domingo, 19 de abril de 2009

Foto 186

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Evento:
Local: Clube Recreativo de Ipaumirim
Data:
Identificação das pessoas: Ademar Barbosa e Argemiro Felizardo Vieira, ? ?
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Foto 187

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Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Nildo Fernandes, Ademar Barbosa e Jarismar Gonçalves
Crianças: Cícero Gonaçalves (?) e José Wellington Souza.

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Foto 188

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Evento:
Local: Clube Recreativo de Ipaumirim
Data:
Identificação das pessoas: Ademar Barbosa, Jarismar Gonçalves, José Henrique Silva, José Holanda, ?

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Foto 189

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Evento:
mesmo evento da foto 190)
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Ademar Barbosa, Jarismar Gonçalves, ?, ?

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Foto 190

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Evento:
Local:
Data:
Identificação das pessoas: Nildo Fernandes, Ademar Barbosa, Jarismar Gonçalves, (?), José Holanda.

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sábado, 18 de abril de 2009

A los tiempos...

MEMORIA: NELSON GONÇALVES

Há precisos 11 anos, nesta data, partia o grande cantor-compositor Nelson Gonçalves (nascido Antônio Gonçalves Sobral, em 1 de junho de 1919, em Santana do Livramento, RS), um dia coroado o Rei do Rádio e alçado ao patamar dos maiores artistas do Brasil. Para traduzir sua popularidade, depois de Roberto Carlos, até hoje ele pontifica como o cantor que mais vendeu discos no País: 78 milhões de cópias. Antes de incursionar - e fulgurar tanto - na cena musical, o gaúcho atuou como jornaleiro, mecânico, polidor, tamanqueiro, engraxate, garçon e boxeador. Até curtir delícias & delírios da glória e enveredar pelo inferno sedutor-enganador da cocaína. Dono de tão múltiplas facetas -alegres e tristes- poderia inclusive servir de roteiro para diversos livros, peças e filmes. Cantor desde baixinho, soltava a voz em cima de um caixote, no bairro italiano do Brás, em Sampa, enquanto o pai, o português Seu Manoel, batia um violão por “uns trocados”, fingindo-se, por vezes, de cego para comover aqueles sempre prontos a distribuir moedinhas. Anos melancólicos! Pela voz excepcional e também por gaguejar, Nelson Gonçalves possuía dois codinomes: Carusinho (em alusão a Caruso) e Metralha (por falar cuspindo as palavras). Aí já nascia o sonho de profissionalizar-se cantor. E, para tanto, estudou canto acadêmico durante 6 anos. Até que, ao interpretar Chora Cavaquinho, de Dunga, foi contratado pela PRA-5. Mas com a recessão imposta pela Guerra, perde o emprego. Depois, tenta a carreira no RJ, é reprovado em testes e leva o notável Ary Barroso a cometer a gafe histórica de não gostar da voz do jovem, aconselhando-o a reassumir o papel de garçon em SP. Arrasado, regressa à paulicéia mas não se despede do objeto do desejo. Até que, em 1941, de volta ao Rio, grava seu disco de estréia pela RCA Victor, selo que jamais deixaria, e debuta na Rádio Mayrink Veiga, conduzido pelo cantor Carlos Galhardo. Chegou então a crooner do cassino do Copacabana Palace.Tempos de puro glamour! As décadas de 40 e 50 lhe sorriram bastante. Para ele, Adelino Moreira compôs mais de 370 músicas, algumas em parceria com o próprio Nelson, tipo Fica comigo esta noite. Nos hits que comoviam corações e acendiam tantas paixões nos fãs, fluíam histórias de amores perdidos e imortais. Trágicos também. Naqueles tempos, amar em toda sua plenitude era um dos daqueles imperativos categóricos. Com a fama, Nelson se exibe em vários países, inclusive nos EUA - na mítica Radio City Hall, na Big Apple. E, em tais dias de "wine & roses" e embriagadora glória, experimenta o pó e, em seguida, a decadência na condição de “hóspede da Casa de Detenção”, acusado de traficar drogas, o que lhe resulta em desgraça perante à opinião pública - hiper conservadora - e o ostracismo. Pós-purgação, sacode a poeira e retoma carreira, restaurando sua imagem à custa de uma mega tenacidade. Era a Volta do Boêmio. E a obtenção de um recorde: gravar mais de 2 mil canções. Hoje, ele vive entre fiéis admiradores, curtidores de points à moda antiga, na memória musical do país e impregna o bar que a filha, Lilian Gonçalves, montou na cap paulista, reverenciando a lembrança do pai. De suas músicas, adoro Escultura (parceria com Adelino Moreira), em que ele, feito um Pigmalião, esculpe uma mulher com encantos e virtudes de celebridades históricas - Gioconda, Du Barry, Madame Pompadour ... e até Maria. No desfecho, os versinhos imortais: “...E assim/ de retalho em retalho/ terminei o meu trabalho/ o meu sonho de escultor/ e quando cheguei ao fim/ tinha diante de mim/ você, só você... meu amor...”
Fonte: jornal O Povo
Enviado por Flávio Lúcio

Álbum da semana

Rute Brasileiro Sarmento

Joselba Diniz

Zefinha Batista

Turma animada de Ip
(Mujica, Chichico, Expedito, Zé Ramos, Marcos, ?, ?)

