segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Esclerose múltipla


Em Observação
Por Luis P.
Nassif,
creio que a notícia que se segue não foi veiculada no Brasil até o momento, mas, é de extrema importância. Se confirmado, será uma das descobertas mais importantes em medicina, capaz de curar ou controlar esclerose múltipla. A julgar pelas informações na imprensa internacional o potencial é grande.
http://www.theglobeandmail.com/news/national/researchers-labour-of-love-leads-to-ms-breakthrough/article1372414/http://www.ctv.ca/servlet/ArticleNews/story/CTVNews/20091120/W5_liberation_091121/20091121?s_name=W5
Em resumo, Dr Zamboni, um médico italiano, parece ter descoberto que a causa de esclerose múltipla é acúmulo de ferro no cérebro devido à falta de retorno venal adequada. Um simples cateterismo para desbloquear veias no pescoço pode resolver o problema.
Comentário esclarecedor:
Viva! Era óptimo que isto venha a ser confirmado, mas é preciso calma, pois esta foi a resposta do Dr. Paolo a um email meu ( traduzida pelo Google para Português) “Acabamos de terminar uma fase experimental. O passo seguinte consiste em estender o diagnóstico e tratamento de CCSVI para pacientes com EM exigirá tempo. No entanto, pode verificar isso, assim como outras publicações, apoiando o “liberation procedure” no http://www.fondazionehilarescere.org/ web site”.
Cumprimentos,
Afonso Freitas

domingo, 29 de novembro de 2009

O som dispensa a imagem

Nota de falecimento

Faleceu, durante a madrugada, D. Alzenira Holanda, viúva do saudoso Prof. José Holanda. Mulher corajosa que soube atravessar momentos difíceis no período da ditadura militar, mantinha uma vitalidade especial para enfrentar a vida e a própria doença nos seus últimos anos. Deixa os filhos: Josenira, Terim, Marcos e Valério.
Em nossas orações, rezemos por ela.
O enterro será, hoje, em Ipaumirim.

DOMINGO MEMORIOSO




As fotos do arquivo particular de Oswaldo Ademar Barbosa foram doadas pelo seu filho, Chiquinho de Ademar, para Anchieta Nery. Gentilmente, Anchieta cedeu-nos parte deste arquivo composto por inúmeras fotos para publicação no blog. Muitas já não podem sequer se recuperar pois estão totalmente destruídas pelo tempo e pela conservação inadequada. Agradecemos a Dr. José Nery (Anchieta) a sensibilidade de colocar à disposição de todos seu arquivo particular através de nosso blog.
Vamos postá-las todos os domingos no segmento Domingo Memorioso. Cada foto é uma postagem diferente e tem um número de identificação. Você pode nos ajudar postando sua informação diretamente nos comentários das fotos ou enviar para nosso e-mail fazendo referencia ao no. da foto.
Agradecemos desde já a colaboração de todos. Se você quiser enviar fotos do seu arquivo particular que ajudem a compor a memória iconográfica do nosso município, ficaremos imensamente agradecidos.

Foto 243

(clique na foto para ampliar)

Evento:
Local: Largo do Mercado, atual Praça São Sebastião
Data:
Identificação das pessoas: Argemiro Felizardo, Diógenes Rolim, Francisco Jorge, Chagas Sarmento, Eduardo e Ademar Barbosa.

Foto 244

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Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Ademar Barbosa, Araci Pinto, Almir Pinto.
Você identifica alguém?
Pode enviar o nome para o nosso e-mail para complementar as informações
luiza_ipaumirim@yahoo.com.br

Foto 245

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Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: José Alves de Oliveira, Jarismar Gonçalves, Ademar Barbosa, Nolde Fernandes, José Fernandes.
Você identifica alguém?
Pode enviar o nome para o nosso e-mail para complementar as informações
luiza_ipaumirim@yahoo.com.br

Foto 246

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Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Adélia Guedes, Ademar Barbosa, Almir Pinto.
Você identifica alguém?
Pode enviar o nome para o nosso e-mail para complementar as informações
luiza_ipaumirim@yahoo.com.br

Foto 247

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Evento: (mesmo evento da foto 248)
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Maria de Águida, Rita de Cássia Vieira, Geysa Sousa Silva, Fátima Dore.
Você identifica alguém?
Pode enviar o nome para o nosso e-mail para complementar as informações

