domingo, 31 de julho de 2011

Vi no FB de Julia Petruccelli


"Pisa que ele gruda, gruda que ele pisa."

Pode crer!

31 de julho: Dia mundial do orgasmo



... dizem que hoje é o Dia Mundial do Orgasmo. E ainda se fala de mulheres que o fingem. É uma conversa bafienta, quase nunca provocada por homens, mas pelas próprias mulheres, que até se gabam fazer de conta logo no local e na hora da verdade. Como não entendo este fingimento, que nunca é, infelizmente, do orgasmo «que deveras sente», consultei um especialista em mulheres. Pedi que me explicasse por que carga de água havia mulheres que gemiam sem ver uma única estrela. Apresentou três razões: 1) para fazer com que o homem não se sinta mal; 2) para que o homem não pense que é frígida; e 3) sobretudo, para acabar com o assunto. A primeira é uma mentira piedosa. A segunda é uma mentira cruel e a terceira é uma mentira preguiçosa. Feliz Dia do Orgasmo!

Fonte: http://bomba-inteligente.blogs.sapo.pt/

O vício das orquídeas

Há dias li um artigo escrito por um teólogo em resposta a uma declaração de Stephan Hawking. Numa rara entrevista recente, o físico reiterou a sua convicção de que depois da vida não há mais nada, e comparou o cérebro humano a um computador, que se vai degradando com o tempo até deixar de funcionar.
O teólogo mostrava-se decepcionado com o materialismo de Hawking, e respondia com este argumento perturbador: o cérebro humano, à medida que se degrada e se aproxima do fim, começa a apreciar Wagner e a admirar cada vez mais a beleza do mundo.
Eu sou ateu como Hawking, e acredito que ele terá razões para explicar esses delírios tardios da mente humana. Mas não deixa de ser intrigante esse interesse crescente das pessoas pela beleza do mundo. Não acontece a todos, mas com alguns transforma-se numa verdadeira obsessão.
Em tempos li muitas coisas sobre uma estranha espécie de maníacos: os coleccionadores de orquídeas. São homens ou mulheres geralmente acima dos 50 anos, cuja mania se vai agravando com a idade. Tornam-se fanáticos por orquídeas. Passam horas observando em êxtase os pormenores de espécimens raros ou exóticos, compram orquídias por preços exorbitantes, procuram-nas por todo o mundo, encomendam-nas, cultivam-nas, guardam sementes, cruzam-nas, criam combinações genéticas.
A orquídea é um ser vivo de beleza concentrada. Darwin considerou-a um dos expoentes da evolução das espécies, o ponto mais avançado de uma linha evolutiva. É a combinação radical do belo e do efémero, a manifestação momentânea e eloquente do que o Universo é capaz. Uma orquídea deslumbra e comove. É verdadeira. Não foi lapidada como um diamante, nem é formada de ilusões ópticas, como uma galáxia distante. É um ser simples e frágil que podemos segurar numa mão. Podemos contemplá-la, mas também amarfanhá-la em menos de um segundo. É o esplendor à nossa mercê.
É verdade que há algo de erótico numa orquídea. Em 1653, o Guia Herbanário Britânico avisava que elas são “quentes e húmidas, sob o domínio de Vénus, e provocam excessivamente sensações de luxúria”. Na era vitoriana era vedado às mulheres possuírem orquídeas, cujas formas eram consideradas perigosamente sugestivas.
Mas esse é apenas um dos instrumentos de sedução das orquídeas, esses seres que aliam o obsceno e o sublime. Outro, é parecerem jóias. Uma orquídea pode ser tão bela, que sentimos que é eterna, embora dure apenas umas semanas. Isso não impede os coleccionadores mais loucos de pagarem 20 mil euros ou mais por uma orquídea. Alguns têm mesmo um consultor de orquídeas, a quem pagam uma avença.
Com um interesse tão intenso, as orquídeas raras tornaram-se um lucrativo negócio. John Laroche é um criador da Florida. Usa métodos tão extravagantes como torrar sementes no micro-ondas ou clonar exemplares que rouba em parques naturais ou jardins privados. “De cada vez que crio um novo híbrido sinto-me como Deus”, disse ele a uma jornalista, pouco antes de ser preso, como um vulgar ladrão de arte.
O vício das orquídeas tem delapidado fortunas, destruído famílias, tal como o do álcool, das drogas ou do jogo. Mas ao contrário destes não é curável. Um viciado no álcool pode sempre obter auxílio junto dos alcoólicos anónimos. Um louco das orquídeas não tem salvação. O objecto do seu vício é perfeito e por isso não substituível. Para além da beleza pura não há mais nada.
(PÚBLICO)

sábado, 30 de julho de 2011

Dia de conhecer melhor minhas origens pernambucanas


Cazuza Santana é o mesmo José Ferreira de Santana cujo nome está na aguada vizinha à casa de Maristela, hoje de Joselba, na saída do Baixio. Acho até que já postei aqui no blog foto da inauguração. Hoje, a antiga aguada - como todas as antigas construções de Ip - está totalmente abandonada. Eu até poderia pensar: conservar não dá dinheiro, não arrebanha votos e portanto não interessa. Em compensação, construir traz grana e votos. Mas acho que nem é o caso de Ip uma vez que lá também não se constroi. As pontes inclusive são obras do governo estadual. Então esta não seria a hipótese mais adequada. De repente, foi o destino inexorável que fez de Ip um município pobre e desmemoriado.
Será que estou, como no filme Os Narradores de Javé, tentando inventar uma tradição ou mesmo encontrar um sentido para preservar uma presumida importância que na realidade só existiu nas nossas afetividades? Deve ser esta a hipótese correta diante de tantas oportunidades perdidas, de tanto abandono, descaso e indiferença coletiva.
Haja forró e cachaça!
ML

Hoje é dia de encontro

quinta-feira, 28 de julho de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Parabéns. Caio

Slackline, andando na corda bamba

Slackline, Rio de Janeiro - Ipanema. from Gustavo Pellizzon on Vimeo.



Vi no blog Querido leitor. Amei as imagens e trouxe pra vocês.

Quem lembra?

Campanha permanente pela carta de amor (Xico Sá)


Amy morreu e nós, os muito românticos, não estamos passando muito bem.

A próxima vítima é a letra de mão. A caligrafia. Nos EUA, caminha para o fim. Pelo menos nas escolas já é quase uma defunta. A charge do Jean, hoje na pág. 2 da Folha, diz tudo sobre o assunto.

Não, não me venha com essa de velho nostálgico. A parada é outra. Não confunda nostalgia com romantismo.

A defesa, nesta taverna virtual, é a do discurso amoroso. Seja escrito no tablet ou no papiro.

Mas... como o carteiro acaba de me entregar uma missiva escrita à mão de moça, com direito a beijo de batom junto da assinatura –que boca grande e linda, meu Deus!- não posso deixar de repetir, ad infinitum, uma das minhas campanhas permanentes.

Ô, mr. Postman, pela volta da carta de amor. Urgentemente. A carta escrita à mão, com local de origem, data, saudações, motivos, papel fininho e pautado.

Debruce a munheca sobre o papiro e faça da tinta da caneta o seu próprio sangue. Agora.

Não temas a breguice, o romantismo, como já disse o velho Pessoa, travestido de Álvaro de Campos, todas cartas de amor são ridículas, e não seriam de amor se ridículas não fossem.

A carta, mesmo com todas as modernidades e invencionices, ainda é o melhor veículo para declarar-se, comunicar afinidades e iniciar um feitio de orações. O meio é a mensagem.

O que você está esperando, vá ali na esquina, compre um belo papel e envelopes, e se devote.

Se tiver alguma rusga, peça perdão por escrito, pois perdão por escrito vale como documento de cartório.

Se o namoro ainda não tiver começado, largue a mão dessas cantadas baratas e curtições facebookianas e atire a garrafa aos mares.

Uma boa carta de amor é irresistível. Vale até copiar aqueles modelos que vêm nos livros. Sele o envelope com a língua, como nas antigas, lamba os selos com devoção, esse pré-beijo de todos os lábios da futura amada.

Às moças é consentido, além dos floreios e da caligrafia mais arrumadinha, a reprodução de um beijo, com batom bem vermelho, ao final, perto da assinatura, como a que recebi agora.

Uma carta, até mesmo de amizade, deixa a gente comovido, como a que me mandou o Fábio Victor, escriba e amigo do Recife, quando habitava a velha e fria Londres.

Que os amigos,e não apenas os amantes, se correspondam, fazendo dos envelopes no fundo do baú as suas histórias de vida.

Pela volta da carta, que já é por si só uma maneira devota, um tempo que se tira, sem pressa, para dedicar-se a quem se gosta. Pela volta da carta, pois o que se diz numa carta é de outra natureza, é o bem-querer em tom solene.

