terça-feira, 31 de maio de 2011



Obrigado meu Deus por ter me feito
Nordestino, poeta e cantador

Me criei com cuzcuz e leite quente
Jerimum de fazenda e melancia
Com seis anos de idade eu ja sabia
Quantas rimas se usava num repente
Fui nascido nas mãos da assistente
Na ausencia dos olhos do doutor
Mamãe nunca fez sexo sem amor
Papai nunca abriu mão do seu direito
Obrigado meu Deus por ter me feito
Nordestino, poeta e cantador
(João Paraibano)
°°°


Minha boca diz não constantemente
Mas meu peito ainda espera ela voltar

Ao sair ela disse eu vou sozinha
Vou deixar sua casa e seu Estado
Eu sem ela ainda estou desesperado
Sem eu ver o meu bem minha rainha
Não falou pra ninguem se ainda vinha
Ma smeu peito não cansa de esperar
Eu com outra não quero me casar
A não ser que uma deusa se apresente
Minha boca diz não constantemente
Mas meu peito ainda espera ela voltar
(Hipólito Moura)
°°°


Quem nunca tiver pecado
Atire a pedra primeira
(Edmilson e Lisboa)


Atire a pedra na gente
Homem que nunca traiu
Garçon que nunca cuspiu
Na comida do cliente
Idoso que vira crente
Pra não ter feito besteira
Moça muito interesseira
Que não goste de casado
Quem nunca tiver pecado
Atire a pedra primeira
(Edmilson Ferreira)

Susuu avisa...


Gostei. É isso aí, menina!
ML

Ser parceiro é...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

INJUSTIÇA (Fabrício Carpinejar)



— Não confie na frase de sua avó, de sua mãe, de sua irmã de que um dia encontrará um homem que você merece.
Não existe justiça no amor.
O amor não é censo, não é matemática, não é senso de medida, não é socialismo.
É o mais completo desequilíbrio. Ama-se logo quem a gente odiava, quem a gente provocava, quem a gente debochava. Exatamente o nosso avesso, o nosso contrário, a nossa negação.
O amor não é democrático, não é optar e gostar, não é promoção, não é prêmio de bom comportamento.
O melhor para você é o pior. Aquele que você escolhe infelizmente não tem química, não dura nem uma hora. O pior para você é o melhor. Aquele de quem você procura distância é que se aproxima e não larga sua boca.
Amor é engolir de volta os conselhos dados às amigas.
É viver em crise: ou por não merecer a companhia ou por não se merecer.
Amor é ironia. Largará tudo — profissão, cidade, família — e não será suficiente. Aceitará tudo — filhos problemáticos, horários quebrados, ex histérica — e não será suficiente.
Não se apaixonará pela pessoa ideal, mas por aquela que não conseguirá se separar. A convivência é apenas o fracasso da despedida. O beijo é apenas a incompetência do aceno.
Amar talvez seja surdez, um dos dois não foi embora, só isso; ele não ouviu o fora e ficou parado, besta, ouvindo seus olhos.
Amor é contravenção. Buscará um terrorista somente para você. Pedirá exclusividade, vida secreta, pacto de sangue, esconderijo no quarto. Apagará o mundo dele, terá inveja de suas velhas amizades, de suas novas amizades, cerceará o sujeito com perguntas, ameaçará o sujeito com gentilezas, reclamará por mais espaço quando ele já loteou o invisível.
Ninguém que ama percebe que exige demais; afirmará que ainda é pouco, afirmará que a cobrança é necessária. Deseja-se desculpa a qualquer momento, perdão a qualquer ruído.
Amar não tem igualdade, é populismo, é assistencialismo, é querer ser beneficiado acima de todos, é ser corrompido pela predileção, corroído pelo favoritismo. É não fazer outra coisa senão esperar algum mimo, algum abraço, algum sentido.
Amor não tem saída: reclama-se da rotina ou quando ele está diferente. É censura (Por que você falou aquilo?), é ditadura (Você não devia ter feito aquilo!). É discutir a noite inteira para corrigir uma palavra áspera, discutir metade da manhã até estacionar o silêncio.
Amor é uma injustiça, minha filha. Uma monstruosidade.
Você mentirá várias vezes que nunca amará ele de novo e sempre amará, absolutamente porque não tem nenhum controle sobre o amor.


Fonte:http://carpinejar.blogspot.com/

Federalização da educação

Adelmir Santana
Presidente do Sistema Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito
Federal

A educação precisa ser o tema central das políticas públicas nacionais. Trata-se de uma visão estratégica a ser perseguida pelos nossos políticos e governantes. Refletir sobre o tema é sempre necessário. Essa discussão não deve ter hora, local ou data para ocorrer.

A fala da professora do Rio Grande Norte, assistida por mais de 1 milhão de pessoas na internet e divulgada na rede, deixa isso bem claro. Ela chama a nossa atenção para os baixos recursos investidos no sistema educacional brasileiro e para a péssima remuneração oferecida aos educadores. Assim como comprova a precariedade das condições de nossas escolas. É tempo de resolver esses problemas.

Os dados são desanimadores e o investimento em educação continua insignificante. Os estados e municípios reclamam, com razão, da falta de recursos para remunerar de forma adequada seus professores e investir na qualidade das escolas. É uma realidade. A solução para o problema, acredito, passa cada vez mais pelo caminho da federalização da educação, conforme alguns especialistas vêm apontando.

Com a responsabilidade financeira transferida para quem detém os recursos - a União - se alcançaria a eliminação dos conhecidos desvios de verbas, concentrando em uma única fonte a fiscalização e a cobrança por ações transparentes, sob o controle de toda a sociedade brasileira.

Outra solução eficiente para o problema passa pelo estímulo à educação profissional como forma de atender a necessidade imediata por emprego. É ainda uma forma de dar uma profissão digna e uma remuneração adequada ao jovem brasileiro.

Sem o investimento em cursos técnicos e profissionalizantes, o País será levado ao apagão de mão de obra. Levantamento feito por uma organização internacional aponta isso: apenas 14% dos empresários brasileiros não têm dificuldades ao buscar profissionais qualificados para suas empresas e 60% da demanda é por pessoas com formação técnica.

Esse trabalho dedicado ao ensino profissionalizante vem sendo desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) há 44 anos no DF. A instituição, administrada pelo Sistema Fecomércio-DF, atua no desenvolvimento de pessoas para o mercado dos setores de comércio, serviços e turismo.

Nesse período, formou mais de um milhão de cidadãos. Sem o estímulo a educação profissional, teria sido impossível desenvolver a economia brasiliense.

Com soluções como essas - federalização da educação e fortalecimento do ensino técnico - o Brasil avançará mais facilmente ao posto de nação desenvolvida e evitará depoimentos angustiantes como o da professora de Natal. Ela, com uma só pergunta, sintetizou o drama vivido pela classe: "Serei eu a redentora desse País?"

Jornal de Brasilia - 30/05/2011
Fonte: http://blogln.ning.com/profiles/blogs/federalizacao-da-educacao


Cá comigo:

Como se diz popularmente, "cada cabeça, uma sentença".

Som do domingo

sábado, 28 de maio de 2011

O amor...


Algo sublime, encantado
Divino, inalcançável,
Terra em que se anda com cuidado
Buscando algo afável
°°°
Ah! O Amor...
Onde encontrá-lo?
Será ele dado?
Ou devemos cultivá-lo?
°°°
Ah! Amor...
Para alguns, és sentimento de tristeza
Para outros, felicidade e alegria
Será amor, tu seres capaz de tanta estripulia?
°°°
Ainda busco encontrar esse amor
Sentimento de esplendor, alegria e dor.
Que nos permite queimar no fogo da paixão
E sentir forte o bater do coração.
--



Caio Josué
Estudante de Direito
Fortaleza - CE

Coluna: Livre pensar



Política é coisa de gente grande ou para gente grande, esses imitadores de brincar estão acabando com a cidade, será que os homens hão-de aprender que a política não é a moral e que se ocupa apenas do que é oportuno?
É uma lástima que nossa Ipaumirim continue na mesmice, sem falar que, alguns futuros candidatos tem uma visão de “prossecução” da política, e atuam como uma forma de ganhar a vida e não uma forma de ajudar ao próximo e ao desenvolvimento do município.
Visitei a minha cidade recente e senti o descaso, já esta mais do que na hora de nascer um partido para liberta a nossa Ipaumirim do oportunismo político que já vem estendendo-se ao longo dos anos.
Não se trata já de um agir plural, exigido pela comunhão de esforços, mas sim da institucionalização de fins humanos, a cuja “prossecução politica” afeta o desenvolvimento de um trabalho social bem desenvolvido para no futuro nascer uma Ipaumirim estruturada.
Percebi que há um grupo empenhado e que realiza um trabalho social bem desenvolvido dentro do nosso município, fazendo o bem sem olhar a quem e não esperam o retorno; isso é essencial para o desenvolvimento dessa cidade cujo os moradores tem o sonho de vivenciar uma qualidade de vida merecida por todos e não para a pequena parcela que hoje a desfruta.
Fica meu apelo aos jovens para transformar a nossa Ipaumirim, aos jovens que andam engajados e realizando esse trabalho social.
Esses jovens com certeza serão o futuro do nosso amanhã e não trás em si o vício arbitrário que a política cria e fixa-se nas veias de cada um político existente em nosso Brasil.
Arabelle Nery
Estudante de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa - Portugal.
Filha de Ipaumirim.

Lisboa 27 de Maio de 2011.

Comentário:


Arabelle,É uma triste realidade a situação do nosso municipio, eu realmente não entendo o por que que os "governantes" não fazem absolutamente NADA. Ipaumirim é a msm coisa sempre, um dia conversando com um ex-secretário da administração ele me disse que as coisas eram dificeis, e só sabia quem estava lá no comando, mas eu pergunto é tão dificil assim que não dá para fazer nada??
Parabéns pelo artigo e continuemos na luta para um Ipaumirim Melhor.

Erivando Teles

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sefaz Ceará divulga quotas do ICMS, IPVA e IPI - Exportação.


A Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará (Sefaz) divulgou a Portaria n° 425/2011, de 20 de abril de 2011, que dispõe sobre a divulgação, por município cearense, das quotas parte do ICMS, IPVA e IPI - Exportação, recebidos e transferidos.
O documento foi assinado pelo secretário adjunto da Fazenda, João Marcos Maia, respondendo pela Sefaz-CE, e publicado no Diário Oficial do Estado de quinta-feira (26).
Iguatu é o município que recebe mais recurso na região, em um valor total de R$ 865.731,93 (oitocentos e sessenta e cinco mil reais), seguido de Jaguaribe (R$ 287.960,46), estabelecido de fato como segundo maior receptor destes impostos, e, logo após, o Icó (R$ 245.817,31).

Vi no Icó é notícia

Que dó, que dó, que dó

Ando ausente tentando botar as coisas em dia. Ontem e hoje é a maratona do check up de olhos. Ontem o dia inteiro e hoje a tarde inteira. Credo! Pra fechar a semana, a manhã inteira de hoje na Receita Federal. Pense no tratamento dado a assalariado no atendimento da receita! Quero ser empresária xiki, ter milhões de advogados e tratamento vip.

quinta-feira, 26 de maio de 2011



Icó O que era para ser um trabalho feito por operários, é improvisado por crianças e adolescentes em troca de esmola. Os menores de idade permanecem por boa parte do tempo colocando pás de terra nos buracos do asfalto ao longo do trecho de 120km da BR-116, entre a cidade de Jaguaribe e o triângulo de acesso à Ipaumirim.
Nesta semana, próximo ao acesso para a cidade de Umari, na região Centro-Sul do Estado, três crianças estavam no período da tarde colocando terra em buracos da BR-116 na esperança de que os motoristas agradecessem e jogassem moedas.
A casa deles fica próxima. "Pela manhã, a gente vai para a escola, mas a tarde a gente vem pra cá para ganhar algum dinheiro", disse um dos meninos. Segundo o trio, os pais sabem e fornecem até as pás e enxadas. Em média, os adolescentes conseguem R$ 10,00 por uma tarde de trabalho.
O trio parece não acreditar em risco de acidentes. "Não é perigoso porque quando os carros passam, a gente fica na beira do asfalto", justifica outro adolescente. O acostamento é o ponto de retirada da terra para cobrir os buracos e o espaço de possível proteção para os trabalhadores infantis.
Apesar dos buracos, alguns veículos passaram em alta velocidade e a necessidade de desviar das verdadeiras crateras faz com que os carros trafeguem em ziguezague. Em alguns pontos, os motoristas invadem o acostamento.

"Não tem fiscalização e a empresa responsável faz um serviço mal feito", disse o motorista de carreta, Eduardo Guerreiro. "No Ceará e no Sul do Piauí, as estradas estão muito ruins".
O bancário Luís Gustavo Almeida considera a situação deprimente. Não concorda em dar dinheiro para os adolescentes.
O promotor de Justiça, Leydomar Nunes Pereira, observou que os pais dessas crianças e adolescentes podem ser responsabilizados por crime de abandono material. "Antes de tudo, é constrangedor", disse. "É uma questão social e econômica e, apesar dos avanços e dos programas sociais, ainda há muito miséria no campo, nas margens das rodovias".
Leydomar Pereira defende uma ação conjunta entre as Secretarias de Ação Social dos Municípios por onde passam as rodovias, do próprio Ministério Público e do Conselho Tutelar, a quem caberia fiscalizar e proibir a permanência das crianças e adolescentes na rodovia.
O promotor de Justiça observou que a maioria das crianças na zona rural está incluída no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). "Se essas crianças não estiveram assistidas pelo Peti devem ser cadastradas e isso é um trabalho que deve ser feito pela Secretaria de Ação Social e pelo Conselho Tutelar de cada Município", observou.
A assessoria de Comunicação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em Brasília, informou que o "período chuvoso compromete a regular execução da manutenção rodoviária e assim que as chuvas cessarem a manutenção da rodovia será iniciada, com serviço de tapa-buracos e intervenções nos trechos mais estragados".

MAIS INFORMAÇÕES:
Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes Dnit -
Escritório em Brasília
Telefone: (61) 3315. 4161
Honório Barbosa
Repórter

Diário do Nordeste

VI NO ICÓ É NOTÍCIA

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Quero dançar assim!

Vi no Icó é notícia



OS BONS PREFEITOS - Um levantamento feito por um conhecido Instituto de Pesquisa, com atuação no Ceará, mostra que se as eleições fossem hoje haveria uma grande mudança na direção dos nossos municípios. As informações foram divulgadas na coluna da última segunda-feira (23) de Antônio Viana, no jornal O Estado.

OS BONS PREFEITOS - Contudo, em uma boa parte deles, os atuais prefeitos(as) se reelegeriam. Estão com atuações consideradas boas junto à luz de suas comunidades, dentre outros, na região, o prefeito de Iguatu, Agenor Neto.

OS BONS PREFEITOS - Também fazem parte da lista os prefeitos dos municípios de Apuiarés, Acarape, Itaiçaba, Paramoti, Caridade, Crato, Limoeiro do Norte, São Gonçalo do Amarante, Várzea Alegre, Ocara, Aracoiaba, Pacoti, Itapiúna, Itarema, Trairi, Horizonte, Tururu, Missão Velha, Maranguape, Maracanaú, Moraújo, Palhano, Sobral e Parambu.

terça-feira, 24 de maio de 2011

E eu que pensei que já tinha visto tudo...

Livre pensar


O PASTOR HEREGE

(Revista Carta Capital - Gerson Freitas Jr)

Deus nos livre de um Brasil evangélico.” Quem afirma é um pastor, o cearense Ricardo Gondim. Segundo ele, o movimento neopentecostal se expande com um projeto de poder e imposição de valores, mas em seu crescimento estão as raízes da própria decadência. Os evangélicos, diz Gondim, absorvem cada vez mais elementos do perfil religioso típico dos brasileiros, embora tendam a recrudescer em questões como o aborto e os direitos homossexuais. Aos 57 anos, pastor há 34, Gondim é líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista. E tornou-se um dos mais populares críticos do mainstream evangélico, o que o transformou em alvo. “Sou o herege da vez”, diz na entrevista a seguir.

CartaCapital: Os evangélicos tiveram papel importante nas últimas eleições. O Brasil está se tornando um país mais influenciável pelo discurso desse movimento?
Ricardo Gondim:
Sim, mesmo porque, é notório o crescimento do número de evangélicos. Mas é importante fazer uma ponderação qualitativa. Quanto mais cresce, mais o movimento evangélico também se deixa influenciar. O rigor doutrinário e os valores típicos dos pequenos grupos se dispersam, e os evangélicos ficam mais próximos do perfil religioso típico do brasileiro.

CC: Como o senhor define esse perfil?
RG:
Extremamente eclético e ecumênico. Pela primeira vez, temos evangélicos que pertencem também a comunidades católicas ou espíritas. Já se fala em um “evangelicalismo popular”, nos moldes do catolicismo popular, e em evangélicos não praticantes, o que não existia até pouco tempo atrás. O movimento cresce, mas perde força. E por isso tem de eleger alguns temas que lhe assegurem uma identidade. Nos Estados Unidos, a igreja se apega a três assuntos: aborto, homossexualidade e a influência islâmica no mundo. No Brasil, não é diferente. Existe um conservadorismo extremo nessas áreas, mas um relaxamento em outras. Há aberrações éticas enormes.

CC: O senhor escreveu um artigo intitulado “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico”. Por que um pastor evangélico afirma isso?
RG
: Porque esse projeto impõe não só a espiritualidade, mas toda a cultura, estética e cosmovisão do mundo evangélico, o que não é de nenhum modo desejável. Seria a talebanização do Brasil. Precisamos da diversidade cultural e religiosa. O movimento evangélico se expande com a proposta de ser a maioria, para poder cada vez mais definir o rumo das eleições e, quem sabe, escolher o presidente da República. Isso fica muito claro no projeto da Igreja Universal. O objetivo de ter o pastor no Congresso, nas instâncias de poder, é o de facilitar a expansão da igreja. E, nesse sentido, o movimento é maquiavélico. Se é para salvar o Brasil da perdição, os fins justificam os meios.

CC: O movimento americano é a grande inspiração para os evangélicos no Brasil?
RG:
O movimento brasileiro é filho direto do fundamentalismo norte-americano. Os Estados Unidos exportam seu american way oflife de várias maneiras, e a igreja evangélica é uma das principais. As lideranças daqui leem basicamente os autores norte-americanos e neles buscam toda a sua espiritualidade, teologia e normatização comportamental. A igreja americana é pragmática, gerencial, o que é muito próprio daquela cultura. Funciona como uma agência prestadora de serviços religiosos, de cura, libertação, prosperidade financeira. Em um país como o Brasil, onde quase todos nascem católicos, a igreja evangélica precisa ser extremamente ágil, pragmática e oferecer resultados para se impor. É uma lógica individualista e antiética. Um ensino muito comum nas igrejas é a de que Deus abre portas de emprego para os fiéis. Eu ensino minha comunidade a se desvincular dessa linguagem. Nós nos revoltamos quando ouvimos que algum político abriu uma porta para o apadrinhado. Por que seria diferente com Deus?

CC: O senhor afirma que a igreja evangélica brasileira está em decadência, mas o movimento continua a crescer.
RG:
Uma igreja que, para se sustentar, precisa de campanhas cada vez mais mirabolantes, um discurso cada vez mais histriônico e promessas cada vez mais absurdas está em decadência. Se para ter a sua adesão eu preciso apelar a valores cada vez mais primitivos e sensoriais e produzir o medo do mundo mágico, transcendental, então a minha mensagem está fragilizada.

CC: Pode-se dizer o mesmo do movimento norte-americano?
RG:
Muitos dizem que sim, apesar dos números. Há um entusiasmo crescente dos mesmos, mas uma rejeição cada vez maior dos que estão de fora. Hoje, nos Estados Unidos, uma pessoa que não tenha sido criada no meio e que tenha um mínimo de senso crítico nunca vai se aproximar dessa igreja, associada ao Bush, à intolerância em todos os sentidos, ao Tea Party, à guerra.

