesmo apesar da crise econômica que está assolando atualmente todo o Planeta, com repercussão no Brasil, elas sejam efetivamente concretizadas ainda no Governo Lula, pois beneficiará sete estados nordestinos, a saber: Ceará, Piaui, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraiba, Maranhão, e ainda, o de Tocantins, na Região Norte.

E-mail: cairomiri@yahoo.com.br

sábado, 25 de outubro de 2008

Álbum da semana: do arquivo particular de Rosamaria

Rosamaria, Luiz Neto e Sebastião Filho

Rosamaria e Luiz Neto


Socorro Lemos e alunos: Leuda, Pedro Jorge, Fernando,
Haroldo, Lucinda, Gisele, Luiz Neto, Marta de Ofélia,
Maria Cristina e a outra acho é Célia de Minervina
Rosamaria e MLuiza

Geysa, Fátima Lemos,
Rosamaria e Eloneide

Rosamaria e Conceição Farias


Pedra de São Sebastião: Rita de Cássia, Toinha de Zé Neco,
Coquinha de Euclice, Geysa, Fátima Lemos, Rosamaria.
As outras não consegui identificar.

Maria Luiza, Rosamaria, Socorro Lemos
e Maria Cristina

Eldon de Tintinha, Fátima Lemos,
Rosamaria e MLuiza

Banho de açude: Rosamaria,
Geysa e Fátima Lemos
sentados da esquerda p/ direita:
Carlos Alberto, Maria Helena, Liduína Farias, Cândida de Luizete,
Alba Farias, Zé Harley, Rosamaria, Fátima Lemos, Dulce Regina,
não identifiquei, Marta Farias.
De pé: Oswaldo, Tita farias, Airton Farias, Faquito e Zé Alves Filho.
Festas de Sete de Setembro
Da esquerda p/ direita: duas meninas não identificadas, Rita, Lígia de Luídio, Rosamaria, Dorinha Arruda, Geysa, Maria de Zé Alves, Idália de Pedro Lacerda, Fátima Lemos e Fátima de Sérgio Sobreira.
De pé: Jarismar Gonçalves, Alexandre (Padim Bebê) e sua esposa Suzana

Estas fotos são dos anos 50 e 60. Algumas já devo ter publicado mas gostei do conjunto e publiquei de novo. Se você tiver um album pessoal que queira publicar, envie (até 15 fotos) com identificação que publicaremos no álbum da semana. Não precisam ser apenas fotos antigas, pode misturar.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

OPERAÇÃO VVV - VESTIDO, VERÃO & VINGANÇA (Xico Sá)

Tubinhos, pretinhos básicos, com e sem alça, os brejeiros de chita. E o tomara-que-caia, amigo, você já testemunhou a queda de pelo menos um desses na vida? É lenda da alta e da baixa costura. Por mais que seque, nunca vi uma peça do gênero promover-nos um alumbramento.
Ei, você ai, de cabelos brancos na fronte do artista, você mesmo, rapaz, deve se lembrar muito bem daquele que Sonia Braga vestia quando escalou o telhado, em Gabriela Cravo e Canela, no tempo em que rolava a novela das dez, recorda?

Sonia Braga

Alvíssaras, meu camarada, os vestidos voltaram à praça. A vingança. Não que tivessem sumido da história, das ruas, das festas, repartições e firmas. Mas andavam em baixa, suplantados pela praticidade burocrática das Evas modernas e suas calças, suas saias austeras e seus tailleurs, essas peças apolíneas que batem a carteira de Vênus, roubam a alma de Eros...
De tão neoliberais, os tailleurs são capazes de sair sozinhos para o trabalho....
Talvez tenha sido necessário, fazer o quê?, a onda recente de desfiles de moda de Nova York, Londres, Milão e Paris, para alertar para uma necessidade mais do que extremada: o retorno do vestido como peça sagrada e quase segunda pele das mulheres.
Tudo fica mais estranho ainda quando as passarelas começam a entender um pouco os homens héteros. Mas não deixa de ser um ótimo sintoma dos tempos.
Talvez a indústria da moda esteja pagando por todos os pecados anteriores. Redime-se lindamente do quanto enfeiou as belas mulheres.

Marilyn Monroe

Nada nos cai tão bem ao desejo quanto um vestido.
Todo homem ama passear com uma mulher com a mais linda dessas peças. Mesmo os mais machões, que fingem ignorar a vestimenta da fêmea _reservando-se apenas a dar chiliques quando as vestes são muitas curtas.
Seja um Versace, que custa os olhos da cara, seja um baratinho de chita.
Homem que é homem, seja de Paris, Nova York ou do sertão dos Cariris, como o meu avô João Patriolino, vai à Maison, às Casas Pernambucanas ou à feira do seu município e traz uma bela peça ou um corte de tecido de presente para a amada. Até mesmo o Fabiano, que mal tinha um cobre no bolso, persona do livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, voltava da cidade com um corte de pano estampado para a sua mulherzinha magra, só o couro e o osso.
Mas mesmo que nos falte a devoção do presente, tudo indica que vocês, belas fêmeas, irão desfilar nos próximos verões com feminilíssimos vestidos.
Será lindo!
Audrey Hepburn