Foto 248

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Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Ayla Arruda, Socorro lustosa, Flaucildes, Rita de Cássia Vieira, Maria de Águida, Eugenia Nery, Águida Nery.
Você identifica alguém?
Pode enviaro nome para o nosso e-mail para complementar as informações

Foto 249

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Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Ademar Barbosa
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Pode enviar o nome para o nosso e-mail para complementar as informações
luiza_ipaumirim@yahoo.com.br

Foto 250

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Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Francisco Jorge, Expedito Duarte, Josa Duarte, Jerônimo Jorge, Anchieta nery, Toinho Josué, Ademar Barbosa.
Você identifica alguém?
Pode enviar o nome para o nosso e-mail para complementar as informações

sábado, 28 de novembro de 2009

Foto 251

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Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Chagas Sarmento, José Holanda, Jarismar Gonçalves, Ademar Barbosa, Vanda Gonçalves, Lindalva Jorge.
Você identifica alguém?
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Foto 252


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Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Chico Felizardo, José Holanda, Nildo Fernandes e Ademar Barbosa.

Foto 253

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Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Vivaldo Alves, Ademar Barbosa, Diógenes Rolim, Eudes Fernandes entre crianças:
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Foto 254


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Evento:
Local: Largo do Mercado, atual Praça São Sebastião
Data:
Identificação das pessoas: José Holanda, Jarismar Gonçalves, Ademar Barbosa, Diógenes Rolim e dr. Gilson.
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Foto 255

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Evento:
Local: Antigo Grupo Escolar D. francisco de Assis Pires (?)
Data:
Identificação das pessoas: Jarismar Gonçalves, Zenira Gonçalves, Eudes Fernandes, Ademar Barbosa, José Holanda e Miceno Dias.

Foto 256

(clique na foto para ampliar)
Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Ademar Barbosa, Almir Pinto e Océlio Lustosa.

Foto 257

(clique na foto para ampliar)

Evento:

Local:

Data:

Identificação das pessoas: Ademar Barbosa, Anchieta Nery, José Holanda.

Você identifica o orador? Pode enviar o nome para o nosso e-mail para complementar as informações.

luiza_ipaumirim@yahoo.com.br

Foto 258

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Evento:
Local: Antiga sede da Prefeitura, no Largo da Igreja, atual Sindicato Rural
Data:
Identificação das pessoas: Telmo Arruda

Foto 259

(clique na foto para ampliar)
Evento:
Local:Largo do mercado, atual Praça São Sebastião
Data:
Identificação das pessoas: Ademar Barbosa, Vivaldo Alves, José Holanda, Almir Pinto e Dr. Gilson.
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Foto 260


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Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: José Holanda, Chagas Sarmento, Anchieta Nery, Almir Pinto.
Você identifica alguém?
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Foto 261

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Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Océlio
Você identifica alguém? Pode enviar o nome para o nosso e-mail para complementar as informações

Foto 262

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Evento:
Local: Palco no largo do mercado, atual Praça São Sebastião
Data:
Identificação das pessoas: Ademar Barbosa, José Holanda, Almir Pinto, Dr. Gilson, Jocely Cardoso.
Você identifica alguém?
Pode enviar o nome para o nosso e-mail para complementar as informações

Foto 263

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Evento:
Local: Antigo Colégio XI de Agosto
Data:
Identificação das pessoas: Francisco Jorge, Zenira Gonçalves, José Alves de Oliveira, Jarismar Gonçalves, José Holanda, Ademar Barbosa, Dr. Arruda.
Você identifica mais alguém?
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Foto 264


(clique na foto para ampliar)

Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Ademar Barbosa
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Foto 265

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Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas:
Você identifica alguém?
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Foto 266

(clique na foto para ampliar)
Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Nildo Fernandes, Chico Felizardo.
Você identifica o homem ao telefone?
Pode enviar o nome para o nosso e-mail para complementar as informações

Álbum da semana

Nenem de Zomeiro

Aldeíde Lemos

Socorro Estolano

Salete Vieira

Salete Olímpio

Luizinho Nery

Joelma Rolim

João Joca, esposa e filha

Ivan Jorge e família

Irma e Giseldina Macedo

Edmilson Alcântara

Dora Santos

Disraeli Torres

Vieira, Bosco e Beni

Sensibilidade masculina

Bunda mole é ?

