sexta-feira, 30 de abril de 2010

Na vizinhança

CONSTRUÇÃO DE CAMPO DE FUTEBOL EM BAIXIO - A Secretaria do Esporte do Ceará (Sesporte) e a Prefeitura Municipal de Baixio celebraram o extrato de termo de ajuste (nº 010/2010 - IG 503343) para a construção de campo de futebol municipal na sede de Baixio.

CONSTRUÇÃO DE CAMPO DE FUTEBOL EM BAIXIO II - O valor destinado à construção do campo é de R$ 306.972,23 (trezentos e seis mil reais), dos quais R$ 292.350,00 (duzentos e noventa e dois mil serão repassados pelo Governo do Estado e R$ 14.622,23 (quatorze mil reais) a contrapartida da Prefeitura Municipal de Baixio.

CONSTRUÇÃO DE CAMPO DE FUTEBOL EM BAIXIO III - O Governo do Estado irá liberar os recursos a seu cargo, mediante apresentação e documentação comprobatória da execução da ação municipal, através da apresentação de relatório de execução, cópia da liquidação da despesa e Nota de Empenho.

CONSTRUÇÃO DE CAMPO DE FUTEBOL EM BAIXIO IV - Assinam o documento o secretário do Esporte, Ferruccio Petri Feitosa, e a prefeita de Baixio, Glória Isabel Pires Ferreira. A informação foi divulgada no Diário Oficial do Estado de segunda (26).

Fonte:http://www.icoenoticia.com/2010/04/rapidinhas_30.html

"Viver ultrapassa qualquer entendimento"

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Poesia popular

Um sábio muito profundo
me perguntou certa vez:
você já conhece os três
desmantelos deste mundo?
Eu respondi num segundo
DOIDO, MULHER e LADRÃO,
dei mais a explicação
DOIDO não tem paciência,
LADRÃO não tem consciência,
MULHER não tem coração.
(Louro do Pajeú)

Climatério não é cemitério (Rosa Pena)


Descobri que tinha começado a envelhecer quando parei de contar jaquetas e passei a ficar preocupada com contagem de plaquetas. No ACDC eu juro que me senti AC.
Íntima do HDL e do LDL, irmãos Metralha que adoram infernizar o coração quando a gente entra nos “enta”. Tá alto, tá baixo, tá onde?! A nova preocupação não era mais chope com muita pressão, mas ficar com a artéria com pouca pressão.
A mesinha de cabeceira deixou de ter porta- retrato, para dar espaço ao Aturgil, Benadril, Caladril, fruta que caiu Quem passou a avisar-me do tempo foi meu joelho; inchou vem chuva na certa. No dia que comprei meu primeiro guarda- chuva, foi infernal. O primeiro sutiã é um marco, a primeira sombrinha comprada é um desmarco! Saí da loja totalmente deprê.
Numa caminhada nas férias quando saquei que o logo ali é longe pra cacete, fiquei perplexa. À vontade de dormir depois do almoço quase todos os dias, a busca do Reniw, Retinil, (toma de il novamente, só que agora pra cara, ex -rostinho) é um tapa sem luvas. E os quadris que se alargam? Não tem jeito na cara que segura as cadeiras que disparam. Tinha algumas opções pela frente a partir da descoberta.
Aposentar o esqueleto e passar a ser uma bondosa senhora que foi uma mulher ardente; tomar banhos de lama rejuvenescedora diariamente e outros recursos como o fio russo, virar mais um clone de botox e silicone, porém cadeiruda, ou encarar abertamente que meu corpo já não obedecia totalmente ao pique da minha mente que ainda fervia de fantasias, mas não era matéria doente. Apenas não era mais uma adolescente, que vive inconseqüente como eu já vivi, correndo na chuva, e não correndo dela, como agora.
Comecei a repor os hormônios, um make up básico, abracei o diabo e virei escritora. Resolvi escrever uma nova história sem brigar com a idade.
Embaralhei o quebra- cabeça da vida.
Fiz do epílogo o prólogo!
Agora nem eu me agüento! A Vitoriosa do Ivan Lins que se cuide!

Fonte: http://www.velhosamigos.com.br/Cronicas/cronicas12.html

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Compartilhando minha insonia

Hoje é dia da sogra

Colaborando com a campanha contra a hipertensão


Patente do Viagra termina em junho, decide STJ

O fim da patente do Viagra fará com que o tratamento contra disfunção erétil fique mais barato

Por cinco votos a um, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concluiu nesta quarta-feira (28) que a patente do Viagra (sildenafil) termina em junho deste ano. O remédio, que virou sinônimo de tratamento contra disfunção erétil, hoje constitui o segundo produto dessa categoria mais vendido no Brasil, perdendo apenas para o Cialis (tadalafil). Com a decisão, o princípio ativo poderá ser produzido como genérico por outros laboratórios, o que fará com que o tratamento fique mais barato.

O julgamento havia sido interrompido em março devido a um pedido de vista do ministro Luis Felipe Salomão. O placar, na ocasião, era de três votos favoráveis e nenhum contrário ao fim da patente.

O caso estava na Justiça porque a Pfizer, o laboratório fabricante, alegava que o prazo de vigência devia ser prorrogado até 7 de junho de 2011. Mas os ministros decidiram acatar a decisão do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), que defendia a quebra da patente este ano.

O primeiro depósito do Viagra ocorreu em 1990, no Reino Unido, mas houve uma desistência em prol de um pedido posterior. Os ministros que votaram favoravelmente alegam que o primeiro depósito no exterior é o que vale, não o segundo. A patente protege a comercialização exclusiva de uma invenção pelo prazo de 20 anos.

Após o resultado, a Pfizer enviou comunicado para esclarecer que "respeitosamente discorda da decisão do Tribunal", mas que só irá se manifestar após tomar conhecimento do inteiro teor da decisão.

"A companhia defende o prazo da validade da patente como forma de garantir o retorno do investimento realizado para o desenvolvimento do produto em questão e de outros em estudo, que culminam em novos medicamentos no futuro. Essa garantia de retorno ao investimento feito na pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos é o que possibilita a inovação contínua", informa o texto. A empresa ainda pode recorrer da decisão, segundo o STJ.

Segundo dados apresentados pelo Inpi no julgamento, o genérico reduz o preço dos medicamentos de 35% a 50%. Atualmente, uma cartela com dois comprimidos de 50 mg de Viagra tem o Preço Máximo ao Consumidor (PMC, teto permitido pelo governo) de R$ 66,76. Já a cartela de dois comprimidos de 20 mg do Cialis tem o PMC de R$ 80,08.

Vale destacar que, na prática, o preço dos remédios depende da política de descontos dos fabricantes e das redes de farmácias.

Em drogarias de São Paulo consultadas pelo UOL Ciência e Saúde, os dois comprimidos de Viagra eram vendidos por aproximadamente R$ 52 e os do Cialis, por R$ 55.

Pioneiro
Há 12 anos no mercado, o Viagra é o primeiro medicamento aprovado para o tratamento da disfunção erétil. Seu mecanismo é o bloqueio da enzima fosfodiesterase do tipo 5 (PDE5), envolvida no processo de ereção.

Estima-se que a disfunção erétil afete entre 48% e 52% dos homens de 40 a 70 anos. Cada vez mais, porém, medicamentos como o Viagra têm sido utilizados por jovens, com ou sem acompanhamento médico.

Depois do sucesso estrondoso do remédio, outros concorrentes surgiram no mercado, como o Cialis, do laboratório Eli Lilly. Com a promessa de um efeito mais duradouro, o remédio ultrapassou o Viagra no mercado brasileiro em 2007, segundo dados da IMS Health, consultoria internacional em marketing farmacêutico. No ano passado, continuava na liderança. As drogas contra disfunção erétil movimentaram mais de R$ 500 milhões em 2009.

No ranking geral medicamentos (de todas as categorias, não apenas disfunção erétil) que geraram maior faturamento em 2009, segundo a IMS Health, o Cialis está em segundo lugar e o Viagra, em sexto.

Contraindicações
Para o médico Leonardo Eiras Messina, da diretoria da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo, a esperada queda no preço do tratamento vai torná-lo mais acessível. Mas ele alerta: "o acompanhamento médico é primordial antes de usar esses remédios".

A principal contraindicação da droga é para cardíacos que fazem uso de nitratos. Nesses pacientes, as reações podem ser graves e levar à morte. De um modo geral, os usuários podem ter dores de cabeça e rubor facial, entre outros efeitos colaterais.
Remédios que geraram mais faturamento em 2009
Fonte: IMS Health
1. Dorflex
2. Cialis
3. Lipitor
4. Neosaldina
5. Crestor
6. Viagra
7. Dionvan HCT
8. Tylenol
9. Lexapro
10. Nexium
11. Diovan
12. Yasmin
13. Puran T4
14. Rivotril
15. Diane 35
16. Hipoglos NF
17. Benegrip
18. Diovan Amlo Fix
19. Synthroid

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/04/28/patente-do-viagra-expira-em-junho-decide-stj.jhtm

