Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim

Ela ria e dizia: - mas eu nunca tirei retrato de ninguém.
E Olga insistente: - mas vai tirar o meu!
Valeu!!! Não importa se não há enquadramento, muito mais do que a estética vale a lembrança. Ainda temos guardada a roupinha bordada por Tea que veio para Olga quando nasceu, inclusive o bilhete que a acompanhava.
"Deus consente que os homens venham / a esta intimidade de amigos / somente por mostrar que se amam / que estão no mundo, que estão vivos."
(Cecília Meireles, "Família Hindu", in Poemas escritos na India).
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