domingo, 27 de janeiro de 2008

NOTA DE AGRADECIMENTO


A Associação Cultural e Recreativa de Ipaumirim, através do blog, agradece a presença de todos, a colaboração da Prefeitura Municipal de Ipaumirim e dos homenageados que tornaram possível realizar o evento sem custos para a população. Agradece ainda a participação e o apoio das autoridades do município e se sente estimulada para realizar, ainda melhor, o VII Encontro dos Filhos e Amigos de Ipaumirim contando com o apoio de todos os segmentos da nossa comunidade.

No contexto da festa

A Associação Cultural e Recreativa de Ipaumirim (ACRI) melhorou muito a sua programação produzindo seus eventos com planejamento prévio. O VI Encontro de Filhos e Amigos de Ipaumirim obedeceu à programação e atendeu às expectativas. Fez o que prometeu. Isso é bom porque dá credibilidade, legitima a entidade e mostra que respeito é bom e todo mundo gosta.

Missa em Ação de graças pelo VI Enontro de Filhos e Amigos de Ipaumirim
Foto capturada no site da Paróquia de Ipaumirim
A missa celebrada pelo bispo diocesano do Crato, D. Fernando Panico, e o vigário local, Padre Ranilson, teve a participação da comunidade também na leitura dos textos e orações. Meia-noite, no intervalo da festa dançante, a comunidade abraçou a Matriz simbolizando a importância da fé, da solidariedade e da união de todos na construção de melhores tempos. Foi um momento muito bonito porque a comunidade se deslocou da festa, na praça ao lado, para o grande abraço coletivo.
O BAILE

Muita gente, animação e carnaval no tradicional baile que ocorreu na Praça Coronel Luiz Leite da Nóbrega, ao lado da Igreja Matriz. No intervalo, foi lançado o singelo livro de poemas – A arte da poesia, do radialista Cícero Pereira dos Santos. É a segunda vez que a ACRI abre espaço para estimular talentos literários no contexto da festa. O mais foi festa, muita festa..........


Festa na praça
(Foto cedida por Laura Gonçalves da Nóbrega)


No baile, foi protagonizado o acontecimento mais insólito e prosaico, ou, como dizem os mais jovens, o maior mico da festa. Vou compartilhar com vocês esse episódio tragicômico, digno das novelas de Dias Gomes. A conterrânea Zélia Gonçalves, filha de Manu Gonçalves, pintou um quadro muito bonito e entregou a Zenira, diretora social da ACRI, para ser leiloado. O valor arrecadado seria dividido entre a entidade e a paróquia. Na hora do leilão, o quadro foi exposto, de mesa em mesa, e Carlos Zabumba ordenando o pregão. Em determinada mesa, tinha uma mulher (juro que não sei quem é) que, segundo dizem, estava bebiiiiiiiinha, e cobria toda oferta. Quando bateu o martelo, a famosa arrematante disse que o seu lance foi dez reais a menos e, portanto não ia pagar. Aí, de repente, eu entendi porque faltou bebida na festa. A prefeita de Orós, filha de Ipaumirim, para sanar a situação e resolver o impasse, decidiu comprar o quadro. Deixaram a obra junto da orquestra e na hora de entregá-la para a compradora, cadê o quadro? Todo mundo animado brincando o maior carnaval e o quadro S U M I U.......... até hoje ninguém sabe onde foi parar. Houve quadro mas não houve leilão nem venda. prejuízo da ACRI e da Igraja. Quem sabe a gente faz uma enquête aqui no blog: onde foi parar o quadro?



Zenira, diretora social da ACRI, e Fernando Luiz na animação da festa na praça
(Foto cedida por Laura Gonçalves da Nóbrega)


No mais, a festa foi ótima. Mas como nada é perfeito, faltou cerveja – o que é imperdoável - e foi preciso a ACRI sair correndo para providenciar de última hora. A cerveja chegou mas foi um freio na animação da festa. Outro problema é que a distribuição das mesas deveria ter aproveitado melhor o espaço disponível. Embora a praça estivesse lotada, havia condições para uma distribuição mais adequada. Ficaram espaços vazios, as mesas muito próximas e o serviço de bar foi comprometido tanto pela falta de planejamento na quantidade de bebidas quanto pela dificuldade de circulação entre as mesas. Nada disso atrapalhou a animação da festa mas é preciso atentar para esses pequenos detalhes e inclusive melhorar a qualidade das mesas e cadeiras porque tinham algumas um pouco danificadas pelo uso. Acredito que estabelecer critérios com antecipação para a organização do serviço de bar ajude bastante. Também senti falta de alguns petiscos para tira-gosto. Tinha uma barraca grande mas acabou desarmada na hora da festa. Quem sabe, padronizar pequenas barracas em locais estratégicos ajude um pouco a suprir essa demanda no próximo ano.
Foi tudo muito bom e tudo ocorreu com muita tranqüilidade. Rever os amigos e ver famílias inteiras divertindo-se naquele clima amistoso e alegre foi precioso. Parabéns aos organizadores.


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ENTREGA DE TÍTULOS

A solenidade de entrega de títulos de Sócio Benemérito (Jarismar Gonçalves Melo, Sílvia Paula Alencar Diniz e Auxiliadora de Souza) e Honra ao Mérito (Francisco de Assis Mangueira, Paulo Alves e Pedro da Nóbrega Jorge) foi bastante concorrida. Estavam presentes a diretoria da ACRI, o prefeito da cidade, o presidente da Câmara, o juiz, o padre, convidados, familiares dos homenageados e várias pessoas. A organização do cerimonial teve a assessoria de Dr. Franklin Santos, Assembléia Legislativa de Pernambuco, e tudo decorreu conforme o previsto. Muito bonita a voz do rapaz (não sei o nome) que cantou o hino do município (letra de Alberto Moura e música do maestro Rivaldo). Logo a seguir, o coquetel farto e bem servido agradou a todos.

Solenidade da entrega de títulos na Câmara Municipal de Ipaumirim
(foto cedida por Ana Luiza Gonçalves da Nóbrega)

Solenidade de entrega de títulos na Câmara Municipál de Ipaumirim
(foto cedida por Ana Luiza Gonçalves da Nóbrega)

Pedro da Nobrega Jorge recebe o título de Menção Honrosa,
(foto cedida por Ana Luiza Gonçalves da Nóbrega)

A Câmara Municipal de Ipaumirim que fica no 1°andar da Prefeitura Municipal, onde funcionou anteriormente o Banco do Brasil, parece que tem estrutura e instalações para ar condicionado. Mas só parece porque, se tem, não funciona. O calor insuportável deixa todo mundo incomodado. Eu fiquei imaginando como se podem discutir detalhes importantes de algum projeto de interesse no município naquele calor de crematório. Vai ver que é por conta disso que o povo não vai assistir as reuniões e portanto não sabe como se traçam e se tramam os destinos do município. Com todo respeito que tenho pelo legislativo, uma boa ONG embaixo da sombra de um juazeiro tem muito mais conforto para discutir questões polêmicas e enfrentar embates com vontade e garra que nossos vereadores naquela estufa. Quem sabe climatizando o ambiente, a cabeça esfria, as discussões podem até ser mais produtivas e o povo, por sua vez, se interesse mais em estar próximo das questões municipais. Estando mais próximo, escolherá representantes legítimos e comprometidos com os interesses da comunidade. E por falar em Câmara, a frente da prefeitura está bem acabadinha e suja.