Sexo cinco vezes ao dia só aumenta a pressão

O conselho ministerial é para diminuir o número de hipertensos no país. Pois eu acho que agora aumentou a pressão, isso sim. É muita responsabilidade. Principalmente para os casados. Todo mundo sabe que o, digamos, vigor da paixão tende a diminuir com o tempo. O sexo e o amor se confundem. Mas o casamento põe tudo no devido lugar.
Mesmo para os solteiros, a receita do José Gomes Temporão é de difícil aviamento. A não ser que o governo coloque aquelas equipes de emergência espalhadas pelo país. Vai explodir o número de voluntários da Defesa Civil. Serviço heroico.
As consequências são imprevisíveis. Mas é recomendável que tenham em vista alguma campanha de planejamento familiar. A explosão demográfica que está por vir será arrebatadora. Sempre ouvi que o poder é afrodisíaco. Mas o ministro da Saúde me surpreendeu. Que fôlego! O homem recomendou que façamos sexo cinco vezes ao dia. Uau!
Algum ser humano (normal) ao lado sussurrou, e ele corrigiu: cinco vezes por semana está de bom tamanho. Ufa. Aí já dá para conversar.
O fato é que a recomendação tem respaldo científico. Sexo é um bom remédio. A dosagem que gerou alguma polêmica. Bastava o ministro, hum, medir melhor as palavras.
Afinal, os políticos devem tomar cuidado com o que dizem. O presidente da Bolívia, Evo Morales, por exemplo, declarou recentemente que comer frango estimula a homossexualidade. Além de ser uma declaração estúpida e ignorante, é muito injusta com os perus.
Outro gênio foi o presidente da África do Sul. O poligâmico Jacob Zuma disse que previne o contágio da Aids tomando uma ducha após manter relações sexuais. O cara é burro, mas é limpinho. Isso explica o porquê de o país africano estar sendo dizimado pela doença.
Já o nosso fogoso ministro é do bem, se move pelas melhores intenções. Quem vai discordar dele? O Ministério da Saúde adverte: se os sintomas persistirem, passa lá em casa.
Marco Antonio Araújo
Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/

terça-feira, 27 de abril de 2010

Lula obriga Ciro Gomes a jogar a toalha (Lúcia Hipólito)


Para quem acompanhou a performance desastrada... e desastrosa de Ciro Gomes na campanha eleitoral de 2002, vamos combinar que houve muitos progressos.
O deputado está quase zen.
Aliás, em conversa comigo no estúdio do CBN Rio, esbanjou simpatia, respondeu a todas as minhas perguntas, e também às perguntas de ouvintes, internautas e twitteiros.
Não fugiu de temas espinhosos.
Reconheceu que aprendeu muito, que caiu facilmente em cascas de banana, que não estava preparado para as agruras da campanha eleitoral.
Mas, goste-se ou não dele, o que fizeram com o moço agora em 2010 não é justo.
Afinal, Ciro Gomes não chegou à política ontem. Não é um neófito.
Prefeito de Fortaleza, governador do Ceará, ministro da Fazenda, candidato a presidente, deputado federal, ministro da Integração Nacional...
Para tudo terminar com um domicílio eleitoral transferido para São Paulo a mando do presidente Lula, que hoje nem o recebe no Alvorada?!
Convenhamos que merecia tratamento melhor...
Não pelo estado-maior da campanha de Dilma. Eles não devem nada a Ciro, nem Ciro a eles.
Mas o PSB estimulou a candidatura do deputado à presidência, talvez para negociar mais caro sua adesão à candidatura da ministra Dilma.
E agora fica esse jogo de empurra para saber quem é que vai comunicar a Ciro Gomes que sua candidatura não só subiu no telhado, como já caiu lá de cima.
O fato é que Ciro não será candidato a presidente, como também não o será a governador de São Paulo nem a deputado federal.
Se Dilma for eleita,Ciro não terá cargo no governo federal.
No caso da eleição de Serra, aí, então, muito menos.
Tudo por obra e graça do presidente Lula. Francamente!
Sua Excelência adora receber elogios, agrados, fidelidade, renúncias.
Mas é absolutamente frio com aqueles que podem representar algum obstáculo aos seus projetos.
Joga ao mar sem dó nem piedade.
Como fez com Dirceu, Genoíno, Palocci, Gushiken e outros tantos companheiros.
Boa mesmo é a companhia de Sarney, Renan, Jader, Geddel e aquela moçada amiga do PMDB.
Grande presidente Lula! Amigo de seus amigos!

Publicada no dia 23/04 no blog de Noblat

Na vizinhança

Na sessão da última sexta-feira (23), a Câmara Municipal de Santarém, através de um requerimento coletivo do vereador Flávio Batista (PT), aprovou por unanimidade a mudança de nome da cidade, que deverá ser chamada de Joca Claudino, em homenagem ao chefe da família “Claudino”.

Plebiscito

Segundo informações do vereador Expedito Leite (PTB), o filho do homenageado, empresário João Claudino irá entrar em contato com o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) para agilizar este processo, e para que seja escolhida uma data para realização de um plebiscito, onde a população santerenense irá votar se aceita ou não a mudança de nome da cidade.
“A mudança no nome, é uma forma de homenagear o patriarca da família “Claudino”, Joca Claudino, que foi um dos grandes investidores da região”, disse a prefeita Lucrécia Adriana.
O município

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano 2006 a população de Santarém já era estimada em 2.749 habitantes abrigados em uma área territorial de 74 km².
A cidade está situada a 481 km da Capital do Estado e possui como municípios limítrofes Triunfo e Bernardino Batista a Oeste; Poço de José de Moura ao Sul; Uiraúna ao Leste; e, Poço Dantas ao Norte.

DIÁRIO DO SERTÃO
Com informações de Geraldo Andrade
Fonte: http://www.diariodosertao.com.br/artigo.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sensualidade X Vulgaridade pela ótica masculina. (Gabriel Araujo)


(...) Não precisamos ser perguntados, gostamos do tema. Dez entre Dez homens pensam em sexo. Incluam na conta Padres e outros Sacerdotes. A sensualidade/Vulgaridade apenas acelera o processo. Atua como anfetamina na limitada mente masculina. Fato. A hora de falar sobre o assunto é sempre. Vamos à ele:
A lógica : Vulgar é aquilo que eu quero e não tenho. Simples.
Jamais, em tempo algum, você ouvirá da boca de um homem que a “Paulinha é vulgar”, sob o risco de repreensão agressiva de seus amigos mais próximos. No máximo, um homem que honre seus cromossomas, dirá que “Paulinha é uma puta”. Ponto.
Diz-se “Paulinha é uma puta” quando Paulinha, objeto de desejo, não realizou coito ou ato similar com o interlocutor do período supracitado. “Joãozinho” não pegou “Paulinha”, logo “Paulinha é uma puta”.
Puta = Mulher Vulgar. Vulgaridade = Ato cometido por Mulher inalcançável.
A lógica: Sensual é o vulgar aceitável.
Uma vez definido o conceito de vulgar, podemos dizer que:
A) Mesmo puta, uma vez ao meu lado, minha namorada passa a ser sensual.
Logicamente, perante aos olhares masculinos prevalece o conceito anterior. Como é MINHA namorada, continua desejável e inalcançável aos outros homens. Aplica-se o exemplo:
- “Você já viu a namorada dele? Uma puta!”
Conclui-se: Vulgar perante o mundo. Sensual pra mim. Assim como disse Naya, no universo da testosterona também podem haver variações de acordo com o ponto de vista.
Outro aspecto a ser levantado: Jamais, em tempo algum você ouvirá da boca de um homem que honre seus cromossomas – “Paulinha, como você está sensual”. Conclui-se que ou A) O Homem em questão apresenta desvios em sua conduta como macho- alfa -caçador ou B) O Homem em questão namora Paulinha e, como já aqui explicitamos, Paulinha é uma puta.
Ou seja: Sensual é uma variação de difícil definição para o homem comum.
Estudos devem ter sido feitos por alguém mais inteligente do que eu. Fato é que conseguir uma definição sobre o tema para mentes tão simplórias quando o assunto é mulher, torna-se tarefa extremamente dificultosa.
Óbvio como qualquer livro de auto-ajuda , (quase) todo o homem sabe apreciar uma mulher sensual. A maioria de nós sabe até diferenciar com destreza quando o limite ultrapassa e transborda pro vulgar. Agora, o mais intrigante nisso tudo: Tanto o vulgar quanto o sensual nos atraem – de maneiras diferentes.
Acho que (e que fique claro que só acho) cabe a mulher saber equilibrar. Uma pimenta mais ardente colocada na hora certa anima qualquer festa. Sensual ou vulgarmente falando. Cada um a sua hora, no seu lugar.
Paulinha que o diga.

Fonte: http://tpmulheres.net/

Alow Baixio e Umari


Os estudantes das cidades de Baixio e Umari fazem um apelo às administrações das duas cidades, para que possam regularizar a situação do transporte escolar que conduz os universitários para a cidade de Cajazeiras (PB). Segundo o e-mail, os ônibus estão trafegando por uma estrada carroçal, que fica entre as cidades de Baixio e Santa Helena.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.

