Gente de Ipaumirim. Vida de Ipaumirim. Tempos de Ipaumirim. Alagoinha... Ipaumirim...... memória..... raízes... atualidades....... por novos tempos..... novos olhares...... espaço aberto a todos......
domingo, 16 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
Pablo Picasso
"Sou comunista e minha pintura é comunista. Mas, acaso fosse sapateiro, não importaria se monarquista ou se comunista, meus sapatos não seriam diferentes de acordo com minha orientação política.
O Parthenon é só um campo sobre o qual puseram um teto. Se incluíram ali umas colunas e esculturas, é porque havia uma gente em Atenas que por acaso faziam isso e desejavam se expressar. Não é o que o artista faz que importa; importa o que o artista é. Cézanne nunca me interessaria se ele tivesse vivido e pensado como alguém monótono, mesmo que suas maçãs fossem dez vezes mais bonitas. A força de Cézanne é sua ansiedade, esta é sua lição. Veja os tormentos de Van Gogh – este é o drama do homem. O resto é picaretagem.
O que há de errado com o pintor que pinta como outro, que imita outro? É uma ótima idéia. Você deveria tentar pintar constantemente como outra pessoa. O problema é que você não consegue. Você gostaria. Você tenta. Mas é um fiasco. E no momento em que fracassa tentanto é que quem você realmente é aparece."
Pablo Picasso
Fonte: http://pedrodoria.com.br/2008/01/05/uma-entrevista-aos-sabados-22/
Boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o tempo

Marcia Neder
Perfil do povo mineiro
Sempre fui admirador do povo mineiro, dada a sua coragem cívica, espírito libertário e de patriotismo, tendo como exemplo maior, o grande imortal Tiradentes, cujo ato de bravura dispensa comentários.
Como ser político, sou um eleitor frustrado por não ter chegado a ser governado por Tancredo Neves (de saudosa memória), num momento em que a nossa Nação tanto necessitava de um governante da sua estirpe, politico mineiro experiente e de passado limpo, e que tinha tudo para satisfazer às expectativas da grande maioria de brasileiros. Mas, em compensação, o meu primeiro voto foi dado ao também mineiro JK, para presidente da república.
Em conversa com um primo de Fortaleza, (que já havia passado uma temporada em Minas), ao dizer-lhe que aqui vinha residir, ele ponderou-me que os mineiros eram um tanto desconfiados no trato com patrícios de outros estados. Sinceramente, em aqui aportando, (que ele me desculpe!), não vi nada disso. Pelo contrário: deparei-me com um povo muito aberto, solícito, prestativo e solidário.
Encontro-me na hospitaleira cidade de Carmo da Cachoeira, nas margens da rodovia Fernão Dias, dista de Três Corações (berço do Rei Pelé) 40 km e de Varginha (Terra dos ETs) 52 km, respectivamente, por sinal, “nossas salas de visita”, ou melhor, os dois centros populacionais mais desenvolvidos, e para aonde os cachoeirenses acorrem para as suas necessidades nos setores de educação, saúde, comércio, etc.
Essas cidades mineiras estão para Carmo da Cachoeira assim como Cajazeiras-PB está para Lavras da Mangabeira e Ipaumirim, no Ceará.
Como é público e notório, uma localidade pequena muito próxima de uma maior, geralmente, sofre forte influência desta, por uma questão muito lógica, circunstância que, nas mais das vezes, leva a comunidade da menor, a acomodar-se quanto ao seu desenvolvimento, como um todo.
No caso de Carmo, por sinal, o mais antigo dos três municipios, não aconteceu diferente: a sua população está satisfeita com a atual condição de jurisdicionada àquelas Comunas, pertencendo em termos de Comarca, à Varginha, e em relação à Previdência Social, a Três Corações.
Por essas e outras,(que me perdoe o meu Ceará!), eu, já “setentão”, e avô de um mineiro, é por aqui que eu pretendo ficar.
E-Mail: cairomiri@yahoo.com.br
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Carta ao meu neto sobre o Dia Mundial da Alimentação

José Graziano da Silva
E o que se pode fazer nesses momentos de crise para garantir a segurança alimentar das pessoas, esse direito fundamental de todos os seres humanos?
José Graziano da Silva é representante regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO)
Quarta via: A hegemonia do bem?
Obama tem esse privilégio de oferecer ao mundo um momento de hegemonia do bem. Só por isso ficará na história. Esse momento não durará muito. A realidade não costuma demorar quando sai para almoçar. Quando terminar, tudo vai depender do modo como o impulso do bem enfrentará o do mal.
Boaventura de Sousa Santos
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).
Fonte: http://www.cartamaior.com.br/
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Terça poética homenageia Cecilia Meireles
Cecília Meireles
Desejo uma fotografia
como esta – o senhor vê? – como esta:
em que para sempre me ria
com um vestido de eterna festa.
°°°
Como tenho a testa sombria,
derrame luz na minha testa.
Deixe esta ruga, que me empresta
um certo ar de sabedoria.
°°°
Não meta fundos de floresta
nem de arbitrária fantasia...