Socorro e Zé Estolano

Luci e Tom Landim Batista

Sílvio Alexandre

Turma jovem de IP

Dona Anísia, Seu Amaro Farias,
Clóvis, Kácia, Lindalva e (?)

Família Alves

Dãozinho, Aldenir e netos

Guedinha, Tim e Paloma

Maria Helena e Dona Nevinha Fernandes

Delicia e Nogueira

Novidade boa em IP


Por iniciativa de Caio Josué, IP ganha novo blog que faz a cobertura da "Escola Dom Francisco de Assis Pires. "

A tradição do colégio vem de longe, dos tempos que era um gurpo escolar e Dona Zenira era a diretora. Quem das gerações mais antigas não passou por ali? Se você não passou por lá, com certeza, seus avós, seus pais, tios, primos, amigos estudaram lá. Ignorar sua importância para toda a comunidade é uma ingratidão imperdoável.

Com o tempo, o nosso pequeno grupo escolar transformou-se em colégio oferecendo ensino mais adiantado e facilitando o acesso aos estudantes que, por varias razões, tinham mais dificuldade de se deslocarem para centros urbanos maiores.

Agora, com o blog, ele entra no mundo virtual adaptando-se aos novos tempos. É uma boa oportunidade e um excelente espaço para a participação da comunidade local. Para nós - que estamos longe - propicia um raro momento de alegria saber notícias da terra e apostar nas experiências positivas que ali se desenvolvem.

Valeu, Caio!!!
Não deixem de visitar


· Cobertura de eventos pedagógicos, esportivos e sociais da escola;
· Apresentação eventos relacionados com a educação, como por exemplo: vestibulares, processos seletivos, cursos na comunidade, concursos, etc.;
· Apresentação dos alunos destaques na escola;
· Fotos de antigos e atuais: professores, eventos, alunos etc.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Garantia Safra

Começou, ontem, quinta feira (16), o pagamento das parcelas do Garantia-Safra. O seguro é para quem perdeu a safra 2007/2008 por causa da seca ou da enchente. Cerca de 60.480 trabalhadores rurais do Ceará tem direito ao seguro. Até o dia 30 de abril, eles receberão R$220,00. A intenção é que os R$550,00 do seguro sejam pagos até julho, quando começa o Ano Safra 2009/2010. O pagamento do Garantia-Safra 2007/2008 será feito em quatro parcelas. A primeira parcela no valor de R$ 220 e três parcelas no valor de R$ 110 cada a serem pagas nos meses de maio, junho e julho. Para receber o Garantia-Safra, é preciso que o agricultor familiar vá a uma agência da Caixa Econômica Federal ou aos postos de atendimento do banco no seu município. Vale esclarecer que, no último número do Cartão Cidadão, está indicada a data do recebimento do Garantia-Safra. Exemplificando: se o cartão tem final 01 (um) o saque pode ser feito no dia 16 de abril. Se tem final 02 (dois), é no dia 17, e assim por diante, até o dia 30 de abril. O beneficiário deve saber que somente valem os dias úteis do mês - sábados, domingos e feriados não contam.

Fonte: http://tarsoaraujo.blogspot.com/

DECRETO AUMENTA LIMITE DE RENDA DE BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA

Está publicada na edição de hoje (17) do Diário Oficial da União a elevação da renda das pessoas atendidas pelo Bolsa Família. O Decreto n.º 6.824 amplia de R$ 120 para R$ 137 o limite da renda familiar mensal per capita dos beneficiários do programa, em situação de pobreza, e para R$ 69, os que se encontram em extrema pobreza.
Com isso, em 2009, o governo gastará com o programa R$ 549 milhões a mais. O total que seria pago pelo Bolsa Família neste ano, calculado em R$ 11,8 bilhões, passou, com o aumento, para R$ 12,3 bilhões. A estimativa do ministério é de que mais 1,3 milhão de famílias tenham direito a receber o benefício.
A decisão política de ampliar o programa foi tomada em janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião com o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, além de técnicos da área econômica.
Agência Brasil