Ciro Button


Quem aí assistiu ao filme “O Curioso Caso de Benjamin Button” (foto acima)?
Benjamin (Brad Pitt) nasceu com aparência e doenças típicas de uma pessoa em torno de 80 anos de idade. Ao invés de envelhecer com o passar do tempo, ele foi rejuvenescendo até se tornar um bebê. Lembrei do filme depois de assistir na semana passada ao desempenho de Ciro Gomes.
Dos políticos ainda no batente, Ciro é o mais parecido com Button.
Candidato a presidente da República duas vezes, ministro de Estado duas vezes, governador do Ceará uma vez, deputado federal uma vez e estadual duas, ele corre o risco de encerrar a carreira política como presidente de grêmio estudantil. Em 1979 quando a inaugurou foi candidato a vice-presidente da União Nacional dos Estudantes.
O que fez Ciro para ser candidato a presidente pela terceira vez?
Acreditou que a lembrança do seu nome lhe asseguraria uma posição confortável nas pesquisas de intenção de voto. Isso deu certo até o momento em que os eleitores passaram a prestar atenção em Dilma Rousseff e a entender que ela – e não Ciro – é a candidata de Lula à sua sucessão. De Lula ou de Deus, como Ciro prefere.
Ciro apostou que a insistência do ex-governador Aécio Neves em ser o candidato do PSDB a presidente forçaria José Serra a concorrer a mais um mandato de governador de São Paulo.
Se tal não acontecesse, quem sabe Aécio não acabaria abandonando o PSDB para sair candidato pelo PMDB? Então iria para o espaço o ambicioso plano de Lula de juntar mais de uma dezena de partidos em apoio a Dilma.
Por muito tempo Ciro imaginou que Dilma enfrentaria sérias dificuldades para crescer. E por muito tempo também acreditou na lorota que sua eventual saída do páreo presidencial beneficiaria Serra em detrimento de Dilma.
Assim, talvez o melhor para Lula e o PT fosse engolirem sua candidatura como um remédio amargo. De imediato, Serra deve, sim, ganhar com a saída de Ciro. Mas a longo prazo quem ganhará é Dilma.
Entre tantos erros cometidos por Ciro, o mortal foi mesmo aquele de se comportar como uma candidata a miss.
O que fez Karla Mandro, 19 anos de idade, 60 quilos, 90 centímetros de busto, 63 de cintura e 92 de quadril para se eleger Miss São Paulo 2010 na noite do último sábado?
Malhou, refreou o apetite, cuidou da pele, aprendeu a desfilar e sorriu muito. Ciro fez menos do que ela. Sequer deixou de fumar.
Foi um deputado pouco assíduo às sessões da Câmara. Sumia com freqüência. Ocupou rarefeito espaço na mídia. Interessado em agradar Lula e a pedido dele, transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo.
Jamais seria candidato a governador, como admitiu. Mas durante meses seu nome esteve associado à sucessão de Serra. Ora ele negava a pretensão. Ora a alimentava. Deixou todo mundo confuso.
Na verdade, Ciro contava com a boa vontade de Lula para lhe ceder alguns pequenos partidos de modo a que ele pudesse dispor de tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão como candidato a presidente.
Lula não cedeu nenhum. Cozinhou Ciro em fogo brando. E quando viu Dilma encostar em Serra nas pesquisas eleitorais, concluiu que chegara a hora de ordenar ao PSB que se livrasse de Ciro. O PSB obedeceu.
O que miss Ciro fará daqui para frente?
Imprevisível, audaz e temerário, poderá fazer qualquer coisa ou simplesmente nada. Poderá cuidar apenas da reeleição do irmão, governador do Ceará, da reeleição do seu padrinho político, o senador Tasso Jereissati (PSDB), e da eleição para a Câmara da ex-mulher Patrícia Saboya. Ou poderá aplicar mais alguns golpes em Dilma para se vingar da ingratidão de Lula. Ninguém sabe.
O que se sabe: se Serra vencer, não haverá lugar para Ciro no governo. Os dois são desafetos.
Ao dizer que Serra é mais bem preparado do que Dilma para ser presidente, Ciro fechou de vez a porta de um eventual governo de Dilma. Está completa a obra política mais que perfeita de Ciro.

O amigo dos inimigos (Alon Feuerwerker)

Ciro não percebeu os sinais de que o segundo mandato marcaria uma flexão importante na política de alianças de Lula: o lugar à direita de sua excelência estaria reservado não para animar os dispostos a lhe fazer o bem, mas para demover quem ameaçasse fazer-lhe o mal
Ciro Gomes é a enésima vítima de um sistema eleitoral cuidadosamente concebido para transformar a política brasileira nesta confederação de cartórios esclerosados. Oferecido pelo PSB na mesa de câmbio das negociações paroquiais, das pequenas ambições e do apetite exacerbado pelas miudezas, o razoável seria Ciro concorrer à Presidência por outro partido, ou como independente.
Não vai acontecer, porque o monopólio da política por legendas desobrigadas de praticar qualquer democracia interna foi no Brasil transformado em virtude.
Prazos de desincompatibilização, prazos de filiação, fidelidade partidária, proibição de propaganda paga nos veículos de comunicação, proibição de arrecadar recursos se você não for dono de partido (antes do “início oficial” da campanha), exigência de filiação partidária para concorrer. Todos remédios certificados para curar, mas que vão levando à morte do paciente na mão do neocoronelismo.
Houvesse uma Anvisa para o setor, os alquimistas da politicagem nacional estariam em péssimos lençóis.
Mas esta coluna não é sobre reforma política, é sobre Ciro Gomes e suas circunstâncias. Até 1994 ele teve uma carreira política brilhante. Em pouco mais de uma década já percorrera as posições de deputado estadual, prefeito de Fortaleza, governador do Ceará e ministro da Fazenda. Rompeu com o PSDB no início do governo Fernando Henrique e foi para o PPS. Conseguiu 10% dos votos na eleição presidencial de 1998, garantindo fôlego para disputar quatro anos depois com chances no primeiro turno — e participando decisivamente da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.
Ciro entrou no governo Lula e esteve na linha de frente da batalha da reeleição. Ali cometeu o primeiro erro realmente grave. Não percebeu os sinais de que o segundo mandato marcaria uma flexão importante na política de alianças do presidente: o lugar à direita de sua excelência estaria agora reservado não para animar os dispostos a lhe fazer o bem, mas para demover quem ameaçasse fazer-lhe o mal. O velho ditado de manter os inimigos mais por perto ainda.
Se a flexão era mesmo necessária, Lula operou-a de maneira tosca e amadora, detalhe surpreendente num profissional da política. O presidente vem deixando um a um os aliados históricos (uso aqui o termo com alguma flexibilidade) sucumbirem em batalhas desiguais e desmoralizantes contra os neoamigos, refregas sempre temperadas por convenientes vazamentos palacianos sobre as “preferências pessoais” e a “torcida” do presidente. E sobre a “tristeza” após cada infeliz desfecho.
São as únicas batalhas que Lula “perde”. Nas demais ele sempre tenta a vitória com a faca nos dentes.
Descartada a candidatura, o quase ex-presidenciável Ciro Gomes tem hoje dois problemas.
O PT ameaça colocar em marcha o projeto de demolir o grupo dele no Ceará, caso Ciro não se junte à operação para liquidar a carreira política de Tasso Jereissati. É uma das muitas metas de Lula nesta eleição. Como Tasso e Ciro são — aí sim — aliados históricos, ao ponto de o tucano Tasso ter largado a candidatura presidencial de José Serra em 2002 para apoiar o parceiro, é coisa que Ciro não fará.
O segundo problema de Ciro é ter dinamitado as pontes com o outro lado. Num sistema linear de pensamento, isso deveria ter engordado seu cacife com o presidente. Mas diminuiu. Ao menos por enquanto, Ciro só tem bala para fazer mal a Lula em discursos. Coisa que pode ser facilmente neutralizada com os vazamentos de sempre, difundindo-se como Lula está “triste”, “chateado” ou “irritado”.
Um belo cardápio de supostos estados de espírito.

Alienação

De todo modo, Ciro presta pelo menos um serviço ao país nesta saída, ao advertir para os riscos da situação cambial.
O Banco Central dá sinais de que vai subir para valer o juro básico nos próximos meses. A medida irá acelerar a deterioração das contas externas e agravar nossa dependência dos investimentos diretos do exterior. Ou seja, da alienação de ativos para o exterior.
Enquanto isso, Lula discursa sobre o patriotismo do seu governo e o chanceler cuida de produzir factoides para preencher o noticiário.

Coluna (Nas entrelinhas) publicada neste domingo (25) no Correio Braziliense.
Fonte: http://www.blogdoalon.com.br/

domingo, 25 de abril de 2010

Som do domingo

Álbum da semana

Bosco Macedo e amigos recepcionados pela
prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins
Mauro, Zélia e filhos

Rosinha de Seu Manuelzinho


Macial e Paulo Diniz

Marilene Albuquerque

Jaqueline e Fernando

Jucemília Pontes

Aldeíde e Dãozinho de Melo

Cleomar, Walnice e Zenite

Cícero Pereira

Vanda Gonçalves, Blandina e Marta

Blandina e Zenira

Amanda Osório

Alzenira Holanda e bisnetos

Anderson, Macial e Anchieta

Erros políticos e polarização eleitoral encerram candidatura Ciro


(Christina Lemos)

Do ponto de vista da pluralidade democrática, há que se lamentar a saída de Ciro Gomes da disputa eleitoral, praticamente pré-agendada para a próxima terça-feira. Goste-se ou não do estilo desabrido do cearense, de sua verve e de suas idéias, Ciro cumpre um papel importante no cenário político: justamente o de ser raro, e dizer o que pensa. E de costumar trazer à luz algumas verdades conhecidas de todos, mas fazê-lo de modo chocante, quebrando cristais.

Ciro pensa o Brasil, conhece os problemas dos rincões, das metrópoles, os gargalos do desenvolvimento. E deseja com sinceridade elaborar e implantar políticas nas quais acredita e às quais já empregou sua força de trabalho, como ministro de Lula. Mas inviabilizou-se politicamente ao acreditar que o presidente poderia escolher alguém para sucedê-lo que não fosse do PT.

Transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo para fingir atender aos planos de Lula, de tão artificial, chegou a ser ridículo. Ciro errou onde jamais se esperava dele: ao querer agradar a todos e escamotear seu próprio desejo, sua própria natureza franca, às vezes em excesso – esperteza ingênua e fatal.

O novo ‘cabra marcado para morrer’ agora anuncia que vai “espernear até terça” para manter a candidatura. Mas sabe que ela depende de muito mais do que da vontade do partido, e que não pode exigir do PSB que vá para o sacrifício por um projeto de candidatura mambembe, quando pode crescer em representação, alimentado pelo fermente governista.