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Banda Magnatas

Os magnatas ficaram literalmente entregues a seu destino artístico. Não tinha mesa na praça, a barraca de bebida estava desarmada, o pessoal que não estava interessado nas músicas mais modernosas ficou sem ter pra onde ir. Os magnatas tocaram para uma praça vazia. Desperdício de dinheiro e desatenção com os artistas. Depois, os poucos que assistiam foram embora porque não tinha ambiente de festa. Sempre tem gente que gosta de ficar na praça por conta do calor. Custava pouco colocar as mesas e servir alguma coisa. Afinal a estrutura já estava lá.
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I GRANDE FESTIVAL DE DESAFIOS E POESIA POPULAR DE IPAUMIRIM

I Grande Festival de Desafios e Poesia Popular de Ipaumirim, patrocinado pelo vice-prefeito Leylton Nery, aconteceu na Blitz, no dia 20 de janeiro, apresentando vários cantadores da estirpe de Geraldo Amâncio. Bastante concorrido e prestigiado pelos amantes da cultura popular em toda a região, os comentários foram elogiosos. Mais uma iniciativa de valorização da cultura popular que poderia continuar no próximo dia 20.01.2009 com o II Grande Festival de Poesia Popular de Ipaumirim.
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BLITZ

A Casa de Shows Blitz ofereceu uma programação mais voltada para a turma jovem com várias bandas de forró. Muita animação, muita gente bonita e muito clima para ficar. Haja pegação!!! As fotos da festa da Blitz estão disponíveis no site http://www.ipfest.com/

Bahia e Ceará se entendem na Blitz (Radmila e João Filho)
(Fonte: www.ipfest.com)


TOCA DO JIA

Ponto de encontro tradicional na cidade, a Toca, point de animação e cerveja gelada, ofereceu opções de divertimento aos visitantes.
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CHURRASCARIA TAPETÃO


Ofereceu uma programação alternativa durante algumas noites.
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ENCONTRO DE FAMÍLIAS
Durante o evento, algumas famílias aproveitaram para realizar seus encontros anuais. Entre outros, a Família Gonçalves realizou seu III Encontro e as famílias Nóbrega e Jorge se reuniram, como todos os anos, informalmente, na residência de Socorro Duarte, em noite de muita animação e brincadeira. Todo mundo se divertiu.

(Encontro das famílias Nóbrega e Jorge na casa de Socorro Duarte)

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OS AMIGOS

Reencontrar amigos é sempre o melhor da festa. Nem vou citar nomes para não cometer injustiças.

A cidade em revista

PRAÇA SÃO SEBASTIÃO


Point preferencial dos jovens antes das festas começarem. Muita animação e alegria. O único problema é o barulho excessivo que começa cedo, muito antes da juventude chegar. Observei, num dos dias, que o som começou por volta de três da tarde quando o pessoal se reúne de noite. O município precisa disciplinar a poluição sonora da cidade. O som da Praça São Sebastião precisa ter horário para começar e terminar. Afinal, vivemos no século XXI, tempo em que a maioria do mundo civilizado já disciplinou o uso do espaço público e estabeleceu regras saudáveis de convivência e civilidade. Quem sabe, pode-se baixar alguma norma determinando o volume máximo no espaço público e isso vale para todo mundo. Quem vive entre a difusora da igreja e o som da Praça São Sebastião deve estar com a audição comprometida.
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POLÍTICA LOCAL


As lideranças políticas discutem os arranjos e acordos possíveis. Todo acordo é a favor dos políticos e contra os eleitores. Onde tem acordo não tem compromisso com a comunidade. Acordo político é perversidade com o povo. ACORDA ALAGOINHA!!!! ACORDA ELEITOR!!! Com acordo político, você vai entrar em sono perpétuo e os seus descendentes vão hibernar por, no mínimo, três gerações adiante.
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URBANIZAÇÃO E SANEAMENTO


O centro da cidade está limpinho mas a quantidade de ruas sem calçamento, sem saneamento e o crescimento desordenado demanda ações imediatas de responsabilidade do poder público. As casas arrumadinhas, simples mas bem cuidadas, construídas com dificuldade e as ruas em péssimas condições não correspondem ao esforço das pessoas em procurar melhorar sua qualidade de vida. Morar bem é cidadania.
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SAÚDE DOENTE


O que mais ouvi na cidade foram reclamações contra o atendimento na área de saúde. Falta de médicos, de medicamentos, de equipamentos e até de alimentação adequada para os enfermos tem sido a pauta das conversas quando o tema é saúde.


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EDUCAÇÃO

Outra pauta que circula nas rodas da cidade é a necessidade de melhorar as condições do Colégio Estadual. Muita gente insatisfeita. É difícil trabalhar com educação em tempos sombrios onde só as estatísticas interessam e a qualidade vai para o fim da lista das prioridades. Mas a comunidade junto com professores, diretores e alunos podem virar o jogo. Basta iniciativa, interesse e coragem. Afinal, a escola é de todos e quem não quer ter seus filhos numa boa escola?

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O FUTURO É AGORA


A comunidade precisa buscar alternativas de ocupação para os seus jovens. Implementar programas consistentes na área de cultura e esportes para desenvolver as habilidades de nossos jovens e prepará-los melhor. Se não cuidarmos deles, com certeza, alguém há de cuidar e não ficaremos felizes com isso.
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LANÇAMENTO DE LIVROS


Luma Dore lançou, dia 19, o II volume do livro "Filhos e Amigos de Ipaumirim”, às 19 horas, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ipaumirim. Em destaque: os filhos que voltaram á casa paterna: Fátima Josué, Vianor, Macial Olímpio e Luiz Nery (Lila) e os amigos Luiz Carlos, Olavo de Lima entre outros que prestaram serviço à nossa terra. O livro homenageia (in memorian) Dino Diniz, político do município, Dona Mirô, comerciante, e Sidney Ernane Dore, farmacêutico. O lançamento contou com a presença de Bosco Macedo e Edirceu Freitas. Luma Dore publica no site www. recantodasletras.uol.com.br
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HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO


A precariedade desse setor é complicada. A cidade precisa se organizar e buscar alternativas para atender a demanda. Cajazeiras pode ser um ponto de apoio para hospedagem mas a alimentação tem que ser resolvida no contexto da cidade.
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SEGURANÇA


A Polícia Militar prestou um competente serviço de segurança pública, conteve os excessos sem violência, atendeu às demandas do setor e sua atuação foi muito importante para a tranqüilidade da festa.

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DIVULGAÇÃO DA FESTA DE SÃO SEBASTIÃO


Como sempre, a festa é grande e a divulgação cresce no popular "boca-a-boca". Algumas emissoras de rádio da região têm dado apoio e, esse ano, o Diário do Nordeste abriu espaço no caderno Regional. Mas ainda é pouco, muito pouco. Estamos muito acanhados na área de divulgação. Precisamos profissionalizar esta atividade até porque a Festa de São Sebastião é o cartão de visitas do município.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

AVISO

COMO A INTERNET EM IPAUMIRIM É LENTA DEMAIS, SÓ VOU ATUALIZAR O BLOG CHEGANDO EM RECIFE. ACREDITO QUE SÁBADO OU DOMINGO RETORNAREI OS POSTS COM A RESENHA DA FESTA.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Turismo religioso mobiliza Ipaumirim

Subida da Pedra de São Sebastião
Foto de Erivando Teles
NOVENA
Dia 19.01
Nono Dia
Reflexão: São Sebastião, modelo para todos os cristãos. São Sebastião, que veneramos e invocamos nesta novena, foi, como todos nós, escolhido por Deus para a graça do batismo a serviço da igreja. Ele teve uma vocação particular a qual Deus o chamou, e desempenhou, na Igreja de Roma, um ministério de leigo. Recebeu de Deus excelentes carismas ou dons, para testemunhar a fé, praticar a caridade e padecer o martírio. Sem uma vocação ou dom especial de Deus, ele não poderia ter cumprido os deveres cristãos unidos às funções de militar, e ser coroado, enfim, com a grande graça de derramar o sangue por Jesus Cristo. Todos nós, cada um a seu modo e em seu lugar, fomos também chamados por Deus, primeiramente para o batismo, e depois para testemunhar na Igreja a vida de cristão. Todos recebemos do Espírito Santo dons e carismas, que são nossas qualidades sublimadas pela graça. Temos, certamente, funções ou ministérios na Igreja. Uns como pai de família, outros como jovens, cada um no seu ramo profissional. Nossa grande vocação é a vocação cristã, e nosso serviço à Igreja é o testemunho e a dedicação em qualquer lugar que estivermos. Nesse sentido, podemos e devemos, todos, ver em São Sebastião um exemplar de vida cristã. Os santos canonizados pela Igreja e entre eles São Sebastião nos são apresentados como modelos que devemos imitar, e não somente admirar. Roguemos ao Espírito Santo, ao final desta novena, sejamos capazes de divulgar nosso cristianismo na vida profissional que exercemos, como São Sebastião o fez.
Oração: Senhor, em encerrar esta novena em honra ao glorioso mártir São Sebastião, pedimo-nos o mesmo espírito que o fez tão forte, tão leal, tão dedicado. Infundi, Senhor, em todos nós os dons do Espírito Santo. Fazei-nos descobrir em nós os carismas que nos destes, para colocá-los a serviço de nossa comunidade. Enfim, Senhor, dai-nos, pela intercessão de São Sebastião, sermos perseverantes no cumprimento de nossos deveres cristãos até a morte. Por Cristo nosso senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém. Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai. São Sebastião rogai por nós!
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Subida da Pedra de São Sebastião
Foto de Erivando Teles