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Todo mundo na ciranda


Poupança pode ter limite de aplicação de até R$ 5 mil

O governo vai mesmo mudar em breve as regras da caderneta de poupança para evitar a migração do dinheiro hoje depositado nos fundos de investimentos. Na expectativa de novos cortes na taxa básica de juros, a Selic - que podem variar entre 2 e 2,5 pontos porcentuais até junho deste ano -, a equipe econômica estuda agora a possibilidade de limitar as aplicações na mais popular aplicação do País até o nível de R$ 5 mil. Motivo: com a queda dos juros, hoje em 11,25% ao ano, a rentabilidade da poupança tende a ficar muito maior do que a dos fundos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado de que 92% dos depósitos da poupança não ultrapassam a faixa de R$ 5 mil. Uma das hipóteses avaliadas pelo governo é limitar as aplicações a este valor, mas a ideia ainda não é consenso. Em conversas reservadas, auxiliares do presidente dizem que o teto deve ser aplicado apenas a novos depósitos, para evitar contestações na Justiça. "Ninguém vai confiscar a poupança", garantiu um ministro que conversa diariamente com Lula. "Vamos explicar os mecanismos de proteção ao pequeno poupador, porque é preciso evitar a migração de outros investimentos para a caderneta." Na prática, o governo teme que essa migração provoque desequilíbrios no sistema financeiro. O argumento usado pela equipe econômica é que, na crise, esse movimento pode diminuir ainda mais a oferta de crédito no País, pois os fundos de investimento, como DI e de Renda Fixa, são as principais fontes de recursos para os empréstimos dos bancos.


Fonte AE

Quinta da entrevista: Essa fama me incomoda

Seu Lunga
A fama de zangado fez de seu Lunga uma celebridade. Mas ele faz questão de negar a autoria das piadas grosseiras atribuídas a ele. Em conversa com O POVO, seu Lunga falou sobre sua devoção a Padre Cícero, distribuiu sorrisos e até recitou poesias
Thiago Cafardo e Cláudio Ribeiro