O outro golpe de morte no “cabra” Ciro foi a trágica polarização que se estabeleceu entre Serra e Dilma – representantes dos dois pensamentos hegemônicos da política brasileira nesta quadra. Mas é tão mais complexa a realidade, onde cambem Marinas, e Aécios, e Heloísas e Buarques! Ou deveriam caber – ao menos para representar mais amplamente as formas de se pensar o Brasil.

A polarização eliminou a pluralidade do debate, simplificou a resposta de múltipla escolha do vestibular obrigatório de outubro. Apenas Marina Silva segue como alternativa, e não consegue até aqui avançar além de 8% das intenções de voto. Não deixa de ser chocante que a causa do meio-ambiente engaje tão poucos brasileiros.

E agora, Ciro? Nem candidato a presidente, nem aliado de Lula, nem vice de Dilma, nem governador por São Paulo, nem mesmo deputado. Ciro arrisca ficar sem nada, a não ser com a própria língua afiada e com os sonhos patrióticos de moço impetuoso. Pode até não ser pouco. Pode sempre optar por “ler, escrever e cuidar da mulher”, como afirma. Quem sabe voltar às origens cearenses para tentar retomar do começo sua trajetória, antes do desvio equivocado.

E pode ainda contar com a mão mais interessada que generosa de Lula e dos petistas numa composição futura, em caso de vitória de Dilma. Pelo menos sai ganhando mais uma valiosa lição da vida política: a de não desconhecer a própria dimensão pessoal, nem na altura, nem da fundura.

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/christina-lemos/

Políticos

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Quem perde mais?


A educação já foi bem mais simples se pensarmos numa época em que tudo era aceito passivamente. Era tudo um grande “efeito dominó”, os professores aceitavam o que sistema lhes impunha e os alunos ouviam calados as incoerências de indivíduos bem intencionados, mas nem tão bem preparadas para exercer uma profissão de tamanha responsabilidade.
A era do controle educacional excessivo ruiu, agora é permitido, e como, questionar, reinando um tempo de interação intensa entre docente e discente, seja ela boa ou não.
Na verdade, graças à democracia os professores não são mais obrigados a consentirem, e como seus alunos, tem também direito legítimo à contestação. Em Ipaumirím testemunhamos um caso que infelizmente se torna já corriqueiro também em outros municípios, não a insatisfação da classe com os salários que lhes são destinados e conseqüentemente a greve que perdura. Mas o prejuízo daqueles que são o elo mais fraco, os alunos de parte da rede municipal da cidade que, salvo os que se matricularam na rede estadual, desde o dia 18 março não vão à escola. A desvalorização da profissão de professor é algo que dilacera os corações que acreditam ainda, ser a educação o caminho para mudanças mais amplas. Os percalços existem e são visíveis, mas os tempos são outros e hoje se pode lutar pelo que se acredita.
Mesmo quando em 2004 o senador Cristóvão Buarque propôs a lei nº 11.738, intitulada “Lei do Piso”, que estabelece piso salarial de 950 reais para todos os professores da Educação básica com jornada de trabalho de 40 horas semanais a tão sonhada valorização não veio. A lei deveria gradativamente ser aplicada até 2010, mas como bem se sabe há inúmeros lugares onde tal determinação é ignorada. No último dia 21 de Abril foi realizado em Fortaleza na Praça do Ferreira um manifesto que contou com o apoio da CUT (Central Única dos Trabalhadores), além da presença de educadores de todo o estado, inclusive de nossa cidade protestando por melhores salários.
O impasse segue, se de um lado há o direito de se reivindicar, do outro existe as contra-argumentações da prefeitura, essa parece uma discussão longe de consenso. Aos professores, digo que lutem. Aos alunos, cantarolem, “caminhando e cantando”, só não estudando.

THALLYSSON JOSUÉ

Argumentar é tudo

Na vizinhança


PLANO DE HABITAÇÃO EM BAIXIO - A Prefeitura Municipal de Baixio, por meio do aviso de licitação (pregão n° 2010.04.16.1.) da pregoeira, tornou públcio que estará realizando, na sede da prefeitura, o pregão tipo presencial para a contratação de serviços técnicos a serem desenvolvidos na Elaboração do Plano de Habitação de Interesse Social - PLHIS de Baixio.

PLANO DE HABITAÇÃO EM BAIXIO - Além do desenvolvimento do Plano de Habitação, os servidores técnicos estarão a frente da capacitação insitucional e de segmentos da sociedade civil para a implementação do Plano de Habitação de Interesse Social de Baixio.

PLANO DE HABITAÇÃO EM BAIXIO - O contrato acontece por meio de repasse, repassado por intermédio da Caixa Econômica Federal, com o recebimento dos Documentos de Credenciamento e dos Envelopes de Propostas de Preços e de Documentação de Habilitação marcado para o dia 04 de Maio de 2010, às 13:00 (treze) horas.

PLANO DE HABITAÇÃO EM BAIXIO - Maiores informações para o interessados podem ser adquiridos na sede da Comissão de Licitação, sito no Centro Administrativo Cícero Henrique Brasileiro, S/Nº, Centro do Baixio, ou pelo telefone (88) 3539-1240, no horário de 08hs às 12hs. A informação foi divulgada pelo Diário Oficial do Estado de segunda (19).

DEFENSORIAS DE BAIXIO VAGAS - A Defensoria Pública Geral do Ceará divulgou, através de Edital (nº 23/2010), aos defensores públicos interessados que se encontram vagos, a serem preenchidos por promoção pelos critérios de antiguidade e merecimento, dois cargos de 1ª Entrância da 1ª e 2ª Defensoria de Baixio.

DEFENSORIAS DE BAIXIO VAGAS - O critério de antiguidade será usado para a 1ª Defensoria de Baixio, enquanto para a 2ª Defensoria será utilizado o critério de merecimento. Segundo o documento, os Defensores Públicos Substitutos, que tiverem cumprido o interstício de 02 (dois) anos de efetivo exercício na entrância ou tiverem o interstício dispensado e desejarem a promoção por merecimento, deverão manifestar-se no prazo de 10 (dez) dias corridos, a aprtir da publicação, de 16 abril, no Diário Oficial do Estado.

CONVOCAÇÃO DO CONCURSO DE UMARI - A Prefeitura Municipal de Umari divulgou o Edital (001/2010) que homologa os resultados do Concurso Públicoe convoca os candidatos aprovados. Os chamados terão um praz de até 30 dias, a contar da publicação do Edital, datado de 16 de abril, e divulgado no Diário Oficial do Estado.

CONVOCAÇÃO DO CONCURSO DE UMARI - Devem procurar, os interessados, o Departamento de Setor Pessoal da Prefeitura Municipal, situado na Rua 03 de agosto, 200, no Centro de Umari, das 08hs às 12hs. Ao confirmar a convocação, o candidato deve levar documentos e habilitações exigidas: Cédula de Identidade; CPF; Comprovante de PIS/PASEP; Certidão de Nascimento ou Casamento; Carteira de Trabalho e Previdência Social-CTPS;

CONVOCAÇÃO DO CONCURSO DE UMARI - Também fazem parte: Reservista (Exceto para o sexo feminino); Título de Eleitor mais comprovante de ter votado nas últimas eleições; Escolaridade exigida para o exercício do cargo, bem como o registro para o exercício da profissão; Declaração por escrito se aceita ou não o cargo para o qual está sendo convocado; e Exame de sanidade física e mental, fornecido pelo médico do município.

CONVOCAÇÃO DO CONCURSO DE UMARI - O exame de sanidade física e mental deve ser requerido na Unidade de Saúde Herminegilda Paulino de Sousa, localizada na Rua Manuel Alves, S/N. Além disso, outros documentos são: Antecedentes criminais da Justiça Estadual e Federal; 02 fotografias ¾, colorida e recente; e comprovante de endereço.

CONVOCAÇÃO DO CONCURSO DE UMARI - Os classificados são:

* Atendente de Consultório Dentário -
1º (Classificado) - 100677 ANDRÉIA ESTRELA MARTINS
2º (Classificado) - 100776 FRANCISCO ANTONIO DA SILVA.

* Cirurgião Dentista -
3º Aprovado - 101314 IGOR SAMPAIO BATISTA;
1º(Classificado) - 99877 LOURENA OLIVEIRA NUNES.

* Enfermeiro PSF -
1º (Classificado) - 99842 HALISSON DE ARAÚJO NUNES.

* Enfermeiro Plantonista -
1º Aprovado - 101161 JADNA MONY GREGÓRIO FREITAS;
2º Aprovado - 100485 JOSUE BARROS JUNIOR;

1º (Classificado) - 101122 MARIA DO ROSÁRIO LEANDRO DOS SANTOS.

* Médico PSF -
1º (Classificado) - 100794 TITO LÍVIO LINS FERREIRA;
2º (Classificado) - 101586 RENAN DE ALMEIDA SILVA;
3º (Classificado) - 101859 PETR SOARES DE ALENCAR.

* Atendente -
1º Aprovado - 101054 ELUANA FREIRE DE OLIVEIRA;
2º Aprovado - 5550019 ANAYLA MARIA GRANGEIRO GOMES.

* Professor de Educação Básica I -
1º (Classificado) - 102265 MARIA EULINA DE LIMA.

* Professor de Educação Básica II -
1º (Classificado) - 101504 MARCELO ROBSON GONÇALVES DA SILVA;
2º (Classificado) - 101895 THIAGO NUNES SILVA;
3º (Classificado) - 100562 MARIA DO SOCORRO ALEXANDRE BARROS;
4º (Classificado) - 101055 MARIA DE LOURDES TAVARES BRAGA BARROS;
5º (Classificado) - 100963 KARLA KAYRONE CÉSAR GRANGEIRO;
6º (Classificado) - 101319 FRANCISCO ALVES DE ANDRADE;
7º (Classificado) - 111293 GERLÂNDIA FERREIRA SANTANA.