Turismo religioso mobiliza Ipaumirim


Com a igreja reformada e a cidade em festa, Ipaumirim é o centro de uma das principais romarias do Ceará durante a Festa de São Sebastião, entre 11 a 20 de janeiro.
De uma pequena manifestação compartilhada pelas cercanias do município, no início do século XX, atualmente, a cidade recebe, visitantes da região Nordeste e das outras regiões do Brasil. Para o vigário local, Pe Ranilson, a romaria expressa a fé do povo. “Vemos positivamente o intensificação da romaria. No dia 20, às 6.30h, teremos a missa na Pedra de São Sebastião, 10h é a missa solene, na Igreja Matriz e às 16h temos a procissão.”
O crescimento do turismo religioso demandou obras de infra-estrutura. A construção do novo acesso, mais espaçoso e mais confortável não foi suficiente para atender a demanda. O antigo acesso foi retomado para facilitar o tráfego dos romeiros. Acompanhando as vias de acesso, a cidade expandiu-se com a formação de novos bairros, instalações comerciais, bares e restaurantes além do comércio ambulante.
O prefeito do município, Dr. Luiz Alves, faz as honras da casa, “Já providenciamos a infra-estrutura de apoio para bem receber cerca de 6.000 turistas.”
O município, localizado numa região extremamente pobre e desassistida, sofreu um processo constante de emigração. O apogeu da borracha, a modernização centralizada na região Sudeste, a fundação de Brasília, a política de ampliação da fronteira agrícola do país, a construção das rodovias federais e, atualmente, a possibilidade da migração externa, representam, em
cada época , o horizonte migratório para a população local em busca de melhores condições de vida.
Raízes culturais e familiares, entretanto, trazem parte destes migrantes durante a Festa de São Sebastião. A concentração da visitação, no período, consolidou a tradição do encontro das famílias e dos amigos. Daí, surge a Associação Cultural e Recreativa de Ipaumirim (ACRI) criada por iniciativa de Zenira Gonçalves Gomes. A ACRI organiza, anualmente, o Encontro de Filhos e Amigos de Ipaumirim promovendo atividades culturais, sociais e religiosas que acontecem no contexto da Festa de São Sebastião. “A ACRI, em 2008, homenageia os filhos e amigos da terra que se destacaram pelos relevantes serviços prestados ao município. Serão entregues títulos de sócio benemérito e de Menção Honrosa aos profissionais empresários: Dr. Jarismar Gonçalves, Dra. Sílvia Paula Diniz, Dra. Auxiliadora Maciel e Menção Honrosa será entregue aos empresários Paulo Alves Freitas, Francisco de Assis Mangueira e Dr. Pedro da Nóbrega Jorge” informa Dr. José Nery Vieira, presidente da ACRI.
Para o empresário Bosco Macedo, “É tempo de confraternização mas devemos priorizar os atos litúrgicos para que voltemos abençoados por São Sebastião.”
As atividades sociais e culturais ocorrem em horários compatíveis com as cerimônias religiosas oferecendo atividades de lazer que atraem o turista que busca diversão. A iniciativa privada cuida dessa demanda oferecendo parques de diversão, bailes, shows, festival de poesia popular, entre outros atrativos, para cativar o visitante. O turista pode provar a rica cozinha regional nas barracas localizadas na Praça da Matriz. Entre os dias 17 e 20 de janeiro, é a hora do agito.
O vice prefeito, Leylton Nery, reitera o convite em nome do município: “Convidamos a todos para visitar o município durante as festividades, ressaltando que os ipaumirinenses são um povo acolhedor, alegre e religioso. Convidamos ainda os amantes da cultura popular para o I Grande Festival de Poesia Popular de Ipaumirim que acontece em praça pública, às 20h, no dia 20 de janeiro”.
Na procissão, o colorido vermelho das roupas e das janelas, bandas de músicas, faixas, cânticos, altares, fogos de artifício e a multidão emocionada que acompanha o cortejo produz um raro espetáculo de cultura popular que caracteriza os fenômenos de folkcomunicação.
No dia 21, a imagem volta a sua capela, no alto da Pedra. É hora de aguardar o milagre de um bom inverno.

Mais informações: http://alagoinhaipaumirim.blogspot.com/ e pelos fones (088) 35671141, 35671016, 35671136 e 35671124.



Texto original enviado ao Diário do Nordeste, foi editado e publicado hoje. Lamentamos a não inclusão do crédito da foto que é de Erivando Teles, o que foi informado com antecedência ao jornal junto com o envio das imagens.


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CONEXÃO IP


VI Encontro de Filhos e Amigos de Ipaumirim cumpre o que prometeu. A missa foi oficiada pelo bispo diocesano do Crato, D. Fernando Panico e pelo pároco Padre Ranilson. Igreja lotada, os fiéis prestigiaram a religiosidade antes de cair na diversão. No intervalo da festa dançante, novamente a comunidade abraça simbolicamente a Igreja Matriz como expressão de fé e fraternidade entre os filhos e amigos da terra.

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A festa na praça trouxe de volta a animação dos antigos encontros. Começando com uma seresta, seguido de outros ritmos e finalmente um grande carnaval animou a comunidade.

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Gente demais na festa dançante, não deu pra ver todo mundo. Entre outros, registramos a presença de Bosco Macedo, Zenira e Terezinha Saraiva, Edirceu, Família Gonçalves, João Rolim e esposa, Família Felizardo, Zezinho de Zé Neco, Família Dias, José Ramos e esposa, Família Marinheiro, João de Donato que não vinha há muito tempo, Leylton Nery, Aldeísio Nery, Alba e Roceli Farias, Nilce de Souza e família, Geórgia Nery e o namorado, Luzanira Alves, Maria e Wilson Alves, José Gonçalves e família, Sérgio Ubaia, Terezinha Nery e Maria Líbia, Família Nóbrega, entre outras, que fizeram a alegria da festa.

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A Família Jorge, como sempre, animadíssima. Zeneide, Lindalva que desta vez trouxe o neto - um dos mais animados - , Salete e filhos, Jerôncio, Zé Lúcio, Roberto, Wescley, Pedro Jorge e Luciene, Fernando, Fátima, Socorro Duarte, Mana e muito mais gente.

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Praça lotada, muito som e muita animação. A organização da festa satisfeita com os resultados. Parabéns, ACRI.

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O lançamento do livro A Arte da poesia, do radialista Cícero, no recinto da festa representa uma abertura da ACRI para outras iniciativas culturais.
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Na terra, JosecyAlmeida (ainda não o vi).

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Zélia Gonçalves doou um belo quadro, pintado pela própria, para leilão com renda a ser compartilhada entra a ACRI e a Igreja. Leilão animado até que o último lance foi dado por uma mulher (?). Martelo batido, a arrematante não honrou o compromisso. Que vexame!!! Vc entendeu? Eu não!!! Para resolver o impasse, a prefeita de Orós, Socorro Souza propôs a compra do quadro. Mas a novela não terminou por aí. Depois, eu conto o resto. Coisas de Ip!