A rotina do senhor Joaquim dos Santos Rodrigues, de 81 anos, é comum a tantos outros comerciantes da rua Santa Luzia, no Centro de Juazeiro do Norte. Acorda cedo, por volta das 5 horas, toma café e sai de casa para abrir sua sucata. Lá, vende de “tudo um pouco”. Ventiladores, televisores, pregos, parafusos, borrachas, espelhos e uma infinidade de produtos antigos. Joaquim poderia ser apenas mais um comerciante anônimo da cidade. Poderia, não fosse o imaginário popular, alimentado principalmente pela literatura de cordel. Seu Lunga, como é conhecido desde “menino novo”, já ganhou status de “celebridade” em todo o Estado. Ou melhor, no País. As piadas sobre suas respostas grosseiras permeiam as mesas de bares nas conversas entre amigos ou nos programas de humor. Impossível não achar graça. Menos para o próprio Lunga. A fama de “zangado, ignorante” o incomoda. Chega a ficar com os olhos marejados ao falar sobre as piadas atribuídas a ele. “Nenhuma dessas histórias é verdade. É tudo inventado”, diz. Cada volume do cordel escrito em “homenagem” a seu Lunga tem 157 histórias. E já está na sexta edição. O título: “O homem mais ignorante do mundo”. Os cordelistas são, inclusive, o principal alvo da mágoa de seu Lunga. “Eles ficam falando da minha pessoa, dizendo o que eu não sou”, lamenta. A conversa com os repórteres do O POVO durou pouco mais de 40 minutos. No começo, ao perceber que se tratava de uma equipe de imprensa, seu Lunga relutou. Pensou que os jornalistas quisessem apenas tripudiar sobre sua fama de zangado. “Olhe, eu não tenho o que dizer. Tem um camarada aqui perto que é professor, dentista. Ele dá uma entrevista bem bacana a vocês”, sugeriu. Aos poucos, seu Lunga foi se soltando e transformou a conversa num agradável bate-papo. Falou sobre sua devoção a Padre Cícero, riu, e fez questão de mostrar seu lado poeta. “Minhas poesias são mais sobre mulher”, disse ele, às gargalhadas.
Veja abaixo, na íntegra, como foi o papo com o homem mais popular de Juazeiro do Norte (depois do padim, claro), desde a chegada da equipe do O POVO à sua loja.
O POVO - Boa tarde, seu Lunga. Como vai?
Seu Lunga - Pois não.
OP - Somos do jornal O POVO, de Fortaleza. Podemos conversar com o senhor? São só algumas perguntas...
Seu Lunga - Às vezes, muita gente vem com umas perguntas, umas conversas tão bestas aqui. Que prejudica a gente.
OP - Que tipo de conversa besta o pessoal tem com o senhor?
Seu Lunga - Olha, muita gente chega aqui (no comércio) e diz: “Isso aqui é para vender?”. É pergunta besta. Aí querem que eu dê uma resposta grosseira. Isso faz mal à gente. Você está ocupado e o camarada chega perguntando bobagem...
OP - Mas a nossa intenção não é essa, não...
Seu Lunga - Tem um camarada aqui, que se vocês forem lá ele dá uma entrevista bacana. O nome dele é Geraldo Menezes. Ele é um professor, um dentista...
OP - A nossa intenção é conhecer um pouco mais sobre o senhor, seu Lunga. O senhor é nascido onde, em qual município?
Seu Lunga - Eu nasci aqui mesmo (Juazeiro do Norte).
OP - Qual a idade do senhor?
Seu Lunga - Completei 81 anos. Já estou dentro do 82. Nasci em 1927, no dia 18 de agosto.
OP - O senhor está muito bem...
Seu Lunga - É. Pra quem já tem 81...
OP - O senhor já trabalhou com o que, além de vender (tem uma loja no Centro de Juazeiro que vende de tudo)?
Seu Lunga - Eu nasci aqui, mas passei uns tempos morando no município de Assaré. Fui para lá menino. Tinha 20 anos. Minha origem de eu ter vindo para cá foi uma queda... Lá nós criávamos todo tipo de bicho: porco, carneiro, galinha, cavalo, burro, boi e vaca. Agora, sempre que era no fim das águas (época de seca), a lagoa de lá secava. A gente cavava um buraco para dar água aos bichos. Então eu escapolí da boca do buraco com 23 metros de fundura. Se eu tivesse caído de ponta, assim, tinha quebrado o pescoço. Mas eu caí de chapa (inteiro) no buraco. Porque a cacimba era com madeira, na boca. Aí escorreguei... Quando escorreguei, o corpo deu um balanço assim (mostra com as mãos o movimento do corpo) e caí de chapa.
OP - Aí o senhor veio a Juazeiro para se tratar?
Seu Lunga - Eu vim para me tratar. Vim com meu pai. Depois, eu fiquei e meu pai voltou. Fiquei trabalhando numa oficina de ourives. Passei uns tempos nessa oficina.
OP - Quanto tempo?
Seu Lunga - Eu vim para cá em 1947 já para 48. Passei até 1950 trabalhando de ourives. Olha aqui esse anel (mostra o anel no anelar da mão direita), fui eu que fiz. É de rubi. Aí, comecei a negociar cereais. Meu pai trouxe uma tia minha e uma irmã para ficar comigo. Fiquei numa casa lá no caminho do Horto. Aí entendi de me casar, me casei, e minha irmã voltou para lá com minha tia. E eu fiquei, negociando aqui no mercado. Passei uns anos negociando. Depois comprei um motor aqui na rua São Paulo. Naquele época não tinha energia elétrica. Aí comprei as máquinas com o motor. Eu pilava arroz, torrava café, vendia massa de milho, a palha do milho, do arroz... Em 1960, comprei esses dois prédios aqui (onde funciona sua oficina) e queria continuar, mas na época teve uma lero-lero (burocracia) danado. E eu não quis. Então, botei a oficina lá atrás e um camarada consertando televisão, rádio. Agora, de uns tempos desses para cá as coisas “fracaram” e tô só com essa bagaceira de coisas aqui.