Até o velho e bom pretinho básico, que está em voga desde 1926, quando Chanel o desenhou pela primeira vez para a Vogue, agora reaparece revigorado. Percebeu como manjo, Bibi Vestidinho?
V de verão e V de vestido para deixar mais faceiras as gazelas, para dar mais graça às cheinhas, para realinhar a beleza nobre das afilhadas de Balzac...
A peça nos põe, homens de todas as gerações e gostos, mais românticos. O mais tosco dos canalhas sucumbe como um romeiro de joelhos diante da santa.
Se for uma peça que deixe à mostra as saboneteiras, meu Deus, que lindo vexame! E uma mulher com o joelho à mostra... nas cidades mais frias que sempre exigem roupas mais compostas?
Noooooosssssaa!, como diria o velho Costinha.
Ora, você nem carece ser a mais bela por completo, isso é utopia e ditadura de & modinhas, você carece ter apenas uma linda parte pelo todo, como aquela figura de linguagem, a tal da metonímia que aprendemos no colégio.
Mulher é parte pelo todo. Uma linda omoplata, um pescoço, ombrinhos, pés, calcanhares mais lindos, batatas de pernas invejáveis, belos braços...
Aí ficará ainda mais linda de vestido, ao contrário das calças e outras tantas armaduras medievais que escondem o que nos enlouquece, o melhor dos nossos mundos.
Esconder, achando que pode ser vantajoso depois, é besteira. O charme é mostrar-se, ter a coragem, mesmo com o que você supõe ser uns quilinhos a mais. Na balança das nossas retinas e trenas, isso pode ter importância de menos, quase nada, alguns gramas de preconceito e baitolice na cabeça de homens que já não valiam a pena mesmo.

Da marola ao tsunami


LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS

A cortina de fumaça não paralisou o BC, que tomou medidas para lidar com a liquidez dos bancos menores
A CRISE financeira mundial chegou ao Brasil com todo o seu impacto destrutivo. Em setembro, os primeiros ventos dessa tempestade já podiam ser sentidos no âmbito mais restrito do mercado financeiro. A volatilidade dos ativos brasileiros, negociados aqui e no exterior, começou a aumentar de forma desordenada. Mas esses sentimentos não chegavam ao lado real da economia, que vivia ainda as doces brisas de um longo verão de crescimento.A posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajudou muito para preservar esse entusiasmo. Qualificando a crise financeira como uma questão dos países do Primeiro Mundo, ele reforçava a impressão de que as dificuldades enfrentadas eram coisa de ricos. Mas essa cortina de fumaça rósea desapareceu agora em outubro.Primeiro, a questão pontual das empresas que especularam com o real tornou-se um problema bancário sério. Depois, a consolidação do cenário de recessão global trouxe a crise financeira às economias emergentes. Com a velocidade e a força de um tsunami, foram atingidos nos últimos dias os papéis da dívida externa (privada e pública) de vários países, trazendo de volta os fantasmas das crises asiática em 1997 e da Rússia/Brasil em 1998.A flutuação irracional dos preços tem causado prejuízos imensos em todos os segmentos do mercado financeiro. Em razão desse estado de coisas, os bancos brasileiros reduziram de forma agressiva a concessão de crédito. Os números deste mês mostram claramente um fenômeno de descontinuidade no mercado de crédito, no momento em que a atividade produtiva da economia e a febre de consumo de milhões de brasileiros atingiam seu ponto mais alto.Os ventos externos -agora gelados e fortes- chocaram-se com o ar quente do otimismo de todos. Podem estar certos os leitores da Folha que o impacto sobre as empresas e os consumidores vai ser muito duro e duradouro.Felizmente para todos nós, a cortina de fumaça não paralisou o Banco Central. Enquanto o ministro da Fazenda seguia o tortuoso e perigoso caminho de negar os problemas reais, o Banco Central agiu.Tomou medidas agressivas para lidar com a questão da liquidez dos bancos de médio porte, reduzindo o compulsório e criando incentivos para a venda de carteiras de crédito dos bancos em dificuldades. Disponibilizou dólares de sua reserva para destravar as operações de financiamento ao comércio exterior. Injetou liquidez nos mercados de câmbio, agindo nos mercados "spot" e de derivativos.Por fim, criou mecanismos legais no caso de ser necessária uma infusão de capital nas instituições com problemas de solvência. Apesar da grita contra uma possível estatização de prejuízos, não existe no momento uma alternativa para evitar a quebra de bancos e o aprofundamento da crise. Enfrentamos hoje os mesmos resmungos ouvidos nos Estados Unidos e na Europa há poucos meses. Sugiro a leitura da revista inglesa "The Economist" desta semana para que se possa digerir com menos dificuldades a medida provisória nº 443, assinada na terça-feira.Aqui, como no exterior, vamos ter de usar o Estado para evitar o mal maior de uma recessão profunda. O que a sociedade deve exigir é que esse movimento, se necessário, seja feito com transparência e fiscalização externa. Como nos Estados Unidos, o Congresso Nacional deve criar uma comissão para acompanhar a utilização desse mecanismo extraordinário.



Enviado por Flávio Lúcio

Valei-me

do blog de Noblat

Definitivamente as loucuras não são tão iguais mas a direita não desiste.