O que você está esperando, meu amigo, minha amiga, largue esse cronista de lado e debruce-se sobre a escrivaninha. Uma mesa de bar ou de um café também são bons lugares para assentar as suas mal-traçadas linhas.

Corra, Lola, corra. Escreva, meu rapaz, escreva!

Fonte: http://xicosa.folha.blog.uol.com.br/arch2011-07-24_2011-07-30.html

terça-feira, 26 de julho de 2011

Programa Senac de Gratuidade abre inscrições para cursos profissionalizantes na cidade de Cajazeiras. Veja!


Os cursos abrangem as áreas de comércio, hospitalidade, beleza, gestão e informática, e terão início em diferentes datas dos meses de julho e setembro.

O Senac Paraíba está com inscrições abertas para cursos profissionalizantes na cidade de Cajazeiras. Os cursos abrangem as áreas de comércio, hospitalidade, beleza, gestão e informática, e terão início em diferentes datas entre os meses de julho e setembro.

Em Cajazeiras, os cursos integram a rede do Programa Senac de Gratuidade, destinado ao atendimento de pessoas de baixa renda, alunos matriculados ou egressos da educação básica de trabalhadores. Estão disponíveis vagas nos cursos de Manicure, Depilador, Vendedor e Operador de Computador, com aulas iniciando entre agosto e setembro. As matrículas serão realizadas na unidade, entre 25 e 28 de julho.

A unidade está localizada na Rua Manoel G. Pedrosa, s/n, no Cocodé, e o telefone para contato é (83) 3531-3553. Mais informações sobre a programação dos cursos disponíveis em todo o estado podem ser obtidas acessando o endereço www.pb.senac.br.

Fonte: DIÁRIO DO SERTÃO com Secom

Sempre a poesia


Fim de missão

Gosto dos que não sabem viver,
dos que se esquecem de comer a sopa
(«Allez-vous bientôt manger votre soupe,
s... b... de marchand de nuages?»)
e embarcam na primeira nuvem
para um reino sem pressa e sem dever.

Gosto dos que sonham enquanto o leite sobe,
transborda e escorre, já rio no chão,
e gosto de quem lhes segue o sonho
e lhes margina o rio com árvores de papel.

Gosto de Ofélia ao sabor da corrente.

Contigo é que me entendo,
piquena que te matas por amor
a cada novo e infeliz amor
e um dia morres mesmo
em «grande parva, que ele há tanto homem!»

(Dá Veloso-o-Frecheiro um grande grito?...)

Gosto do Napoleão-dos-Manicómios,
da Julieta-das-Trapeiras,
do Tenório-dos-Bairrosque passa fomeca
mas não perde proa e parlapié...

Passarinheiros, também gosto de vocês!
Será isso viver, vender canários
que mais parecem sabonetes de limão,
vender fuliginosos passarocos implumes?

Não é viver.
É arte, lazeira, briol, poesia pura!
Não faço (quem é parvo?) a apologia do mendigo;
não me bandeio (que eu já vi esse filme...)
com gerações perdidas.

Mas senta aqui, mendigo:
vamos fazer um esparguete dos teus atacadores
e comê-lo como as pessoas educadas,
que não levantam o esparguete acima da cabeça
nem o chupam como você, seu irrecuperável!

E tu, derradeira geração perdida,
confia-me os teus sonhos de pureza
e cai de borco, que eu chamo-te ao meio-dia...

Por que não põem cifrões em vez de cruzes
nos túmulos desses rapazes desembarcados p'ra morrer?

Gosto deles assim, tão sem futuro,
enquanto se anunciam boas perspectivas
para o franco frrrrançais
e os politichiens si habiles, si rusés,
evitam mesmo a tempo a cornada fatal!

Les portugueux...
não pensam noutra coisa
senão no arame, nos carcanhóis, na estilha,
nos pintores, nas aflitas,
no tojé, na grana, no tempero,
nos marcolinos, nas fanfas, no balúrdio e
... sont toujours gueux,
mas gosto deles só porque não querem
apanhar as nozes...

Dize tu: - Já começou, porém, a racionalização do trabalho.
Direi eu: - Todavia o manguito será por muito tempo
o mais económico dos gestos!

Saber viver é vender a alma ao diabo,
a um diabo humanal, sem qualquer transcendência,
a um diabo que não espreita a alma, mas o furo,
a um satanazim que se dá por contente
de te levar a ti, de escarnecer de mim...

Saber viver é vender a alma ao diabo, Alexandre O'Neill


Fonte: http://bomba-inteligente.blogs.sapo.pt/591201.html

domingo, 24 de julho de 2011

A los tiempos

Cariri ganha seleção de obras sobre a história da região


Publicações históricas versam sobre aspectos socioculturais do Cariri e são reeditadas pela Secult, Urca e UFC

Crato. O Cariri ganha uma seleção de obras que contam a história da região. Sete livros do escritor cearense José Alves de Figueiredo Filho foram reeditados pela Secretaria da Cultura do Ceará, Universidade Regional do Cariri (Urca) e Edições UFC, na série Memória, da Coleção Nossa Cultura. Todas as obras, que estavam esgotadas, foram relançadas em edições de mil exemplares cada, sem fins financeiros, que serão distribuídas pela Urca. Ainda não foi marcada a data de lançamento.

Foram reeditados os livros: "Engenhos de Rapadura do Cariri", "Folguedos Infantis do Cariri", os quatro volumes da "História do Cariri" e "Cidade do Crato" (com Irineu Pinheiro). Os sete livros de J. de Figueiredo Filho foram publicados como parte de 10 títulos que enfocam a história e os costumes do Cariri. Os engenhos de rapadura tornaram-se um símbolo da região que nasceu e cresceu na sombra da agroindústria da rapadura. De Irineu Pinheiro, a série inclui dois livros: "Efemérides do Cariri" e "O Cariri: seu descobrimento, povoamento, costumes".

De Floro Bartolomeu da Costa, foi publicado o livro "Juazeiro do Padre Cícero", que reproduz o célebre discurso do deputado pronunciado na Câmara Federal, em 1923, em defesa da Meca do Cariri e do seu líder político e religioso, Padre Cícero Romão Batista. "A reedição desse rico acervo ocorre numa outra feliz coincidência de data: os100anos de Juazeiro.

"A leitura é imprescindível para todos quantos queiram compreender o mais extraordinário fenômeno sócio-religioso ocorrido, na última década do século XIX e nas primeiras do século XX, no Brasil: o Padre Cícero Romão Batista, criador e criatura do Juazeiro do Norte", dizem na apresentação dos livros o então reitor da Urca, Plácido Cidade Nuvens, e a atual reitora, Otonite Cortez.

"Engenhos de Rapadura do Cariri", de José de Figueiredo Filho, com ilustrações de Percy Lau, foi originalmente publicado pelo Ministério da Agricultura, em 1958, no Serviço de Informação Agrícola (SIA). Traça o perfil de uma atividade que tinha papel central na economia agrícola caririense e na alimentação do homem no Nordeste.

Engenhos do Cariri

Em 1954, conforme Figueiredo Filho, o Cariri possuía em operação 284 engenhos, a força motriz, 12 movidos a bois e seis engenhos d´água - em Barbalha, Crato, Missão Velha, Juazeiro do Norte e Jardim. Os 65 engenhos de Barbalha produziam 8,52 toneladas de rapadura e os 75 do Crato, 5, 075 toneladas do produto. Em Missão Velha, 92 engenhos produziam 3,5 toneladas de rapadura; 32 engenhos de Juazeiro do Norte forneciam 2,3 toneladas; e, em Jardim, 42 engenhos entregavam 2,17 toneladas por ano. Os cinco colocavam mais 2.203 litros de aguardente no mercado.

A agroindústria da rapadura foi o setor econômico que mais contribuiu para o progresso da região. O autor não só descreve moagens e plantios de cana, mas focaliza, também, aspectos da vida na região, para mostrar a civilização que foi criada naqueles rincões, por elementos genuinamente brasileiros, nascidos e abrigados na sombra dos engenhos de rapadura.

Data de 1785, conforme o padre Antonio Gomes de Araújo, citado por Figueiredo, o primeiro engenho do Município do Crato movido a água. Ficava localizado no Sítio Cobreiros, pertencente ao coronel Joaquim Ferreira Lima, futuro sogro de Tristão Gonçalves de Alencar Araripe. O livro inicia com dados históricos e aborda em seguida a região e o homem.

Os aspectos do solo e condições para o plantio da cana de açúcar, além de fotos dos engenhos dão o pano de fundo da ciência agronômica da atividade. Em seguida vem o capítulo sobre a vida no engenho de rapadura; e, ainda, um capítulo sobre o lugar cativo da rapadura na alimentação sertaneja.