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A maçonaria sempre presente prestando serviços a comunidade. Valeu, irmãos da Loja Maçônica Deus e Ipaumirim.

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A Casa de Shows Blitz lotou com os shows das bandas Zunzueira, Forró Incendiário e Forró Sacode. Muita gente jovem e bonita, a festa terminou as 5 da matina. Hoje, tem mais com Zunzueira, Forró Lenhada e Swing do Forró.
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Muito concorrido o III Encontro da Família Gonçalves que se realiza, hoje, no sítio de Magna.

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Hoje, além das atividades religiosas, a ACRI promove a solenidade de entrega dos títulos e show da banda Magnatas.

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Já começou a visitação mais intensa à Pedra de São Sebastião.

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Na terrinha, conterraneos e amigos residentes no Ceará, Paraíba, Pernambuco, Maranhão, Goiás, Mato Grosso, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Pará. Estou falando apenas dos que eu vi.

Peço desculpas por não agregar fotos da festa ao nosso blog. Fico devendo mas depois faço a publicação das imagens.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Foto de São Sebastião na capelinha no alto da Pedra de São Sebastião
(Foto de Erivando Teles)

NOVENA

18.01

Oitavo Dia

Reflexão: São Sebastião, padroeiro contra pestes e epidemias. A piedade popular tem honrado São Sebastião como Padroeiro contra a fome, a peste e a guerra. Possivelmente porque, em alguma época da história, recorreram à sua intercessão diante do tormento de alguma guerra com suas conseqüências mais aflitas: a fome e a peste que se alastrou atingindo homens e animais. E porque a ajuda do Santo foi propícia nessa circunstância, passou-se a invoca-lo, em especial para que defendesse os animais atingidos ou expostos ao perigo da peste. É grande a confiança de nossos roceiros em São Sebastião. Por todos os rincões do Brasil se implora a proteção deste santo para o gado e todos os animais, na esperança de que sejam livres da raiva e outras epidemias que os atingem. É muito louvável a devoção de nosso povo. E nunca é demais rogar a Deus pela intercessão de um Santo que se tem mostrado tão poderoso. E é de se crer que, tendo ele dado tamanho exemplo de virtude enfrentando o martírio, goze diante do senhor de grande crédito para socorrer-nos. Afastemos, entretanto, de nossas práticas toda supertição. Não atribuamos ao simples fato de ofertar um bezerro a São Sebastião, ou de fazer sua novena, um mágico poder contra os males naturais. Tenhamos confiança na bondade de Deus, que pode revelar-se através de prodígios, sem estar sujeito a determinadas práticas de devoção de nossa parte. É com este espírito de compreensão, que vamos invocar o poderoso Santo, para que seja nosso protetor contra a guerra, a fome, a peste e todas as epidemias.


Oração: Ó Deus, todo poderoso, que tendes manifestado em diversas ocasiões a valia de São Sebastião contra epidemias, pestes e doenças, e também contra a guerra; nós vos pedimos, mais uma vez, pela intercessão de tão heróico mártir da fé, sejamos defendidos do perigo de uma nova guerra e de suas horríveis conseqüências nucleares. Imploramos também de vossa bondade, pelos méritos desse Santo, sejam protegidos os animais de nossos campos de toda a epidemia. Enfim, vos rogamos, Senhor, pelo sangue que São Sebastião derramou, livreis as populações mais sofredoras, particularmente as crianças inocentes, da terrível ameaça da fome que ceifa no mundo tantas vidas. Nós vo-lo pedimos por Cristo nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém. Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai. São Sebastião, rogai por nós!



CONEXÃO IP

Ontem, Ipaumirim ofereceu vários eventos. Toca do Jia, Posto Tapetão, reuniões familiares, na cidade lotada de visitantes não faltou o que fazer.

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Na casa de Socorro Duarte e Josué, animada reunião das famílias Nóbrega e Jorge. Quatro gerações presentes na inauguração da área de lazer da residência. Muita festa e animação embalou o tradicional encontro anual que Socorro oferece para recepcionar os familiares.

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Na Praça de São Sebastião, a música rolou para quem queria dançar. Pena que a cidade ainda não aprendeu a disciplinar o barulho estabelecendo horários que atendam a todos. Resultado: o que poderia ser festivo acaba funcionando como poluição sonora que continua sendo um dos maiores problemas da cidade, mais pelo volume do som que pela qualidade duvidosa da seleção musical. É preciso respeitar as preferências musicais dos que vão a animada noitada da Praça São Sebastião e os ouvidos dos que precisam do mínimo de tranquilidade como, aliás, em todos os locais civilizados.
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Chegando gente de todos os lugares, Pernambuco, Bahia, Ceará, Paraiba, Maranhão, São Paulo, Brasília, Minas Gerais, é dia de festa de amigos.
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Zezinho de Zé Neco na cidade, que bom te ver na festa!!!
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Recepcionando os visitantes, a Associação Cultural e Recreativa de Ipaumirim (ACRI), o Distrito de Felizardo, o empresário Puíca, Supermercado Oliveira, entre outras faixas, saúdam os filhos e Amigos de Ipaumirim.
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A política também vai rolar nos bastidores. Lideranças políticas chegam para o evento. Aguardemos.
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Aniversariando a conterrânea Maria Josué. Felicidades e grande abraço.
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NEWS DA ACRI


O vice-presidente da ACRI, Macial Olímpio, na batalha da organização da festa. A Praça Cel. Luiz Leite da Nóbrega, ao lado da igreja, organizada e ornamentada para a grande festa do VI Encontro dos Filhos e Amigos de Ipaumirim.
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Os homenageados da ACRI encontram-se na cidade para receber os títulos de Sócio Benemérito e Menção Honrosa em evento que recebeu assessoria do cerimonialista Dr. Francklin Santos, Assembléia Legislativa de Pernambuco, uma das maiores autoridades em cerimonial público no Brasil.
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Hoje, a cidade acordou com a cavalgada da Família Gonçalves que realiza amanhã, no balneário de Magna, o encontro anual da Família Gonçalves.
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A Loja Maçônica Deus e Ipaumirim N° 49 é responsável pelo serviço de bar no VI Encontro. O venerável Paulo Gonçalves e esposa preparando um atendimento da melhor qualidade.

Praça Cel. Luiz Leite da Nóbrega onde se realiza o VI Encontro de Filhos e Amigos de Ipaumirim
(Foto capturada do orkut de Macial Olímpio)

ENTREVISTA COM ZENIRA GONÇALVES GOMES

(Por Caio Josué)



Zenira Gonçalves Gomes
Diretora Social da ACRI


Caio - Qual a sua visão sobre as festas de São Sebastião?
Zenira - Eu gosto muito de São Sebastião, ele é o co-padroeiro da cidade, e, na festa dele, a comunidade participa com mais entusiasmo do que na festa da própria padroeira Nossa Senhora da Conceição.