CC: O senhor é a favor da união civil entre homossexuais?
RG:
Sou a favor. O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossensuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou heterossexualidade.

CC: O senhor enfrenta muita oposição de seus pares?
RG:
Muita! Fui eleito o herege da vez. Entre outras coisas, porque advogo a tese de que a teologia de um Deus títere, controlador da história, não cabe mais. Pode ter cabido na era medieval, mas não hoje. O Deus em que creio não controla, mas ama. É incompatível a existência de um Deus controlador com a liberdade humana. Se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins acontecem, então há algo errado com esse pressuposto. Minha resposta é que Deus não está no controle. A favela, o córrego poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com Deus. Concordo muito com Simone Weil, uma judia convertida ao catolicismo durante a Segunda Guerra Mundial, quando diz que o mundo só é possível pela ausência de Deus. Vivemos como se Deus não existisse, porque só assim nos tornamos cidadãos responsáveis, nos humanizamos, lutamos pela vida, pelo bem. A visão de Deus como um pai todo-poderoso, que vai me proteger, poupar, socorrer e abrir portas é infantilizadora da vida.

CC: Mas os movimentos cristãos foram sempre na direção oposta.
RG
: Não necessariamente. Para alguns autores, a decadência do protestantismo na Europa não é, verdadeiramente, uma decadência, mas o cumprimento de seus objetivos: igrejas vazias e cidadãos cada vez mais cidadãos, mais preocupados com a questão dos direitos humanos, do bom trato da vida e do meio ambiente.


Fonte: Sete Candeeiros Cajá

Fantástico



90 minutos de tráfego aéreo condensado em dois minutos e meio. Haja Deus!

Ví no Anões em chamas.

Aposentado pelo fator tem como acionar INSS de graça



Pensionistas de benefícios concedidos desde 1999 também têm direito a pedir revisão
POR LUCIENE BRAGA

Rio - Aposentados do INSS por tempo de contribuição a partir da entrada em vigor da Lei 9.876, em 1999, devem procurar a Justiça para ter de volta a diferença provocada pelo fator previdenciário no cálculo dos benefícios. Nos Juizados Especiais Federais é possível mover ação sem gastar dinheiro. Pensionistas também podem protocolar processo judicial. Caso o juizado não conceda a revisão, o segurado dever recorrer à vara previdenciária. Mas neste caso é necessário contratar advogado.

O fator leva em conta a expectativa de vida do trabalhador e resulta em redução do valor do benefício. Segundo o especialista Guilherme Portanova, do portal Assessor Previdenciário (www.assessorprevidenciario.com.br), todas as aposentadorias por tempo de contribuição que tiveram a incidência do mecanismo estariam erradas. Há cinco possibilidades de revisão válidas para quem se aposentou com mais de um salário mínimo (R$ 510) extensivas também aos pensionistas, conforme O DIA antecipou esta semana.

Uma das ações é a contestação de perdas pela diferença entre homens e mulheres: o benefício feminino pode ser de 1% a 20% menor que o masculino. Mulheres têm idade mínima de 48 anos e 30 de contribuição. Homens devem ter 53 anos de idade ou 35 de contribuição. Mas, na aplicação do fator, o cálculo prejudicou as mulheres, sem contemplar a diferença.

A idade média de vida é outro problema, pelo fato de o fator usar taxa de sobrevida única. Quem perde é o homem, que vive menos, porque é usada a expectativa de vida da mulher no cálculo. Neste caso, o reajuste é de 8%. Outra tese prevê exclusão do fator na contagem de tempo especial. A ação pode garantir revisão de 15% a 25%, em média, mas pode atingir 80%.

A Emenda Constitucional 20, de 1998, prevê pedágio como regra de transição. Quem cumpriu tempo, idade mínima ou pedágio não deveria ter o fator. Assim a revisão é de até 80%.

O que você precisa saber antes de procurar a Justiça

PENSIONISTA PODE?
Sim. Se o aposentado não recorreu à Justiça em vida, o direito é extensivo aos pensionistas. O viúvo, inventariante, espólio ou pensionista podem entrar com a ação para receber as diferenças retroativas aos últimos cinco anos. No caso do pensionista, a revisão atinge o valor que ainda continua sendo pago, ou seja, além de receber o atrasado, aumenta o valor do benefício.

COMO ENTRAR NA JUSTIÇA
Nos Juizados Especiais Federais, é possível entrar com processo com ou sem advogado. Há atendentes que explicam como proceder para fazer a petição inicial (documento que inicia o processo). Se os atrasados forem superiores a 60 salários mínimos (R$ 30.600), é preciso abrir mão da diferença ou então aguardar o pagamento integral por precatório, o que pode levar muito tempo.

VARAS PREVIDENCIÁRIAS
Caso o juizado não conceda a revisão pedida, é possível recorrer na vara previdenciária, neste caso é preciso ter advogado.

DOCUMENTOS
Para entrar com ação, é preciso levar documento de identidade, CPF, a carta de concessão (se o segurado tiver tido revisão administrativa ou judicial deve apresentar a nova carta de concessão recebida no ato da correção feita pelo INSS), extratos de vínculos e salários de contribuição do Cadastro Nacional de Informações Sociais (Cnis) e comprovante de residência.

EXTRAVIO
O ideal é guardar todo e qualquer documento do INSS, mas, se por algum problema, o segurado não tiver mais a memória de cálculo, ele deve agendar ida à agência e solicitar o documento que traz o resumo de sua vida como segurado.
Fonte: http://blogln.ning.com/profiles/blogs/aposentado-pelo-fator-tem-como

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Boas novas em IP



O projeto “ Ler pra crer- Casa Jerônimo Jorge ” é uma proposta de intervenção, produção e promoção artística através da literatura em sua diversidade de gêneros. Tem por objetivo geral estimular a produção literária em culminância com a produção artística juntamente a oficinas que despertem o interesse e o contato com todo tipo de obra e expressão artística valorizando a cultura cearense.
Estas atividades a princípio serão: silk scren / stencil art, onde os participantes poderão reproduzir em camisetas e cartões diversos, poemas e assuntos relacionados a autores estudados dentro da oficina em questão. Outra seria oficina de xilogravura e literatura de cordel, onde também a importância da produção literária caminha junto a produção artística. E demais iniciativas que compreendem a arte contemporânea em diversos contextos, que se fará uso em decorrência da demanda e do estudo geográfico.
O público-alvo serão crianças de 6 à 12 e jovens até 29 anos. Porém será ofertado cursos para todo tipo de público como a terceira idade e “ deficientes”.
A importância de iniciativas como esta, além de introduzir todos os valores culturais/ estéticos e intelectuais para os participantes, se dá também em proporcionar e criar uma cultura artística local onde não há aparentemente nenhuma iniciativa concreta relacionada ao tema. Importante dizer que a iniciativa propõe como possibilidade de geração de renda aos participantes a venda dos produtos confeccionados em feira cultural.
A cidade escolhida para execução do projeto é Ipaumirim, localizada no sul do Estado do Ceará. Por ser uma cidade de característica sertaneja, a falta de vivências que promovam o desenvolvimento crítico e artístico, de caráter político social, a cidade torna-se vulnerável à cultura de massa.
Os espaços de formação cultural / artística ou de integração se reduzem a educação escolar, que são duas.
O desenvolvimento econômico é através de pequenos comércios locais, das pequenas atividades agrárias e a própria prefeitura.
Todo mês de janeiro a cidade recebe romaria, a terceira maior do estado, devida homenagem da igreja católica. Tendo por isso um fluxo de pessoas muito maior.
Algumas iniciativas de instituições do estado e de pessoas da cidade de Ipaumirim começaram a surgir a partir de uns anos pra cá. Mas neste momento atual, as condições de educação e políticas educacionais de desenvolvimento humano na cidade ainda carecem de atenção.
Coordenador: Felipe Gregório Castelo Branco Alves

Enviada por Erivando Teles

domingo, 22 de maio de 2011

De Ezra Pound



"Sei somente que nada sei.

Cheguei tarde demais à incerteza máxima"

Ao mestre com carinho



Que saudade que tenho e como sou agradecida às minhas professoras no velho Grupo Escolar D. Francisco de Assis Pires. Quadro negro, giz, energia e disposição eram as únicas ferramentas que contavam para nos ensinar a ser cidadãos. Nem tinham curso superior, eram normalistas, ensino médio, mas sabiam se impor aos alunos. Cobravam, exigiam, reprovavam, botavam de castigo. As novas metodologias do ensino condenaram os velhos métodos. Os professores nunca tiveram bom salário mas eram respeitados pela comunidade. Hoje, eles são humilhados, abandonados e agredidos pelos governantes, pelos pais, pelos alunos, pela comunidade. É preciso sobretudo uma mudança de mentalidade. Que se paguem bons salários, que se exija ensino de qualidade. É preciso investir na qualificação do professor e exigir resultados compatíveis com as demandas que se impõem para uma boa formação do aluno. Só com vontade política, coragem, respeito, investimento, muito trabalho e responsabilidade coletiva podemos pensar uma escola diferente. Os bons exemplos estão aí para mostrar que ainda é possível acreditar.

ML

sábado, 21 de maio de 2011

Enviada por Erivando Teles

25 dicas para usar lenços e echarpes





Vi no blog Querido Leitor e trouxe pra vcs. Acho lindo quem sabe usá-los com criatividade e elegância Infelizmente este meu pescoço a la Castelo Branco não me permite ousadias.