OP - Por que as pessoas gostam de brincar com o senhor sobre sua zanga?
Seu Lunga - Olhe, nós estamos num Brasil sem moral. Num Brasil sem respeito. Num Brasil sem Justiça. Porque tem um senhor aqui que escreve uns folhetozinhos (cordel) falando da minha pessoa. Dizendo o que eu não sou, inventando histórias, inventando isso e aqui outro, dizendo que sou o homem mais ignorante do mundo. Mais zangado do mundo. E fica inventando cada vez mais histórias. E o povo compra esses folhetos.
OP - E o senhor fica chateado com isso? Essa fama incomoda?
Seu Lunga - Claro. Todo mundo fica. Você fica satisfeito com o cabra te chamando de fresco? De ladrão? Maconheiro? Sem vergonha? Então, eu não gosto dessa fama.
OP - O senhor se considera um homem feliz depois de tanto tempo aqui em Juazeiro?
Seu Lunga - A pessoa feliz é da pessoa. Agora, tem gente... Chegou aqui um povo vindo de Minas. O rapaz me perguntou: “Seu Lunga, por que o povo lhe chama de ignorante?”. Eu olhei pra ele e disse: “Rapaz, eu acho que o povo me chama de ignorante porque sei ler, sei escrever, sei as operações de conta. Aí, de minha teoria, eu criei um bocado de poesias...”
OP - O senhor faz poesias?
Seu Lunga - Não, eu não faço. Agora, eu faço um discurso, eu crio um discurso da criatura que morre, que deixa a vida material para a vida espiritual, fazendo uma despedida da vida eterna. OP - Como é isso? Recite umas para a gente, só um trecho.
Seu Lunga - Assim: “Meu amigos, eis aqui o destino / Nós estamos aqui reunidos, assistindo a separação dessa criatura que vai deixando a vida material para a vida espiritual / Nós aqui com o coração cheio de dor, de lembrança e de recordação / Dos dias felizes que nós passamos aqui na terra, junto a esta criatura e hoje ele dá um adeus deixando a recordação a seus irmãos, a seus filhos, a seus amigos, a seus parentes / Nós, aqui tristes, sentindo essa separação, mas lá está Jesus, de braços abertos, esperando a sua chegada com seus familiares / Pai, irmão, tio e mãe estão lá comemorando a sua chegada e nós, aqui, com o coração transportado de tristeza, de separação”. E por aí vai...
OP - Isso o senhor fez?
Seu Lunga - Eu crio. Criei uma poesia... Aliás, minhas poesias são mais sobre mulher (risos).
OP - Diz uma para a gente...
Seu Lunga - Peraí. Vou dizer mais de uma. Diz assim: “A mulher pra ser bonita, precisa ser alta e bela / Tendo um corpo desenhado, morena cor de canela / Mas os rapazes da Ribeira estão tudo loucos por ela”. E então?
OP - Ótima. O senhor tem alguma de Juazeiro, do Cariri?
Seu Lunga - Pera. Outra de mulher: “Se a beleza dessa jovem fosse numa Imperatriz / Se o homem do nosso Estado tivesse a sorte feliz / Tivesse ela como esposa seria o mais rico do País”. Então, é boa? Outra da mulher: “Quem me dera ser um pássaro, para no mundo voar / Eu ia para o oceano, depois podia voltar / Mas ia cair em teus braços somente para consolar”. E aí, boa?
OP - Boa sim. Então, o senhor tem sobre o Juazeiro, sobre o Cariri?
Seu Lunga - Não. Quero dizer, só assim algumas palavras. Tem uma que diz assim: “Terra boa o Cariri, tem mangaba e tem pequi / E ao redor de sete léguas, tem muito ‘fí duma égua’ que nega até um pequi”. (risos).
OP - (risos) O senhor tem outras de Juazeiro?
Seu Lunga - Olha, eu fiz uma poesia de caçador: “O pobre do caçador, com fome, descalço e nu, vai à noite pra caçada / Enquanto o tatu na dormida, pouco demora, dá um pulo e vai simbora por ter desgosto da vida”. É como o velho. Não queira ficar velho porque eu fiz uma poesia com velho.
OP - O senhor fez uma poesia com velho? Mas não é pensando no senhor não, né?
Seu Lunga - Não, mas é a mesma coisa (risos). Tanto faz como tanto fez. “Disse o pobre do velho mais a velha, quando vão se deitar, a colcha toda rompida / E um puxa e o outro puxa / E viver aquela sina dá desgosto na vida”. Agora eu fiz uma poesia que diz assim: “Quem não mora muito longe, morando perto é vizinho / Encostado a esta mata, mata que tem espinho / Cada pau tem o seu galho, cada galho tem um ninho / Não vou morar nessa mata por causa dos passarinhos”. Agora tem outra que diz assim: “Morava bem em Juazeiro / Me transportei daqui e fui morar em Salgueiro / Lá existe uma fazenda que só existe um mateiro / Existe também um boi, que é um grande boi madrugueiro / E eu montado em meu cavalo, cavalo muito ligeiro / E eu vou derribar o boi, cavalo, boi e vaqueiro”. Que tal?
OP - Boa demais. Seu Lunga, o senhor tem poesia sobre o Ceará?
Seu Lunga - Não...
OP - O senhor tem essa fama que lhe chateia, mas estamos desfazendo completamente a imagem que o pessoal fazia do senhor.
Seu Lunga - É... (suspira). Ainda bem.
OP - O senhor conta piada?