Caio - Como é a participação da sociedade durante as festas religiosas de São Sebastião?
A sociedade participa muito bem, antigamente tinha bailes e tinha uma banda colossal que ia buscar o santo na pedra no dia 11 de janeiro e ia deixar no dia 21. Vem muita gente de fora, a festa é muito conhecida. O povo é muito devoto, vem muitas pessoas de fora que fazem promessas para subir a Pedra de São Sebastião descalço, de joelhos, etc...
E, em 2003, foi criada a Associação Cultural Recreativa de Ipaumirim (ACRI), convocando as pessoas que hoje moram fora do município, para vir para o Encontro dos Filhos e Amigos de Ipaumirim.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

ACRI divulga nomes dos homenageados em 2008

Capela de São Sebastião no alto da Pedra de São Sebastião
Foto de Erivando Teles

NOVENA


Dia 17.01
Sexto Dia
Reflexão:
São Sebastião, padroeiro da agropecuária. Tradicional devoção entre os brasileiros considera São Sebastião padroeiro da agropecuária. Têm-no como o defensor dos campos, e principalmente dos rebanhos. Existe até em muitos lugares o costume de oferecer ao Santo bezerros e porcos com o pedido de que ele defenda os animais contra as epidemias e doenças. Não se sabe essa tradição e o motivo dessa particular devoção dos nossos homens do campo. Seria, por ventura, porque São Sebastião sofreu o martírio numa floresta, amarrado a um tronco de árvore? Ou em alguma época, particularmente difícil para rebanhos, se alcançaram, por intercessão de São Sebastião, especiais graças e milagres de proteção aos bens do homem da roça? De qualquer modo que seja, muitos asseguram ter colocado sob a proteção deste Santo seus rebanhos e ter obtido, por essa forma, sua ajuda miraculosa. Deus pode ter querido secundar o espírito de fé dos roceiros, aceitando como Padroeiro da lavoura e da pecuária este glorioso mártir. Invoquemo-lo, pois, nesta qualidade, implorando sua ajuda para todos os trabalhadores da roça, para suas criações e suas lavouras.

Oração:
Poderoso São Sebastião, a quem reconhecemos singular bondade para com todos os que estão no árduo trabalho da lavoura e no meio de animais; nós vos pedimos, confiantes, por todos os pecuaristas e roceiros, por seus rebanhos e plantios. Obtende de Deus as chuvas para as regiões mais secas, que estão sofrendo. Afastai de todos os rebanhos as doenças e a morte. E fazei com que não falte jamais o pão e a saúde aos que trabalham ganhando o alimento no suor do próprio rosto. Por nosso senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém. Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai. São Sebastião rogai por nós !
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São Sebastião, de Guido Reni (séc XVII), do Museo Palazzo Rosso de Gênova


Trecho do poema em prosa escrito por Yukio Mishima, do livro Confissões de uma Máscara, inspirado em uma reprodução do quadro São Sebastião, de Guido Reni (séc XVII), do Museo Palazzo Rosso de Gênova (reproduzido abaixo). Tradução de Jacqueline Nabeta.


"(...) Contam os anais do martírio que, nos anos seguintes à posse de Diocleciano, quando ele sonhava com o poder sem limites, desobstruído como o vôo de um pássaro por céu aberto, um jovem capitão da Guarda Pretoriana foi acusado e preso por ter adorado um deus proibido. Seu corpo maleável lembrava o de um famoso escravo do Oriente por quem o imperador Adriano se apaixonara, e seu olhar era tal qual o de um conspirador, despido de emoções feito o mar. Era de uma arrogância encantadora. Levava no elmo um lírio branco, oferecido todas as manhãs pelas donzelas da cidade. Enquanto descansava de intensos treinamentos, a flor acompanhava as curvas de seus cabelos viris, e a forma graciosa como pendia lembrava a nuca de um cisne.
Não havia uma só pessoa que soubesse seu local de nascimento, de onde viera. Mas todos pressentiam algo. Que aquele jovem com um físico de escravo e feições de príncipe estava ali de passagem. Que aquele Endimião era um pastor de ovelhas. Que ele, mais do que ninguém, fora escolhido como guardador de rebanhos do mais verde dos pastos, de que não havia igual.
Por outro lado, algumas donzelas acalentavam a certeza de que ele viera do mar. Porque de seu peito podia-se ouvir o bramido das ondas. Porque em seus olhos pairava o horizonte misterioso e inextinguível que o oceano deixa como lembrança no fundo das pupilas daqueles que nasceram na costa e de lá precisaram partir. Porque seu hálito era quente como a brisa do mar no auge do verão, e exalava o odor das algas lançadas à praia.
A beleza que exibia Sebastião, o jovem capitão da Guarda Pretoriana, não estaria destinada à morte? E as robustas mulheres de Roma, com seus cinco sentidos aguçados pelo sabor da boa bebida, de estremecer os ossos, e pelo gosto da carne gotejante de sangue, não teriam elas logo percebido seu malfadado destino, que ele próprio ignorava, não o teriam amado por causa disso? O sangue corria no interior daquele corpo alvo com fúria e velocidade ainda maiores, espreitando a fenda por onde jorraria tão logo dilacerada a carne. Como poderiam as mulheres deixar de ouvir desejos tão intensos de um tal sangue?
Não se tratava de uma vida frágil. Não era, de modo algum, um destino lastimável. Era, antes, insolente e trágico. A ponto de se poder chamá-lo resplandescente.
É provável que, mesmo em meio a doces beijos, a agonia da morte em vida se tenha prenunciado no franzir das sobrancelhas. (...)"*

* Yukio Mishima, Confissões de uma Máscara, Tradução de Jacqueline Nabeta, Companhia das Letras, São Paulo, 2004.

CONEXÃO IP

ACRI DIVULGA OS NOMES DOS HOMENAGEADOS PELA ENTIDADE EM 2008

O presidente da Associação Cultural e Recreativa de Ipaumirim (ACRI), Dr. José Nery Vieira, anuncia os nomes dos filhos e amigos de Ipaumirim que receberão, dia 19, às 20h, os títulos de Sócio-Benemérito e Menção Honrosa da entidade, em cerimônia a ser realizada na Câmara Municipal.

Sócio-Benemérito
Dr. Jarismar Gonçalves de Melo
Dra. Maria Auxiliadora Maciel
Dra. Sílvia Paula Gonçalves Diniz
Menção Honrosa
Sr. Francisco de Assis Mangueira
Sr. Paulo Alves Freitas
Dr. Pedro da Nóbrega Jorge

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

A história e as histórias de São Sebastião.

SÃO SEBASTIÃO
Agnolo Bronzino [Pintor Italiano, 1503-1572 - Maneirismo].

NOVENA


16.01
Sexto Dia

Reflexão: São Sebastião, padroeiro da agropecuária. Tradicional devoção entre os brasileiros considera São Sebastião padroeiro da agropecuária. Têm-no como o defensor dos campos, e principalmente dos rebanhos. Existe até em muitos lugares o costume de oferecer ao Santo bezerros e porcos com o pedido de que ele defenda os animais contra as epidemias e doenças. Não se sabe essa tradição e o motivo dessa particular devoção dos nossos homens do campo. Seria, por ventura, porque São Sebastião sofreu o martírio numa floresta, amarrado a um tronco de árvore? Ou em alguma época, particularmente difícil para rebanhos, se alcançaram, por intercessão de São Sebastião, especiais graças e milagres de proteção aos bens do homem da roça? De qualquer modo que seja, muitos asseguram ter colocado sob a proteção deste Santo seus rebanhos e ter obtido, por essa forma, sua ajuda miraculosa. Deus pode ter querido secundar o espírito de fé dos roceiros, aceitando como Padroeiro da lavoura e da pecuária este glorioso mártir. Invoquemo-lo, pois, nesta qualidade, implorando sua ajuda para todos os trabalhadores da roça, para suas criações e suas lavouras.

Oração: Poderoso São Sebastião, a quem reconhecemos singular bondade para com todos os que estão no árduo trabalho da lavoura e no meio de animais; nós vos pedimos, confiantes, por todos os pecuaristas e roceiros, por seus rebanhos e plantios. Obtende de Deus as chuvas para as regiões mais secas, que estão sofrendo. Afastai de todos os rebanhos as doenças e a morte. E fazei com que não falte jamais o pão e a saúde aos que trabalham ganhando o alimento no suor do próprio rosto. Por nosso senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém. Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai. São Sebastião rogai por nós !

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ORAÇÃO A SÃO SEBASTIÃO

Oração para livrar de muitos perigos, fechar o corpo e quebrar as forças dos inimigos carnais do demônio e aplacar a guerra consumidora, etc.