Enquanto isso... na vizinhança


Prefeito eleito Léo Abreu protocola no TCE
pedido de auditoria na Prefeitura de Cajazeiras

O Prefeito eleito de Cajazeiras, Léo Abreu, foi recebido na tarde desta quinta-feira pelo Presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, Conselheiro Arnóbio Alves Viana. O Prefeito fez um breve relato da atual situação político-administrativa do Município de Cajazeiras, e ao final da audiência protocolou um pedido de Auditoria na Prefeitura, com o objetivo de certificar-se da real e atual situação financeira, contábil, administrativa da edilidade. Com relação à transição de governo, o Presidente do TCE, de forma objetiva, destacou que os gestores públicos municipais terão que obedecer ao que dispõe a Resolução Normativa nº 06/2008 do Tribunal de Contas, bem como o que dispõe a Legislação Estadual que trata da matéria. Para Léo Abreu a reunião foi bastante proveitosa e espera que o atual prefeito realize a transição obedecendo aos tramites recomendados pelo TCE. O Conselheiro Arnóbio Viana informou que a Auditoria será realizada nos próximos dias. O Prefeito Léo Abreu participou da audiência acompanhado dos advogados Antonio Quirino de Moura, Francisco Marcos Pereira e Hugo Moreira Feitosa. A audiência durou aproximadamente 45 minutos. Na sexta-feira Léo Abreu e seus assessores participarão de audiências em diversos órgãos da esfera federal de governo, na Capital do Estado.
Fonte: Portal CZN

Espelhos - Eduardo Galeano



Faz um bom tempo que procuro este livro nas livrarias de Recife mas ainda não estava disponível no Brasil e importar sai bem mais caro. Hoje, tenho a grata surpresa de ver que já tem tradução e está disponível no mercado. Galeano dispensa apresentações. O texto das suas obras é super agradável e de fácil compreensão. Não complica, não cria frases de efeito, não se faz personagem de si mesmo. Acredito que vale a pena ler. Repasso para vcs a resenha que foi publicada no blog Entrelaços.


Galeano conta a História universal dos esquecidos

Jaime Cimenti

Existe a grande História, quase sempre oficial e quase sempre contada pelos vitoriosos. Existe a pequena História, que conta as coisas ditas pequenas dos "grandes" personagens da História. Sim, tem também a História narrada pelos historiadores revisionistas e pelos que querem contar o que houve a partir de outras visões, documentos etc.

Em Espelhos - uma história quase universal, o jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano, autor do clássico As veias abertas da América Latina, não dando a mínima para as fronteiras que tentam separar os gêneros literários, apresenta pequenos textos que buscam registrar os esquecidos, os ignorados, os anônimos e os fatos que poderiam ficar injustamente enterrados.

Os desvalidos e os excluídos das histórias oficiais estão na obra de Galeano, que, em 360 páginas e quase 600 histórias, proporciona aos leitores uma viagem infinita através de todos os tempos, mapas e mundos.

Limites e fronteiras foram para o espaço nesta história universal que se inicia na velha África, onde a aventura humana começou, e termina nos albores de nosso século XXI, que, pelo visto, é tão violento e injusto quanto o finado século XX.

Galeano mescla passado, presente, futuro, poesia, ficção, histórias e a História de sociedades diversas e nos mostra as ligações entre tudo.

Relatos que vão da Grécia antiga a Roma, do Egito à Mesopotâmia, da Idade Média à Segunda Guerra Mundial e sobre os mortos do Iraque mostram, com olhar questionador, como os seres humanos têm explorado uns aos outros. Além disso, revelam as histórias ocultas das minorias. Galeano mostra o que os humanos criaram e mataram, mostra os silêncios e os gritos do planeta e reflete que as pessoas sacrificaram e mutilaram o arco-íris terrestre. Poético, irônico, desafiador, mas sempre criativo e instigante, o escritor uruguaio nos oferece espelhos cheios de gente, de esquecidos que se lembram de nós.

São os invisíveis que nos vêem. Para Galeano, os mundos que o mundo esconde, os pensadores e os sentidores, os curiosos condenados a perguntar sempre, os rebeldes, os perdedores e os loucos têm sido e são o sal da terra.

Enfim, a escrita sensível e original de Eduardo Galeano abre janelas e possibilidades para que os leitores tentem responder às grandes questões de sempre: de onde viemos, quem somos e para onde vamos? Não é pouca coisa.

Espelhos - uma história quase universal foi lançado em março deste ano e já é grande sucesso internacional. Está em quinta edição na Espanha e ocupa, na Argentina, há meses, o ranking de livros mais vendidos do jornal La Nación.

A tradução competente é de Eric Nepomuceno. 376 páginas, R$ 42,00, L&PM Editores, telefone 3225-5777.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Estava escrito nas estrelas

O neoliberalismo dançou
Márcia Denser*

Sei que estou devendo até a alma¹ para os meus leitores, mas não posso deixar de prestar este grande serviço a todos vocês, representado por esta pesquisa das grandes e sábias vozes a interpretar o que realmente está acontecendo por aí, o que fatalmente sinaliza o começo do fim do neoliberalismo, a política cruel que durante trinta anos castiga o planeta. Lá vai, pessoal:

