segunda-feira, 30 de maio de 2011

Federalização da educação

Adelmir Santana
Presidente do Sistema Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito
Federal

A educação precisa ser o tema central das políticas públicas nacionais. Trata-se de uma visão estratégica a ser perseguida pelos nossos políticos e governantes. Refletir sobre o tema é sempre necessário. Essa discussão não deve ter hora, local ou data para ocorrer.

A fala da professora do Rio Grande Norte, assistida por mais de 1 milhão de pessoas na internet e divulgada na rede, deixa isso bem claro. Ela chama a nossa atenção para os baixos recursos investidos no sistema educacional brasileiro e para a péssima remuneração oferecida aos educadores. Assim como comprova a precariedade das condições de nossas escolas. É tempo de resolver esses problemas.

Os dados são desanimadores e o investimento em educação continua insignificante. Os estados e municípios reclamam, com razão, da falta de recursos para remunerar de forma adequada seus professores e investir na qualidade das escolas. É uma realidade. A solução para o problema, acredito, passa cada vez mais pelo caminho da federalização da educação, conforme alguns especialistas vêm apontando.

Com a responsabilidade financeira transferida para quem detém os recursos - a União - se alcançaria a eliminação dos conhecidos desvios de verbas, concentrando em uma única fonte a fiscalização e a cobrança por ações transparentes, sob o controle de toda a sociedade brasileira.

Outra solução eficiente para o problema passa pelo estímulo à educação profissional como forma de atender a necessidade imediata por emprego. É ainda uma forma de dar uma profissão digna e uma remuneração adequada ao jovem brasileiro.

Sem o investimento em cursos técnicos e profissionalizantes, o País será levado ao apagão de mão de obra. Levantamento feito por uma organização internacional aponta isso: apenas 14% dos empresários brasileiros não têm dificuldades ao buscar profissionais qualificados para suas empresas e 60% da demanda é por pessoas com formação técnica.

Esse trabalho dedicado ao ensino profissionalizante vem sendo desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) há 44 anos no DF. A instituição, administrada pelo Sistema Fecomércio-DF, atua no desenvolvimento de pessoas para o mercado dos setores de comércio, serviços e turismo.

Nesse período, formou mais de um milhão de cidadãos. Sem o estímulo a educação profissional, teria sido impossível desenvolver a economia brasiliense.

Com soluções como essas - federalização da educação e fortalecimento do ensino técnico - o Brasil avançará mais facilmente ao posto de nação desenvolvida e evitará depoimentos angustiantes como o da professora de Natal. Ela, com uma só pergunta, sintetizou o drama vivido pela classe: "Serei eu a redentora desse País?"

Jornal de Brasilia - 30/05/2011
Fonte: http://blogln.ning.com/profiles/blogs/federalizacao-da-educacao


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Como se diz popularmente, "cada cabeça, uma sentença".

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