Seu Lunga - Não, não gosto de piada. Não gosto de piada e aí, tem muito desses camaradas que fazem os cordéis, que botam muita piada. Aí o cabra num vai gostar. Se você ler o cordel com as histórias, nenhuma é minha. Tem um (livro) aí que tem 157 histórias da minha pessoa. Nenhuma é verdade. Nem pensar em ser verdade.
OP - Tudo inventado?
Seu Lunga - Inventado. E histórias de vagabundo. Olha, eles contam aí que eu fui ao açougue. E cheguei lá e comprei uma cabeça de porco. Quando cheguei em casa a mulher disse: “Pra que é?” E eu disse: “Pra criar”. Escuta, eu nunca comprei cabeça de porco. Outros contam que eu estava arrumando as telhas e quebrei as telhas tudinho. Outro conta que eu vinha com um balde de leite, eu nunca carreguei balde de leite. Aí o cabra perguntou: “Seu Lunga, pra que é?”. E eu: “Pra lavar a calçada, e joguei o leite”. Histórias sem pé nem cabeça.
OP - Seu Lunga, como é o nome do senhor?
Seu Lunga - Meu nome mesmo é Joaquim Santos Rodrigues.
OP - O senhor é pai de quantos filhos?
Seu Lunga - Sou pai de 13 filhos.
OP - Treze? Todos ainda vivos?
Seu Lunga - Morreu um agora. São três homens e 10 mulheres.
OP - Seu filhos também não gostam dessas histórias que inventam do senhor, né?
Seu Lunga - Não, claro que não. Essas histórias que o povo conta... Meus filhos admiram a minha pessoa, gostam de mim. Mas eles não acham bom.
OP - Seu Lunga, o senhor é nascido aqui em Juazeiro, saiu, mas já voltou há mais de 50 anos. O que o senhor mais gosta no Juazeiro.
Seu Lunga - Homi, eu gosto do Juazeiro mais por causa do Padre Cícero.
OP - O senhor é devoto dele também...
Seu Lunga - Sou, do Padre Cícero. Você tem muita história do Padre Cícero aqui. Eu ainda tenho fé que ele vai ser canonizado. Você pensando bem, a história do Padre Cícero que o povo contava tem muita coisa... Eu alcancei ele, mas quando ele morreu eu era muito pequeno. Ele morreu em 1934, eu tinha 6 anos.
OP - O senhor chegou a vê-lo alguma vez?
Seu Lunga - Cheguei, eu vi. Me lembro.
OP - Ele já trazia muita gente para cá mesmo?
Seu Lunga - O Padre Cícero tem muita história. O povo conta histórias dele ainda criança. Ele tinha seis anos, estudava no Crato. Aí, tinha uma escola lá e nesse tempo os meninos andavam de chapéu. Os meninos tinham inveja dele, porque ele era muito inteligente. Os professores gostavam muito dele, das conversas dele. Aí, os outros meninos compraram um outro chapéu e botaram no lugar do chapéu do Padre Cícero. E eles ficaram todos curiosos para saber o que o Padre Cícero ia fazer quando chegasse. Aí quando ele chegou, olhou, e não tinha mais graça de botar o chapéu. Não era o dele. Aí ele pegou o chapéu, colocou na parede e ficou sem...
OP - Era um chapéu igual ao que o senhor está usando?
Seu Lunga - Eu não sei como era o chapéu. Quando Padre Cícero era criança isso foi em 1870, por aí. Então, aí o chapéu ficou pregado na parede. E os meninos saíram dizendo que Padre Cícero era feiticeiro, isso e aquilo outro. Tem muitas histórias dele. Tinha um senhor aqui, o Aureliano (Pereira da Silva). Ele já morreu, mas tem um bocado de filhos vivos. Ele mesmo me contou uma história que se passou com ele. Era garoto e foi a Barbalha, a cavalo. Naquele tempo não havia carro. Aí, lá, por volta de 11 horas ele encontrou Padre Cícero. Ele já tinha resolvido o problema dele e ficou acompanhando o Padre Cícero. E quando o sol se enterrou, Padre Cícero disse: Vamo simbora!”. E o camarada pensou: “Meu Deus, como é que nós vamos de noite, de Barbalha pra casa”. Mas eles foram indo, indo e encontraram uma casa. O padre mandou parar. Quando chegaram no terreno da casa, a mulher gritou lá de dentro: “Padre, eu mandei lá, o rapaz já foi duas vezes lá no Juazeiro e não lhe encontrou. E coisa e tal”. E Padre Cícero respondeu: “o que foi que houve?”. “Fulano morreu”, disse ela. E entraram na casa para ver o morto. Padre Cícero disse: “Morreu não, minha senhora”. Puxou o braço dele, apertou a mão e gritou: “Compadre fulano”. Aí o homem, que não estava morto, respondeu: “Me levante e vamos conversar”. O Padre Cícero ajudou o homem a se levantar e deu a extrema unção a ele. Conversou com ele e disse para a senhora: “Agora traga um vela que ele agora vai morrer, mas ele não tinha morrido ainda”. Aí colocou as mãos nele e o ajudou a morrer. Aureliano ficou abismado porque Padre Cícero tinha sentido, lá na estrada, que o compadre dele tava para morrer. Bem, Aureliano, depois disso, ele se casou. A mulher morreu. Casou-se de novo, a mulher morreu de novo. E ele adoeceu. A mãe dele mandou chamar Padre Cícero. Aí a mãe dele perguntou: “Padre, será que ele vai morrer”. E Padre Cícero respondeu: “Vai nada. Ele vai ficar bom. E olhe: ele ainda vai ser pai de 36 filhos”. Aí a mãe dele: “Mas padre, 36 filhos?”. O que se sabe é que ele ficou bom, casou-se mais quatro vezes e foi pai de 36 filhos.
OP - Como era Juazeiro nessa época?
Seu Lunga - Daqui pra lá não tinha casa. Padre Cícero disse uma vez no sermão: “Juazeiro vai emendar com Crato e Barbalha”. E não é que está emendando mesmo?
OP - Tem razão... Tchau, seu Lunga. Foi um prazer.
Seu Lunga - Até logo. Boa viagem.
(Enviada por Flávio Lúcio)