O desmoronamento de Wall Street é comparável, no âmbito financeiro, ao que representou, no geopolítico, a queda do muro de Berlim. Uma mudança de mundo e um giro copernicano. Quem o afirma é o Nobel de Economia, Paul Samuelson: “Esta débâcle é para o capitalismo o que a queda da URSS foi para o comunismo”. Termina o período aberto em 1981 com a fórmula de Ronald Reagan: “O Estado não é a solução, é o problema.”
Durante trinta anos, os fundamentalistas do mercado repetiram que este tinha razão, que a globalização era sinônimo de felicidade, e que o capitalismo financeiro edificava o paraíso terreno para todos. Equivocaram-se. A “idade de ouro” de Wall Street acabou. E também acabou um período de exuberância e esbanjamento representada por uma aristocracia de banqueiros de investimento, “amos do universo” denunciados por Tom Wolfe em “A Fogueira das Vaidades” (1987). Possuídos pela lógica da rentabilidade de curto prazo. Pela busca dos lucros exorbitantes. Dispostos a tudo para obter mais lucros: vendas abusivas no curto prazo, manipulações, invenção de instrumentos opacos, titulação de ativos, contratos de cobertura de riscos, fundos Hedge. A febre do proveito fácil contagiou a todo o planeta. Os mercados se sobreaqueceram, alimentados pelo excesso de financeirização que facilitou a alta dos preços.
A globalização conduziu a economia mundial a tomar a forma de uma economia de papel, virtual, imaterial. A esfera financeira chegou a representar mais de 250 trilhões de euros, ou seja, seis vezes o montante de riqueza real mundial. E, de chofre, essa gigantesca “bolha” explodiu. O desastre é de proporções apocalípticas. Mais de 200 bilhões de euros derreteram. A banca de investimento foi varrida do mapa. As cinco maiores entidades desmoronaram: Lehman Brothers na bancarrota; Bear Stears foi comprado com a ajuda do Federal Reserve, por Morgan Chase; Merril Lynch foi adquirido pelo Bank of America; e dois dos últimos, Goldman Sachs e Morgan Stanley (em parte comprado pelo japonês Mitsubishi UFJ), reconvertidos em bancos comerciais. Toda a cadeia de funcionamento do aparato financeiro colapsou. Não só a banca de investimento, mas os bancos centrais, os sistemas de regulação, os bancos comerciais, as caixas econômicas, as companhias de seguros, as agências de qualificação de risco (Standard&Poors, Moody's, Fitch) e até as auditorias contábeis (Deloitte, Ernst&Young, PwC).
O naufrágio não pode surpreender a ninguém. O escândalo das “hipotecas lixo” era conhecido de todos. Assim como o excesso de liquidez orientado para a especulação, e a explosão delirante dos preços do custo de vida. Tudo isso foi denunciado há tempo. Sem que ninguém se mexesse. Porque o crime beneficiava a muitos. E se seguiu afirmando que a empresa privada e o mercado solucionavam tudo. A administração do presidente George W. Bush teve de renegar esse princípio e recorrer, maciçamente, à intervenção do Estado. As principais entidades de crédito imobiliário, Fannie Mae y Freddy Mac, foram nacionalizadas. Também o foi o American International Group (AIG), a maior companhia de seguros do mundo. E o secretário do tesouro, Henry Paulson (ex-presidente do banco Goldman Sachs) propôs um plano de resgate de ações “tóxicas” procedentes das “hipotecas lixo” (subprime) por um valor de uns 500 bilhões de euros, que o Estado também adiantará, quer dizer, os contribuintes. Prova do fracasso do sistema, essas intervenções do Estado – as maiores, em volume, da história econômica – demonstram que os mercados não são capazes de se regularem por si mesmos. Se autodestruíram por sua própria voracidade. Ademais, confirma-se uma lei do cinismo neoliberal: privatizaram os lucros mas se socializaram as perdas. Os pobres têm de arcar com as excentricidades irracionais dos banqueiros, e se lhes ameaça, em caso de não quererem pagar, com o seu maior empobrecimento. As autoridades norte-americanas dedicam-se ao resgate dos “banksters” (“banqueiro gângster”), às expensas dos cidadãos. Há alguns meses o presidente Bush se negou a assinar uma lei que oferecia uma cobertura médica a nove milhões de crianças pobres por um custo de 4 bilhões de euros. Considerou um gasto inútil. Agora, para salvar aos rufiões de Wall Street, nada lhe parece suficiente. Socialismo para os ricos e capitalismo selvagem para os pobres. Este desastre ocorre num momento de vazio teórico das esquerdas, que não têm um “plano B” para tirar proveito do descalabro. Em particular as da Europa, asfixiadas pelo choque da crise, quando seria tempo de refundação e de audácia. Quanto durará a crise? “Vinte anos se tivermos sorte, ou menos de dez se as autoridades agirem com mão firme”, vaticina o editorialista neoliberal Martin Wolf (1). Se houvesse alguma lógica política, este contexto deveria favorecer a eleição do democrata Barack Obama (em não sendo assassinado) para a presidência dos Estados Unidos no 4 de novembro próximo. É provável que, como D. Roosevelt, em 1930, o jovem presidente lance um novo “New Deal”, baseado no neokeynesianismo que confirmará o retorno do Estado à esfera econômica. E que trará, por fim, mais justiça social aos cidadãos. Vai se caminhar para um novo Bretton Woods. A etapa mais selvagem e irracional da globalização terá terminado.
Ignácio Ramonet, jornalista, ex-editor do Le Monde Diplomatique