Belinha acordou às seis, arrumou as crianças, levou-as para o colégio e voltou para casa a tempo de dar um beijo burocrático em Artur, o marido, e de trocarem cheques, afazeres e reclamações.
Fez um supermercado rápido, brigou com a empregada que manchou seu vestido de seda, saiu como sempre apressada, levou uma multa por estar dirigindo com o celular no ouvido e uma advertência por estacionar em lugar proibido, enquanto ia, por um minuto, ao caixa automático tirar dinheiro.
No caminho do trabalho batucava ansiedade no volante, num congestionamento monstro, e pensava quando teria tempo de fazer a unha e pintar o cabelo antes que se transformasse numa mulher grisalha.
Chegando ao escritório, foi quase atropelada por uma gata escultural que, segundo soube, era a nova contratada da empresa para o cargo que ela, Belinha, fez de tudo para pegar, mas que, apesar do currículo excelente e de seus anos de experiência e dedicação, não conseguiu.
Pensou se abdômen definido contaria ponto, mas logo esqueceu a gata porque no meio de uma reunião ligaram do colégio de Clarinha, sua filha mais nova, dizendo que ela estava com dor de ouvido e febre.
Tentou em vão achar o marido e, como não conseguiu, resolveu ela mesma ir até o colégio, depois do encontro com o novo cliente, que se revelou um chato, neurótico, desconfiado e com quem teria que lidar nos próximos meses. Saiu esbaforida e encontrou seu carro com pneu furado. Pensou em tudo que ainda ia ter que fazer antes de fechar os olhos e sonhar com um mundo melhor. Abandonou a droga do carro avariado, pegou um táxi e as crianças.
Quando chegou em casa, descobriu que tinha deixado a porra da pasta com o relatório que precisava ler para o dia seguinte no escritório! Telefonou para o celular do marido com a esperança que ele pudesse pegar os malditos papéis na empresa, mas a bosta continuava fora de área. Conseguiu, depois de vários telefonemas, que um motoboy lhe trouxesse a porra dos documentos. Tomou uma merda de banho, deu a droga do jantar para as crianças, fez a porcaria dos deveres com os dispersos e botou os monstros para dormir.
Artur chegou puto de uma reunião em São Paulo, reclamando de tudo. Jantaram em silêncio. Na cama ela leu metade do relatório e começou a cabecear de sono. Artur a acordou com tesão, a fim de jogo. Como aqueles momentos estavam cada vez mais raros no casamento deles, ela resolveu fazer um último esforço de reportagem e transar.
Deram uma meio rápida, meio mais ou menos, e, quando estava quase pegando no sono de novo, sentiu uma apalpadinha no seu traseiro com o seguinte comentário:
-Tá ficando com a bundinha mole, Belinha... deixa de preguiça e começa a se cuidar..

Enviada por Flávio Lúcio

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Nota de falecimento

Soube, hoje, que faleceu, esta semana, Líbia Nóbrega. Líbia era filha de Epitácio Nóbrega e Leopoldina, irmã de Terezinha e José. Durante muito tempo trabalhou na primeira companhia telefônica local. Quando jovem, cozinhava muito bem e ensinou a muitas mulheres de Ip os segredos da culinária simples e saudável. Recentemente teve uma linda festa de aniversário comemorando seus 80 anos. Pensemos nela em nossas orações.

O olhar e o foco


A intriga e outros irracionalismos substituem a possibilidade de se pensar. No contexto atual, transformou-se a ciência em cargos, postos e egos controladores subordinados a interesses empresariais e pessoais. O belo transmutou-se em mercadoria e perdeu o seu antigo sentido libertador.