Publicações

10 livros reeditados traçam história do Cariri. Destaque para obras de J. de Figueiredo Filho: "Engenhos de Rapadura do Cariri", "Folguedos Infantis", "História do Cariri" e "Cidade do Crato".

MAIS INFORMAÇÕES

Universidade Regional do Cariri (Urca) - Pimenta - Crato (CE)
(88) 3102.1212 / 3102.1204 / E-mail: urca@urca.br / gabinete@urca.br

CULTURA

Folguedos infantis são tema de livro

Os livros têm importante contribuição ao registrar, entre tantos costumes, brincadeiras regionais da época

Crato. O jornalista Flamínio Araripe, que é neto de J. de Figueiredo Filho, afirma que o livro "Folguedos Infantis Caririenses", uma das obras reeditadas, publicado em continuação a Folclore no Cariri, mergulha na memória afetiva da infância vivida pelo autor, mas abraça também as brincadeiras mais recentes que ele observa e extrai do que praticam os netos, aos quais dedica o livro. A dedicatória do livro - "Aos netos, raios de luz que me alegram o declínio da jornada, e fazem-me reviver, em espírito, os tempos bons de criança" - dá o tom do sentimento com que o autor percorre a memória afetiva dos folguedos infantis.

"As brincadeiras infantis estão intimamente presas ao folclore. Muitas delas acompanham o homem desde os albores da civilização", afirma. Um capítulo dá vida às experiências vividas de brigas de rua. Outro recorda o universo do cavalo de pau, a montaria infantil. Em consulta ao folclorista Luís da Câmara Cascudo, Figueiredo informa que o cavalo de pau já era conhecido entre os romanos e gregos.

Menciona, ainda, os hábitos de montar carneiros, jumentos e cavalos. "A original montaria está quase a desaparecer do cenário caririense, substituída pelos veículos mais modernos - bicicletas e velocípedes", escreve. Brincadeiras de crianças da cidade e dos sítios, de meninos e meninas, também jogos de palavra e cânticos, inclusive com a partitura musical, revivem no texto fluente e amoroso do escritor. Há fotos de meninas pulando a "Macaca", no colégio São João Bosco, no Crato; Jogo do Amor (Senhora dona Condessa), meninos jogando pião. Capítulos são dedicados a histórias de trancoso, bicheiro, carnaval de crianças, armas, instrumentos de caça, armadilhas, passarinhos e gaiolas.

Centenário do Crato


O livro "Cidade do Crato", publicado em 1953, em parceria com o médico Irineu Pinheiro, pelo Ministério da Educação, por ocasião do Centenário do Município, traça um perfil da história, economia e cultura da cidade. O primeiro capítulo, assinado por Irineu Pinheiro, é centrado na história. O texto de Figueiredo - "Crato, importante centro do Nordeste brasileiro" - tem a cor de uma reportagem que cobre da geografia à educação e cultura da cidade, onde há lugar para mostrar o Zabumba de Couro. Na obra, Figueiredo equilibra dados da realidade social ao tom otimista do livro de comemoração do centenário.

ANTÔNIO VICELMO
REPÓRTER

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1015373

Domingo memorioso

O vaso de flores
(Claudiomar Rolim)


Pelos idos da década de 1960, papai, aconselhado por mamãe, resolve me dar um “emprego” nos Armazéns Paulista que ficava logo no começo da Rua Epifânio Sobreira, um edifício de quatro pisos que, na época, rivaliza com a velha rodoviária Antonio Ferreira, como os dois mais altos prédios de Cajazeiras. O gerente era o finado Antonio Dunga e eu fui nomeado “sub-gerente”, todavia a minha maior responsabilidade era recolher o livro de ponto às oito horas em ponto para que funcionários retardados tivesse o dia descontado.
Ganhava Cr$ 1 (um cruzeiro)! Não era pouco para uma criança e assim mesmo com os gastos de sorvetes e cinema (parque e circo eu não pagava, pois como filho do prefeito tinha acesso gratuito) ainda me sobrava dinheiro.


Chega o dia das mães, com dinheiro poderia me dar o luxo de comprar o presente sem precisar de socorro financeiro de papai. Tem orgulho maior para uma criança do que comprar um presente para sua mãe neste dia?
Pensei com os meus botões e nada me vinha à mente, chegou sábado e não achava o presente ideal. Sábado dia de feira na cidade e, pensei, lá, certamente, encontrarei o presente. Rodei na feira e não achava nada... Panelas e potes de barro, brinquedos rústicos, literatura de cordel para todos os gostos, roupas, quase que só de chita e cáqui, chapéu de palha, e mil coisas mais, mas eu não achava o presente. Quando já desesperançado em frente á sapataria de Manoel Caiçara na Rua Juvêncio Carneiro, logo ao entrar na rua pela Praça Coração de Jesus, encontro uma velha tão gorda e baixa que mais parecia um metro cúbico de carne vendendo flores. Mas que flores? Uma lata de tinta usada revestida de papel celofane cheia de areia com flores e seus talos feitos de arame, também ambos revestidos de papel celofane.
O presente não era tão feio. Tornou-se. Na alegria de ter encontrado o presente, sai correndo para casa. Menino não anda, corre. Quando eu dobro o canto da Travessa Santa Teresinha que bem no meio, em frente à livraria do finado Horácio Alves, tinha uma fossa grande, até construída na administração municipal de papai, que ficou mais alta que o calçamento, propiciando aos mais apressados a oportunidade de tropeçar. E foi o que aconteceu comigo. Fui para um lado e a lata, oppss, o vaso de flores para outro deixando-o com várias avarias. Ah, isso não é problema, joguei a terra que foi esparramada pelo chão de volta à lata, oppss, o vaso de flores, enfiei de volta os arames, ooppss, os ramos de flores no vaso e voltei a correr para casa, era a casa nova da Rua Victor Jurema, uma casa grande, a maior e a melhor que morei em Cajazeiras, e escondi o presente na garagem.

Dia seguinte, domingo, Dia das Mães, vou buscá-lo e entro solenemente em casa para entregá-lo à mamãe, a emoção dela foi grande, principalmente quando soube que o presente tinha sido comprado com economias do meu trabalho. Mamãe nem viu o estado deteriorado pelo acidente de percurso, ou melhor, não deixou transparecer.
Empolgado, fiz uma só exigência: “Mamãe queria lhe pedir que guardasse o presente em cima da geladeira” e assim ela fez.
Aí, está o bom da história, as visitas que apareciam lá por casa e vendo a casa toda arrumada e chique, estranhava aquela monstrengo que destoava em cima da geladeira e perguntava: “Teresa, o que aquela presepada em cima da geladeira?”. Mamãe, afobada, fazia sinal de silêncio e cochichava: “Foi o presente do dias das mães do meu filho!”
E lá permaneceu por bom tempo, assustando as visitas.
Fonte: http://noticiasdecajazeiras-claudiomar.blogspot.com/2011/07/o-vaso-de-flores.html

sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse é mais uma artista que morre aos 27 anos


Ao morrer neste sábado, com 27 anos, a cantora Amy Winehouse se junta ao grupo de artistas famosos que também morreram com essa mesma idade.

Outra coincidência é que, assim como Amy, grande parte deles foram encontrados mortos sozinhos em casa ou em quartos de hotéis. Veja alguns deles:

Jim Morrisson (8/12/1943 - 3/7/1971)

O ex-vocalista da banda de rock The Doors, Jim Morrisson, foi encontrado morto na banheira de um apartamento em Paris. Especula-se que a causa da morte tenha sido por overdose de heroína.

Janis Joplin (19/1/1943 - 4/10/1970)

Outra que também morreu sozinha, Joplin foi encontrada em um quarto de hotel. Ela teria tomado vários drinques e fez uso de heroína 50% pura, o que causou uma overdose.

Jimi Hendrix (27/11/1942 - 18/9/1970)

Um dos maiores guitarristas da história do rock, Jimi Hendrix morreu em Londres depois de inserir cápsulas com anfetaminas e sedativos. Hendrix também teria usado LSD em pó e durante o sono, morreu sufocado no próprio vômito.

Kurt Cobain (20/2/1967 - 5/4/1994)

O ex- vocalista e guitarrista da banda Nirvana, foi encontrado morto em sua casa com um tiro na cabeça. Ele teria se suicidado após consumir uma grande quantidade de heroína.

Brian Jones (28/2/1942 - 3/7/1969)

Membro-fundador da banda The Rolling Stones, Brian foi encontrado morto boiando na piscina em uma mansão de Londres. Ele teria tido uma overdose seguida de afogamento.

Robert Johnson (8/5/1911 - 16/8/1938)

O guitarrista norte-americano de blues morreu vítima de pneumonia. Há versões de que ele contraiu a doença após beber um whisky envenenado com estricnina, preparado pelo dono do bar, com cuja mulher Johnson teria flertado.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/948844-amy-winehouse-e-mais-uma-artista-que-morre-aos-27-anos.shtml

Criatividade é ...