Entupiu o sistema circulatório do capitalismo. É preciso agir rápido, antes que ocorra a trombose.
As autoridades monetárias de todo o mundo têm que intervir rápido, antes que se forme a pior das bolhas, a de pânico, que é essa que está em curso.
Na crise de 1929 o crédito também refluiu, mas isso se deu na esteira da desaceleração da atividade econômica, que foi brutal, caiu mais de 25% nos EUA. A recessão então é que diminuiu a demanda por financiamento. Hoje não. A economia não está em recessão – exceto talvez no Japão e engatinha na Europa. Mas é justamente esse paradoxo que mata o sistema: não existe crédito para a atividade econômica em curso. Pára tudo – e de repente: daí o pânico”
O Brasil tem algumas vantagens importantes em relação a outros emergentes. E o governo Lula deverá saber usá-las. Primeiro, nós não somos exportadores de petróleo e metais – nesse sentido a crise pega a Venezuela e o Chile de frente. Vão ter problemas sérios porque as cotações despencam. Nós vendemos comida e isso deve se manter em bom nível. Segundo: temos, graças a Deus, três fortes bancos estatais, o que dá ao governo instrumentos para intervir fortemente no mercado. Mais ainda, temos pelo menos três grandes empresas públicas de peso, um trunfo que conseguimos salvar do ciclo de privatizações desfechado pelo governo anterior.
O que é preciso é agir com rapidez e contundência. Desentupir o sistema de crédito. Por exemplo? O Banco Central deve obrigar os bancos a repassarem de fato os recursos liberados do compulsório para irrigar a economia (NR: uma das medidas já tomadas foi a redução do percentual de recolhimento de depósitos à vista no BC). Eles têm que emprestar a quem precisa. O governo fez a sua parte, deu a cenoura para os grandes bancos repassarem liquidez. Se eles insistirem em segurar recursos o governo deve impor uma penalização forte sobre o volume retido. Já demos a cenoura – se a mula empaca é hora do stick (o porrete)”.
Maria Conceição Tavares, economista

É preciso deixar de lado a esperança liberal de que os bancos vão agir em benefício da sociedade e do desenvolvimento. O governo tem que injetar crédito direto na veia do setor produtivo e demais instituições. A palavra que falta dizer é: estatização do crédito.
Lembro que os fatos caminham à frente das idéias também neste caso. Como decorrência da desregulação geral das finanças, desde os anos 70, os bancos sofreram uma mutação em todo mundo. Eles renunciaram à condição original de emprestadores finais, aqueles que geram o crédito e carregam o risco até a liquidação dos contratos: tornaram-se meros corretores das finanças. O banco continua a originar o empréstimo, mas securitiza a operação, revendendo-a no mercado de forma a dividir os riscos.
O problema é que esse mecanismo de defesa degenerou-se.Assumiu a forma de imensas pirâmides de ativos securitizados, em diferentes versões de derivativos que turbinaram os circuitos especulativos das finanças desreguladas. Sua essência desestabilizadora – são pirâmides invertidas cujo ponto de apoio em valor real se esfumou - só foi reconhecida pelos neoliberais urbi et orbi quando a casa caiu nos EUA, na explosão da bolha imobiliária.
Luiz Gonzaga Belluzzo, economista, professor-titular do Instituto de Economia da Unicamp e presidente do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento.

As medidas nacionalizantes de ações e bancos anunciadas pelo primeiro ministro Gordon Brown, do mesmo Labour Party de Blair, tiveram um poder eletrizante em relação aos demais governantes dos países diretamente envolvidos com as causas da crise, nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia. As medidas, elogiadas de imediato pelo novo ganhador do Prêmio Nobel de Economia, Paul Krugman, conhecido crítico das políticas econômicas e externas de Bush, foram profundas e cortantes, equivalendo, em alguns aspectos, a aplicação de uma lei marcial nas instituições

Larry Eliot, editor de economia do The Guardian, comentou em vídeo gravado na página do jornal, que chegara “a hora da esquerda”. É claro que “esquerda” neste contexto londrino, quer dizer algo diferente do que em Caracas ou mesmo no Rio de Janeiro. Quer dizer a defesa de uma melhor e mais profunda regulamentação dos mercados, coisa com que todos, no momento (na página da CBN vi comentário até do Arnaldo Jabor neste sentido!!) parecem concordar. Parecem? Vejamos.

A reação da The Economist é muito sintomática neste sentido. A revista é uma publicação seriíssima, aberta ao debate político e econômico de uma multiplicidade de correntes, mas com uma posição editorial declarada e assumida em defesa do livre mercado (por isso mesmo, por sua posição ser aberta e declarada, é dos jornais mais confiáveis, daqueles que ainda procuram distinguir fato de opinião).