Educação Básica

MEC propõe concurso único para professor
O Ministério da Educação vai entrar em uma área até agora intocada pelo governo federal: a seleção de professores para a educação básica.
Em comum acordo com os secretários estaduais de Educação, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) apresentou uma proposta de concurso nacional para contratação de professores, tanto para as redes estaduais quanto municipais. O primeiro pode ocorrer já no segundo semestre deste ano, se houver adesão.A proposta não é que o MEC faça a seleção no lugar dos governos locais, mas prepare a prova que será usada nos concursos, o que criaria um padrão mínimo nacional.
“Nós discutimos há muito tempo a qualidade da formação do professor. Uma das formas de influenciar essa qualidade seria por meio dos concursos, mas muitos municípios afirmavam que é caro desenvolvê-los”, explica Maria Auxiliadora Rezende, presidente do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed).Os secretários de Educação não só aprovam a medida, como pretendem ir além. Vários manifestaram ontem, na reunião do Consed, a intenção de usar a prova com os professores já na ativa, em avaliações de desempenho para determinar promoções.
A presidente do Consed explica que a avaliação de desempenho para promoção já está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), mas é feita burocraticamente.

Fonte: AE

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Morena do mar - Nara Leão

Agência do INSS em Lavras da Mangabeira

Por Cairo Arruda
(Membro da ACI)
De muitas notícias importantes da Região do Alto Salgado, eu tenho tomado conhecimento através deste BLOG. A mais recente é a que diz respeito à instalação de uma agência do Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS, ainda neste ano, em Lavras da Mangabeira.
Esse benefício – que considero dos mais valiosos para essa Região – será de grande importância para os municípios que a integram: a partir da própria Lavras, Ipaumirim, Baixio, Umari, Aurora, Cedro e Várzea Alegre, cujos habitantes passarão a contar mais ás mãos com uma unidade da Previdência Social, podendo resolver os seus problemas nessa área sem ser preciso se deslocarem para Icó ou Juazeiro do Norte, arcando com mais dispêndio financeiro e desconforto da viagem.
Estou informado de que a Prefeitura Lavrense já dispõe do terreno adequado para a edificação da referida obra e que será doado para tal finalidade.
Realizações desse porte, representam, como que, uma abertura com chave de ouro, da atual gestão da Prefeita Edenilda Lopes de Oliveira Sousa, (em seu segundo mandato), da “Cidade-porta do Cariri Cearense,” que conta com o suporte político-administrativo do deputado federal Eunício Oliveira, seu irmão.
Quero regozijar-me com as comunidades dos municípios citados , mormente, com os segurados do INSS, pelo melhoramento que estão prestes a receber.
Agora, é o momento de as suas lideranças políticas, notadamente, as de Lavras da Mangabeira, mobilizarem-se no sentido de conseguir junto a quem de direito, uma estação de cargas e passageiros (assunto de que já tratei neste espaço) da Ferrovia Trasnordestina (obra federal em andamento), para essa cidade, o que servirá para alavancar ainda mais o seu setor de transportes, reforçando o seu progresso, e beneficiando direta e indiretamente a futura agência do INSS.
Mãos à obra, portanto, os lavrenses de boa vontade e progressistas!!!