* Auxiliar de Laboratório -
1º Aprovado - 100836 RAVENA TEIXEIRA OLIVEIRA.

* Coordenador Pedagógico -
1º (Classificado) - 100415 FRANCISCO EDVANILSON DE LIMA QUARESMA.

* Auxiliar de Serviços Gerais - Deficiente físico --
1º Aprovado - 100433 ALFREDO FERREIRA BRITO FILHO.

* Fiscal sanitário -
1º Aprovado - 103205 FRANCISCA DA SILVA MARIANO.
2º Aprovado - 101027 CICERO BARROS PINTO DO NASCIMENTO.

* Nutricionista -
1º (Classificado) - 100979 JOYCE CRISTINA FERREIRA DANTAS.

* Lavadeira -
1º Aprovado - 101327 LAISE HELENA DUARTE.

* Médico veterinário -
1º Aprovado - 101018 MAYKELINE VALESKA DO NASCIMENTO.

* Eletricista -
1º Aprovado - 101005 JOSÉ HELTON MOREIRA MARTINS;
2º Aprovado - 100218 JOSÉ CLEITON FERREIRA MOREIRA.

* Técnico de Enfermagem plantonista -
4º Aprovado - 7770002 MARIA DO SOCORRO LISBOA FERREIRA.
5º Aprovado - 100863 FRANCISCA DAS CHAGAS DE ARAÚJO GONÇALVES.

OBSERVAÇÃO: Devido o não comparecimento dos candidatos aprovados no cargo de Médico do PSF, Cirurgião Dentista e Enfermeiro PSF, no prazo estipulado no Edital de Convocação de Posse Nº 001/2010, abaixo relacionados, a Administração Municipal, está convocando os classificáveis nos cargos de médicos do PSF, Cirurgião Dentista e Enfermeiro PSF -->

MÉDICO DO PSF -
1º - 99695 GUSTAVO NOGUEIRA HOLANDA;
2º - 101939 ARTUR MOREIRA ALVES;
3º - 105336 CÍCERA AMANDA MOTA SEABRA.

CIRURGIÃO DENTISTA -
1º - 105086 POLYANA BESERRA CARVALHO.

ENFERMEIRO PSF -
1º - 100396 FERNANDA RODRIGUES FERREIRA.

Fonte: http://www.icoenoticia.com/2010/04/rapidinhas_23.html

Educar e punir (Carla H. Quevedo)

Não é boa a notícia de que os alunos das escolas públicas de Temple, no Texas, arriscam a ser sujeitos a castigos corporais. Porém, o castigo das reguadas na palma da mão, apenas dadas pelo director, em privado, e em casos graves de mau comportamento, bastou para que a violência escolar diminuísse drasticamente. Quem o afirma é Steve Wright, director do conselho escolar de Temple, ao The Washington Post. Num país em que é fácil o acesso às armas de fogo, custa a acreditar que umas reguadas sejam dissuasoras de comportamentos violentos. Seja como for, resultando ou não, a solução para aqueles casos ser recuperar um castigo justamente esquecido é uma notícia triste. Assim, parece que nem os professores nem os alunos aprenderam nada.
Logo agora que se começava a perceber que autoridade é diferente de autoritarismo volta a estúpida palmatória. Por enquanto, isto não acontece em Portugal, e espero que por cá a moda não pegue. A discussão sobre a falta de autoridade dos professores e a impunidade dos alunos é longa e tem sido fraca. Por um lado, os professores não podem fazer nada perante alunos que tudo podem fazer. Por outro, os alunos são largados à sua sorte numa escola que a toda a hora pede a intervenção dos pais. Neste sistema, todo ele errado, os envolvidos no delicado processo de «formar pessoas» parecem ter esquecido que a escola oferece, antes de mais, a oportunidade aos filhos de se livrarem dos pais. Numa época em que as crianças são vistas como fenómenos raros da Natureza, muitos pais, ou são negligentes, porque não percebem as habilidades modernas dos filhos, ou são super-protectores dos seus super-miúdos sobredotados. Todos nos lembramos de em pequenos termos professores que respeitávamos e com quem até aprendíamos umas coisas. Tinham a autoridade própria dos que têm interesse e gosto pelo que fazem. Os professores de agora estão cansados ou têm menos vocação? O que seria punir devidamente um aluno infractor nos dias de hoje?
Fonte: http://www.readmetro.com/show/en/Lisbon/

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Tijucano arboriza entorno do Maracanã voluntariamente

Geraldo Rodrigues Pereira
Cansado de esperar que as autoridades tomassem uma providência em relação à falta de árvores no entorno do Maracanã, o escritor Geraldo Rodrigues Pereira, de 56 anos, resolveu arborizar a área por conta própria. A iniciativa foi em benefício da comunidade e também dele próprio.
— A ideia surgiu alguns anos após eu iniciar minhas corridas na pista em volta do estádio. Eu notava que, em vários lugares, faltavam árvores, que, por algum motivo, eram arrancadas dali e nunca havia reposição. Então pensei: se uso esse espaço, nada mais correto do que eu ajudar a preservá-lo — conta ele.
Em 2004, ele plantou a sua primeira árvore — uma muda de cássia-grande — que fez a partir de sementes de exemplares centenárias da Rua Felipe Camarão.
A matéria na íntegra pode ser conferida no GLOBO-TIJUCA desta quinta-feira, dia 22, ou, se você é assinante, na Edição Digital.

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/bairros/posts/2010/04/20/tijucano-arboriza-entorno-do-maracana-voluntariamente-285290.asp
Vocês não conhecem - estão conhecendo agora - Geraldo é nosso amigo e eu fico muito contente quando vejo o reconhecimento de atitudes desinteressadas que contribuem para o bem estar coletivo. Isso é cidadania. Imagine todo mundo fazendo alguma coisa dava para melhorar bastante. Ele é só mais uma pessoa no meio de milhões no Rio de Janeiro. Mas, nós, em nossa pequena Ip, fazendo um gesto cidadão representaria muito mais para a nossa comunidade.
Lembrem-se que o descaso já fez ruir o nosso clube, os prédios públicos estão em decadência, os alunos sem aula (ainda rende a greve?), o trânsito desordenado e todas as mazelas que conhecemos há muito tempo. O cidadão tem que estar presente, fazer a sua parte para cobrar dos gestores (acho essa palavras tão sem sentido.. pedante e vazia) a parte que o poder público nos deve. Além do pão e do circo, naturalmente. Qualquer dia falaremos sobre a nossa responsabilidade na condução do município.
No momento, eu só quero expressar meu orgulho pelo gesto do meu amigo.
ML

A infância virou coisa de velhos


As crianças estão usando pulseirinha do sexo e os adultos se matando para comprar o álbum de figurinhas da Copa. Esse mundo está virado no avesso mesmo.
A adultização da infância e a infantilização dos adultos são fenômenos irreversíveis, pelo jeito. O pior, na verdade , são os adultescentes, os tiozinhos que morrem de medo de envelhecer e apelam para artifícios ridículos, como piercings e cabelos compridos. Que vergonha.
Antigamente, era mais fácil ser moderno. E jamais veríamos um senhor barrigudo se humilhar no playground do condomínio, ajoelhado no chão e jogando bafo com a molecada do prédio.
Velho pagar mico é da vida. Mas crianças querendo imitar a sexualidade dos adultos é de morrer. Daqui a pouco, as menininhas vão pedir implante de silicone de presente de natal. Com o apoio das mães, não duvidem.
O sexo faz parte da vida desde o nosso nascimento. Freud é um gênio. Mas estão confundindo sexualidade infantil com sexo entre crianças. Calma lá. Antes da puberdade, é muito mais divertido brincar de médico do que de pôquer erótico.
Literalmente, estamos na era da ejaculação precoce. O viagra já está aí, nas melhores casas do ramo. Precisam inventar é broxante para seres impúberes. Sabor framboesa.
Mas chegamos a esse ponto com a colaboração de toda a humanidade. Não adianta ficar chocado. A infância está morrendo. Junto com os velhinhos.

(Marco Antonio Araujo)
Fonte:http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/

PRÓ-CIDADANIA EM IPAUMIRIM - Através do extrato de convênio (nº 99/2010), a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPSD) e a Prefeitura Municipal de Ipaumirim foi formalizado a implementação do Programa de Proteção à Cidadania (Pró-Cidadania). O Programa foi instituído por meio da Lei nº 14.318, de 07 de abril de 2009.

PRÓ-CIDADANIA EM IPAUMIRIM - O convênio tem validade até o dia 30 de março de 2011, e já está em vigor. O valor repassado será de R$ 39.590,10 (trinta e nove mil reais). Assinam o documento o secretário da Segurança Pública, Roberto das Chagas Monteiro, e o prefeito de Ipaumiririm, José Geraldo dos Santos. A publicação do convênio está presente no Diário Oficial do Estado de segunda (19).

Fonte:http://www.icoenoticia.com/2010/04/rapidinhas_21.html

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Parabéns, Blan!


Só lembrando

Entre os migrantes que sairam de Ip para a construção de Brasília, estava Anísio Oliveira, filho de Neusinha e Antonio Oliveira, que faleceu num acidente na construção de Brasília.

Celebridade instantanea

Serra, o colírio da revista Capricho



Fonte: www.naosalvo.com.br

Brincadeirinha........