Fala que eu não te escuto

Eleições à vista



Mesmo com menos chuva, obras em pontes no Centro-Sul não foram retomadas, causando transtornos na região

Ipaumirim Há seis meses que os moradores desta cidade e de Baixio, na região Centro-Sul do Ceará, enfrentam transtornos de acesso em decorrência da demolição de duas pontes, que ainda não foram reconstruídas. Nos dias de chuva, a população fica praticamente ilhada, pois o desvio fica alagado e a passagem improvisada, instalada com pranchas de madeira, traz risco para os veículos.
Os moradores da cidade de Baixio sentem-se mais prejudicados. "Quando chove o desvio fica alagado e é preciso passar a pé, deixar o veículo para trás e tentar pegar outra condução", contou o professor Gildo Holanda Gonçalves, que toda semana precisa viajar até a cidade de Cajazeiras (PB), onde ensina a disciplina de Filosofia.
Desde o mês de abril passado, quando houve intensificação da pluviometria, aumentou o transtorno enfrentado pelos moradores. A ponte sobre o Riacho Santa Bárbara, fica localizada entre as cidades de Baixio e Ipaumirim. A rodovia CE-151 é o principal acesso. Foi demolida para a construção de uma nova ponte, mais larga. "Se o riacho estiver cheio não há como passar", disse o comerciante Francisco Rodrigues. "Fizeram um desvio, mas quando chove fica alagado", reclama.
Para quem mora em Baixio, a CE-151 é o único acesso por via asfáltica para a cidade de Ipaumirim e daí para a BR-116. "O ônibus não passa pelo desvio quando o riacho está cheio, e os passageiros têm de passar a pé e pegar outra condução para chegar à cidade", observou o professor Gildo Gonçalves. "Nós apelamos para que as autoridades tomem alguma providência em defesa da população".

Passagem de madeira

Os moradores da sede de Ipaumirim também enfrentam problema semelhante. A ponte de acesso à cidade foi demolida na mesma época para edificação de uma via mais larga. "Colocaram uma passagem de madeira e fizeram um desvio. Quando chove forte, os carros não passam", contou a presidente do Sindicato dos Servidores do Município, Terezinha Gonçalves. "Só deveriam ter destruído a ponte antiga antes do período chuvoso se desse tempo construir a nova". Para a maioria dos moradores, a empresa responsável pela obra de reconstrução da rodovia e das pontes deveria ter aguardado o fim do inverno. Em fevereiro passado, a Câmara Municipal de Ipaumirim encaminhou ofício ao Governo do Estado comunicando o fato, mostrando os transtornos e prejuízos e solicitando providências urgentes. Três meses já se passaram e nada de concreto foi feito.
A vereadora Joselba Alencar lembrou que o único hospital de Ipaumirim fica localizado após a ponte e os doentes são afetados ante a dificuldade de acesso. O presidente do Legislativo, Wilson de Freitas, lembrou que o único acesso para os veículos é seguir por uma estrada de terra até o Estado da Paraíba, por um percurso de 15km, e depois mais 20km para chegar à BR-116. "Todo esse transtorno não estaria ocorrendo se as pontes tivessem sido construídas", disse Freitas. "A gente previa que a situação iria se agravar no inverno", aponta.
O engenheiro residente do 9º Distrito Operacional do DER em Iguatu, Gentil Maia, esclareceu que o Governo do Estado já requereu de imediato que a construtora reinicie o serviço de construção das duas pontes. "As chuvas diminuíram e já está dando para trabalhar. Não há por que esperar mais tempo".
Maia reconheceu o transtorno para os moradores e avaliou que ocorreu um erro por parte da construtora que demoliu as duas pontes, mas não concluiu a construção das novas vias de acesso antes do inverno. "Houve um mau planejamento. O tempo aliviou e esperamos que a obra recomece logo".
Honório Barbosa
Repórter

MAIS INFORMAÇÕES
9º Distrito Operacional do DER - Município de Iguatu
- Região Centro-Sul - Rodovia CE-371 km 01, telefone: (88) 3581.9459
Fonte:http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=984481



Cá comigo: Até parece que o problema começou semana passada. Descaso, falta de prestígio e de representação política só dá nisso mesmo. Estamos na entresafra eleitoreira, é chegada a hora da mendicância política. Agora é rondar os eleitos no último pleito para ver quem tem tempo de pensar se pode, se não pode, se interessa, se não interessa, se lembra, se não lembra, se sabe onde fica Ipaumirim para ver se há alguém na esfera estadual e/ou federal que tenha dó de um munícípio com uma localização estratégica em termos de segurança mas sem a menor importância no contexto político e econômico estadual. Aí, nóis chora.

ML

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Deu no Icó é notícia

RETRANSMISSÃO DE TV EM IPAUMIRIM - A Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica, do Departamento de Outorga de Serviços de Comunicação Eletrônica, publicou a Portaria n° 39, de 12 de maio de 2011.

RETRANSMISSÃO DE TV EM IPAUMIRIM - No documento, o diretor do Departamento de Outorga, Dermeval da Silva Júnior, tendo em vista o processo n° 53650.000185/2000, resolve aprovar o local de instalação da estação e a utilização dos equipamentos da Televisão Verdes Mares LTDA, no município de Ipaumirim, utilizando o canal 10+ (dez, decalado para mais).

RETRANSMISSÃO DE TV EM IPAUMIRIM - A autorização trata da executar do Serviço de Retransmissão de Televisão, ancilar ao Serviço de Radiodifusão de Sons e Imagens, em caráter primário. Provavelmente, trata-se da retransmissão da TV Verdes Mares Cariri na localidade. A informação foi divulgada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (18).

Nossos vizinhos



Renúncia: a Vingança dos Cartaxos

Ana Cartaxo, mãe de João do Couto Cartaxo, que foi morto com tiros de bacamarte, em 1876, quando defendia a cidade de Cajazeiras, teria mando matar e conservava em uma panela de barro as 12 orelhas dos seis assassinos de seu filho. Em sua memória foi construído um monumento na Avenida Comandante Vital Rolim e foi destruído pelo governo de Dr. Léo Abreu. Os “adivinhões” da cidade estão dizendo que a renúncia do prefeito Léo Abreu, faltando ainda um ano, seis meses e quinze dias para o término de seu mandato, foi mais uma “vingança” ou uma “maldição” dos Cartaxos.

Renúncia: a previsão do pescador

Um cidadão, que pesca no Açude Lagoa do Arroz, desde a sua inauguração, voltava da pescaria com várias piabas enfiadas numa corda de salsa, quando menos esperou a corda se quebrou e várias piabas caíram no chão e depois de apanhá-las, refletiu: hoje vai acontecer alguma coisa de anormal e durante todo o trajeto para casa ficou preocupado e matutando sobre o rompimento da salsa.

Renúncia: a previsão do pescador2

Quando pôs os pés em casa e ligou o radio para, enquanto tratava as bichinhas, no lugar da música, ouviu foi a voz de Peterson Santos, em Edição Extra, dando o maior “furo”, através dos microfones da Rádio Alto Piranhas: “e atenção: acaba de renunciar o seu mandato, o prefeito de Cajazeiras, Léo Abreu”. E a “intuição” do pescador se confirmou e respondeu para si: que desgraça!

Renúncia: foro íntimo

O ex-prefeito Léo Abreu justificou na sua histórica decisão que a renúncia teve motivo de foro íntimo. È a versão oficial. Até agora, a única verdadeira. Mas inúmeras “versões” vêm circulando, tanto pela imprensa, quanto nos bastidores. Uma que tem cheiro de contradição foi a dada por seu pai, deputado estadual Antonio Vituriano de Abreu, que disse ter havido um acordo entre Léo e o vice Carlos Rafael, para depois da metade do mandato renunciar e entregar ao vice e em seguida, na mesma entrevista, disse ainda: não sabia de nada sobre a renúncia. Qual das duas versões tem fundamento?

Renúncia: pouco dinheiro

Ainda circula e o próprio pai de Dr. Léo também tem mais esta versão: “por que ser prefeito para ganhar apenas sete mil reais por mês, enquanto como médico pode ganhar várias vezes este valor?”

Renúncia: muito dinheiro

Um radialista da capital do Estado, através de uma cadeia de rádio, teria dito que na realidade houve um “acordo” e nas “entrelinhas” deste “acordo” teria uma quantia em reai$ que ultrapassou a cifra de um milhão, fato também muito comentado nas “moinhas” dos fofoqueiros de plantão, nas galerias da Câmara Municipal e em muitas rodas de conversas em bares e esquinas da cidade.

Renúncia: muito débito

Outra versão que circula é de que os débitos feitos pelo ex-prefeito Léo Abreu, com fornecedores da prefeitura, já atingia a vultosa importância de seis milhões de reais e não tinha como, mesmo fazendo milagres, como saldá-las e isto estaria tirando o sono e o juízo do prefeito.

Renúncia: relatório do TCE

Mas um fato que teria apressado a renúncia de Dr. Léo teria sido que tinha tomado conhecimento de um relatório do Tribunal de Contas do Estado sobre as contas do ano de 2009, cujo parecer seria “arrasador” e o teria deixado, segundo os mais íntimos, num profundo estado de depressão.

Renúncia: amigos do poder

Um fato que também teria contribuído para a sua renúncia seria para se livrar de uma “dúzia” de alguns “amigos do poder”, que a cada dia queria “sugar” o dinheiro dos cofres da “muda”. Era visível o sinal de “riqueza” destes “amigos”, alguns deles, antes moravam em casas alugadas e nem o aluguel pagavam e hoje possuíam mansões, carros luxuosos e prósperas casas comerciais.

Renuncia: pressões

Ele não estaria agüentando mais, tanto por parte da própria esposa, como de outros familiares e dos verdadeiros amigos, as pressões para estancar esta sangria. Eram muitas as conversas, fofocas e intrigas “palacianas” em torno desta questão e em algumas ocasiões chegou a se impor um isolamento por até cinco dias e tinha como principal refúgio as salas de cirurgias de hospitais da região e do vizinho estado do Ceará.

Renúncia: desencanto

Dr. Léo deve ter pensado uma coisa e encontrou outra totalmente diferente, depois que se sentou na cadeira de prefeito. No lugar de um céu, encontrou um inferno. No lugar do encanto, o desencanto, a decepção, a traição, os carcarás, os desonestos, os oportunistas e poucos, mas pouquíssimos amigos e talvez tudo isto e mais alguma coisa bem pessoal, de foro íntimo tenham contribuído para a sua renúncia, que infelizmente, não deixa de “manchar” a sua vida como homem público.