Vi no Jacaré banguela

Escola D. Francisco conclui reforma de sua quadra de esportes


Foi concluída a reforma da quadra de esportes da Escola Dom Francisco de Assis Pires. A inauguração está prevista para o mês de agosto durante a Semana do Estudante.
Mais uma obra de importância vital para o desenvolvimento dos esportes em IP que merece nossos aplausos. Isto quer dizer que sempre há espaços para melhorar. Tudo depende de iniciativa, coragem e sobretudo participação da comunidade. O estímulo ao esporte entre os jovens é mais um desafio na luta por uma vida saudável.
Parabéns.
Fonte: http://escoladomfranciscodeassispires.blogspot.com/

Felizardo ganha ponto de Cultura


PROCESSO: 11135012-3
PROPONENTE: Associação do Desenvolvimento Cultural de Felizardo – ADECOF
PROJETO: Felizardo Culturart
MUNICÍPIO: Ipaumirim

Fonte:http://www.icoenoticia.com/2011/07/


Ponto de Cultura

O Ponto de Cultura é a ação prioritária e o ponto de articulações das demais atividades do Programa Cultura Viva.

“Os Pontos de Cultura são espaços permanentes de experimentação, encanto, transformação e magia.”
Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República.

“O Ponto de Cultura é “uma espécie de ‘do-in’ antropológico, massageando pontos vitais, mas momentaneamente desprezados ou adormecidos, do corpo cultural do País”
Gilberto Gil, Ex-ministro da Cultura

O que é?

São entidades reconhecidas e apoiadas financeira e institucionalmente pelo Ministro da Cultura que desenvolvem ações de impacto sócio-cultural em suas comunidades. Somam, em abril de 2010, 2,5 mil em 1122 cidades brasileiras, atuando em redes sociais, estéticas e políticas.

O Ponto de Cultura não tem um modelo único, nem de instalações físicas, nem de programação ou atividade. Um aspecto comum a todos é a transversalidade da cultura e a gestão compartilhada entre poder público e comunidade.

Pode ser instalado em uma casa, ou em um grande centro cultural. A partir desse Ponto, desencadeia-se um processo orgânico agregando novos agentes e parceiros e identificando novos pontos de apoio: a escola mais próxima, o salão da igreja, a sede da sociedade amigos do bairro, ou mesmo a garagem de algum voluntário.

Quando firmado o convênio com o MinC, o Ponto de Cultura recebe a quantia de R$ 185 mil, em cinco parcelas semestrais, para investir conforme projeto apresentado. Parte do incentivo recebido na primeira parcela, no valor mínimo de R$ 20 mil, para aquisição de equipamento multimídia em software livre (os programas serão oferecidos pela coordenação), composto por microcomputador, mini-estúdio para gravar CD, câmera digital, ilha de edição e o que mais for importante para o Ponto de Cultura.

Fonte: http://www.cultura.gov.br/culturaviva/ponto-de-cultura/

Seria interessante que a Associação divulgasse o seu projeto ou um pequeno release para que a comunidade conhecesse melhor suas atividades e linhas de atuação.

TAC garante calendário de pagamento a servidores de Ipaumirim



A Prefeitura de Ipaumirim divulgou esta semana calendário de pagamento do funcionalismo municipal. O fato é resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) realizado entre o Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE), através do promotor de Justiça, através Thiago Marques Vieira, e o Poder Executivo local.

De acordo com o Promotor de Justiça, várias eram as reclamações dos servidores do município sobre a incerteza do dia do pagamento, o que causava inúmeros transtornos. Após ajuizamento de reclamação do Sindicato dos Servidores Públicos do Município, a Prefeitura foi chamada a celebrar um TAC em que se comprometeu a elaborar calendário de pagamento razoável.

Com a entrega do calendário esta semana na Promotoria de Justiça, garantiu-se aos servidores um direito que lhes é inerente. Na mesma oportunidade, começaram com a Prefeitura local os ajustamentos para a realização de um novo concurso público, já que o último data de 2006.

Fonte: Icó é notícia

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Preferências (Danuza Leão)


Vocês já repararam que tudo o que é considerado ruim é absorvido pelas pessoas -por nós- bem mais facilmente do que tudo o que faz bem, seja à saúde, seja à alma? E não é só: é muito mais fácil -e prazeroso- fazer o que é proibido do que o que pregam os governos, as religiões, a família, a medicina. Exemplo: você prefere um suco de beterraba com nabo ou uma caipirinha?
Tudo o que é considerado bom para a saúde e para o espírito costuma ter péssimo paladar, dá trabalho e leva tempo para dar resultado: já as coisas condenadas são fáceis, deliciosas, e você se habitua a elas em poucos dias.
Digamos que você resolva adquirir uma forma física impecável: vai ter que malhar três, quatro horas por dia, durante meses, anos, para poder exibir aquele feixe de músculos que vai deixar todo mundo morrendo de inveja. Mas, se resolver parar tudo, em quatro semanas volta à estaca zero. Dura, a vida.
Capítulo dieta: quanto tempo se leva para perder 15 quilos? Meses, e passando por sacrifícios permanentes, pois nada mais insuportável do que comer legumes no vapor com pouco sal e bebendo água. Insuportável, não: um verdadeiro inferno. Aí um dia, prestes a cortar os pulsos, você resolve jogar tudo para o alto e cai de boca numa feijoada. Toma todas as caipirinhas a que tem direito -com açúcar- e quando chega em casa abre aquela caixa de chocolates e vai ver um filme na televisão, fe-li-cís-si-ma. Nesse dia você recupera três quilos, que para perder vai levar pelo menos 40 dias, oh, vida.
Ela, que fumava dois maços de cigarro por dia, resolve deixar o vício. Compra as piteiras milagrosas, usa o tal esparadrapo americano, testa sua força de vontade até o limite máximo, fica de péssimo humor, e vai diminuindo, diminuindo, até chegar a quatro, cinco cigarros por dia -isso depois de seis meses com os nervos à flor da pele. Do alto de sua superioridade, começa a fazer o discurso habitual, e no qual nem acredito muito: está sentindo mais o cheiro das coisas e o paladar dos alimentos -isso fora a resistência física. Já sobe 12 andares direto, corre dez quilômetros sem cansar e a performance sexual -bem, a modéstia impede de falar. Com tanta coisa boa acontecendo, só pela cabeça de um louco passaria voltar a esse vício maldito. Mas uma noite sai com uns amigos, se distrai, toma três uísques e resolve botar um cigarro na boca -para nada, só para mostrar que é capaz de fumar um só e não sucumbir. Acaba fumando um maço inteiro e vai ter que começar da estaca zero, pois o vício já se instalou, igualzinho ao que era antes. Para desviciar, meses de sacrifício: para reviciar, basta uma noite -é possível? É justo?
E com o amor, a mesma coisa; entre um rapaz de bom caráter, trabalhador, aquele que já se sabe que vai ser um marido fiel -teoricamente, o homem certo-, ela costuma preferir um cafajeste, que não tem trabalho fixo (vive de expedientes), aquele que faz com que ela passe noites em claro esperando que ele apareça -ele, que não pode ver um rabo de saia e que apronta sempre. E, se ele aparecer, ela abandona o rapaz certo e volta para os braços dele quantas vezes ele quiser; por que será que entre o que nos faz bem e o que nos faz mal -e quanto mais mal, melhor-, a gente sempre prefere o pior?A vida é mesmo complicada: não podia ser ao contrário?

Fonte:http://donttouchmymoleskine.com/

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Nota enviada por Caio Josué

MUNICÍPIO RECEBE MEDALHAS DE OURO MÉRITO SAÚDE E MÉRITO EDUCACIONAL

O Exmº Sr Prefeito de Ipaumirim esteve na capital pernambucana nos dias 01 e 02 de julho acompanhado da 1ª dama do Município, Elizangela, da Secretária de Educação a Profª Júlia Soráia e da Secretária Adjunta de Educação, a Profª Maria de Fátima Josué, no 42º Simpósio Brasileiro de Prefeitos, Vereadores, Secretários e Assessores, promovido pelo Instituto Tiradentes, para receber as medalhas de ouro, Mérito Saúde e Mérito Educacional por aplicar um percentual nas duas secretarias superior ao obrigatório por lei.

Maiores detalhes:

http://www.institutotiradentes.com.br/.

“Práticas e mitos arcaicos que já deveriam ter caídos por terra”

Texto excluído por uso de pseudônimo.