Não... Neste espaço que ainda resta,
ponha uma cadeira vazia.
Canção
Não te fies do tempo nem da eternidade
Não demores tão longe,
Aparece-me agora,
Lua Adversa
Cecília MeirelesTenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida !
Perdição da vida minha !
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
°°°
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
°°°
E roda a melancolia
seu interminável fuso !
°°°
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Seleção de versos - Tereza Halliday
Cecília MeirelesA seleção de versos abaixo publicada tenho guardada há algum anos. Uma amiga me enviou e eu gostei tanto que agora compartilho com vocês.
1) Ambição gera injustiça / Injustiça, covardia. (Romanceiro da Inconfidência).
2) Mas o canto, mas o sonho / de que modo encontrarão / o que não é vão? ("Praia do Fim do Mundo", in Poemas Escritos na India).
3) ... Vivemos do que perdura, / não do que fomos. ("Quinto Motivo da Rosa", in Mar Absoluto).
4)... Aprendi com as primaveras / a deixar-me cortar e voltar sempre inteira. ("Desenho" in Mar Absoluto).
5) Quem pode ser verdadeiro / sem que desagrade? (Romanceiro da Inconfidência).
6)Tenho vergonha dos meus sonhos de beleza. ("Transeunte"in Mar Absoluto).
7) Cada palavra um folha no lugar certo. (41, in Metal Rosicler).
8) Desarmados de corpo e alma / vivendo do que a dor consente. (36, in Metal Rosicler).
9) Como exígua lançadeira / vou sendo o melhor que posso / de novo e antigo. (Onze, in O Aeronauta).
10) Por mais que seja querida / há menos felicidade / na volta do que na ida. (Oito, in O Aeronauta).
11) Liberdade - essa palavra / que o sonho humano alimenta / que não há ninguém que explique / e ninguém há que não entenda!. (Romanceiro da Inconfidência).
12) Com a ternura humilde e o remorso / dos meus desacertos humanos. ("Elegia a uma pequena borboleta"in Retrato Natural).
13) ... Libertar-me / das paredes, de tudo que aprisiona: / atravessar demoras, vencer tempos / pululantes de enredos e tropeços. ( in Solombra)
14) Como as palavras se torcem / conforme o interesse e o tempo!. (Romanceiro da Inconfidência).
15) Não faças de ti / um sonho a realizar / Vai. (XXIII, in Cânticos).
16) Nada foi projetado e tudo acontecido. ( in Solombra).
17) Não digas que és dono / Sempre que disseres / Roubas-te a ti mesmo.../ Inutiliza o gesto possuidor das mãos. (XX, in Cânticos).
18) Não marques limites ao teu caminho./ A Eternidade é muito longa. / E dentro dela, tu te moves, eterno. (XV, in Cânticos).
19) A sede de ouro é sem cura / e por ela, subjugados, / os homens matam-se e morrem, / ficam mortos mas não fartos. (Romanceiro da Inconfidência).
20) Sede assim - qualquer coisa / serena, isenta, fiel. ("Sugestão", in Mar Absoluto).
21) Tenho fases de ser tua / Tenho outras de ser sozinha. ("Lua Adversa", in Vaga Música).
22) Humildade de amar só por amar, sem prêmio / que não seja o de dar cada dia o seu dia. (Solombra).
23) Meu destino é mais longe e meu passo mais rápido / a sombra é que vai devagar. ("Inscrição", in Mar Absoluto).
24) Porque a vida, a vida, a vida / A vida só é possível / reinventada. ("Reinvenção", in Vaga Música).
25) Construirás os labirintos impermanentes / que sucessivamente habitarás. ("Desenho", in O Estudante Empírico).
26) ... Não sou esta apenas / mas a de cada instante humano / em todos os tempos que passaram. ("Via Appia", in Poemas Italianos).
27) Somos sempre um pouco menos do que pensávamos. / Raramente, um pouco mais. ("Desenho", in O Estudante Empírico).
28) O pensamento é triste, o amor, insuficiente / e eu quero sempre mais do que vem nos milagres. ("Explicação", in Vaga Música).
29) Fala-se com os homens, com os santos / consigo, com Deus... e ninguém / entende o que se está contando / e a quem. ("Amém", in Vaga Música).
30) Só é puro / o silêncio - e exato e claro. / Sempre uma sombra estremece / entre os pensamentos ditos. (Nove, in O Aeronauta).
31) Como hei de acusar ou perdoar? / Nada sei. / Contemplo. ("Contemplação", in Mar Absoluto).
32) Tão pouco somos - e tanto causamos, / com tão longos ecos!. ("Contemplação", in Mar Absoluto).
33) Terra e sol, lua e estrelas / giram de tal maneira bem / que a alma desanima de queixas. ("Amem", in Vaga Música).
34) Eu quero a memória acesa / depois da angústia apagada. ("Desejo de regresso", in Mar Absoluto).
35) Até sem barco navega / quem para o mar foi fadada. / Deus te proteja, Cecília / que tudo é mar e mais nada. ("Beira Mar", in Mar Absoluto).
36) Mando-te um som de vida / em meus rios de espanto. (Solombra).