Oh! meu glorioso mártir São Sebastião! soldado fiel e servo de Nosso Senhor Jesus Cristo assim como vós fostes mártir transpassado e cravado com agudas setas num pé de laranjeira por amor de Nosso Senhor Jeus Cristo filho de Deus vivo e onipotente, criador do céu e da terra.
Eu criatura de Deus imploro a vossa divina proteção perante Deus. Os anjos, santos apóstolos, mártires, arcanjos e a todos que estão na divina presença do Eterno Pai, filho do Espírito Santo.
Imploro o vosso divino auxílio e proteção, que guardai-me e defendei-me dos meus inimigos, andando, viajando, dormindo, acordado, trabalhando e negociando quebrantai-lhe as suas forças, ódio, vingança, furor ou qualquer mal que tiverem contra mim.
Olhos tenham não me vejam; mão tenham não me peguem nem me façam mal nenhum pés tenham, não me persigam, boca tenham, não fale e nem mintam contra mim, armas, não tenham poder de me ferir, cordas, correntes não me amarrem as prisões para mim se abram as portas, arrebentem-se as chaves, esteja eu livre de guerra, o meu corpo esteja fechado contra todo mal que houver contra mim: fome peste e guerra, com o poder de Deus Padre, Deus Filho, Deus Espírito Santo, Jesus Maria José, pela sagrada morte e paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelas sete espadas, de dores de Maria Santíssima.
Com o seu divino manto me cubra e encape dos meus inimigos. Eu criatura de Deus fecharei o meu corpo contra todos os perigos, naufrágios, infortúnios e adversidades de minha sorte, com Deus andarei servirei viverei e feliz serei.
Eu criatura de Deus me uno de corpo e alma ao meu redentor, Jesus Cristo perdão de meus pecados, senhor Deus, paz, a minha alma Senhor Deus, lembra-se dasalmas meus pais, amigos parentes e inimigos senhor Deus dai-me saúde e força, valor para sofrer com paciência as fraquezas do meu próximo.
Arrancai e quebrantai de mim os mais pensamentos e fraquezas.
Lembra-te de mim lá no teu paraíso como lembra-te do bom ladrão na cruz do Calvário. Amém.


N. B. Reze três pai-nossos, três creio em Deus Pai e ofereça ao mártir São Sebastião e à Virgem Nossa Senhora das Dores pelas cinco chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para aplacar a soberba, o ódio, a vingança, a inveja, o crime dos homens, guerra consumidora que assola o mundo inteiro, e fechar o teu corpo e alma contra todos os perigos e as tentações do demônio.


Virtudes Poderosíssimas.


Serão bem-aventuradas e felizes todas as pessoas, homens, mulheres e meninos que consigo trouxerem esta divina oração andando dia ou noite, estão livres dos grandes perigos, presentes e futuros, o seu corpo viverá fechado contra todos os males, e os inimigos não terão mãos nem forças para lhes ofender.
A peste e todos os bichos peçonhentos, cães danados e cobras, não lhes ofenderão.
Com a força desta oração será aplacado o furor da justiça, das injustiças dos maus homens; será aplaca a peste em qualquer lugar: (cidade, vila ou povoação) Será aplacada a ira do inimigo contra si.
Todos que trouxerem esta oração consigo, estarão isentos de perigos, podendo tê-la em casa ou trazê-la consigo em suas viagens por terra e águas, os males afugentar-se-ão de si.
Note: quem trouxer consigo esta oração, seja em segredo (isto é) em suas viagens.
O que não acreditar nesta oração e blasfemar dela, será castigado. O seu corpo será aberto à peste e à guerra e ao inimigo, e seus amigos lhe farão traição.
Com a força desta oração, qualquer mulher estando em perigo de parto será logo aliviada.
Uma pessoa estando com uma grande dor em agonia, botando-a no pescoço será logo aliviada, ou outro incômodo será o mesmo.
Foi aprovada por vários arcebispos e bispos do Brasil e Portugal. Recomendada a todas as pessoas pelo virtuoso e digno sacerdote Padre Cícero Romão Batista.
F I M
(ARAÚJO, Alceu Maynard. Medicina rústica

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A história e as histórias de São Sebastião.
(Karla Hansen)



Oficial cristão nas legiões romanas

Sebastião nasceu na França, no final do século III depois de Cristo, e ainda pequeno mudou-se com a família para Milão, onde cresceu e foi educado sob princípios do cristianismo. Nessa época, a região era dominada pelo Imperador Diocleciano, que, como seus antecessores, perseguia os cristãos por estes serem considerados inimigos do Estado.

Quando jovem, Sebastião se alistou no serviço militar de Roma e tornou-se, em pouco tempo, um dos oficiais prediletos do Imperador e comandante de sua guarda pessoal. Mas, secretamente e valendo-se de seu alto posto militar, Sebastião fazia visitas freqüentes aos cristãos que se encontravam presos para serem levados ao Coliseu, em que seriam devorados por leões ou mortos em lutas com os gladiadores, para o puro deleite dos romanos. Com palavras de consolo e de ânimo — fazendo-os acreditar na salvação da vida após a morte, segundo os princípios do cristianismo —, Sebastião ajudava os prisioneiros a enfrentar o martírio que os aguardava. Mas a fama de benfeitor dos cristãos logo se espalhou e fez com que Sebastião fosse denunciado ao Imperador por um soldado. Diocleciano, que perseguia e expulsava os cristãos de seu exército, foi mais tolerante com o oficial predileto. E mesmo diante de tal traição, o Imperador ainda tentou fazer com que Sebastião renunciasse ao cristianismo. Diante do Imperador, Sebastião não negou a sua fé e foi condenado à morte, sem direito a apelação. Diocleciano, então, deu ordem a seus soldados para o alvejarem com flechadas e depois o deixarem sangrar até morrer. Vem daí a imagem imortalizada do santo, amarrado a um tronco e com o corpo perfurado por flechas. Mas não é desta vez que Sebastião vai morrer. À noite, algumas mulheres — lideradas por Irene, esposa do mártir Castulo — foram ao lugar da execução para tirar o corpo e dar sepultura a Sebastião. Qual não foi seu espanto ao verem que Sebastião estava vivo! Elas, então, o levaram e cuidaram de suas feridas. Já restabelecido, o determinado Sebastião voltou a disseminar o cristianismo, só que dessa vez sem se esconder. Ao invés disso, ele voltou a se apresentar a Diocleciano para lhe pedir que deixasse de perseguir os cristãos. Ignorando os pedidos de seu ex-oficial, o Imperador ordenou que Sebastião fosse espancado até a morte e que seu corpo fosse jogado nos esgotos de Roma, para que não fosse venerado como mártir pelos cristãos. Era o ano de 287 d.C. e uma mulher chamada Luciana, mais tarde canonizada como Santa Luciana, sepultou-o nas catacumbas. Quase 400 anos depois, o Imperador Constantino, que entrou para a história por ter se convertido ao cristianismo, construiu uma basílica para abrigar os restos mortais de Sebastião, onde se encontram até hoje. Nessa época, Roma estava sendo assolada por uma terrível peste e conta-se que a epidemia simplesmente desapareceu a partir do translado das relíquias do mártir, que passou a ser venerado como santo padroeiro contra a peste, a fome e a guerra.


São Sebastião no Brasil


A devoção a São Sebastião chegou ao Brasil com os portugueses, que além de devotos do santo eram seguidores da mística que girava em torno de D. Sebastião, rei de Portugal, que morreu muito jovem, numa batalha na África, em 1578. Essa crença dá origem ao Sebastianismo, que não tem nada a ver com a história de São Sebastião, mas sim com D. Sebastião e com uma série de lendas em torno de sua vida e morte, entre as quais a de que o rei não teria morrido e retornaria num dia de nevoeiro para ocupar novamente o trono e fundar um império universal sob a regência portuguesa.


São Sebastião do Rio de Janeiro


Como se sabe, São Sebastião é um santo muito popular no Brasil. Ele é o padroeiro do município do Rio de Janeiro, dando seu nome à cidade, desde sua fundação, por Estácio de Sá (1° de março de 1565). Reza a lenda que, na batalha final que expulsou os franceses que ocupavam o Rio, São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os franceses calvinistas. Além disso, o dia da batalha coincidiu com o dia do santo, celebrado em 20 de janeiro.