Luís Carlos Lopes

A realidade existe independentemente do que se pensa sobre ela. Não necessariamente ela se impõe. Não se vive obrigatoriamente em um mundo de verdades insofismáveis. O mais crédulo de que tudo sabe esbarra em seu próprio pé, caindo, ao descobrir sua ignorância relativa. Como ninguém sabe de tudo, o mais prudente é ter uma atitude de reverência ao saber e de respeito a tudo que não se conhece bem. O desejável é que o novo fosse visto como algo a ser descoberto e não como o que deveria ser negado em princípio.
Qualquer massa em movimento desenvolve-o relativamente aos demais corpos a que está relacionada. Como tudo está em movimento, inclusive o planeta Terra, o que anda, balança, trepida ou simplesmente imagina-se parado, na verdade está oscilando em função das demais coisas do mundo. A consciência humana, igualmente, oscila em função das informações que recebe. Depende também de sua capacidade de processá-las e entendê-las. Pode ou não completar o seu ciclo, produzindo compreensões ou mantendo ignorâncias relativas. O foco é exatamente este resultado, que resume e finaliza a reflexão.
O problema é que se vive no mundo da espiral da intriga. Este lugar fantástico, que se derrama pelo planeta, é onde se vende, por meio das grandes mídias e dos sensos comuns hegemônicos, a idéia ou preconceito de que tudo está resolvido e de que não há nada de novo sob o Sol. Os problemas foram todos respondidos e é ilícito perguntar se uma idéia ou interpretação de um fato possa ser questionada. Os olhares são vistos como portadores da verdade, quanto mais autoridade os seus donos tiverem. As mídias funcionam como os antigos oráculos, dizendo a todos o que é a verdade. Seus consumidores são tratados como clientes e usuários de seus serviços.
A intriga é uma técnica comunicacional milenar. Foi inventada nas mais antigas sociedades complexas e diferenciadas. O bom intrigante é aquele que junta alguns elementos do real com algo fantástico, porém verossímil, e dirigido a impedir a compreensão efetiva. O que ele – pessoa ou instituição – deseja é que jamais se alcance a compreensão total, imaginando-se que a versão disponível é o suficiente e que o entendimento deva ser necessariamente fragmentário e incompleto, servindo aos senhores que disseminaram a intriga.
Apesar de ter elementos da mentira, a boa intriga também diz verdades. Mistura a ambas, dando credibilidade ao que se quer comunicar. Seu objetivo, por vezes, é o de semear a dúvida, destruindo uma outra versão mais realista sobre o mesmo fato. Por outro lado, os intrigantes querem descredenciar autores ou fatos já divulgados. Existem vários modos de impedir que se chegue ao que realmente aconteceu ou está acontecendo. Os nazistas praticavam barbaridades em seus campos de concentração e, ao mesmo tempo, faziam filmes de propaganda que os mostravam como algo próximo a hotéis de veraneio populares.
Os mais jovens não devem recordar os filmetes de propaganda na tv e nos cinemas do Brasil da época da ditadura militar. Nestes, vivia-se em um mundo sem qualquer problema, apesar da tortura e de outros atos criminosos do poder. O cartunista Henfil ironizava-os, dizendo nos seus desenhos magistrais, que nestas peças de propaganda as vacas usavam óculos de sol para verem a caatinga verdejante em plena estiagem. Nas aparições públicas das autoridades da época, o ufanismo e a idéia da ilha de prosperidade em um mundo turbulento chegava às casas dos teleaudientes, que tinham a função de concordarem ou deixarem o país.
A lista de intrigas e maledicências praticadas em várias épocas é interminável. O importante é compreender o fenômeno e disseminar o antídoto, tentando controlar o veneno. Seria bom que a utopia do verdadeiro, do belo e do bem, proposta por Jean-Pierre Changeux fosse possível e alcançável a todos. Sabe-se que os seres humanos, sem distinção, podem amar a verdade, cultivar a beleza e a bondade. Os homens e as mulheres são capazes de usar a razão e a emoção no sentido do desenvolvimento e proteção da espécie. Lamentavelmente, problemas relativos à ordem social e política impedem que estas potencialidades sejam alcançadas em plenitude.
No esquema de poder simbólico de nosso tempo, as personas midiáticas têm um papel especial. Elas são todos os que depois de expostos nas grandes mídias, transformam-se em referências, em uma espécie de semideuses(as) que iluminam o caminho dos que se transformaram em consumidores acríticos do poder midiático. Não raro, sandices imensas ditas por estas figuras são fartamente usadas pelas grandes mídias, que se aproveitam da pseudo-autoridade moral dos mesmos. Trata-se da intriga que resvala destas personas para o grande público.
As mídias falam, nestes casos, pela boca de intrigantes simpáticos ao grande público. Para além de um star system, têm-se no mundo de hoje a construção de um novo Olimpo, desenvolvido na comunhão entre o público e os profundos interesses mercantis em jogo. Inúmeras funções e profissões geram seus heróis midiáticos. O que eles falam afasta-se velozmente do que realmente eles são. Foram transformados em mercadorias e perderam qualquer pretensão a serem humanos de fato. Por suas bocas passam interesses muito maiores do que eles mesmos. Obviamente, que há ‘famosos’ que se recusam e que, ao contrário, postam-se em posições contra-hegemônicas. Alguns, simplesmente, se calam e não se deixam usar, o que já é muito.
A intriga e outros irracionalismos substituem a possibilidade de se pensar. No contexto atual, transformou-se a ciência em cargos, postos e egos controladores subordinados a interesses empresariais e pessoais. O belo transmutou-se em mercadoria e perdeu o seu antigo sentido libertador. A beleza continuou existindo naquilo que é produzido pela humanidade, mas, freqüentemente, é seqüestrada pelos interesses econômicos. Estes tentam de todo modo impedir que ela floresça e esteja disponível a todos através, por exemplo, das mil e uma possibilidades da obra de arte. A empatia entre as pessoas, isto é, a capacidade de sentir o que o outro sente, de se colocar na pele de quem está sendo humilhado e ofendido continuou viva. Todavia, a onda individualista-consumista do presente impede que, majoritariamente, exista qualquer compaixão.
Raciocinando-se de modo inverso, poder-se-ia listar inúmeros exemplos brasileiros e estrangeiros onde o verdadeiro, o belo e o bem foram e são cultivados. Existem os que se recusam. Não aceitam a moda. Não se dobram frente à onda social conservadora. Mantêm a compaixão e o sentimento de pertencimento ao mesmo povo. Estes são a chama acesa dos desígnios da humanidade. Podem ser circunstancialmente derrotados. No entanto, o futuro lhes pertence.