Renúncia – Histórica

Dr. Léo entra para a História de Cajazeiras, de forma triste e melancólica, como o primeiro mandatário do município a renunciar o cargo de prefeito. Coragem? Covardia? Somente Dr. Léo poderá produzir a verdade para que a História possa julgá-lo.

Jornal Gazeta do Alto Piranhas edição sexta 20/05/2011
Fonte: http://noticiasdecajazeiras-claudiomar.blogspot.com/

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A ORDEM É LIBERAR GERAL

Grupo religioso acredita que o fim do mundo irá acontecer no dia 21 de maio


Política em IP



Em relação aos comentários feitos no blog por Cleidinha e até por você Maria Luiza, concordo plenamente com tudo que foi dito, o que precisa ser feito é juntar esforços coletivos, integrados e participativos dos gestores municipais e dos cidadãos. Isso tudo para minimizar e planejar as dificuldades do município e como conseqüência, iniciar e melhorar a qualidade de vida daqueles que lá residem. É bom lembrar que 2012 está chegando e com ele vem a eleição onde começará tudo de novo, é o “VALE QUEM DÁ MAIS” conhecido popularmente pela “COMPRA DE VOTOS” , a maioría dos eleitores não pensam no futuro do município, querem apenas saber se sugam dos seus candidatos, candidatos cujas propostas se resumem a “PRATICAMENTE NENHUMA” e continua aquela compra de voto INDECENTE e a falta de compromisso dos candidatos para com os eleitores. O que mais os candidatos sabem fazer é subirem nos palanques ou irem pras radios denegrirem a imagem um do outro, esquecendo que um dia já fizeram parte da banda podre do poder. Em se tratando de Ipaumirim não existe a possibilidade de um crescimento já que lá se vive em oposição, intriga e bate boca, coisa que não eleva o município a patamar algum.
Rosimayre Gonçalves


Comentário de Erivando Teles:



Esses comentários em textos que colocamos no blog, acho de grande importancia. Pode haver gente que diga que com isso não conseguiremos resolver nada, mas para essas pessoas eu lembro da parábola do passarinho que no meio de um incêndio pegava sozinho um pouquinho de água no bico e ia fazendo sua parte.

Parabéns pelo texto, Rosymere, e continuei escrevendo pois vindo de vc tem um peso a mais! :) Até logo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Aos que pretendem fazer estágio



Quatro quartetos
T. S. Eliot

O tempo presente e o tempo passado
Estão ambos talvez presentes no tempo futuro
E o tempo futuro contido no tempo passado.
Se todo tempo é eternamente presente
Todo tempo é irredimível.
O que poderia ter sido é uma abstração
Que permanece, perpétua possibilidade,
Num mundo apenas de especulação.
O que poderia ter sido e o que foi
Convergem para um só fim, que é sempre presente.
Ecoam passos na memória
Ao longo das galerias que não percorremos
Em direção à porta que jamais abrimos
Para o roseiral.

Entendeu?

Um repórter da TV Antena 10, afiliada da Rede Record, foi gravar uma matéria na rodoviária de Teresina (PI) sobre as dificuldades de acesso que os deficientes físicos enfrentam em locais públicos. Para tanto, o jornalista ficou perto de uma escada e esperou que o primeiro necessitado aparecesse.
O problema é que… bem… o deficiente físico em questão não ajudou muito a reportagem





Vi no kibeloco

Respondendo a Cleidinha

De onde vem essa vocação perdedora de Ip? Será que a cultura local já incorporou a desesperança? Pense num lugarzim ladeira abaixo! Você viaja pelas cidadezinhas do interior da Paraíba e vê coisas novas, a cidade arrumadinha. Não sei como funcionam educação, segurança e saúde mas há alguma ordem urbana que deixa perceber certo cuidado.
Ip, coitado, é triste! A principal entrada da cidade via BR 116 é um buraco embaixo de uma ponte. Será que algum dia terminará a tal pinguela ou ela ficará como está para combinar com aqueles dois prédios: lavanderia e açougue? Ou, sei lá, é uma amostra grátis do que se vai encontrar nas ruas da cidade. Ow lugar desmantelado! O calçamento nem se fala. É igual ao ordenamento do trânsito. Não existe. Será que o povo estaciona em cima das calçadas por incivilidade ou por falta de ordem ? Taí uma coisa que é a corda e a caçamba, dão certinho: o trânsito e o calçamento. Um feito para o outro. A comunhão perfeita de incivilidade e atraso. É o cartão postal da cidade. Se um acidente acontece com essa desordem do trânsito, quem devia ser acionado na justiça eram os órgãos públicos.


As ruas do bairro São Luiz são uma lição de como não urbanizar uma cidade. Cada um expande a sua casa até onde quer. Calçadas de todas as larguras, ruas totalmente desalinhadas. Não tem saneamento nem calçamento. É um primor da desordem urbanística da cidade.
O comentário geral sobre a escola Dr. Jarismar é a decadência das instalações. Será que nem o Ministério Público vê a situação da escola? Tratar assim as crianças sem dar-lhes a mínima condição de infra estrutura e conforto não é mais nem acinte, é uma indecência, uma afronta ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
E a saúde? Tem coisa mais doente do que a saúde em Ip? Como é que uma cidade não tem um médico permanente? O hospital atende com o coração porque condições ali não existem. Mas coração e boa vontade não fazem milagres. No domínio da ciência a regra é outra. Tem gente que diz que dá pena. Eu acho que dá vergonha.
Não estou nem falando em políticas públicas, estou falando em ações pontuais, em intervenções que não resolvem o problema mas amenizam algumas necessidades básicas.
Agora me diz, Cleidinha, alguém pode ter esperanças de ver esta cidade investir em arte e cultura? Será que alguém teria a ousadia de propor a reconstrução do CRI com uma finalidade nobre? Somos meia dúzia os que queremos um IP melhor mas estamos sitiados pelo balcão da politicagem mal acostumada que, aliás, não é novidade, é tradição. Cada um no seu papel e na sua função, os predadores da dignidade pública vão cumprindo a sua missão. Entra eleição e sai eleição. Entra prefeito e sai prefeito. Câmara vai, Câmara vem. E o povo só negociando voto. Tá tudo dominado. Pelo menos, não podemos dizer que não há harmonia no conjunto
.


ML

segunda-feira, 16 de maio de 2011

domingo, 15 de maio de 2011

IP se comunica

http://www.radiocentroipaumirim.com.br/

Esta rádio foi idealizada por Dr. Anchieta Nery.
Infelizmente ele não chegou a vê-la.
Mas, ela está na internet como ele queria...
Beto Fechine

Orkut X Facebook: quem dominará?


Vivemos em constante evolução, seja ela positiva ou negativa, como defende alguns pensadores da teoria evolucionista. Considerando a evolução individual e social pela qual passamos ao longo dos séculos, é pertinente tratar das questões que abordam a migração dos “orkutianos” para o facebook. Mudança recente, mas revolucionária que gera uma insegurança a rede social da Google.
Por volta de sete anos atrás, quando tinha cerca de nove anos de idade, lembro bem que nesse período o mundo virtual brasileiro foi marcado pelo início da popularidade do Orkut. Era um espaço misterioso, todos queriam saber do que se tratava e poucos tinham acesso. Minha conta ainda é dessa época em que uma pequena minoria tinha ingresso ao sistema, lembro de ter recebido o convite de um colega.
Conhecendo aquele novo mundo, que só era permitido para maiores de dezoito anos (ainda hoje não contemplo a faixa etária) comecei a adicionar quem conhecia, escolhi algumas poucas fotos, pois o limite era de doze fotos no álbum e fiquei ansioso para receber o primeiro recado.
Algum tempo depois, o cadastro ao Orkut estava livre, com o maior acesso da população aos serviços online, o Orkut passa a ser pertinente a quase toda população brasileira, fato que abriu espaço até para o surgimento do estereótipo “não está no Orkut, não existe”.
A rede sofre transformações e cresce cada vez mais. No decorrer desse crescimento esplêndido, surge então o facebook. A nova rede social, provinha de uma ideia universitária, que não visava lucros, mas tornou-se uma das empresas mais valorizadas do mundo.
De início, olhado com muita estranheza pelos “orkutianos”, cheguei até a pensar que o facebook nunca ultrapassaria o Orkut no Brasil. No entanto não hesitei em fazer a minha conta no novo espaço social. No princípio tinha poucos contatos, quase não entrava lá. Todavia, fui recebendo várias solicitações de amizade e me adaptando a novidade virtual. Hoje quase não entro mais no Orkut.
O processo migratório está cada vez mais intenso. Podemos considerar como um dos fatores importantes dessa migração a banalização do Orkut. O sistema não é mais aquele espaço de relacionamento social sincero. Depois que criaram os sites de recadinhos prontos, as nossas páginas de recado estão sempre lotadas de mensagens que não foram escritas por nossos amigos. Vivo procurando aquele recado simples, mas sincero, que nos é exclusivo, que não foi encaminhado com apenas um clique para toda a lista de amizade. Anseio por aquele recado “Olá, como estás? Quais são as novidades? Está tudo bem comigo, estou feliz por você ter alcançado aquele sonho antigo.”, escrito com letras simples e sem imagem de fundo, mas que mostram a nossa verdadeira importância na vida de uma pessoa.
No facebook ainda temos o privilégio de encontrar esses valores, inclusive porque o sistema lá é de mensagens, que se relaciona muito com os clássicos e-mails. É válido salientar que no facebook temos a nossa disposição uma série de ferramentas que garantem um pouco mais de privacidade do que no Orkut.
É de fundamental importância considerar que os dois sistemas têm seus pontos positivos e negativos. Entretanto a Google precisa melhorar bastante o seu velho Orkut para conseguir restabelecer o seu poderio virtual em redes sociais.
Caio Josué

Fortaleza, maio de 2011

sábado, 14 de maio de 2011

Barrada no orkut

Amigos, meu orkut não me dá acesso. Coisas da net ou das minhas dificuldades virtuais? Mas estou no facebook (Maria Luiza) e no twitter (@luizaipaumirim).