Pesquisando mais


A pesquisa sobre São Sebastião nos levou ao Império Romano, à fundação da cidade do Rio de Janeiro e também à guerra do Contestado, pela demarcação de fronteiras entre os estados de Santa Catarina e Paraná, considerado um dos mais importantes movimentos sociais do Brasil, ocorrido entre os anos 1912 e 1916. Contestado era o nome da região em que ocorreu o conflito e onde já existia uma predileção pela imagem de São Sebastião. Mas foi durante a guerra que São Sebastião passou a ser associado a um Exército Encantado, do qual seria o comandante. Sua imagem foi-se aproximando do cotidiano dos rebeldes. Infundindo confiança na vitória, conferindo poder às ordens dos líderes, São Sebastião e seu Exército representaram, para os rebeldes, a garantia da vitória sobre a "ordem do demônio", representada pelas tropas oficiais do exército brasileiro.

No ano de 2000, Gilberto Gil e Milton Nascimento lançaram a canção “Sebastian”, em que associam a imagem castigada do santo padroeiro do Rio de Janeiro à violência urbana que também castiga a bela cidade.

SEBASTIAN

(música de Gilberto Gil
letra de Milton Nascimento)

Sebastian, Sebastião
Diante da tua imagem
Tão castigada e tão bela
penso na tua cidade
Peço que olhes por ela
Cada parte do teu corpo
Cada flecha envenenada
Flechada por pura inveja
é um pedaço de bairro
é uma praça do Rio
Enchendo de horror quem passa
Oô cidade, oô menino
Que me ardem de paixão
Eu prefiro que essas flechas
Saltem pra minha canção
Livrem da dor meus amados
Que na cidade tranqüila
Sarada cada ferida
Tudo se transforme em vida
Canteiro cheio de flores
pra que só chorem, querido,
Tu e a cidade, de amores.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Vice Prefeito convida para a Festa de São Sebastião e anuncia o I Grande Festival de Poesia Popular de Ipaumirim

Ipaumirim visto da Pedra de São Sebastião.
NOVENA
15.01
Quinto Dia
Reflexão: São Sebastião padroeiro contra a violência. O mártir São Sebastião não foi somente uma vítima da perseguição romana. E nem mesmo simplesmente mártir como milhares de outros cristãos. O suplício que sofreu se caracterizou por dupla violência brutal contra sua pessoa. Primeiramente, São Sebastião foi entregue aos algozes para ser morto a flechados. Amarrado a um tronco de árvore, dispararam contra seu corpo numerosas flechas. Deixaram-no esvaindo-se em sangue, crentes que já estivesse morto. Uma senhora piedosa encontrou na floresta, levou-o para casa e ele se salvou. Segunda vez, porém, foi aprisionado quando apareceu diante do imperador, em uma festa pública. E então o mataram a cacetadas, barbaramente, diante da multidão. Ele foi, assim, duplamente martirizado, e duplamente agredido de modo violento. Pode ser considerado, no céu, o Padroeiro contra a violência. Em nossos dias, vivemos todos aterrorizados com a violência reinante por toda à parte e que nos ameaça constantemente. Nos grandes centros como nas cidades pequenas, o roubo, o assassinato a sangue frio, e mesmo a barbaridade com que homens sem alma atentam contra a vida alheia, são motivos de pânico e de horror. Estamos sempre sob o signo do medo. Peçamos ao poderoso São Sebastião, que experimentou duplamente o impacto da violência brutal, que nos assista e nos proteja. Que ele, por seu poder intercessor, livre nossas casas, nossas famílias e nossas pessoas do perigo de agressões violentas. Peçamos sobretudo que ele obtenha do céu para os criminosos o perdão e a mudança de coração.
Oração: São Sebastião, que fostes atingido por tão grandes sofrimentos e foste duas vezes vítima de violências; olhai para o nosso mundo tão violento, tão agressivo e perigoso. Tende piedade de todos nós somos constantemente perturbados pelo medo. Valei-nos nos momentos de ansiedade, livrai nossas casas do perigo dos assaltos e nossas vidas da ameaça da violência dos ladrões e criminosos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém. Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai. São Sebastião rogai por nós !
ORAÇÃO
Ó Glorioso mártir São Sebastião:
Nas minhas dúvidas, orientai-me;
Com vossa espada poderosa, salvai-me;
Da fome e das doenças, afastai-me;
Das setas do maligno, defendei-me,
Dos vícios e das drogas, libertai-me;
O caminho da Justiça e da verdade, mostrai-me;
Com o sangue precioso que derramastes, lavai-me;
Santo Guerreiro da Justiça e da Vida, amparai-me;
Das secas, das tempestades e da guerra, livrai-me;
Com o fogo do Espírito Santo, transformai-me;
Do medo e da violência, protegei-me;
Com a Santíssima Virgem Maria, abençoai-me;
Na hora de minha morte, serenai-me e conduzi-me em vossa companhia ao Reino celestial.
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MARTÍRIO DE S. SEBASTIÃO ", PAINEL PROTOMANEIRISTA PINTADO POR GREGÓRIO LOPES (1536) PARA A CHAROLA DO CONVENTO DE CRISTO EM TOMAR

O mártir está atado à coluna sobre o plinto de mármore. Já três setas lhe entraram nas carnes. A cabeça – circundada por um duplo halo – cai-lhe para a banda esquerda, mas nenhum sinal de dor se reflecte na fenda da boca e os olhos ainda não se fecharam por completo sob a cortina das pálpebras. Atentemos nos dois sagitários que ocupam o primeiro plano do painel. Só um deles, o que vemos à direita em uniforme militar quinhentista, assesta a sua arma sobre o corpo do mártir. O besteiro que está à esquerda parece apontar na direcção do verdugo do arco. Seria assim um protector do supliciado. Das três setas que lhe trespassam o corpo, uma só por sorte não atravessou o coração, o que representaria morte imediata por falência do aparelho circulatório. Outra está alojada na região do rim, um órgão vital, embora subsista incólume o rim direito e esse seja fisiologicamente suficiente para assegurar as funções depurativas próprias destes órgãos. A última entrou-lhe pela zona lateral do tórax, só por milagre não terá causado danos no pulmão. Não admira pois que após estas setas e mais as que se seguiram sem que delas pudesse o artista dar testemunho, se tenham convencido os carrascos da morte de Sebastião.

Sebastião era militar do exército romano no tempo dos imperadores Diocleciano e Maximiano. Corriam severos aqueles anos do final do século III, já se sentia vacilar o poder de Roma, e Diocleciano perseguia os prosélitos da fé cristã em todos os cantos do seu vasto Império. Veja-se que até à cidade de Olisipo, na distante província da Lusitânia, chegava a mão do implacável perseguidor: o martírio dos irmãos Veríssimo, Máxima e Júlia, ousados violadores dos éditos imperiais que proibiam a religião cristã. Sebastião, voltemos a ele, era um bom soldado. Tão bom e apreciado pela hierarquia militar que lhe foi atribuído o comando da primeira coorte imperial. A ingratidão de Sebastião, no entanto, não podia ter sido maior. Convertido ao cristianismo, aproveitou-se da sua posição de comando para catequizar os subordinados, subvertendo a disciplina castrense e prejudicando a religião oficial do Estado. E foi mais longe: tirando partido da sua posição e influência, converteu Nicóstrato e sua mulher Zoe, destacados cidadãos romanos; levou para a fé cristã Tranquilino, pai de Marco e Marcelino, mártires que viriam a merecer a graça da canonização; converteu também Cláudio, outro cidadão que pertencia à nata da sociedade de Roma, assim como as suas duas filhas. Foi por este cúmulo de acções, e pelo mais que a História não regista mas de que se suspeita, que Sebastião sofreu o martírio tal como vemos agora na obra do artista.