Em artigo de 9/10 (“Saving the System”), depois de assinalar que, só em setembro, 159 mil trabalhadores norte-americanos perderam o emprego, e que o custo da empreitada já está chegando nos Estados Unidos a 1 trilhão de dólares, duas vezes o custo da guerra no Iraque, diz o jornal: “A direção da globalização vai mudar”. Esse processo está sendo revertido de três modos:

1) As finanças do Ocidente voltarão a ser regulamentadas.
2) O equilíbrio entre o Estado e o Mercado está mudando em outras áreas, além da de finanças. Exemplo: o do preço dos alimentos, onde vários governos estão tomando medidas estritas de controle de preços, de limitação de exportações e outras, em escala mundial.
3) Os Estados Unidos estão perdendo a sua posição de vanguarda econômica e a sua autoridade intelectual, em favor de nações que mantém uma posição forte quanto à capacidade de crédito, como a China. Aqui The Economist cita a frase do premiê chinês sobre serem os países do Ocidente os “mestres” e os outros os “discípulos” em matéria de economia: “parece que os mestres estão em dificuldade”. Flávio Aguiar, editor da Carta Maior

A liberalização financeira teve efeitos para muito além da economia. Há muito que se compreendeu que era uma arma poderosa contra a democracia. O movimento livre dos capitais cria o que alguns chamaram um “parlamento virtual” de investidores e credores que controlam de perto os programas governamentais e “votam” contra eles, se os consideram “irracionais”, quer dizer, se são em benefício do povo e não do poder privado concentrado. Os investidores e credores podem “votar” com a fuga de capitais, com ataques às divisas e com outros instrumentos que a liberalização financeira lhes serve de bandeja. Essa é uma das razões pelas quais o sistema de Bretton Woods, estabelecido pelos EUA e pela Grã-Bretanha depois da II Guerra Mundial, instituiu controle de capitais e regulou o mercado de divisas.
Pode ser que a paixão pela campanha não seja uma coisa universalmente compartilhada, mas quase todo mundo pode perceber a ansiedade desencadeada pela execução hipotecária de um milhão de residências, assim como a preocupação com os riscos que correm os postos de trabalho, as poupanças e os serviços de saúde. As propostas iniciais de Bush para lidar com a crise fediam a tal ponto a totalitarismo que não tardaram a ser modificadas. Sob intensa pressão dos lobbies, foram reformuladas “para o claro benefício das maiores instituições do sistema... uma forma de desfazer-se dos ativos sem necessidade de fracassar ou quase”, segundo descreveu James Rickards, que negociou o resgate federal por parte do fundo de cobertura de derivativos financeiros Long Term Capital Management em 1998, lembrando-nos de que estamos caminhando em terreno conhecido. Como era previsível, as medidas tomadas a esse respeito incrementaram a frequência e a profundidade dos grandes reveses econômicos, e agora estamos diante da ameaça de que se desencadeie a pior crise desde a Grande Depressão. Os EUA têm efetivamente um sistema de um só partido, o partido dos negócios, com duas facções, republicanos e democratas. Há diferenças entre eles. Larry Bartels mostra que durante as últimas seis décadas “a renda real das famílias de classe média cresceu duas vezes mais rápido sob administração democrata que republicana.
Os eleitores deveriam tê-las em conta, mas sem ter ilusões sobre os partidos políticos, e reconhecendo o padrão regular que, nos últimos séculos, vem revelando que a legislação progressista e de bem-estar social sempre foram conquistas das lutas populares, nunca presentes dos de cima. Noam Chomsky, professor emérito de lingüística no MIT – Massachussets Institute of Technology

O tempo foi passando, passando, a situação do mundo complicando-se cada vez mais, e a esquerda, impávida, continuava a desempenhar os papéis que, no poder ou na oposição, lhes haviam sido distribuídos. Eu que, entretanto, tinha feito outra descoberta, a de que Marx nunca havia tido tanta razão como hoje, imaginei, quando há um ano rebentou a burla cancerosa das hipotecas nos Estados Unidos, que a esquerda, onde quer que estivesse, se ainda era viva, iria abrir enfim a boca para dizer o que pensava do caso.Já tenho a explicação: a esquerda não pensa, não age, não arrisca um passo. Passou-se o que se passou depois, até hoje, e a esquerda, cobardemente, continua a não pensar, a não agir, a não arriscar um passo. Por isso não se estranhe a insolente pergunta do título: “Onde está a esquerda?” Não dou alvíssaras, já paguei demasiado caras as minhas ilusões.
José Saramago, escritor.

Bom, a notinha mais fraca é, para variar, por conta do Saramago, que se queixa tolamente da “esquerda”, tal qual alguém “sem nenhum poder” a culpar “alguma instância superior”, porquanto, mais acima, Chomsky esclarece: “a legislação progressista e de bem-estar social sempre foi conquista das lutas populares, nunca presente dos de cima”.

Não só das lutas populares, meu amigo, mas do próprio capitalismo selvagem que nos fez o favor de se suicidar. De forma que aqui, agora, esta noite, a liberdade!

¹ A Morte da Alma Nacional by myself.
PUBLICADO EM:21/10/2008*
A escritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango Fantasma (1977), O Animal dos Motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), Toda Prosa (2002) e Caim (2006). Participou de várias antologias importantes no Brasil e no exterior. Organizou três delas - uma das quais, Contos eróticos femininos, editada na Alemanha. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, é pesquisadora de literatura brasileira contemporânea, jornalista e publicitária.

Quinta da entrevista: Eric Hobsbawm


Crise expõe perigo de fortalecimento da direita, diz Hobsbawm

O britânico Eric Hobsbawm, considerado um dos historiadores mais influentes do século 20, disse à BBC nesta terça-feira que o maior perigo da atual crise financeira mundial é o fortalecimento da direita.

“A esquerda está virtualmente ausente. Assim, me parece que o principal beneficiário deste descontentamento atual, com uma possível exceção – pelo menos eu espero – nos Estados Unidos, será a direita”, disse Hobsbawn, em entrevista à Rádio 4.
O historiador marxista comparou o atual momento “ao dramático colapso da União Soviética” e ao fim de “uma era específica”.