Lastimei porque gostava dos meus contatos no orkut mas agora encontrarei vocês no face ou no twitter que é pra onde todo mundo está migrando.

ML

PESCARIA



Seduzir é arte de sugerir mais do que mostrar. Não é para mentir, como a maioria acredita, nem elogiar demais, como alguns pregam.

Exige uma série de cuidados. Repasso o que li na revista Reader’s Digest de maio de 1951, matéria de Peter Risel, “Peixe grande ou pequeno: dicas para fisgar o macho perfeito”. A tradução é por minha conta, vejo que os conselhos permanecem atuais, apesar da distância de seis décadas.

* * *
Seja sincero com os defeitos e esconda as virtudes. Ocultar os recalques é permitir que ela encontre um por um conversando com sua mãe. Antes prevenido do que mentiroso.

* * *
“Por favor” é proibido. Amor não é esmola. Retira a estima da mulher. Ela odeia caridade.

* * *
Não tente entender ou resumir a alma feminina, procure complicá-la. Confusão é inteligência. Mulher gosta de ser vista como um problema para depois ser promovida a uma crise, para depois avançar em teorema e terminar como enigma.

* * *
Confessar que foi corno mata a esperança da mulher de maltratá-lo. Ela nem se aproxima. Não gosta de pensar que teve uma antecessora mais cruel. Quer ter a certeza de que poderá sofrer por ela como nunca antes.

* * *
O chato é involuntário: não sabe que incomoda. O importante é ter consciência da chatice para ser identificado positivamente como insistente.

* * *
O sedutor recebe fora a torto e direito. A diferença é que ele não aceita. Permanece perguntando, rindo de si.

* * *
Não saia em bando nas baladas. Mulher quando enxerga homem em turma conclui com tristeza: estão encalhados. Observe o ranking:

RUIM — ACOMPANHADO DE TRÊS AMIGOS: revela imaturidade, não desgrudou do recreio da escola.
PÉSSIMO — ACOMPANHADO DE QUATRO AMIGOS: alguém que depende de gangue e da proteção do grupo.
HORRÍVEL — ACOMPANHADO DE CINCO AMIGOS: é máfia, ela fugirá de você com medo de estupro.
TRÁGICO — ACOMPANHADO DE SEIS AMIGOS: pode esquecer, é uma rave gay.

* * *
Pretende se dar bem na noite? Vá sozinho à festa. Arrume um lugar no canto do bar para cutucar o gelo no copo. A solidão acentua o valor do combate. Revela coragem, indica independência e conhecimento do front. Não precisa se mexer — todos terão que pedir bebida no balcão.
Nos clássicos do faroeste, o herói está solitário enfrentando o mal; já os bandidos surgem sempre em roda. John Wayne e Clint Eastwood confiam somente no cavalo, e ainda com reserva!

* * *
Justamente o inverso ocorre para a mulher: andando em turma irradia a certeza de que é resolvida, sociável e atraente.

* * *
Não peça desculpa, faça piada com seu erro. Exemplo: em vez de lamentar uma grosseria, diga:
— Sou tosco mesmo!
Preserve o orgulho, é fundamental não se banalizar. Intragável o sujeito que se desculpa por qualquer coisa.

* * *
Evite rir à toa, sem nenhum motivo. Gera a impressão de que é louco.
Preste atenção na desigualdade social: ao responder com riso a pergunta feminina, o homem fica com a imagem de retardado; ao responder com riso a pergunta masculina, a mulher fica com a imagem de divertida e atenta.
Aconselhável rir após o riso dela. Como um complemento.

* * *
Não olhe aos lados na hora de beijar. Se possível, beije, tenso, como uma despedida, segurando a mão dela. Para que ela guarde o comando: boca = algema, amor = prisão. Assim não terá como fugir de você.

* * *
Homem tem a única missão na vida: incomodar a mulher. No início, ela dirá que você é irritante. No momento em que chamá-lo de insuportável, conquistou definitivamente o coração dela.

Fabrício Carpinejar
Crônica publicada no site Vida Breve
Fonte:http://carpinejar.blogspot.com/

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A discriminação no Brasil é étnica, social e regional




Por Emir Sader


O processo de ascensão social de massas, inédito no Brasil, volta a promover formas de discriminação. A política – de sucesso comprovado – de cotas nas universidades, a eleição de um operário nordestino para Presidente da República – igualmente de sucesso inquestionável -, a ascensão ao consumo de bens essenciais que sempre lhes foram negados – fenômeno central no Brasil de hoje -, provocaram reações de discriminação que pareciam não existir entre nós.

A cruel brincadeira de repetir um mote das elites – “O Brasil não tem discriminação porque os negros conhecem o seu lugar” – mostra sua verdadeira cara quando essas mesmas elites sentem seus privilégios ameaçados. Setores que nunca se importavam com a desigualdade quando seus filhos tinham preparação sistemática para concorrer em melhores condições às vagas das universidades públicas, passaram a apelar para a igualdade na concorrência, quando os setores relegados secularmente no Brasil passaram a ter cotas para essas vagas.

Professores universitários – incrivelmente, em especial antropólogos, que deveriam ser os primeiros a lutar contra a discriminação racial -, músicos – significativa a presença de músicos baianos, que deveriam ser muito mais sensíveis que os outros à questão negra -, publicaram manifesto contra a política de cotas, em nome da igualdade diante da lei do liberalismo.

A vitória da Dilma, por sua vez, provocou a reação irada e ressentida de vozes, especialmente da elite paulistana, contra os nordestinos, por terem sido os setores do país que pela primeira vez são atendidos em seus direitos básicos. Reascendeu-se o espírito de 1932, aquele que orientou o separatismo paulista na reação contra a ascensão do Getúlio e de suas politicas de democratização econômica e social do Brasil. Um ranço racista, antinordestino, aflorou claramente, dirigidos ao Lula e aos nordestinos, que vivem e constroem o progresso de São Paulo, e aos que sobreviveram à pior miséria nacional no nordeste e hoje constroem uma região melhor para todos.

A discussão sobre o metrô em Higienópolis tem a vem com a apropriação privilegiada dos espaços urbanos pelos mais ricos que, quando podem, fecham ilegalmente ruas, se blindam em condomínios privados com guardas privados. A rejeição de pessoas do bairro – 3500 assinaturas – à estação do metrô expressava o que foi dito por alguns, sentido por todos eles, de impedir que seja facilitado o acesso ao bairro – a que mesmo seus empregados particulares tem que chegar tomando 2 ou 3 ônibus -, com a alegação que chegariam camelôs, drogas (como se o consumo fosse restrito a setores pobres), violência, etc.

Nos três tipos de fenômeno, elemento comum é a discriminação. Étnica, contra os negros, na politica de cotas; contra os nordestinos, nas eleições; na estação do metrô, contra os pobres.

Os três níveis estão entrelaçados historicamente. Fomos o último país a terminar com a escravidão, por termos passado de colônia à monarquia e não à república. Adiou-se o fim da escravidão para o fim do século. No meio do século XIX foi elaborada a Lei de Terras, que legalizou a propriedade – via grilagem, em que em papel forjado é colocado na gaveta e o cocô do grilo faz parecer antigo. Quando terminou finalmente a escravidão, todas as terras estavam ocupadas. Os novos cidadãos “livres” deixaram de ser escravos, mas não foram recompensados nem sequer com pedaços de terra. Os negros livres passaram a se somar automaticamente à legião de pobres no Brasil.

O modelo de desenvolvimento, por sua vez, concentrador de investimentos e de renda, privilegiou o setor centro sul do Brasil, abandonando o nordeste quando se esgotou o ciclo da cana de açúcar. Assim, nordestino, esquematicamente falando, era latifundiário ou era pobre. Esse mesmo modelo privilegiou o consumo de luxo e a exportação como seus mercados fundamentais, especialmente com a ditadura militar e o arrocho salarial.

A discriminação dos negros, dos nordestinos e dos pobres foi assim uma construção histórica no Brasil, vinculada às opções das elites dominantes – em geral brancas, ricas e do centro-sul do pais. A discriminação tem que ser combatida então nas suas três dimensões completamente interligadas: étnicas, regionais e sociais. O fato do voto dos mais pobres (que inclui automaticamente os negros) e dos nordestinos estar na base da eleição e reeleição do Lula e na eleição da Dilma, com os avanços sociais correspondentes, só acirram as reações das elites. Discriminações que tem que ser combatidas com politicas públicas, com mobilizações populares e também com a batalha no plano das idéias.

Fonte: http://blogln.ning.com/profiles/blogs/a-discriminacao-no-brasil-e

A vida imita a arte: casamento real



Vi no blog Querido Leitor.

A política tem necessidade de cristãos, afirma Papa

AQUILEIA, domingo, 8 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Ao visitar Aquileia, sede da maior diocese europeia na Idade Média, Bento XVI lançou nesse sábado um apelo para que os cristãos levem os valores do Evangelho a todos os âmbitos, em particular a política.

Essa foi a mensagem que o pontífice deixou no discurso que dirigiu aos representantes eclesiais de 36 dioceses da Itália.

Em meio à descristianização que se vive nestas terras, o bispo de Roma perguntou-se, na basílica desta antiga cidade romana – fundada no ano 180 –: “como é possível anunciar Jesus Cristo, como comunicar o Evangelho e como educar hoje na fé?”.

Sua resposta foi: “A missão prioritária que o Senhor lhes confia hoje, renovados pelo encontro pessoal com ele, consiste em testemunhar o amor de Deus pelo homem”.

“Vocês estão chamados a fazer isso antes de tudo com as obras do amor e as opções de vida a favor das pessoas concretas, começando pelos mais frágeis, indefesos, não autossuficientes, como os pobres, os anciãos, os enfermos, os deficientes”.

No contexto de uma “busca com frequência exasperada de bem-estar econômico” e de “grave crise econômica e financeira” – acrescentou –, os fiéis estão chamados a “promover o sentido cristão da vida, através do anúncio explícito do Evangelho, levado com dedicado orgulho e com profunda alegria aos diferentes âmbitos da existência diária”.