Plano Piloto de Brasília - Relatório de Lúcio Costa (conclusão)

Figura 8
6 – O tráfego destinado aos demais setores prossegue, ordenado em mão única, na área térrea interior coberta pela plataforma e entalada nos dois topos mas aberta nas faces maiores, área utilizada em grande parte para o estacionamento de veículos e onde se localizou a estação rodoviária interurbana, acessível aos passageiros pelo nível superior da plataforma (fig. 6). Apenas as pistas de velocidade mergulham, já então subterrâneas, na parte central desse piso inferior que se espraia em declive até nivelar-se com a esplanada do setor dos ministérios.
7 – Desse modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento. Para o tráfego de caminhões estabeleceu-se um sistema secundário autônomo com cruzamentos sinalizados mas sem cruzamento ou interferência alguma com o sistema anterior, salvo acima do setor esportivo e que acede aos edifícios do setor comercial ao nível do subsolo, contornando o centro cívico em cota inferior, com galerias de acesso previstas no terrapleno (fig. 7).
8 – Fixada assim a rede geral do tráfego automóvel, estabeleceram-se, tanto nos setores centrais como nos residenciais, tramas autônomas para o trânsito local dos pedestres a fim de garantir-lhes o uso livre do chão, (fig. 8) sem contudo levar tal separação a extremos sistemáticos e anti-naturais pois não se deve esquecer que o automóvel, hoje em dia, deixou de ser o inimigo inconciliável do homem, domesticou-se, já faz, por assim dizer, parte da família Ele só se "desumaniza", readquirindo vis-à-vis do pedestre feição ameaçadora e hostil quando incorporado à massa anônima do tráfego. Há então que separá-los, mas sem perder de vista que em determinadas condições e para comodidade recíproca, a coexistência se impõe.

Figura 9


9 – Veja-se agora como nesse arcabouço de circulação ordenada se integram e articulam os vários setores. Destacam-se no conjunto os edifícios destinados aos poderes fundamentais que, sendo em número de três e autônomos, encontraram no triângulo eqüilátero, vinculado à arquitetura da mais remota antiguidade, forma elementar apropriada para contá-los. Criou-se então um terrapleno triangular, com arrimo de pedra à vista, sobrelevado na campina circunvizinha a que se tem acesso pela própria rampa da auto-estrada que conduz à residência e ao aeroporto (fig. 9). Em cada ângulo dessa praça — PRAÇA DOS TRÊS PODERES — localizou-se uma das casas, ficando as do Governo e do Supremo Tribunal na base e a do Congresso no vértice, com frente igualmente para uma ampla esplanada disposta num segundo terrapleno, de forma retangular e nível mais alto, de acordo com a topografia local, igualmente arrimado de pedras em todo o seu perímetro. A aplicação em termos atuais, dessa técnica oriental milenar dos terraplenos, garante a coesão do conjunto e lhe confere uma ênfase monumental imprevista (fig. 9). Ao longo dessa esplanada — o Mall dos ingleses —, extenso gramado destinado a pedestres, a paradas e a desfiles, foram dispostos os ministérios e autarquias (fig. 10). Os das Relações Exteriores e Justiça ocupando os cantos inferiores, contíguos ao edifício do Congresso e com enquadramento condigno, os ministérios militares constituindo uma praça autônoma, e os demais ordenados em seqüência — todos com área privativa de estacionamento, sendo o último o da Educação, a fim de ficar vizinho do setor cultural, tratado á maneira de parque para melhor ambientação dos museus, da biblioteca, do planetário, das academias dos institutos, etc., setor este também contíguo à ampla área destinada à Cidade Universitária com o respectivo Hospital de Clínicas, e onde também se prevê a instalação do Observatório. A Catedral ficou igualmente localizada nessa esplanada, mas numa praça autônoma disposta lateralmente, não só por questão de protocolo, uma vez que a Igreja é separada do Estado, como por uma questão de escala, tendo-se em vista valorizar o monumento, e ainda, principalmente, por outra razão de ordem arquitetônica: a perspectiva de conjunto da esplanada deve prosseguir desimpedida até além da plataforma, onde os dois eixos urbanísticos se cruzam.
10 – Nesta plataforma onde, como se via anteriormente, o tráfego é apenas local, situou-se então o centro de diversões da cidade (mistura em termos adequados de Piccadilly Circus, Times Square e Champs Elysées). A face da plataforma debruçada sobre o setor cultural e a esplanada dos ministérios, não foi edificada com exceção de uma eventual casa de chá e da ópera, cujo acesso tanto se faz pelo próprio setor de diversões, como pelo setor cultural contíguo, em plano inferior. Na face fronteira foram concentrados os cinemas e teatros, cujo gabarito se fez baixo e uniforme, constituindo assim o conjunto deles um corpo arquitetônico contínuo com galeria, amplas calçadas, terraços e cafés, servindo as respectivas fachadas em toda a altura de campo livre para a instalação de painéis luminosos de reclame (fig. 11) As várias casas de espetáculo estarão ligadas entre si por travessas no gênero tradicional da rua do Ouvidor, das vielas venezianas ou de galerias cobertas (arcades) e articuladas a pequenos pátios com bares e cafés, e "loggias" na parte dos fundos com vista para o parque, tudo no propósito de propiciar ambiente adequado ao convívio e à expansão (fig. 11). O pavimento térreo do setor central desse conjunto de teatros e cinemas manteve-se vazado em toda a sua extensão, salvo os núcleos de acesso aos pavimentos superiores, a fim de garantir continuidade à perspectiva, e os andares se previram envidraçados nas duas faces para que os restaurantes, clubes, casas de chá etc., tenham vista, de um lado para a esplanada inferior, e do outro para o aclive do parque no prolongamento do eixo monumental e onde ficaram localizados os hotéis comerciais e de turismo e, mais acima, para a torre monumental das estações radioemissoras e de televisão, tratada como elemento plástico integrado na composição geral (Figs. 9, 11, 12). Na parte central da plataforma, porém disposto lateralmente, acha-se o saguão da estação rodoviária com bilheteria, bares, restaurantes, etc., construção baixa, ligada por escadas rolantes ao "hall" inferior de embarque separado por envidraçamento do cais propriamente dito. O sistema de mão única obriga os ônibus na saída a uma volta, num ou noutro sentido, fora da área coberta pela plataforma, o que permite ao viajante uma última vista do eixo monumental da cidade antes de entrar no eixo rodoviário residencial — despedida psicologicamente desejável. Previram-se igualmente nessa extensa plataforma destinada principalmente, tal como no piso térreo, ao estacionamento de automóveis, duas amplas praças privativas dos pedestres, uma fronteira ao teatro da ópera e outra, simetricamente oposta, em frente a um pavilhão de pouca altura debruçado sobre os jardins do setor cultural e destinado a restaurante, bar e casa de chá. Nestas praças, o piso das pistas de rolamento, sempre de sentido único, foi ligeiramente sobrelevado em larga extensão, para o livre cruzamento dos pedestres num e noutro sentido, o que permitirá acesso franco e direto tanto aos setores do varejo comercial quanto ao setor dos bancos e escritórios (fig. 8).

Figuras 10, 11 e 12


11 – Lateralmente a esse setor central de diversões, e articulados a ele, encontram-se dois grandes núcleos destinados exclusivamente ao comércio — lojas e "magazins", e dois setores distintos, o bancário-comercial, e o dos escritórios para profissões liberais, representações e empresas, onde foram localizados, respectivamente, o Banco do Brasil e a sede dos Correios e Telégrafos. Estes núcleos e setores são acessíveis aos automóveis diretamente das respectivas pistas, e aos pedestres por calçadas sem cruzamento (fig. 8), e dispõem de auto-portos para estacionamento em dois níveis, e de acesso de serviço pelo subsolo correspondente ao piso inferior da plataforma central. No setor dos bancos, tal como no dos escritórios, previram-se três blocos altos e quatro de menor altura, ligados entre si por extensa ala térrea com sobreloja de modo a permitir intercomunicação coberta e amplo espaço para instalação de agências bancárias, agências de empresas, cafés, restaurantes, etc. Em cada núcleo comercial, propõe-se uma seqüência ordenada de blocos baixos e alongados e um maior, de igual altura dos anteriores, todos interligados por um amplo corpo térreo com lojas, sobrelojas e galerias. Dois braços elevados da pista de contorno permitem, também aqui, acesso franco aos pedestres.
12 – O setor esportivo, com extensíssima área destinada exclusivamente ao estacionamento de automóveis, instalou-se entre a praça da Municipalidade e a torre radioemissora, que se prevê de planta triangular com embasamento monumental de concreto aparente até o piso dos "studios" e mais instalações, e superestrutura metálica com mirante localizado a meia altura (fig. 12). De um lado o estádio e mais dependências tendo aos fundos o Jardim Botânico; do outro o hipódromo com as respectivas tribunas e vila hípica e, contíguo, o Jardim Zoológico, constituindo estas duas imensas áreas verdes, simetricamente dispostas em relação ao eixo monumental, como que os pulmões da nova cidade (fig. 4).
13 – Na praça Municipal, instalaram-se a Prefeitura, a Polícia Central, o Corpo de Bombeiros e a Assistência Pública. A penitenciária e o hospício, conquanto afastados do centro urbanizado, fazem igualmente parte deste setor.
14 – Acima do setor municipal foram dispostas as garagens da viação urbana, em seguida, de uma banda e de outra, os quartéis e numa larga faixa transversal o setor destinado ao armazenamento e à instalação das pequenas indústrias de interesse local, com setor residencial autônomo, zona esta rematada pela estação ferroviária e articulada igualmente a um dos ramos da rodovia destinada aos caminhões.
15 – Percorrido assim de ponta a ponta esse eixo dito monumental, vê-se que a fluência e unidade do traçado (fig. 9), desde a praça do Governo até a praça Municipal, não exclui a variedade, e cada setor, por assim dizer, vale por si como organismo plasticamente autônomo na composição do conjunto. Essa autonomia cria espaços adequados à escala do homem e permite o diálogo monumental localizado sem prejuízo do desempenho arquitetônico de cada setor na harmoniosa integração urbanística do todo.