“Agora sabemos que estamos no fim de uma era e não se sabe o que virá pela frente.”
Hobsbawn diz não acreditar que a linguagem marxista, que lhe serviu de norte ao longo de toda sua carreira, será proeminente politicamente, mas intelectualmente, “a análise marxista sobre a forma com a qual o capitalismo opera será verdadeiramente importante”.

Abaixo, os principais trechos da entrevista.

Muitos consideram o que está acontecendo como uma volta ao estadismo e até do socialismo. O senhor concorda?
Bem, certamente estamos vivendo a crise mais grave do capitalismo desde a década de 30. Lembro-me de um título recente do Financial Times que dizia: O capitalismo em convulsão. Há muito tempo não lia um título como esse no FT.
Agora, acredito que esta crise está sendo mais dramática por causa dos mais de 30 anos de uma certa ideologia “teológica” do livre mercado, que todos os governos do Ocidente seguiram.
Porque como Marx, Engels e Schumpter previram, a globalização - que está implícita no capitalismo -, não apenas destrói uma herança de tradição como também é incrivelmente instável: opera por meio de uma série de crises.
E o que está acontecendo agora está sendo reconhecido como o fim de uma era específica. Sem dúvida, a partir de agora falaremos mais de (John Maynard) Keynes e menos de (Milton) Friedman e (Friedrich) Hayek.
Todos concordam que, de uma forma ou de outra, o Estado terá um papel maior na economia daqui por diante.
Qualquer que seja o papel que os governos venham a assumir, será um empreendimento público de ação e iniciativa, que será algo que orientará, organizará e dirigirá também a economia privada. Será muito mais uma economia mista do que tem sido até agora.
Acredito que esta crise está sendo mais dramática por causa dos mais de 30 anos de uma certa ideologia 'teológica' do livre mercado, que todos os governos do Ocidente seguiram.

E em relação ao Estado como redistribuidor? O que tem sido feito até agora parece mais pragmático do que ideológico...
Acho que continuará sendo pragmático. O que tem acontecido nos últimos 30 anos é que o capitalismo global vem operando de uma forma incrivelmente instável, exceto, por várias razões, nos países ocidentais desenvolvidos.
No Brasil, nos anos 80, no México, nos 90, no sudeste asiático e Rússia nos anos 90, e na Argentina em 2000: todos sabiam que estas coisas poderia levar a catástrofes a curto prazo. E para nós isto implicava quedas tremendas do FTSE (índice da bolsa de Londres), mas seis meses depois, recomeçávamos de novo.
Agora, temos os mesmos incentivos que tínhamos nos anos 30: se não fizermos nada, o perigo político e social será profundo e ainda mais depois de tudo, da forma com a qual o capitalismo se reformou durante e depois da guerra sob o princípio de “nunca mais” aos riscos dos anos 30.

O senhor viu esses riscos se tornarem realidade: estava na Alemanha quando Adolf Hitler chegou ao poder. O senhor acredita que algo parecido poderia acontecer como conseqüência dos problemas atuais?
Nos anos 30, o claro efeito político da Grande Depressão a curto prazo foi o fortalecimento da direita. A esquerda não foi forte até a chegada da guerra. Então, eu acredito que este é o principal perigo.
Depois da guerra, a esquerda esteve presente em várias partes da Europa, inclusive na Inglaterra, com o Partido Trabalhista, mas hoje isso já não acontece.
A esquerda está virtualmente ausente, Assim, me parece que o principal beneficiário deste descontentamento atual, com uma possível exceção – pelo menos eu espero – nos Estados Unidos, será a direita.

O que vemos agora não é o equivalente à queda da União Soviética para a direita? Os desafios intelectuais que isto implica para o capitalismo e o livre mercado são tão profundos como os desafios enfrentados pela direita em 1989?
Sim, concordo. Acredito que esta crise é equivalente ao dramático colapso da União Soviética. Agora sabemos que acabou uma era. Não sabemos o que virá pela frente.
A globalização, que está implícita no capitalismo, não apenas destrói uma herança de tradição como também é incrivelmente instável: opera por meio de uma série de crises
Temos um problema intelectual: estávamos acostumados a pensar até então que havia apenas duas alternativas: ou o livre mercado ou o socialismo. Mas, na realidade, há muito poucos exemplos de um caso completo de laboratório de cada uma dessas ideologias.
Então eu acho que teremos de deixar de pensar em uma ou em outra e devemos pensar na natureza da mescla. E principalmente até que ponto esta mistura será motivada pela consciência do modelo socialista e das conseqüências sociais do que está acontecendo.

O senhor acredita que regressaremos à linguagem do marxismo?
Desde a crise dos anos 90, são os homens de negócio que começaram a falar assim: “Bem, Marx predisse esta globalização e podemos pensar que este capitalismo está fundamentado em uma série de crises”.
Não acredito que a linguagem marxista será proeminente politicamente, mas intelectualmente a natureza da análise marxista sobre a forma com a qual o capitalismo opera será verdadeiramente importante.