O curandeiro e o curador

Por Cairo Arruda
(membro da ACI)


Existe a figura do curandeiro e a do curador.
O curandeiro é o indivíduo que possui um certo dom de cura, mas, em troca, sempre exige alguma compensação financeira, às vezes, desfaçadamente, noutras, de maneira clara, praticando o chamado charlatanismo, e cuja clientela se concentra mais nos longínquos grotões do interior do país, onde ainda perdura a carência de médicos, e habita gente rude e humilde que, em caso de doença, tem que apelar para os meios que estão à sua volta, e, de forma menos onerosa, curar-se de suas enfermidades. O próprio “Padim Pade Ciço”, era procurado por pessoas simples e seus fiéis, para lhes socorrerem nesse mister.
O curador, além do dom da cura e maior formação, sabedoria, boa reputação, conhecimento das ciências médicas, honestidade e ética, tem consciência do que faz, e pratica a medicina sem ganância, quanto à remuneração.
Acompanhei, quando lidava com o comércio farmacêutico, a atividade de alguns curandeiros que atuavam em comunidades próximas da minha, cujo “receituário” eu aviava, e, nas mais das vezes, os seus clientes obtinham resultados satisfatórios com a medicação que eles prescreviam. Eu sentia que esses charlatães inspiravam confiança e fé à sua clientela, o que, sem dúvida, contribuía substancialmente para a cura dos que os procuravam, assistência esta, que era de alguma utilidade para os que dela desfrutavam.
Os curadores que conheci e conheço, são dignos do nome, tendo, os mais antigos (já falecidos), praticado a medicina através do “olho clínico”, pois, naquela época, não haviam os recursos que existem hoje, e, o que é mais importante, eles acertavam na maioria dos diagnósticos.
Mas, não se pode falar em curador, e omitir a figura de Jesus Cristo – o magno curador de todos os tempos, que, agraciado por imensurável potencial de energia positiva, amor e paz, lhe concedido per Deus, o Criador, inclusive o de curar, fez Lázaro ressuscitar-se, cegos voltarem a enxergar, e tantos outros milagres, segundo o Livro Sagrado.
Para todos esses benfeitores eu tiro o chapéu!

E-mail:cairomiri@yahoo.com.br

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ip... a cidade lá tinha

Açougue Municipal ao fundo
Imagem do blog de Cleidinha

Era uma vez Ipaumirim.
Lá tinha clube
Lá tinha ponte
Lá tinha calçamento
Lá tinha açougue
Lá tinha lavanderia pública.....



Eu penso que para deixar aquela imundície na beira da rodagem, logo ali na principal entrada da cidade, além de vergonhoso, era até um problema de saúde pública. Sorte é que não existe ou não funciona a vigilância sanitária por aquelas bandas. Foi melhor mesmo derrubar. Afinal se alguém quisesse fazer alguma coisa, já tinha feito. Entrou - saiu - entrou - saiu - entrou - saiu ... prefeito, vereador e ninguém fez nada. Nem conserva, nem conserta, nem constrói. Daqui a pouco cai o prédio do antigo XI de Agosto, as arquibancadas já cairam. Pelo menos até quando fui lá a última vez estava uma lástima. Aliás, eu soube que o comentário geral pós velório do Dr. Anchieta era sobre o abandono e a deterioração das dependencias do colégio
.
O ano que entra tem eleição. Vamos ver se constarão nos programas dos políticos quais os prédios públicos que cairão na próxima gestão.
Sei não, do jeito que as coisas andam pretas para os políticos do Ceará, de repente, na próxima eleição pra se candidatar, além das exigências do TRE, vai ser preciso ter licença do IBAMA e submeter a espécie ao monitoramento para evitar sua extinção.

Enquanto isso, vamos nos divertindo nos nossos eventos etílico-recreativos aos quais costumamos chamar de festas populares.
ML

Nota de falecimento


Faleceu na cidade do Crato o Sr Pinheiro que foi gerente da agencia do Banco do Brasil em Ipaumirim e proprietário do Sítio São Pedro. Descanse em paz. À família, nossas condolências.
(Rosemary nos avisou)

Voltandooooooo

Affffffff .... Tirei 15 dias de férias. Agora, pense nessas férias! Corrigindo trabalho, um pintor lixando paredes, o pc voltou do conserto mas não queria acessar o blog nem o orkut, uma gripe de lascar, chuva, chuva, chuva. No meio de todo este rolo, entre própolis e Targifor, consegui ver filmes, fazer dois cachecois de crochet, terminar um xale também de crochet, ler o livro de Lira Neto sobre Padre Cícero, comprar mais bonecas de pano na Fenearte, fazer uma visita a N.Sra do Carmo, minha protetora e padroeira do Recife, comprar lãs e linhas, fazer 60 anos (agora sou sex - agenária), ter festinha de aniversário. O nariz escorrendo e a festinha rolando. Não foi uma feeeeeeeeeeeeeeesta. Na verdade, foi um dia de muita chuva e vieram só os que moram bem pertinho. Pouca gente, tudo improvisado. Do jeito que eu gosto. Mesmo assim foi divertido. Minha filha e a secretária prepararam tudo. Foi legal. O blog marcou mais de 200 mil acessos no período de dois anos desde que comecei a contar. O pessoal mandando post e eu sem poder colocar. Fiquei p. da vida e até registrei um blog com o mesmo nome nome no wordpress porque já tinha perdido as esperanças de entrar aqui de novo. Por garantia, deixei o do wordpress para eventualidades. Fiz um garimpo neste blog de todos os posts sobre Ip apenas no ano 2007. Tem muita coisa, muita informação. Para não ficar tanta coisa dispersa vou abrir um espaço no wordpress para disponibilizar todo este arquivo num só lugar. Este blog continua normalmente e os textos serão postados a partir dos arquivos do alagoinhaipaumirim. Isto deve demorar um pouco porque preciso aprender a mexer com o wordpress. Vou organizar direitinho e aviso pra vcs quando eu começar. Ele não será atualizado como este aqui, diariamente. Vai ajudar bastante a quem quiser informações sobre Ip porque vai concentrar muita coisa que eu acredito pode ser utilizado como fonte de pesquisa.
Preciso fazer um agradecimento super especial aos que com paciência sempre estão visitando alagoinhaipaumirim. Tudo que eu quero é que as pessoas se sintam na "calçada da igreja" quando passam por aqui. Nada de sofisticação, de frescura. Um lugar pra gente se encontrar e discutir o que se pode fazer por Ip. Naturalmente não pensamos exatamente igual mas aqui cabe sobretudo as nossas diferenças sempre que elas expressem a vontade de fazer algo melhor por Ip. Aqui cabem nossas lembranças, nossa crítica responsável, nossas propostas, nossa vontade de um tempo melhor para todos. É por isto que eu, mesmo cansada, não deixo de passar por aqui e postar alguma coisa. É a minha forma de encontrá-los e dizer-lhes que a visita de vocês é o que me move a continuar este encontro cotidiano. Muito obrigada.
Hoje, dia do amigo, eu quero aproveitar e mandar um abraço especial aos amigos de perto, de longe, de sempre.
Espero terminar ainda hoje a correção de trabalhos e amanhã retomo com os posts enviados por vocês e outros mais.
Agora, vamos ver se consigo publicar este.
ML

Oia eu aqui de novo

Gente
Com a ajuda de Lucas consegui reencontrar o blog. Credo! Já estava pensando em ir para o wordpress. Amanhã, reinicio os posts.
Boa noite,
ML

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Nota de falecimento

Faleceu, hoje, em Ipaumirim, a professora Mundinha Serafim.
Sua dedicação aos alunos foi referência para quem estudou no Grupo Escolar D. Francisco de Assis Pires e aos que, assim como eu, tiveram com ela aulas particulares.

sábado, 9 de julho de 2011

Bom domingo

MEU PC ESTÁ EM MANUTENÇÃO.
Breve voltaremos.
ML

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Divulgadas faculdades com aprovação zero na OAB


FELIPE MORTARA

Agência Estado

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou hoje uma lista de instituições de ensino superior que não aprovaram ninguém no último exame da Ordem. Apenas 9,7% dos bacharéis em Direito foram aprovados, de um total de 116 mil inscritos, segundo dados do Conselho Federal da OAB obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O índice de reprovação da edição anterior já havia atingido quase 90%. Na edição deste ano, 90 instituições de ensino superior não conseguiram aprovar nem sequer um aluno, o que denuncia a qualidade de parte dos cursos de Direito do País. A lista divulgada pela OAB pode ser consultada no endereço http://www.estadao.com.br/especiais/2011/07/oab_desempzero.pdf.

A OAB informou que irá notificar o Ministério da Educação (MEC) para colocar as instituições em regime de supervisão, o que pode levar ao cancelamento de suas operações. De acordo com o MEC, são 1.120 faculdades com capacidade para formar mais de 650 mil bacharéis no País. A avaliação da qualidade dessas instituições é realizada atualmente por meio do Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes (Enade).