Figuras 13, 14 e 15


16 – Quanto ao problema residencial, ocorreu a solução de criar-se uma seqüência contínua de grandes quadras dispostas, em ordem dupla ou singela, de ambos os lados da faixa rodoviária, e emolduradas por uma larga cinta densamente arborizada, árvores de porte, prevalecendo em cada quadra determinada espécie vegetal, com chão gramado e uma cortina suplementar intermitente de arbustos e folhagens, a fim de resguardar melhor, qualquer que seja a posição do observador, o conteúdo das quadras, visto sempre num segundo plano e como que amortecido na paisagem (fig. 13). Disposição que apresenta a dupla vantagem de garantir a ordenação urbanística mesmo quando varie a densidade, categoria, padrão ou qualidade arquitetônica dos edifícios, e de oferecer aos moradores extensas faixas sombreadas para passeio e lazer, independentemente das áreas livres previstas no interior das próprias quadras (fig. 8).

Dentro destas "super-quadras" os blocos residenciais podem dispor-se da maneira mais variada, obedecendo porém a dois princípios gerais: gabarito máximo uniforme, talvez seis pavimentos e pilotis, e separação do tráfego de veículos do trânsito de pedestres, mormente o acesso á escola primária e às comodidades existentes no interior de cada quadra.
Ao fundo das quadras estende-se a via de serviço para o tráfego de caminhões, destinando-se ao longo dela a frente oposta às quadras, à instalação de garagens, oficinas, depósitos do comércio em grosso etc., e reservando-se uma faixa de terreno, equivalente a uma terceira ordem de quadras, para floricultura, horta e pomar. Entaladas entre essa via de serviço e as vias do eixo rodoviário, intercalaram-se então largas e extensas faixas com acesso alternado, ora por uma, ora por outra, e onde se localizaram a igreja, as escolas secundárias, o cinema e o varejo do bairro, disposto conforme a sua classe ou natureza (fig. 13).
O mercadinho, os açougues, as vendas, quitandas, casas de ferragens, etc., na primeira metade da faixa correspondente ao acesso de serviço; as barbearias, cabeleireiros, modistas, confeitarias, etc., na primeira seção da faixa de acesso privativa dos automóveis e ônibus, onde se encontram igualmente os postos de serviço para venda de gasolina. As lojas dispõem-se em renque com vitrinas e passeio coberto na face fronteira às cintas arborizadas de enquadramento dos quarteirões e privativas dos pedestres, e o estacionamento na face oposta, contígua às vias de acesso motorizado, prevendo-se travessas para ligação de uma parte a outra, ficando assim as lojas geminadas duas a duas, embora o seu conjunto constitua um corpo só (fig. 14).
Na confluência das quatro quadras localizou-se a igreja do bairro, e aos fundos dela as escolas secundárias, ao passo que na parte da faixa de serviço fronteira à rodovia se previu o cinema a fim de torná-lo acessível a quem proceda de outros bairros, ficando a extensa área livre intermediária destinada ao clube da juventude, com campo de jogos e recreio.
17 – A gradação social poderá ser dosada facilmente atribuindo-se maior valor a determinadas quadras como, por exemplo, às quadras singelas contíguas ao setor das embaixadas, setor que se estende de ambos os lados do eixo principal paralelamente ao eixo rodoviário, com alameda de acesso autônomo e via de serviþo para o tráfego de caminhões comum às quadras residenciais. Essa alameda, por assim dizer, privativa do bairro das embaixadas e legações, se prevê edificada apenas num dos lados, deixando-se o outro com a vista desimpedida sobre a paisagem, excetuando-se o hotel principal localizado nesse setor e próximo do centro da cidade. No outro lado do eixo rodoviário-residencial, as quadras contíguas à rodovia serão naturalmente mais valorizadas que as quadras internas, o que permitirá as gradações próprias do regime vigente; contudo, o agrupamento delas, de quatro em quatro, propicia num certo grau a coexistência social, evitando-se assim uma indevida e indesejável estratificação. E seja como for, as diferenças de padrão de uma quadra a outra serão neutralizadas pelo próprio agenciamento urbanístico proposto, e não serão de natureza a afetar o conforto social a que todos têm direito. Elas decorrerão apenas de uma maior ou menor densidade, do maior ou menor espaço atribuído a cada indivíduo e a cada família, da escolha dos materiais e do grau e requinte do acabamento. Neste sentido deve-se impedir a enquistação de favelas tanto na periferia urbana quanto na rural. Cabe à Companhia Urbanizadora prover dentro do esquema proposto acomodações decentes e econômicas para a totalidade da população.
18 – Previram-se igualmente setores ilhados, cercados de arvoredo e de campo, destinados a loteamento para casas individuais, sugerindo-se uma disposição dentada em cremalheira, para que as casas construídas nos lotes de topo se destaquem na paisagem, afastadas umas das outras, disposição que ainda permite acesso autônomo de serviço para todos os lotes (fig. 15). E admitiu-se igualmente a construção eventual de casas avulsas isoladas de alto padrão arquitetônico — o que não implica tamanho — estabelecendo-se porém como regra, nestes casos, o afastamento mínimo de um quilômetro de casa a casa, o que acentuará o caráter excepcional de tais concessões.
19 – Os cemitérios localizados nos extremos do eixo rodoviário-residencial evitam aos cortejos a travessia do centro urbano. Terão chão de grama e serão convenientemente arborizados, com sepulturas rasas e lápides singelas, à maneira inglesa, tudo desprovido de qualquer ostentação
20 – Evitou-se a localização dos bairros residenciais na orla da lagoa, a fim de preservá-la intacta, tratada com bosques e campos de feição naturalista e rústica para os passeios e amenidades bucólicas de toda a população urbana. Apenas os clubes esportivos, os restaurantes, os lugares de recreio, os balneários e núcleos de pesca poderão chegar à beira d'água. O clube de Golf situou-se na extremidade leste, contíguo à Residência e ao hotel, ambos em construção, e o Yatch Club na enseada vizinha, entremeados por denso bosque que se estende até à margem da represa, bordejada nesse trecho pela alameda de contorno que intermitentemente se desprende da sua orla para embrenhar-se pelo campo que se pretende eventualmente florido e manchado de arvoredo. Essa estrada se articula ao eixo rodoviário e também à pista autônoma de acesso direto do aeroporto ao centro cívico, por onde entrarão na cidade os visitantes ilustres, podendo a respectiva saída processar-se, com vantagem, pelo próprio eixo rodoviário-residencial. Propõe-se, ainda, a localização do aeroporto definitivo na área interna da represa, a fim de evitar-lhe a travessia ou o contorno.
21 – Quanto à numeração urbana, a referência deve ser o eixo monumental, distribuindo-se a cidade em metades NORTE e SUL; as quadras seriam assinaladas por números, os blocos residenciais por letras, e finalmente o número do apartamento na forma usual, assim por exemplo, N-Q3 – L – ap. 201. A designação dos blocos em relação à entrada da quadra deve seguir da esquerda para a direita, de acordo com a norma.
22 – Resta o problema de como dispor do terreno e torná-lo acessível ao capital particular. Entendo que as quadras não devem ser loteadas, sugerindo, em vez da venda de lotes, a venda de quotas de terreno, cujo valor dependerá do setor em causa e do gabarito, a fim de não entravar o planejamento atual e possíveis remodelações futuras no delineamento interno das quadras. Entendo também que esse planejamento deveria de preferência anteceder a venda das quotas, mas nada impede que compradores de um número substancial de quotas submetam à aprovação da Companhia projeto próprio de urbanização de uma determinada quadra, e que, além de facilitar aos incorporadores a aquisição de quotas, a própria Companhia funcione, em grande parte, como incorporadora. E entendo igualmente que o preço das quotas, oscilável conforme a procura, deveria incluir uma parcela com taxa fixa, destinada a cobrir as despesas do projeto, no intuito de facilitar tanto o convite a determinados arquitetos como a abertura de concursos para a urbanização e edificação das quadras que não fossem projetadas pela Divisão de Arquitetura da própria Companhia. E sugiro ainda que a aprovação dos projetos se processe em duas etapas, anteprojeto e projeto definitivo, no intuito de permitir seleção prévia e melhor controle da qualidade das construções.
Da mesma forma quanto ao setor do varejo comercial e aos setores bancário e dos escritórios das empresas e profissões liberais, que deveriam ser projetados previamente de modo a se poderem fracionar em sub-setores e unidades autônomas, sem prejuízo da integridade arquitetônica, e assim se submeterem parceladamente à venda no mercado imobiliário, podendo a construção propriamente dita, ou parte dela, correr por conta dos interessados ou da Companhia, ou ainda, conjuntamente.
23 – Resumindo, a solução apresentada é de fácil apreensão, pois se caracteriza pela simplicidade e clareza do risco original, o que não exclui, conforme se viu, a variedade no tratamento das partes, cada qual concebida segundo a natureza peculiar da respectiva função, resultando daí a harmonia de exigências de aparência contraditória. E assim que, sendo monumental é também cômoda, eficiente, acolhedora e íntima. E ao mesmo tempo derramada e concisa, bucólica e urbana, lírica e funcional. O tráfego de automóveis se processa sem cruzamentos, e se restitui o chão, na justa medida, ao pedestre. E por ter o arcabouço tão claramente definido, é de fácil execução: dois eixos, dois terraplenos, uma plataforma, duas pistas largas num sentido, uma rodovia no outro, rodovia que poderá ser construída por partes — primeiro as faixas centrais como um trevo de cada lado, depois as pistas laterais, que avançariam com o desenvolvimento normal da cidade. As instalações teriam sempre campo livre nas faixas verdes contíguas às pistas de rolamento. As quadras seriam apenas niveladas e paisagisticamente definidas, com as respectivas cintas plantadas de grama e desde logo arborizadas, mas sem calçamento de qualquer espécie, nem meios-fios. De uma parte, técnica rodoviária; de outra, técnica paisagística de parques e jardins.
Brasília, capital aérea e rodoviária; cidade parque. Sonho arqui-secular do Patriarca.
Fonte: http://doc.brazilia.jor.br/ppb/RelatorioLucioCosta.htm

terça-feira, 20 de abril de 2010




Sabedoria popular:
"Chifre é que nem consórcio. Quando menos espera, você é contemplado".