Luís Carlos Lopes é professor e autor do livro "Tv, poder e substância: a espiral da intriga", dentre outros.


AIDS: um perigo sempre presente

Crescimento da AIDS no Ceará


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A arte de pedir em namoro (Xico Sá)

É namoro ou amizade? Rolo, cacho, ensaio de amor, romance ou pura clandestinidade?
“Qualé a sua, meu rapaz?!”, indaga a nobre gazela.
E o homem do tempo nem chove nem molha. Só no mormaço, só na leseira das nuvens esparsas.
No tempo do amor líquido, para lembrar o título do ótimo livro de Zygmunt Bauman sobre a fragilidade dos encontros amorosos, é difícil saber quando é namoro ou apenas um lero-lero, vida noves fora zero…
Cada vez mais raro o pedido formal de enlace, aquele velho clássico, o cara nervoso, se tremendo como vara verde: “Você me aceita em namoro”?
O tempo passava e vinha mais um pedido clássico e igualmente tenso. O pedido de noivado.
Mais adiante, a hora fatal, mais uma tremelica do jovem mancebo: Você me aceita em casamento?
E pedir a mão, aos pais, meu Deus, haja nervosismo, melhor tomar um conhaque na esquina para encorajar-me.
São raros, raríssimos hoje esses nobres pedidos. Em alguns setores mais modernos e urbanos, digamos assim, talvez nem exista mais.
O amor e as suas mudanças.
A maioria dos homens, além de não pedir em namoro, além de não pegar no tranco, ainda corre em desespero diante de uma sugestão ou proposta de casamento feita pela moça.
O capítulo bom da história é que agora as mulheres também partem para o ataque e, diante de uns temerosos ou acanhados sujeitos, escancaram suas vontades, suas paixões, e fazem suas apostas, seus pedidos, põem na mesa os seus desejos e as cartas de intenções.
Voltando ao mundo dos homens, lembro que era bem bacana esse suspense masculino do “você quer namorar comigo?”
Havia sempre o medo do fora. Um sim, mesmo o mais previsível, era uma festa.
“Quer namorar comigo?”
No tempo do “ficar”, quase nada fica, nem o amor daquela rima antiga.
Alguns sinais, porém, continuam valendo e dizem muito. O ato das mãozinhas dadas no cinema, por exemplo, ainda é o maior dos indícios.
Tanto quanto um bouquet de flores, mais do que uma carta ou um email de intenções, mais do que uma cantada nervosa, mais do que o restaurante japonês, mais do que um amasso no carro, mais do que um beijo com jeito, daqueles que tiram o gloss e a força dos membros inferiores.
“Vamos pegar uma tela, amor?”, como se dizia não muito antigamente.
Eis a senha.
Mais até do que um jantar à luz de velas, que pode guardar apenas um desejo de sexo dos dons Juans que jogam o jogo jogado e marketeiro.
O cinema, além da maior diversão, como diziam os cartazes de Severiano Ribeiro, é a maior bandeira.
Nada mais simbólico e romântico.
Os dedos dos dois se encontrando no fundo do saco das últimas pipocas…
Não carecem uma só palavra, ainda não têm assuntos de sobra.
Salve o silêncio no cinema, que evita revelações e precoces besteiras.
Ah, os silêncios iniciais, que acabam voltando depois, mas voltando sem graça, surdo e mudo, eterno retorno de Jedi. Nada mais os unia do que o silêncio, escreveu mais ou menos assim, com mais talento, claro, Murilo Mendes, poeta dos melhores e mais líricos.
Palavras, palavras,palavras…
Silêncio, Silêncio, silêncio…
Dessas duas argamassas fatais o amor é feito e o amor é desfeito. Simples como sístole e diástole de um coração que ainda bate.