De acordo com a OAB, um estudo feito com dados dos últimos quatro exames anteriores ao de dezembro de 2010 indica que as 20 melhores instituições de ensino superior públicas aprovam, em média, entre 70% e 90% dos candidatos inscritos. Por sua vez, nas 20 piores universidades públicas e nas 20 melhores universidades privadas, a aprovação média é de 40% a 60%. Já as 20 piores instituições particulares têm apenas entre 3% e 5% de seus alunos classificados.

Fonte;http://www.estadao.com.br/noticias/geral,divulgadas-faculdades-com-aprovacao-zero-na-oab,740948,0.htm

Deu no Icó é notícia

UNIDADE BÁSICA DA SAÚDE DA FAMÍLIA EM IPAUMIRIM - O Estado do Ceará, através da da Secretaria da Saúde, e o Município de Ipaumirim, celebraram o extrato do aditivo (n°0044/2011 - 2º Termo Aditivo ao Termo de Adesão nº718/2010) que trata da construção de Unidade Básica da Saúde da Família - UBSF- na sede de Ipaumirim.

UNIDADE BÁSICA DA SAÚDE DA FAMÍLIA EM IPAUMIRIM - O novo documento, tem por finalidade prorrogar, para cumprimento do objeto, a partir do dia 30 de julho de 2011 até 31 de dezembro de 2011, o Termo de Adesão nº718/2010, que tem por objeto a construção da UBSF.


UNIDADE BÁSICA DA SAÚDE DA FAMÍLIA EM IPAUMIRIM - As demais cláusulas e condições do Termo de Adesão não foram alteradas. Assina o documento o secretário da Saúde, Dr. Raimundo José Arruda Bastos, e o prefeito municipal de Ipaumirim, José Geraldo dos Santos. A publicação do extrato de contrato foi feita no Diário Oficial do Estado de 21 de junho.


terça-feira, 5 de julho de 2011



Um velho doutor que sempre trabalhara no meio rural, lá pelas caatingas do Piauí, achou que tinha chegado a hora de se aposentar, após ter exercido a medicina por mais de 50 anos.
Ele encontrou um jovem médico para o seu lugar e sugeriu ao novo diplomado que o acompanhasse nas visitas domiciliares para que as pessoas se habituassem a ele progressivamente.
Na primeira casa uma mulher queixou-se que lhe doía muito o estômago.
O velho doutor respondeu-lhe:
- Sabe, a causa provável é que você abusou das frutas frescas… Por que não reduz a quantidade que consome?
Quando eles saíram da casa o jovem disse:
- O senhor nem sequer examinou aquela mulher… Como conseguiu chegar ao diagnóstico assim tão rápido?
- Oh, nem valia a pena examiná-la… Você notou que eu deixei cair o estetoscópio no chão? Quando me abaixei para apanhá-lo, notei que havia meia dúzia de cascas de mangas, um pouco verdes, no balde do lixo. É provável que isso tenha lhe causado as dores. Na próxima visita você se encarrega do exame.
- Humm! Que esperteza! Eu vou tentar empregar essa técnica.
Na casa seguinte, eles passam vários minutos a falar com uma mulher ainda jovem.
Ela queixava-se de uma grande fadiga:
- Eu me sinto completamente sem forças…
O jovem doutor disse-lhe então:
- Você deu provavelmente muito de si para a igreja… Se reduzir essa atividade, talvez recupere um pouco de sua energia.
Assim que deixaram aquela casa, o velho doutor questionou o novato:
- O seu diagnóstico surpreendeu-me… Como é que chegou à conclusão de que aquela mulher se dava de corpo e alma aos trabalhos religiosos?
- Eu apliquei a mesma técnica que o senhor me indicou: deixei cair o meu estetoscópio e, quando me abaixei para o apanhar, vi o padre debaixo da cama!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ip se diverte

Susuu filosofa



Querido diário



Até que enfim um fim de semana como eu mereço! Já era tempo. Todo mundo viajando. Sexta-feira: FENEARTE. Alguma coisa bem interessante mas a maioria absolutamente igual a 2010, 2009, 2008... e assim caminha o nosso artesanato pouco criativo. Não se renova mas vale a pena garimpar. Tem gente fazendo coisas diferentes. Comprei seis bruxinhas bem do jeito que eu gosto. Sábado: Amanheci o dia no meio do mundo. Fiz milhões de coisas e ainda fui participar de uma oficina de bonecas de pano na Casa da Cultura, ministrada por Zobeyda Candelária Jiménez, uma bonequeira famosa da Venezuela. O evento faz parte do mes da Venezuela em Pernambuco. Amei. Quando tiver mais tempo faço um post sobre esta experiência. Valeu a pena participar, não apenas pela minha paixão pelas bruxinhas de pano mas pela simplicidade da metodologia aplicada que favorece inúmeras possibilidades criativas e outras mais. De noite, a despeito da oscilação de energia (A CELPE continua prestando um serviço de assistência da pior qualidade ao seu usuário), desliguei os aparelhos e fiquei lendo nos intervalos em que tive luz. Nada de TV, nada de internet. Enquanto faltava energia, aproveitei para telefonar para um monte de gente. É preciso ter tempo para os amigos distantes. Domingo: falei com minha mãe e com Zê. Tudo bem com elas. Minha filha ligou adorando o fim de semana em Garanhuns. Dormi, dormi, dormi. Arrumei a casa rapidamente. Estava uma temperatura bem legal. Deu preguiça de sair. De noite, fui buscar minha filha e comer pizza. Em casa, revi O declínio do império americano e vi As invasões bárbaras que eu havia comprado há bastante tempo. Adorei ver os dois seguidos. Fui ler de novo. Quando vi, eram 2.30 da matina. Tive que parar. Acordei disposta. Como é simples ser feliz e como é espantoso a gente nunca ter tempo pra isso.

ML

domingo, 3 de julho de 2011

Itamar Augusto Cautiero Franco

O ex-presidente da República e senador Itamar Franco (PPS-MG) morreu ontem aos 81 anos após um acidente vascular na UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O senador, que havia contraído uma pneumonia grave durante o tratamento contra leucemia ao qual era submetido desde o dia 21 de maio, era divorciado e deixa duas filhas.
De acordo com o hospital, Itamar morreu às 10h15min. O corpo seria transferido ainda ontem para Juiz de Fora, onde seria velado, e depois para Belo Horizonte, onde seria cremado – por desejo do ex-presidente. Também estava agendada uma cerimônia de homenagem no Palácio da Liberdade.
Foi durante o mandato de pouco mais de dois anos – entre outubro de 1992 e dezembro de 1994 – à frente do Palácio do Planalto que surgiu o Plano Real, programa econômico responsável pela estabilização da moeda. O plano, apresentado pelo então ministro Fernando Henrique Cardoso, permitiu o crescimento e o otimismo que o País viveu nas últimas duas décadas.
Ao mesmo tempo em que enfrentava a inflação, Itamar foi alvo da língua afiada de críticos de seu governo, que apelidaram sua gestão de “República do Pão de Queijo”, uma alusão às nomeações de políticos do segundo e terceiro escalões de Minas Gerais, seu berço político, para ministérios em Brasília. Depois do mandato, de volta a Minas, Itamar exibiu um lado genioso ao decretar a moratória das dívidas do Estado.
Com a morte de Itamar, assume sua cadeira no Senado Federal o suplente José Perrella de Oliveira Costa, conhecido como Zezé Perrella, ex-presidente do clube mineiro de futebol Cruzeiro.

Trajetória
Nascido em 28 de junho de 1930 em um barco que ia de Salvador, capital baiana, para o Rio de Janeiro, capital fluminense, Itamar Augusto Cautiero Franco foi criado em Juiz de Fora. Órfão de pai, teve infância pobre na cidade, localizada a 260 quilômetros da capital mineira, Belo Horizonte. Formou-se em engenharia e eletrotécnica pela Escola de Engenharia de Juiz de Fora, em 1955.
Antes de iniciar sua carreira política, foi auxiliar de estatística do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), topógrafo do Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS), diretor da Divisão Industrial de Juiz de Fora e do Departamento de Água e Esgoto de Juiz de Fora, eletrotécnico, industrial, engenheiro, servidor público e administrador.
Pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Itamar elegeu-se prefeito de Juiz de Fora em 1966 e 1972. No segundo mandato como prefeito, permaneceu por apenas um ano e deixou o cargo em busca de voos mais altos. Chegou ao Senado pela primeira vez em 1974, sendo reeleito em 1982. Em 1986, disputou e perdeu o governo de Minas para Newton Cardoso, hoje deputado federal pelo PMDB.