Parabéns Brasília


Em homenagem aos 50 anos de Brasília, optamos por publicar, no decorrer da semana, o célebre Relatório do Plano Piloto, de Lúcio Costa.
Agora, me diz, será que Brasília - tão lindamente idealizada e bravamente construída pelos candangos - merece abrigar a cambada de malandros que nós despachamos para lá a cada eleição? Por acaso, só porque amanhã é feriado, eles se deram férias a semana inteira.
É até bom porque desinfeta a cidade no dia do seu aniversário.
ML

O "plano piloto" de Brasília

Juscelino Kubitschek e Lúcio Costa

A construição da cidade seguiu um projeto urbanístico — o "plano piloto de Brasília" — escolhido em concurso de âmbito nacional promovido pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).
O edital do concurso foi publicado no Diário Oficial da União de 30-Set-1956.
A Novacap havia sido criada, oficialmente, oito dias antes, em 22-Set-1956. Tinha um presidente, três diretores, conselho administrativo e conselho fiscal:
Presidente - Israel Pinheiro, engenheiro, deputado federal pelo PSD
Diretor Administrativo - Ernesto Silva, médico
Diretor Técnico - Bernardo Sayão, engenheiro
Diretor Financeiro - Íris Meinberg, da lista tríplice apresentada pela UDN, principal partido de oposição
Diante das consultas formuladas pelos concorrentes, informações complementares foram apresentadas em correspondência ao Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB).
Inicialmente, foi sondado o arquiteto francês Le Corbusier, que considerou mais adequado construir a nova capital com um projeto de arquitetos brasileiros.
O plano piloto deveria considerar o lago a ser formado pela represa do Paranoá e os locais fixados para o Palácio da Alvorada, o Brasília Palace Hotel e o Aeroporto — as inscrições no concurso ainda estavam em andamento, quando a primeira turma de trabalhadores chegou a Brasília para iniciar a construção da pista do aeroporto definitivo. O palácio e o hotel começaram a ser construídos em 1957 e foram inaugurados em 1958.
Em 1958 teve início a construção do Congresso Nacional (em estrutura metálica), do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto, já de acordo com o projeto de Lúcio Costa, formando uma praça triangular — a praça dos Três Poderes.
O júri do concurso foi formado por:
Israel Pinheiro - Presidente da Novacap
Oscar Niemeyer - Diretor do Departamento de Urbanismo e Arquitetura da Novacap
Hildebrando Horta Barbosa - Representante do Clube de Engenharia
Paulo Antunes Ribeiro - Representante do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB)
William Holford
André Sive
Stamo Papadaki
Lúcio Costa foi um dos últimos a se decidir a participar do concurso (o 22° num total de 26 concorrentes) e sua apresentação — páginas manuscritas, com alguns esboços feitos a mão — chegou a causar constrangimento. Principalmente ao ser declarado vencedor.
O júri começou por selecionar 10 projetos finalistas e, embora fossem previstos prêmios para os cinco primeiros colocados, considerou quatro à altura da nova capital, antes de chegar ao vencedor.
O relatório indicando esses quatro projetos valeu uma disputa após ser declarado o resultado final — um deles argumentou que seus quatro autores deveriam ser chamados a participar coletivamente na elaboração de um projeto final.

Relatório do PLANO PILOTO DE BRASILIA (Lúcio Costa)


... José Bonifácio, em 1823, propõe a transferência da Capital para Goiás e sugere o nome de BRASÍLIA.
Desejo inicialmente desculpar-me perante a direção da Companhia Urbanizadora e a Comissão Julgadora do Concurso pela apresentação sumária do partido aqui sugerido para a nova Capital, e também justificar-me.
Não pretendia competir e, na verdade, não concorro — apenas me desvencilho de uma solução possível, que não foi procurada, mas surgiu, por assim dizer, já pronta.
Compareço, não como técnico devidamente aparelhado, pois nem sequer disponho de escritório, mas como simples "maquis" do urbanismo, que não pretende prosseguir no desenvolvimento da idéia apresentada, se não eventualmente, na qualidade de mero consultor. E se procedo assim candidamente, é porque me amparo num raciocínio igualmente simplório: se a sugestão é válida, estes dados, conquanto sumários na sua aparência, já serão suficientes, pois revelarão que, apesar da espontaneidade original ela foi, depois, intensamente pensada e resolvida; se não o é, a exclusão se fará mais facilmente e não terei perdido o meu tempo nem tomado o tempo de ninguém.
A liberação do acesso ao concurso reduziu de certo modo a consulta àquilo que de fato importa, ou seja, à concepção urbanística da cidade propriamente dita, porque esta não será, no caso, uma decorrência do planejamento regional, mas a causa dele: a sua fundação é que dará ensejo ao ulterior desenvolvimento planejado da região. Trata-se de um ato deliberado de posse, de um gesto de sentido ainda desbravador, nos moldes da tradição colonial. E o que se indaga é como, no entender de cada concorrente, uma tal cidade deve ser concebida.
Ela deve ser concebida não como simples organismo capaz de preencher satisfatoriamente e sem esforço as funções vitais próprias de UMA CIDADE MODERNA QUALQUER, não apenas como URBS, mas como CIVITAS, possuidora dos atributos inerentes a uma capital. E, para tanto, a condição primeira é achar-se o urbanista imbuído de UMA CERTA DIGNIDADE E NOBREZA DE INTENÇÃO, porquanto dessa atitude fundamental decorrem a ordenação e o senso de conveniência e medida capazes de conferir, ao conjunto projetado, o desejável caráter monumental. Monumental, não no sentido de ostentação, mas no sentido da expressão palpável, por assim dizer, consciente, daquilo que vale e significa.
Cidade planejada para o trabalho ordenado e eficiente, mas ao mesmo tempo cidade viva e aprazível, própria ao devaneio e à especulação intelectual, capaz de tornar-se, com o tempo, além de centro de governo e administração, num foco de cultura dos mais lúcidos e sensíveis do país.
Dito isto, vejamos como nasceu, se definiu e resolveu a presente solução:

1 – Nasceu do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz (fig. 1)

2 – Procurou-se depois a adaptação à topografia local, ao escoamento natural das águas, à melhor orientação, arqueando-se um dos eixos a fim de contê-lo no triângulo eqüilátero que define a área urbanizada (fig. 2).

Figuras 1 e 2

3 – E houve o propósito de aplicar princípios francos da técnica rodoviária — inclusive a eliminação dos cruzamentos — à técnica urbanística, conferindo-se ao eixo arqueado, correspondente às vias naturais de acesso, a função circulatória tronco, com pistas centrais de velocidade e pistas laterais para o tráfego local e dispondo-se ao longo desse eixo o grosso dos setores residenciais (fig. 3).

4 – Como decorrência dessa concentração residencial, os centros cívico e administrativo, o setor cultural, o centro de diversões, o centro esportivo, o setor administrativo municipal, os quartéis, as zonas destinadas a armazenagem, ao abastecimento e às pequenas indústrias locais, e, por fim, a estação ferroviária, foram-se naturalmente ordenando e dispondo ao longo do eixo transversal que passou assim a ser o eixo monumental do sistema (fig. 4).

Lateralmente à intersecção dos dois eixos, mas participando funcionalmente e em termos de composição urbanística do eixo monumental, localizaram-se o setor bancário e comercial, o setor dos escritórios de empresas e profissões liberais, e ainda os amplos setores do varejo comercial.

Figuras 3 e 4

5 – O cruzamento desse eixo monumental, de cota inferior, com o eixo rodoviário-residencial impôs a criação de uma grande plataforma liberta do tráfego que não se destine ao estacionamento ali, remanso onde se concentrou logicamente o centro de diversões da cidade, com os cinemas, os teatros, os restaurantes etc. (fig. 5)

6 – O tráfego destinado aos demais setores prossegue, ordenado em mão única, na área térrea interior coberta pela plataforma e entalada nos dois topos mas aberta nas faces maiores, área utilizada em grande parte para o estacionamento de veículos e onde se localizou a estação rodoviária interurbana, acessível aos passageiros pelo nível superior da plataforma (fig. 6). Apenas as pistas de velocidade mergulham, já então subterrâneas, na parte central desse piso inferior que se espraia em declive até nivelar-se com a esplanada do setor dos ministérios.

7 – Desse modo e com a introdução de três trevos completos em cada ramo do eixo rodoviário e outras tantas passagens de nível inferior, o tráfego de automóveis e ônibus se processa tanto na parte central quanto nos setores residenciais sem qualquer cruzamento. Para o tráfego de caminhões estabeleceu-se um sistema secundário autônomo com cruzamentos sinalizados mas sem cruzamento ou interferência alguma com o sistema anterior, salvo acima do setor esportivo e que acede aos edifícios do setor comercial ao nível do subsolo, contornando o centro cívico em cota inferior, com galerias de acesso previstas no terrapleno (fig. 7).

Figuras 5, 6 e 7

Fonte: http://doc.brazilia.jor.br/ppb/RelatorioLucioCosta.htm

(CONTINUA AMANHÃ)