Os 7 piores lugares para o primeiro encontro

O primeiro encontro costuma ser constrangedor, não importa o que aconteça. Você precisa ficar o tempo inteiro trocandoinformações e falando sobre os acontecimentos da sua vida, mas a coisa pode ficar pior se você escolher um dos sete lugares abaixo:
1. Restaurante mexicano
O restaurante mexicano parece ser uma boa ideia porque tem drinques como margarita e sangria. No entanto, não há quase nada no cardápio que não vá causar indigestão, fazendo com que o casal precise ir com frequência ao banheiro, o que invariavelmente provocaria situações constrangedoras.
2. Evento a céu aberto
A menos que o clima esteja absolutamente perfeito, encontros a céu aberto estão fadados ao fracasso. Basta um pouco de umidade no ar para a sua acompanhante passar o tempo inteiro tentando controlar o cabelo. Mas, se você quiser passar o tempo inteiro respondendo a perguntas do tipo “como está o meu cabelo?”, vá fundo.
3. Um barco
Em teoria, uma noite romântica em um barco sob o céu estrelado soa perfeita. Na prática, no entanto, pode ser um desastre. Tudo o que você precisa é que o mar esteja bravo ou que a garota tenha problemas de enjoo. Neste último caso, você vai passar a noite inteira segurando o cabelo da moça enquanto ela vomita, e depois disso terá que ser muito forte do estômago pra encarar uns beijinhos.
4. Filme romântico no cinema
Lembre-se que os homens nesse tipo de filme são quase sempre lindos e cheios de gestos românticos. Então, a menos que você tenha a intenção de espalhar pétalas de rosa na cama dela, vá ver um filme de terror. Se você não é capaz de competir com Matthew McConaughey, os assassinos desses filmes te farão parecer um elegante cavalheiro.
5. Sua casa
Se você morar em um castelo ou for um chef, tudo bem. Do contrário, se você convidar a garota pra sua casa no primeiro encontro, vai parecer pão-duro, sem criatividade e/ou safado. Então, leve-a a outro lugar; assim, não precisa se preocupar com a bagunça nem em esconder seus guilty pleasures.
6. Casa dos seus pais
Claro que a comida é barata e a conversa é boa (as perguntas intermináveis dos seus pais não vão deixar espaço pra nenhuma pausa constrangedora), mas com certeza essa não é a situação ideal para um primeiro encontro – mesmo que você ainda não tenha saído de casa. Então, evite o tour pelo seu quarto de criança e pule a parte da conversa sobre como vocês se conheceram e coisas do tipo. Guarde a ocasião para quando quiser terminar um relacionamento.
7. Bar esportivo
Ver você gritar e amaldiçoar os jogadores em frente à TV durante um jogo não vai causar uma boa impressão na sua acompanhante. Ela pode achar que você vai tratá-la assim também. Portanto, nada de levá-la pra esse tipo de bar.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009