Real, Fusca e carnaval
Para candidatar-se a vice-presidente, Itamar filiou-se ao PRN em 1989, ano em que foi eleito na chapa encabeçada pelo ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello (PRTB-AL). Com o impeachment de Collor, Itamar assumiu a presidência em dezembro de 1992, com inflação anual de 1.100%.
Em 1993, primeiro ano do governo Itamar, enquanto a inflação chegou a 6.000%, ministros da Economia passaram pelo desafio de estabilizar a moeda até que o ministro Fernando Henrique Cardoso apresentou a proposta de implementação do Plano Real. O plano deu certo. Com a inflação em queda, subia a popularidade de Itamar e de Fernando Henrique, eleito seu sucessor.
No mesmo ano, Itamar decidiu incentivar a venda de carros populares no Brasil e, por sugestão do presidente, a Volkswagen retomou a fabricação do Fusca, interrompida em 1986. A comercialização do carro não correspondeu às expectativas e o plano do presidente foi abortado prematuramente. Contudo, o “Fusca Itamar”, como ficou conhecido, até hoje reúne uma legião de apaixonados pelo modelo mais popular da história automotiva brasileira.

De volta a Minas
Depois de deixar a presidência e eleger FHC seu sucessor, em 1994, Itamar foi eleito governador de Minas Gerais pelo PMDB em 1998. Polêmico, ele declarou moratória da dívida do Estado à União, por 90 dias, logo quando assumiu, em janeiro de 1999. Com a medida, ele comprou briga não apenas com o Governo Federal, mas também com outros Estados, temerosos com uma eventual desestabilização econômica.
Um dos argumentos utilizados por Itamar para declarar a moratória foi o de que a dívida de Minas com a União, à época em R$ 16,2 bilhões, não tinha como ser paga. Cerca de um mês após o comunicado, a União renegociou a dívida de Minas. A medida, entretanto, causou turbulência na sua relação com o então presidente FHC. Itamar também se posicionou contra a privatização de Furnas, à época em que governou Minas.
Quatro anos depois, apoiou a candidatura do hoje senador Aécio Neves (PSDB-MG), que se tornou governador e foi reeleito também com o apoio de Itamar. Quando terminou seu primeiro mandato no Senado, o ex-presidente tornou-se embaixador do Brasil na Itália, onde morou até 2005, por indicação do então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP).
Ao regressar para o Brasil, em 2006, após tentativa fracassada de disputar o Senado, Itamar decidiu deixar o PMDB. Ele foi derrotado internamente em convenção por Newton Cardoso, para quem perdeu a disputa ao Governo de Minas em 1986. Candidato ao Senado, Newton perdeu a disputa para Eliseu Resende (PFL, atual DEM).
Em 2009, Itamar filiou-se ao PPS. No novo partido, concorreu novamente ao Senado por seu Estado e venceu, com o apoio de Aécio, derrotando adversários como o atual ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT). Atualmente, possuía grande influência na Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O presidente da companhia, Djalma Bastos de Morais, ocupa o posto desde o tempo em que Itamar era governador do Estado. Itamar estava afastado de suas atividades no Senado para tratar-se da leucemia em São Paulo.
Fonte:http://www.jornaldebarretos.com.br/novo/2011/07/34148


Vale a pena ler a entrevista abaixo do jornalista Geneton Moraes Neto com Itamar Franco.



O segredo que Itamar guardou até o fim: o dia em que recebeu,na Presidência, uma proposta mais “tenebrosa” do que fechar o Congresso Nacional



Definitivamente, “Itamar não é fácil”. A presidência da República também não. Ponto. Parágrafo. Quando assumiu o poder, no rastro do furacão de denúncias que varreu Fernando Collor do Palácio do Planalto, Itamar Franco aprendeu logo duas lições. Primeira: ao contrário do que as aparências fazem supor, a presidência é, essencialmente, um cargo solitário. (Daqui a pouco, ele falará sobre a sensação de ver desfilar diante dos olhos, em seus “momentos de reclusão” palaciana, nos fins de noite, as imagens de tudo o que poderia acontecer num país eternamente sujeito a solavancos.)
Segunda lição: quem ocupa a presidência deve estar preparado para ouvir propostas capazes de tirar o sono. Itamar Franco seria surpreendido pela proposta de um grupo de parlamentares – e se o presidente, num arroubo, fechasse o Congresso Nacional para depurar o parlamento da presença de roedores do dinheiro público?
O depoimento que o ex-presidente gravará neste final da manhã foi precedido de incertezas tipicamente itamarinas: durante quatro meses, houve troca de e-mails e telefonemas com assessores do homem, em Juiz Fora e na Embaixada do Brasil em Roma. A matéria complexa chamada Itamar Franco poderia render um curso intensivo: as aulas valeriam inclusive para amigos próximos- que, somente assim, aprenderiam a antever as reações do ex-presidente. Forasteiros, como repórteres interessados em extrair confissões da esfinge, aprendem logo a lição: nada é cem por cento fácil com ele.
Lá vem ele. São onze da manhã. Itamar prefere gravar a entrevista na sede da TV Panorama, em Juiz de Fora. Quando desce do banco traseiro de um carro de vidros escuros, exibe a inconfundível contribuição capilar dada à iconografia política brasileira: o célebre topete, alegria dos cartunistas. Não faz frio, mas Itamar enverga um suéter sob o paletó azul escuro. A gravata é vermelha.
Como se fosse um candidato prestes a debater com adversários eleitorais, o ex-presidente traz debaixo do braço uma pasta com documentos que compulsará para reforçar o que diz. Guarda com especial cuidado um texto em que o ex-ministro Delfim Netto elogia a performance do governo Itamar na área da economia. As palavras de Delfim são a arma que Itamar faz questão de empunhar para se defender da rejeição que (ele jura) São Paulo lhe devota. Não se conhecem demonstrações da suposta rejeição paulista a Itamar. Mas, na intricada psicologia itamarina, há sempre espaço vago para acomodar desconfianças desse calibre.
Uma frase famosa, atribuída a Tancredo Neves, diz que Itamar guarda rancor na geladeira. Eis um exemplo: o ex-presidente não engole até hoje a capa que a revista Veja lhe dedicou no início do mandato, com uma manchete que questionava a estatura do ministério recém-nomeado. Quando Itamar deixou o governo, contudo, a mesmíssima Veja publicou um balanço que lhe era francamente favorável
Assinada pelo jornalista Roberto Pompeu de Toledo, a longa matéria – “Enfim, um presidente que deu certo” – lembrava o marco zero da era Itamar: “Um veterano sócio do clube juiz-forano, Mauro Durante, já advertira, semanas antes, ao observar que o movimento no gabinete do vice aumentava na medida em que se tornava mais real o impeachment de Collor: ‘Os urubus estão chegando’. Agora, urubus, perigosas águias, pacíficas pombas, papagaios tagarelas e caladas corujas, sem esquecer os tucanos, comprimiam-se naquele pequeno espaço, em que encontravam um presidente tão falto de solenidade que nem preparara discurso para a ocasião”.
Pois bem: Itamar, hoje, não cita os elogios da revista. Prefere guardar, em prateleira de honra da geladeira dos rancores, a capa que o enfureceu. “Itamar não é fácil” é a frase que se ouve à exaustão entre os que tiveram a oportunidade de conviver com ele.
Quando convidado por Fernando Collor para ser candidato a vice, nas eleições presidenciais de 1989, Itamar Franco protagonizou de novo intermináveis cenas de suspense antes de tomar a decisão. Disse “sim”. Terminou virando presidente, o que lhe garantiu de uma vez por todas a fama de “sortudo”. Itamar Franco aceita de bom grado o adjetivo, mas despachará diretamente para a geladeira dos rancores quem disser que ele escalou a rampa da política por obra e graça do “acaso”. Com uma ponta de irritação, lembra que virou presidente não por acaso, mas porque a Constituição assim determinava. Recusa-se a estender a pesada troca de farpas com o antigo cabeça-de-chapa, Collor. Fora da gravação, diz que começou a discordar do então presidente já na primeira semana de governo, quando do traumático confisco do dinheiro depositado em cadernetas de poupança e em contas correntes. “Ali aconteceu o primeiro conflito”, confessa.
Os vocábulos estocados nos dicionários da língua portuguesa não são suficientes para adjetivar a personalidade do engenheiro Itamar Augusto Cautiero Franco. O homem já foi chamado de temperamental. Imprevisível. Surpreendente. Indecifrável. Enigmático. Um adjetivo, contudo, ficou colado ao nome de Itamar Franco quase como se fosse outro sobrenome: “mercurial”. O problema é que a palavra não existe nos dicionários – pelo menos, não no sentido usado pelos cronistas políticos para se referir ao ex-presidente. Lingüistas, correi: Itamar Franco conseguiu criar um problema para os dicionaristas.
Dono de uma coluna que trata da língua portuguesa no site da revista eletrônica No Mínimo, o jornalista Sérgio Rodrigues foi abordado por um leitor intrigado com o uso da palavra “mercurial” para definir personalidades sujeitas a rompantes – como, por exemplo, o presidente da Argentina, Nestor Kirchner, capaz de abandonar pelo meio uma reunião internacional, sem disfarçar o tédio ou o descontentamento. Rodrigues foi a campo para matar a curiosidade do leitor: de fato, lexicógrafos brasileiros limitam-se a dar ao adjetivo mercurial o sentido de “relativo a mercúrio”. Nada a ver com oscilações de temperamento. O que explica, então, o uso da palavra com sentido tão diferente?
A explicação do tira-dúvidas Rodrigues: “Mercurial é um estrangeirismo semântico, isto é, uma palavra que teve o sentido tradicional alterado ou estendido por contágio de outro idioma. Em dicionários de inglês, encontraremos a seguinte definição: ‘sujeito a alterações bruscas e imprevisíveis; que tem comportamento errático; temperamental’. Exatamente como Kirchner, o bocejador. Ou, a propósito, Itamar Franco, certamente a pessoa que mais foi chamada de ‘mercurial’ na história da imprensa brasileira”. Resumo da ópera: para tentar definir Itamar Franco, os cronistas tiveram de recorrer aos dicionários de inglês.
Quando fala, como vai fazer agora, a esfinge de Minas sabe guardar segredos. Cita, mas não revela, um conselho “tenebroso” que teria recebido enquanto ocupava a presidência – algo ainda pior do que a sugestão de fechar o Congresso. Mas termina fornecendo pistas reveladoras sobre os métodos que seguiu quando era o homem mais poderoso do Brasil. Admite que passava a imagem de um presidente cerceado pelo poderoso “primeiro-ministro” Fernando Henrique Cardoso. Mas avisa aos navegantes: a encenação era planejada. Não havia amadorismo ali.
“Itamar não é fácil”: até as pedras das ruas de Juiz de Fora sabem que o ex-prefeito, ex-senador, ex-governador e ex-presidente nunca foi dado a fazer confidências a repórteres. Quando baixa a guarda, porém, o mercurial-mor da República é capaz de produzir depoimentos reveladores para quem tenta entender o enigma Itamar Franco.