37) Deus consente que os homens venham / a esta intimidade de amigos / somente por mostrar que se amam / que estão no mundo, que estão vivos. ("Família Hindu", in Poemas escritos na India).
38) Dize-me tu, se é muito tarde / se a vida é longa e a dor é perto / e é tudo feito de acabar-se. ("Serenata", in Retrato Natural).
39) Acordamos despojados, divididos, dolentes / e, exaustos, começamos a recompor / aquilo que, sem nenhuma certeza / supomos no entanto, ser, em alma e esperança. ("Todos acordamos tristes", in Indéditos).
40) Faze a tua palavra perfeita. / Dize somente coisas eternas. (Cânticos).
Em homenagem ao Centenário de nascimento de Cecília Meireles (1901-1964), esta seleção de "versos memoráveis" foi organizada por mim e é compartilhada com aqueles que têm "sede de beleza" e possam encontrar num verso, uma janela para si mesmos e para o mundo. Ela atribuíu esse potencial à poesia, em sua última palestra proferida na Associação Brasileira de Imprensa, em 1963.
Surprise........
Ela diz:
- Deve haver alguma coisa aí, na gaveta da mesinha de cabeceira.
Ele abre a gaveta e encontra a foto de um homem. Preocupado, pergunta:
- É o teu marido?
- Não, tonto! - responde ela, aconchegando-se amorosamente.
- Então, é o teu namorado? - insiste ele.
- Não, são coisas do passado... - responde ela, enquanto dava mordidinha na orelha dele.
- Bem, então quem é? - pergunta o rapaz, já muito desconcertado.
Serenamente ela responde:
- Sou eu, antes da operação...
domingo, 9 de novembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
A desertificação de Ipaumirim
"Moreira citou os debates sobre a exploração ilegal de produtos naturais,realizados em Itaitinga; sobre a gestão participativa do Parque de Jericoacoara; sobre a situação da lagoa do Canabrava; sobre a coleta e o armazenamento do lixo; sobre o programa Ecoelce de reciclagem em troca de desconto na conta de energia; sobre o Dia da Caatinga; sobre a desertificação em Ipaumirim; sobre o litoral do Estado; sobre a ocupação do rio Jaguaribe; sobre o processo de regularização fundiária da União na orla de Fortaleza e sobre a degradação do meio ambiente em Ibiapaba."
(http://www.pvceara.org.br/noticias/texto.asp?id=896&var=noticias&c=noticias)
O REINO ANIMAL
“Estágio intermediário entre o Reino vegetal e o humano, o Reino animal diferencia-se do primeiro pela capacidade de locomover-se, e do segundo pelo predomínio da expressão instintiva.
Os animais em geral desenvolvem a energia da vontade e são sensíveis aos estímulos à atividade. Sobre eles age também a energia da devoção, expressa como domesticidade e estima a seus benfeitores. De certo modo representamos para os animais o que Deus representa para nós. Portanto, maus-tratos e indiferença de nossa parte frustam a natural devoção, que esse Reino está pronto a dedicar-nos”.
A utilidade de certos espécimes ao homem, é de um valor inestimável, mas que não devem ser usados para fins materiais, o que concorre fortemente para desviá-los de sua verdadeira finalidade aqui na Terra.
Como exemplo de utilização de animais para fins de interesse material, citamos a participação de alguns deles em picadeiro de circos, servindo de atração para seus freqüentadores, notadamente o público infantil.
Já com finalidades nobres, temos o caso do cão que exerce a tarefa de guia de cego; de companhia de idosos; de ente querido de adolescentes e solteironas; de amigo fiel de crianças, protegendo-as incondicionalmente, até, em algumas vezes, da própria morte.
Como auxiliar de polícia, na área de segurança e do combate ao crime (tráfigo de drogas, especialmente), o trabalho do cão farejador no auxílio à detecção da condução camuflada de produtos tóxicos, por parte de traficantes, tem sido dos mais valiosos, principalmente junto à Polícia Federal.
A despeito de cão, estamos criando uma cadela de nome Yuk, vivendo solta no nosso quintal, que, por sinal, é um verdadeiro jardim. Logo que chegou ao nosso convívio, maltratava um pouco as plantas mais frágeis. Mas com o devido adestramento, passou a poupá-las, restringindo-se apenas a fazer algumas escavações no solo, pois sua raça é de caçador. Ultimamente, estava atacando os pequenos pássaros que o sobrevoavam (o jardim), chegando a devorar algumas presas, no que foi severamente repreendida pelos seus amos; passando daí, a tratá-los como amigos, e apenas deles correndo atrás, a divertir-se com os seus vôos rasantes.
Yuk é tão dócil, que até a Mirian, que foi mordida por cachorro em plena gravidez da 2ª.filha Kátia, admira-a.
Hoje, todos de casa – do Mandir (meu neto) a Fabiana (sua babá), admiram-na bastante, e a têm como um animal de grande estimação, que não se vende, não se troca e nem se dá.
E-mail: cairomiri@yahoo.com.br