“Não reneguem nada do Evangelho naquilo que creem – disse –, mas vivam entre os homens com simpatia, comunicando em seu próprio estilo de vida esse humanismo que deita suas raízes no cristianismo, buscando edificar junto a todos os homens de boa vontade uma ‘cidade’ mais humana, mais justa e solidária”.

Cristãos na política

Este compromisso – disse por último – é particularmente importante para a crise política atual.

Este âmbito "tem mais necessidade que nunca de ver pessoas, sobretudo jovens, capazes de edificar uma ‘vida boa’ e ao serviço de todos”.

“Os cristãos não podem retirar-se deste compromisso, pois se bem que são peregrinos para o Céu, vivem já aqui uma antecipação da eternidade”, concluiu
.

Enviada por Bosco Macedo.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Fim da árvore genealógica



Mãe, vou casar!
Jura, meu filho ?! Estou tão feliz ! Quem é a moça ?

Não é moça. Vou casar com um moço.. O nome dele é Murilo.
Você falou Murilo... Ou foi meu cérebro que sofreu um pequeno surto psicótico?

Eu falei Murilo. Por que, mãe? Tá acontecendo alguma coisa?
Nada, não... Só minha visão que está um pouco turva. E meu coração, que talvez dê uma parada. No mais, tá tudo ótimo.

Se você tiver algum problema em relação a isto, melhor falar logo...
Problema ? Problema nenhum. Só pensei que algum dia ia ter uma nora... Ou isso.

Você vai ter uma nora. Só que uma nora... Meio macho.
Ou um genro meio fêmea. Resumindo: uma nora quase macho, tendendo a um genro quase fêmea... E quando eu vou conhecer o meu. A minha... O Murilo ?

Pode chamar ele de Biscoito. É o apelido.
Tá ! Biscoito... Já gostei dele.. Alguém com esse apelido só pode ser uma pessoa bacana. Quando o Biscoito vem aqui ?

Por quê ?
Por nada. Só pra eu poder desacordar seu pai com antecedência.

Você acha que o Papai não vai aceitar ?
Claro que vai aceitar! Lógico que vai. Só não sei se ele vai sobreviver.. . Mas isso também é uma bobagem. Ele morre sabendo que você achou sua cara-metade. E olha que espetáculo: as duas metades com bigode.

Mãe, que besteira ... Hoje em dia ... Praticamente todos os meus amigos são gays.
Só espero que tenha sobrado algum que não seja... Pra poder apresentar pra tua irmã.

A Bel já tá namorando.
A Bel? Namorando ?! Ela não me falou nada... Quem é?

Uma tal de Veruska.
Como ?

Veruska...
Ah !, bom! Que susto! Pensei que você tivesse falado Veruska.

Mãe !!!...
Tá.., tá..., tudo bem...Se vocês são felizes. Só fico triste porque não vou ter um neto ..

Por que não ? Eu e o Biscoito queremos dois filhos. Eu vou doar os espermatozóides. E a ex-namorada do Biscoito vai doar os óvulos.
Ex-namorada? O Biscoito tem ex-namorada?

Quando ele era hétero... A Veruska.
Que Veruska ?

Namorada da Bel...
"Peraí". A ex-namorada do teu atual namorado... E a atual namorada da tua irmã . Que é minha filha também... Que se chama Bel. É isso? Porque eu me perdi um pouco...

É isso. Pois é... A Veruska doou os óvulos. E nós vamos alugar um útero...
De quem ?

Da Bel.
Mas . Logo da Bel ?! Quer dizer então... Que a Bel vai gerar um filho teu e do Biscoito. Com o teu espermatozóide e com o óvulo da namorada dela, que é a Veruska.

Isso.
Essa criança, de uma certa forma, vai ser tua filha, filha do Biscoito, filha da Veruska e filha da Bel.

Em termos...
A criança vai ter duas mães : você e o Biscoito. E dois pais: a Veruska e a Bel.

Por aí...
Por outro lado, a Bel....,além de mãe, é tia... Ou tio... Porque é tua irmã.

Exato. E ano que vem vamos ter um segundo filho. Aí o Biscoito é que entra com o espermatozóide. Que dessa vez vai ser gerado no ventre da Veruska... Com o óvulo da Bel. A gente só vai trocar...
Só trocar, né ? Agora o óvulo vai ser da Bel. E o ventre da Veruska.

Exato!
Agora eu entendi ! Agora eu realmente entendi...

Entendeu o quê?
Entendi que é uma espécie de swing dos tempos modernos!

Que swing, mãe ?!!....
É swing, sim ! Uma troca de casais... Com os óvulos e os espermatozóides, uma hora no útero de uma, outra hora no útero de outra.....

Mas...
Mas uns tomates! Isso é um bacanal de última geração! E pior... Com incesto no meio..

A Bel e a Veruska só vão ajudar na concepção do nosso filho, só isso...
Sei !!! ... E quando elas quiserem ter filhos...

Nós ajudamos.
Quer saber ? No final das contas não entendi mais nada. Não entendi quem vai ser mãe de quem, quem vai ser pai de quem, de quem vai ser o útero,o espermatozóide. .. A única coisa que eu entendi é que...

Que.... ?
Fazer árvore genealógica daqui pra frente... vai ser foda.

Enviada por Flávio Lúcio

terça-feira, 10 de maio de 2011

THE BEST OF MYSELF







Não saber direito o que acontece me deixa mal, não consigo raciocinar sem ter certeza do que preciso pra enfim tentar ser o que esperam. O mais engraçado nisso que acabei de dizer é que eu não sou mais um adolescente, sacou. Mas voltando ao que falava, infelizmente é assim, na maioria das vezes temos que jogar o jogo dos outros e quase nunca o nosso, talvez pelo alento de uma sensação mentirosa de aceitação que nem para os mais burros soa verdadeiro. Acontecer é um verbo forte que pra existir de fato necessita da nossa colaboração. Fazer acontecer aqui brother, não é mole.
Os mais velhos, a quem respeito muito, orgulhosamente afirmam: “Hoje as coisas são muito mais fáceis, antigamente tudo era muito mais difícil.”, frase feita que não ajuda muito, ainda mais quando a pessoa que escuta isso é mais nova e começa a enfrentar um mundo novo, sem maquiagem e com todas as suas imperfeições à mostra. A intenção é boa, mas os efeitos nem sempre.
Hoje pra sobreviver as pessoas passam por uma bateria de testes que servem pra distinguir quem serve de quem não serve, pra facetar essa coisa mesquinha e indolente que tanto nos exigi, chamada sociedade. Desde cedo se constrói, pessoas, não, guerreiros prontos pra destruir e massacrar sempre que se percebem superiores. A competitividade não é ruim, muito pelo contrário, já pensou como seria o mercado de telefonia celular sem ela, eu com certeza nem teria aparelho. O que não se pode é excluir o segundo, pois nesse mundo cada vez mais esportivo onde a fixação pelo the best é cada vez maior, há que se festejar Cesar Cielo e seus similares, mas valorizar o esforço e talento de Kaio Marcio, Thiago Pereira e outros.
A cooperação é um dom que todos possuem, vários operários em busca do melhor resultado, da maestria pessoal, o objetivo é que está mal formulado, não é conseguir ser o melhor, é descobrir o meu melhor, the best of myself. Tente buscar isso sem se preocupar com o que esperam, evite cobranças alheias, cobre-se. Seu raciocínio é sua arma nesse mundo de conveniências e acertos suspeitos. Faça o seu mundo sem curvar-se ao de ninguém.
THALLYSSON JOSUÉ


Enviada por Flávio Lúcio



Vi no Icó é notícia


ABASTECIMENTO DE ÁGUA INTEGRADO DE IPAUMIRIM, BAIXIO E UMARI - A Secretaria dos Recursos Hídricos do Ceará divulgou, no Diário Oficial do Estado de 5 de maio, que tornou público que requereu da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) a Licença Prévia, referente ao Sistema de Abastecimento de Água Integrado.

ABASTECIMENTO DE ÁGUA INTEGRADO - Este Sistema contempla as Sedes Municipais de Ipaumirim, Baixio e Umari. Foi determinado, ainda, o cumprimento das exigências contidas nas Normas e Instruções de Licenciamento da Semace.

Correio




Oi,Luíza!

Sou Dilma,a minha origem é proviniente de Ipaumirim. Filha de Afonso e Maria Alves.Irmãos:Hilda, Hilma, Evandro(Paulo Afonso) Evanildo, Edvan (didiu).
Resido em Sobral com o meu marido e filhos (Lara e Lucas).
Fiquei muito feliz em visitar seu blog. Não imagina as recordações que tive.
Na minha adoleçência achava a cidade melhor do mundo.Tenho grandes recordações.
Lembro muito da calçada da casa da sua mãe e o banco da calçada da sua tia Cristina,pois era muito amiga da Fátima Lemos ,Rosa Maria, e tantas outras amigas inesquecíveis. Como! fazíamos tertúlias nas férias na casa de José Alves Filho.Grandes recordações vendo as fotos da praça matriz..Enfim vou continuar visitando seu blog.
Um Abraço, Dilma.


Oi Dilma, é uma alegria encontrá-la por aqui. Sempre vejo Hilda, Hilma e às vezes Evanildo. Se quiser mandar textos, fotos, o blog é aberto a todo mundo. Grande abraço pra vc. Maravilha te ver de novo. ML

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tô tensa

Uau! Fui arrumar umas coisas no mural e ele sumiu. Agora tenho que fazer outro. Taí, com mais espaço que o anterior. Vamos ver se funciona.

Sugestão oportuna

Só falta dizer os nomes do patrocinador da buraqueira e das empresas beneficiadas que fazem os reparos nas estradas.

Morto e vivo: o legado americano de Osama


Tom Engelhardt

Nos anos 1960, o senador George Aiken, de Vermont, ofereceu a dois presidentes norte-americanos um plano para lidar com a Guerra do Vietnã: declarar vitória e ir para casa. Completamente ignorado à época, é um plano que vale a pena considerar novamente hoje para a guerra no Afeganistão e no Paquistão, agora em seu décimo ano.