CONFIRMADO : POLÍTICOS SUGERIRAM AO PRESIDENTE ITAMAR QUE FECHASSE, POR UM TEMPO, O CONGRESSO NACIONAL


Que segredo o senhor teve de guardar quando estava na presidência mas hoje pode contar?
Não sei se posso contar todos os segredos. De pronto, posso mencionar um, ocorrido quando assumimos o governo. Dentro da turbulência e da falta de auto-estima que o País vivia, nosso primeiro objetivo, naquele momento, era a manutenção do estado de direito e da democracia. Eu, particularmente, tinha lutado pela democracia desde jovem, desde que tinha sido prefeito de Juiz de Fora. A primeira preocupação, portanto, era essa.
Quando estava tentando formar o ministério, falei com uma figura muito importante, que ocuparia um cargo fundamental. A resposta que obtive foi: “Itamar, gosto tanto de você, mas, pelo amor de Deus, me deixe onde estou, porque você não vai durar 48 horas na presidência”. Aquilo realmente me trouxe preocupação.
Resolvi substituir os ministros militares, por quem tinha muito respeito. Sempre tive, aliás, muito respeito pelas Forças Armadas. Mas eu tinha de fazer a substituição dos ministros militares. Fernando Henrique Cardoso, a quem nós já havíamos escolhido para ser ministro das Relações Exteriores, assustou-se um pouco: achou que aquilo poderia impedir a continuidade do governo.
Tivemos durante algum tempo a sensação de que poderia não haver uma continuidade – sobretudo depois que determinada revista, já na primeira semana após a nossa posse, publicou, na capa, um título provocado pelo fato de que não havíamos nomeado nenhum ministro de São Paulo para a área do Ministério da Fazenda ou do Planejamento. Tínhamos escolhido um nordestino e um mineiro: Gustavo Krause, para a Fazenda, e Paulo Haddad, para o Planejamento, dois grandes ministros, dois grandes amigos. Mas a revista veio assim: “Ministros pífios”(O ex-presidente refere-se à Veja – que, na edição de 7 de outubro de 1992, estampava na capa o seguinte título: “Início pífio: Itamar monta um ministério de compadres”). A gente já imaginava que atrás daqueles “ministros pífios” poderia haver outro movimento…
O importante é que, ao longo do processo que vivi como presidente da República, sempre me preocupei, até por formação, com a manutenção do estado de direito. É uma formação que vem de dentro de casa e também da atividade política, desde os tempos de prefeito da minha querida cidade de Juiz de Fora. Tantos lutaram pelo estado de direito, um ideal que perseguimos ao longo da vida. Queríamos também dar ao País uma nova ordem econômica, o que terminou acontecendo, realmente.


É verdade que o senhor recebeu uma sugestão para fechar o Congresso?
Você vai me colocar numa situação difícil. Mas é verdade. Só não vou dizer o nome dos parlamentares. Vou preservar o nome dos parlamentares porque acho que devo manter esse detalhe sem uma revelação pública. Nós estávamos no palácio, quando dois deputados e um senador entraram de repente, abruptamente, no gabinete e disseram: “O Congresso enfrenta uma crise muito séria. Há corrupção generalizada na área da comissão de orçamento. Quem sabe, você fecharia o Congresso? Faria uma limpeza e, então, daríamos uma nova ordem institucional ao País”.
Falei: “Não! Não! Eu quebraria tudo aquilo que aprendi desde jovem, tudo aquilo que sinto. O Congresso é fundamental num processo democrático. Comigo não contem! Vamos resolver a crise no Congresso. O governo dará todo o apoio que for necessário”. Tanto deu que criou uma comissão de notáveis, encarregada de dar tudo aquilo que a comissão orçamentária precisasse. O que se viu ? Deputados foram cassados.
Quando ouvi a proposta, vivi uma hora difícil. Houve uma segunda vez, um diálogo mais particular. “Vamos fechar o Congresso, vamos limpar, vamos fazer assim, tipo De Gaulle?” (Em meio à crise provocada pelos protestos de estudantes e operários em 1968 em Paris, o general Charles De Gaulle, presidente da França, dissolveu o parlamento, convocou novas eleições e obteve grande vitória eleitoral). Respondi: “Como ‘tipo De Gaulle’? Nós estamos longe da França! Vamos manter a situação. A minha idéia é: custe o que custar, nós entregaremos a faixa ao novo presidente da República, que será eleito democraticamente, como exige e quer a sociedade brasileira. Tenho pedido a Deus que me dê sempre humildade, sabedoria e, sobretudo, equilíbrio para que possa entregar o governo ao sucessor de uma maneira democrática”.


Em que altura do mandato o senhor recebeu a sugestão dos deputados e do senador para fechar o Congresso Nacional?
A proposta foi feita logo que houve a crise da Comissão de Orçamento. Deve ter sido em outubro, novembro de 1993. A crise continuou em 1994. Por que fechar o Congresso? Por que o Congresso não poderia resolver os seus problemas? Há um aspecto importante: em toda crise, sempre respeitamos as decisões do Congresso. Mas, quando a crise ocorria no Executivo, nós sustávamos imediatamente o problema.
Tive um problema com o chefe da Casa Civil, Henrique Hargreaves, amigo fraternal, a quem eu conhecia há anos. O pai de Hargreaves tinha sido meu líder na Câmara dos Deputados. Tenho, portanto, uma amizade fraterna com o ministro Henrique Hargreaves. Quando houve um episódio em que estavam querendo envolvê-lo, o próprio Hargreaves me procurou: “Itamar, é melhor eu sair. Depois, se você quiser, volto. Mas só depois que eu resolver o problema”. Assim aconteceu. (Acusado de ter ligações com irregularidades descobertas na Comissão de Orçamento do Congresso, o chefe da Casa Civil se afastou em novembro de 1993 e voltou ao cargo em fevereiro de 1994, depois de inocentado.)
O então ministro da Fazenda, hoje deputado, Eliseu Resende, é um grande amigo que tenho. Mas eu dizia: “Você é o ministro. Quando o Senado da República começa a discutir quem pagou suas diárias de hotel em Nova York, diminui muito o ministro da Fazenda. Infelizmente, você não pode continuar até resolver esse problema”. (Eliseu Resende perdeu o cargo depois da publicação de denúncias de que favoreceria a empreiteira Norberto Odebrecht). A mesma coisa aconteceu com o ministro das Minas e Energia que, de repente, faz um bilhete em que dizia que uma obra deveria ser dirigida para apoiar o candidato Fernando Henrique Cardoso. Tive de tirá-lo também. (Em memorando interno que vazou para a imprensa, o então ministro de Minas e Energia, Alexis Stepanenko, recomendava a assessores que programassem a inauguração de obras para antes das eleições.)
Internamente, portanto, agíamos na mesma hora. Não deixávamos. Podem me negar tudo – menos a percepção de que, em qualquer crise, nós sabíamos que o poder legislativo deveria ter, sempre, a solução dos problemas atinentes.