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Hora de avaliação


Muitos prefeitos estão avaliando e divulgando através do rádio, jornal, sites e etc. os primeiros 100 dias de gestão. O tempo, naturalmente, não é suficiente para grandes obras mas é tempo suficiente para apresentar as mudanças, as prioridades, o controle dos gastos e a prestação de contas que recebeu da gestão anterior.
Nosso blog já publicou alguns recursos recebidos, não todos, pela prefeitura no ano de 2009 e hoje qualquer cidadão tem acesso às informações dessa natureza. Basta ter um pouco de habilidade e disposição para navegar na internet.
Em alguns municpios, quando a própria prefeitura não toma a iniciativa de tornar transparente o processo de gestão, a Câmara Municipal, algum vereador ou ainda alguma organização da comunidade encarrega-se de fazer um levantamento minucioso e divulgar.
É um dever da Gestão Pública tornar pública as suas ações. É direito do cidadão exigir esta transparência sem que signifique desconfiança, ofensa ou constrangimento. Faz parte do jogo político e do pacto de confiança dos eleitores com os candidatos eleitos.
Ficamos na expectativa de que esta avaliação aconteça e se torne pública na Prefeitura Municipal de Ipaumirim.
A Câmara Municipal é parceira no processo de gestão e portanto também responsável pelos seus sucessos e/ou insucessos.
Aguardamos atentos a avaliação dos 100 dias.
ML

Aprovada MP que permite transferências voluntárias a municípios


Os municípios poderão receber transferências voluntárias da União mesmo se a prefeitura estiver inadimplente após o compromisso firmado com contratos e convênios de repasses. Isso porque a Câmara dos Deputados aprovou, na última semana, o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 4/2009, que altera a Medida Provisória 451/2008.
Antes desta aprovação, municípios que apresentavam alguma inadimplência com a União não tinham direito a receber quaisquer recursos de transferências voluntárias. Agora, a prefeitura tem de estar adimplente apenas no momento em que o convênio ou contrato for firmado. O PLV seguiu para discussão no Senado Federal e ainda precisa ser aprovado pelos senadores.
Como há um cadastro de restrição dos municípios, a MP 451/2008 determina que os órgãos federais responsáveis pela inscrição dos entes nesse cadastro enviem notificação de pendências às prefeituras. Portanto, antes de serem impossibilitadas de receber as transferências, os municípios têm de ser comunicados das pendências constatadas pelo Governo.
Se a irregularidade constatada for revertida, os municípios podem assinar os convênios ou contatos de repasses e recebê-los de acordo com o cronograma nele previsto.

O que são Transferências Voluntárias?


A União repassa aos municípios, aos estados e ao Distrito Federal três tipos de transferências: as Legais, as Constitucionais e as Voluntárias. Nesta última, a celebração é feita por meio de convênios, acordos, ajustes ou contratos. O objetivo é incentivar e realizar obras ou oferecer serviços para a comunidade de interesse dos três entes federativos – União, estados e municípios. No ano de 2008 os municípios do país receberam R$5.281.344 para investir em obras e serviços.

Apostando na transparência


Assistência Social: Municípios têm
que prestar contas até o dia 30 de abril
CNM

O prazo para os municípios prestarem contas das ações executadas na área de Assistência Social referente ao ano de 2008 vai até o dia 30 de abril. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) informa aos gestores que, caso não seja efetuada a referida prestação no prazo estipulado, o município correrá o risco de não receber recursos para o financiamento das ações de assistência social.

A prestação de contas deve ser feita pela internet no Relatório Anual de Execução Técnico-Físico-Financeira de cada município. Antes do município efetuar o registro da prestação de contas no sistema eletrônico, ele deverá encaminhá-la para análise do Conselho Municipal de Assistência Social.

As informações exigidas para que os municípios continuem recebendo os recursos de envolvem detalhes sobre o público atendido e os recursos executados da rede socioassistencial e das atividades realizadas para a prestação de cada serviço.

A CNM recomenda aos gestores o cumprimento do prazo estipulado e não deixem de preencher o relatório das prestações de contas. O objetivo é evitar o corte de recursos e prejudicar os cidadãos com a falta de financiamento das ações socioassistenciais.


Taí uma boa hora da atual gestão e do Conselho Municipal de Assistência Social inaugurar no munícpio o saudável hábito de abrir a caixa preta das contas públicas municipais para conhecimento da comunidade.
ML

Haja água!


O Ceará registrou vários municípios com chuvas superiores a 100 milímeetros até as 7 horas desta quarta-feira, segundo boletim da Funceme. A maior chuva registrada foi em Cedro, 150 milímetros; Ainda choveu muito em Cáriús, 119 mm; Lavras da Mangabeira, 105 mm; Iguatu, 104 m; Icó, 104 mm; Granja, 95 mm; Arneiroz, 86 mm; Caririaçu, 67 mm; Pereiro, 63 mm; Ipaumirim, 61 mm; Aracati, 55.8 mm; e Cascavel, 50 milímetros.
A Funceme prevê mais chuvas no decorrer do período em várias regiões do Estado
A Defesa Civil do Estado, segundo o capitão Luis Carlos, está mandando equipes para verificar problemas registrados em Icó. Várias casas foram atingidas pelas águas. Também outra equipe está sendo deslocada para Lavras da Mangabeira onde, ano passado, houve problemas por causa da cheia do rio Salgado.