Como todo mundo que não é cego, surdo e mudo já sabe, Osama Bin Laden foi eliminado. Literalmente. Ou como a multidão de foliões que apareceu na frente da Casa Branca na noite de domingo improvisava com uma música de “O Mágico de Oz”: "Ding, Dong, Bin Laden está morto".

E não seria mais fácil se ele tivesse sido realmente a Bruxa Malvada do Oeste e tudo o que precisássemos fazer fosse bater os sapatos de rubi três vezes e dizer "não há lugar como o lar", para estar de volta ao Kansas.

Infelizmente, em todos os sentidos o que importa para os americanos, é uma ilusão de que Osama Bin Laden está morto. Em todos os sentidos que importam, ele seguirá lutando, impedindo uma mudança de política do governo Obama no Afeganistão, e somos nós que iremos garantir que ele seguirá no campo de batalha que a administração de George W. Bush outrora tão grandiosamente chamou de Guerra Global contra o Terror.

Evidentemente, o mundo árabe já havia deixado Bin Laden para trás antes mesmo de ele levar uma bala na cabeça. Lá, o foco estava na Primavera árabe, a gigantesca onda de protestos não-violentos que abalaram as bases da região e seus autocratas. Nessa parte do mundo, sua morte é, como Tony Karon da revista Time, escreveu, "pouco mais que uma nota de rodapé da história", e seus sonhos são essencialmente sem sentido.

Considere isso um insulto à ironia, mas o mundo que Bin Laden realmente mudou para sempre, não foi no Grande Oriente Médio. Foi aqui [o Ocidente]. [Pode-se] Celebrar sua morte, sepultá-lo no mar, não liberar nenhuma foto, e ele ainda vai continuar como um fantasma, enquanto Washington continuar suas guerras mortais e desastrosas.

O Tao do Terrorismo
Se analogias com “O Mágico de Oz” estivessem corretas, Bin Laden poderia ser comparado ao Mágico ao invés de com a bruxa. Afinal, ele foi, em certo sentido, um pequeno homem por trás de uma tela grande em que a sua aparência frágil assumiu, nos EUA, as proporções gigantescas de um supervilão, se não de uma superpotência rival. Na realidade, a Al-Qaeda, a sua organização, foi formada na melhor das hipóteses por um bando de pouca qualificação que, mesmo em seu auge, antes mesmo de ser atacada, teve limitadas capacidades operacionais. Sim, eles podiam organizar ações e assassinatos espetaculares, mas apenas um a cada ano ou dois.

Bin Laden nunca foi "Hitler", nem os seus capangas nazistas, nem chegam a Stalin e seus asseclas, embora às vezes eles fossem qualificados assim. A coisa mais próxima a um Estado que a Al-Qaeda teve foi a empobrecida e devastada área do Afeganistão controlada pelo Talibã, que abrigaram alguns dos seus "acampamentos". Mesmo o dinheiro disponível para Bin Laden, embora significativo, não era muito do que se gabar, não em uma escala de superpotência de todo modo. Os ataques de 11 de setembro foram estimados entre US$ 400 mil e $500 mil, o que em termos de superpotência é uma merreca.

Apesar da impressão apocalíptica de destruição que os seguidores de Bin Laden causaram em Nova York e no Pentágono, ele e sua equipe de assassinos representavam um relativamente modesto desafio para os EUA. E caso o governo Bush tivesse destinado a mesma energia em encontrá-lo que dedicou a invadir e ocupar o Afeganistão e o Iraque, então, pode haver qualquer dúvida de que quase dez anos teriam se passado antes de ele morrer, ou, como nunca vai acontecer agora, ser levado a julgamento?

Para o nosso azar (e sorte de Bin Laden), os sonhos de Washington não eram os de uma polícia global determinada a trazer criminosos à justiça, mas sim de um poder imperial, cujos líderes queriam assegurar que as terras com petróleo do planeta fizessem parte de uma Pax Americana em décadas futuras. Então, se você está escrevendo o obituário de Bin Laden agora, descreva-o como o mágico que usou os ataques de 11 de setembro para ampliar em muitas vezes os seus escassos poderes.

Afinal, enquanto ele só tinha a capacidade de lançar grandes operações a cada par de anos, Washington --com quantidades quase ilimitadas de dinheiro, armas, e as tropas sob seu dispor-- era capaz de lançar operações diárias. Em um certo sentido, depois do 11 de setembro, Bin Laden comandou Washington, tomando posse de seus mais profundos medos e desejos, da mesma forma que um vírus assume um computador, e o direciona para seus próprios fins.

Foi ele, graças ao 11 de setembro, que assegurou que a invasão e a ocupação do Afeganistão seria posta em prática. Foi ele, graças ao 11 de setembro, que também assegurou que a invasão e a ocupação do Iraque aconteceria. Foi ele, graças ao 11 de setembro, que trouxe a guerra americana do Afeganistão ao Paquistão, e aviões, bombas e mísseis americanos para a Somália e Iêmen, para a Guerra Global ao Terror. E nesses quase dez anos, ele fez todo tudo isso ao modo de um mestre de Tai Chi: sem usar sua força, mas o nosso enorme poder destrutivo para criar o tipo de confusão em que, sem dúvida, uma organização como a sua pode prosperar.

Não se surpreenda, portanto, que nestes últimos meses ou mesmo anos, Bin Laden tenha se retirado a um complexo murado em uma área ao norte da capital paquistanesa, Islamabad, fazendo quase nada. Pense nele como praticando o Tao do Terrorismo. Na verdade, quanto menos ele fazia, quanto menos operações ele era capaz de lançar, mais o exército americano fazia por ele, na criação do que decadentes dinastias chinesas costumavam chamar de "caos sob o céu".

Morto e vivo
Como já é óbvio, o maior truque de Bin Laden foi aplicado em nós, não no mundo árabe, onde os movimentos que ele criou, do Iêmen ao Norte da África, mostraram-se excepcionalmente periféricos e sem importância. Ele nos ajudou a desencadear todo tipo de pesadelos que pudéssemos ter sobre nós mesmos (e outros) - da tortura à criação de um arquipélago exterior e externo à justiça, e ao gradeamento de nosso próprio mundo americano, onde fomos para nos esconder aterrorizados, enquanto que lançando ataques militares externos.

De certo modo, ele não nos destruiu no 11 de setembro, mas nos meses e anos que se seguiram. Assim sendo, se não tivermos o bom senso de seguir os conselhos do senador Aiken, as guerras que continuarmos a lutar, com seus resultados desastrosos, se provarão o seu monumento, e nosso cemitério imperial (como o Afeganistão foi para mais de um império no passado).

No momento em que a imprensa e a multidão em júbilo tornam-se subitamente otimistas sobre as operações militares dos EUA, nós ainda temos cerca de 100.000 soldados norte-americanos, e 50.000 aliados, números surpreendentes de mercenários armados, e pelo menos 400 bases militares no Afeganistão, quase dez anos depois. Tudo isso como parte de uma guerra sem fim contra um homem e sua organização que, de acordo com o diretor da CIA, tem apenas entre 50 e 100 homens operando no país.

Agora, ele está oficialmente no fundo do mar. No Oriente Médio, sua idéia de um abrangente "califado" foi a mais efêmera das fantasias. Em certo sentido, porém, seu domínio sempre esteve aqui. Ele foi nossa desculpa e nosso demônio. Por ele fomos possuídos.

Quando as celebrações e festas de sua morte acabarem - e elas não serão mais longas que as do casamento real britânico - , vamos novamente nos defrontar com o mundo arruinado que Bin Laden nos desejou, e será fácil ver o quão insignificante esta "vitória", sua morte, é quase dez anos depois.

Apesar de todas as palavras dedicadas à operação que o derrubou, todos formadores de opinião tagarelando, todos as hosanas dedicadas às forças especiais norte-americanas, ao presidente, aos seus idealizadores, e aos vários serviços de inteligência, este não é um momento glorioso norte-americano. Em todo caso, nós provavelmente devíamos estar de luto pelo que enterramos muito antes de termos o corpo de Bin Laden, pelo que permitimos que ele (e nossa própria ganância imperial) incitasse-nos a fazer a nós mesmos, e o que, em função disso, fizemos, em nome da luta contra ele, para os outros.

Os cânticos de "EUA! EUA!" quando do anúncio de sua morte eram ecos esquálidos do dia 14 de setembro de 2001, quando o presidente George W. Bush pegou um megafone e prometeu: "As pessoas que derrubaram esses edifícios irão ter notícias nossas em breve!" Isso seria o início de alguns breves anos de aumento da arrogância americana e de fantasias de dominação maiores que as de qualquer terrorista islâmico fundamentalista obcecado por califados. E em breve eles iriam nos deixar pendurados em nosso mundo atual de desemprego crescente, apodrecimento de infraestrutura, aumento de preços de combustíveis, problemas de caixa, e com um povo no limite.

A menos que deixemos de lado os grupos de operações especiais e os ataques com aviões não-tripulados, a não ser que estejamos dispostos a seguir o exemplo de todos os manifestantes não-violentos pelo Oriente Médio e começar uma retirada rápida e do Afeganistão/Paquistão, Osama Bin Laden nunca morrerá.

Em 17 de setembro de 2001, o presidente Bush foi questionado se queria Bin Laden morto. Ele respondeu: "Há um velho pôster, se bem me lembro, que diz: 'procurado vivo ou morto'". Morto ou vivo. Agora, descobre-se
que havia uma terceira opção. Morto e vivo.

A chance existe para atravessar uma estaca no coração do legado americano de Osama Bin Laden. Afinal, o homem que oficialmente começou tudo está teoricamente morto. Podemos declarar vitória, Totó, e ir para casa. Mas por que eu acho que o provável vencedor será o mágico do mal?

Tradução: Wilson Sobrinho
Fonte:http://blogln.ning.com/profiles/blogs/morto-e-vivo-o-legado