O senhor sente um pouco recuperado depois de anos em que a opinião intelectual ia de encontro ao que o senhor pensava?
Bem, obviamente há um pouco a sensação de schadenfreude (regozijo pela desgraça alheia).
Sempre dissemos que o capitalismo iria se chocar com suas próprias dificuldades, mas não me sinto recuperado.
O que é certo é que as pessoas descobrirão que de fato o que estava sendo feito não produziu os resultados esperados.
Durante 30 anos os ideólogos disseram que tudo ia dar certo: o livre mercado é lógico e produz crescimento máximo. Sim, diziam que produzia um pouco de desigualdade aqui e ali, mas também não importava muito porque os pobres estavam um pouco mais prósperos.
Agora sabemos que o que aconteceu é que se criaram condições de instabilidades enormes, que criaram condições nas quais a desigualdade afeta não apenas os mais pobres, como também cada vez mais uma grande parte de classe média.
Sobretudo, nos últimos 30 anos, os benefíciários deste grande crescimento têm sido nós, no Ocidente, que vivemos uma vida imensuravelmente superior a qualquer outro lugar do mundo.
E me surpreende muito que o Financial Times diga que o que se espera que aconteça agora é que este novo tipo de globalização controlada beneficie a quem realmente precisa, que se reduza a enorme diferença entre nós, que vivemos como príncipes, e a enorme maioria dos pobres.

A polêmica de Felizardo

Adélia Guedes

FAMÍLIA ROLIM VERSUS FAMÍLIA FELIZARDO

Eu li e reli o texto “A DESCONSTRUÇÃO DA EGOLATRIA RUBENIANA” publicado neste blog. Em outras circunstâncias eu realmente não faria qualquer tipo de comentário, principalmente de um texto prolixo e com absoluta falta de nexo. Porém, uma frase me chamou a atenção, a que sugere uma briga entre a família Rolim e os Zecas. Ao contrário da primeira família citada, creio que o autor esqueceu de citar o sobrenome desta última, ou seja, Zeca Felizardo. Era assim que o meu avô era conhecido, aliás, todos nós somos verdadeiramente conhecidos pelos nossos sobrenomes; eles refletem a nossa genealogia e ajuda a nos separar dos homônimos. Pois bem, dentre tantos outros disparates que eu li, gostaria de me ater principalmente ao fato já citado. Lembro carinhosamente de meus avós Chico Felizardo e Zeca Felizardo (eu poderia aqui sintetizar a frase e citar somente Chico e Zeca Felizardo, porém para que não haja dúvida repito o sobrenome). Além de irmãos de sangue eram amigos fraternais e juntos dividiam as angústias e alegrias de uma vida permeada de lutas e sacrifícios, mas sempre com muita honradez, dignidade e respeito a todos. Nunca em minha vida eu soube de nenhum ato desses dois que os desabonassem; daí o meu orgulho em ser uma “Zeca Felizardo” e uma “Chico Felizardo”. Pois bem, a amizade e a estima pelos amigos sempre se sobrepôs a qualquer interesse pessoal e não menos pela família Rolim, a quem sempre tiveram o mais profundo respeito e admiração; fato que eu pude presenciar durante parte de minha vida, na convivência com os meus avós em Felizardo. A prova dessa grande amizade entre a família Rolim e a Felizardo são os enlaces matrimoniais de membros dessas famílias, dos quais posso citar o casamento de minha querida tia Ereneide com Vicente Rolim, cuja filha Danielle carrega em seu semblante os inconfundíveis traços das duas famílias. Isso para não falar do casamento de meu irmão Francisco José com Guadalupe, filha de Luiz Rolim que, embora tenham se separados, deixou também dois belos filhos, sendo o mais velho chamado de Luiz Rolim Neto, numa justa homenagem ao avô. E o que dizer dos casamentos dos meus primos Paulo e Marcone, filhos de Vicente Felizardo, com Núbia e Norma, respectivamente, filhas de Valter Rolim; e de Tia Mundinha com Viceli Rolim. Creio que enxergar uma guerra entre duas famílias de amizade tão fraterna só pode ser fruto de uma mente fantasiosa. A propósito, uma guerra em que os inimigos se casam e formam lindas famílias é no mínimo surpreendente. É bem verdade que torci muito para o meu primo Rubens e a minha tia Cineide serem eleitos. Conheço muito bem os dois, sei que são pessoas honradas e inteligentes. Se não foi possível um deles ser eleito, paciência, a vida é assim. Sei que algumas telhas se quebram num processo como esse, mas é natural, acontece sempre na política; não tenho dúvidas que o tempo vai curar qualquer ferida. Mas não posso deixar de me reportar novamente ao texto citado e falar que os pseudos intelectuais, a exemplo de Luiz Antonio, são assim mesmo, verborrágicos. Usam e abusam das frases retiradas de dicionário, porém, formam frases sem sentido, sem espírito crítico, sem nenhuma reflexão pessoal. Os seus conceitos são simplistas e reducionistas e conseguem apenas exibir repertórios artificiais. Creio que valha apena refletir sobre a frase de Nelson Werneck Sodré, escritor e historiador carioca, que disse: “Saber não é escrever difícil e nem falar difícil, saber é tornar fácil aquilo que é difícil, é transferir a muitos aquilo que pertence a poucos”.

Aproveito para informar que não pretendo prolongar qualquer tipo de debate sobre essa questão e encerro aqui qualquer discussão sobre o assunto.

Adélia Maria Vieira Guedes, é neta de Chico Felizardo e de Zeca Felizardo.