Detenhamo-nos então no painel. O besteiro protector de Sebastião, que vemos orientar a arma na direcção do archeiro seu colega, não apresenta o mesmo uniforme militar. Pelo trajo que usa e pela grossura do porte, comparando com os retratos da época, parece-se mesmo com o senhor D. João III, rei de Portugal, possível doador da obra para a charola do Convento de Cristo. Nessa qualidade, como era então usual, podia ser representado na pintura. D. Manuel, por exemplo, aparece como rei mago em vários retábulos de que foi doador. Por que razão não havia D. João III de figurar no painel como defensor do mártir? Tal representação teria a força de um voto. E a verdade é que, por graça concedida ou simples coincidência, viria o Rei a ter como sucessor no trono o seu desejado neto D. Sebastião, assim baptizado por ter nascido a 20 de Janeiro de 1554, dia do ano consagrado aos festejos do santo. Reparemos agora nas mãos de Sebastião – duas mãos direitas. A mão direita verdadeira está sobre a cabeça, o braço preso à coluna. A outra mão direita, a falsa, pois no seu lugar deveria estar a esquerda, surge por trás do corpo ao nível da cintura. Não tenhamos dúvidas, é uma mão direita que ali se mostra – a ser a esquerda não nos daria o polegar e o indicador na primeira linha da representação. Ora não é crível que um artista de tão alto gabarito, pintor régio de D. João III, formado na oficina de mestre Jorge Afonso, conhecedor das fulgurações das artes flamenga e italiana, se tenha enganado no desenho como um simples principiante. Grande era a arte deste mestre. Só em Tomar passou ele três anos de intenso labor, em plena maturidade criativa, realizando painéis para a charola do Convento de Cristo: além de “Martírio de S. Sebastião”, hoje no Museu Nacional de Arte Antiga, pintou o painel “Senhora dos Anjos”, que repousa no mesmo museu, estando ainda no local primitivo os painéis “S. Bernardo” e “Santo António Pregando aos Peixes”. E para o altar-mor da Igreja de São João Baptista, templo então dependente da Ordem de Cristo, realizou o artista o retábulo de que restam as peças “Degolação” e “Apresentação da cabeça de S. João Baptista”. Se um pintor desta craveira dá em trocar os dedos de uma mão de tal forma que a mesma passa de sestra a destra, alguma razão teria para o fazer.

E entramos na segunda parte da história de Sebastião. Julgado morto pelos seus algozes, o corpo cravado de setas, foi deixado na praça pública como exemplo, para que se soubesse de que forma o poder imperial castigava a deslealdade. Mas pela noite passou pelo local uma pobre viúva, de nome Irene, que vendo aquele corpo inanimado, ainda com um sopro de vida, o recolheu e tratou.Milagre ou mero resultado dos esforçados cuidados de Irene, Sebastião sarou. A seguir, vem a parte mais surpreendente da história: Sebastião decide apresentar-se a Diocleciano e reafirmar a sua fé cristã, declarando-se disposto a continuar a campanha de conversões, o que não agradou, como é de calcular, ao imperador. Daí que tenha ordenado a sua detenção imediata, mandando-o açoitar até à morte. E aqui está um paradoxo iconográfico que não sabemos como explicar, pois Sebastião não morreu das setas mas sim a golpes de chicote, e tal martírio raramente se vê representado nas imagens devotas.

Narrativa hermética, esta que o artista nos dá. Não só pelos dedos trocados, em que alguém já pretendeu ver uma referência à relíquia de S. Sebastião, um rádio do braço direito, saqueada por Carlos V de uma igreja de Roma, em 1527, e oferecida ao seu cunhado D. João III . A representação de duas mãos direitas, sendo a mão uma extensão do braço, teria um forte poder invocativo de tão importante relíquia. Mas também pelos múltiplos planos de difícil decifração em que se desdobra o painel para além do óbvio sacrifício de Sebastião. Uma coisa, no entanto, é clara: conta-se aqui uma história de intolerância religiosa. O evidente martírio de Sebastião, mas também o fanatismo de sinal contrário que se figura no plano do painel à direita do archeiro quinhentista. É visível que ocorre aí uma imolação pelo fogo: dois mártires estão presos aos mastros sobre a fogueira, alguém levanta uma cruz em direcção a eles, e uma grossa coluna de fumo sobe nos ares. Um auto-de-fé. Em 1536, ano da possível execução da obra, foi introduzida a Inquisição em Portugal. O artista não desperdiçou a oportunidade de testemunhar o momento histórico. Facilmente se passa de perseguido a perseguidor. É só deixar andar a roda do tempo. Uns anos mais tarde, em pleno delírio inquisitorial, já não poderia o artista fazer uso de tamanha liberdade criativa. Veja-se esta passagem das “Constituições Sinodais”, de 1565, divulgada pelos bispados portugueses a propósito da representação das “santas imagens”:

“…que as imagens sejão esculpidas, ou pintadas com muita decência, & que não contenhão, ou representem, cousas vãas, supersticiosas, ou aphocrifas, ou que dem (sic) ao povo occasião de erro, ou escandalo (…), que não incluam pessoas particulares vivas, ou defuntas, e que se conformem com os Mysterios, vida & milagres dos originais, que representarão, & assi na honestidade dos rostos, perfeição dos corpos, & ornato dos vestidos."

FONTE: http://sonhocomandavida.blogspot.com/2006/03/martrio-de-s-sebastio-painel.html

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FESTIVIDADES DE SÃO SEBASTIÃO EM IPAUMIRIM



O município de Ipaumirim, que dista 420 km de Fortaleza, vive nos dias 18, 19 e 20 de Janeiro as festividades do seu co-padroeiro São Sebastião. A romaria do santo atrai para a cidade milhares de devotos de várias partes do país sendo que dos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e o Pernambuco por serem mais próximos, concentram o maior número de fiéis.
As comemorações religiosas alusivas a São Sebastião tem algumas nuanças bastantes peculiares. No dia 18 de Janeiro, os eventos realizados são voltados para a confraternização dos filhos da terra que nesse período vêm ao município para rever familiares e amigos e na noite desse dia revivem com saudade os bons momentos do passado através do “Carnaval da Saudade”. Essa atividade é realizada na Praça da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município.
O dia 19 de Janeiro tem como característica a parte mais festiva e social do evento. Nesse dia toda a população do município, bem como os visitantes, divertem-se nos bares e praças da cidade sendo que a noite uma grande atração musical faz show numa casa de forró, que fica superlotada e é bastante concorrida.
No transcorrer do dia 20 de Janeiro, dia dedicado a São Sebastião, no período da manhã, inicia-se a romaria à Pedra de São Sebastião, uma elevação rochosa que fica próxima da cidade e para a qual os devotos do soldado romano que se converteu ao cristianismo, deslocam-se e a sobem para assistir missa e com intuito de pagar promessas. Ainda no período da manhã desse mesmo dia é possível a todos os ipaumirinenses e aos visitantes se divertirem dançando muito forró nas casas de shows da cidade. No dia 20 durante a romaria a população do município praticamente dobra o que deixa a cidade com trânsito difícil, sendo comum os engarrafamentos nas partes centrais, bem como nas ruas que dão acesso à Pedra de São Sebastião. Esse fato demonstra a grandiosidade da festa e a necessidade de melhorar a infra-estrtura da cidade numa perspectiva futura.
A partir das dezesseis horas do dia 20 inicia-se o ponto alto da festa que nesse momento desnuda-se de atividades profanas e veste-se de toda religiosidade envolvida na Procissão de São Sebastião, onde milhares de fiéis percorrem as principais ruas da cidade levando a imagem do santo até a Igreja Matriz onde ocorre missa campal e uma grande queima de fogos para homenagear o santo co-padroeiro do município.
Na oportunidade, convidamos a todos para visitar o município durante as festividades, enfatizando que os ipaumirinenses são um povo acolhedor, alegre e bastante religioso. E aproveitamos ainda para convocar os amantes da poesia popular para um I Grande Festival de Poesia Popular de Ipaumirim, em praça pública, às 20:00hs, dia 20 de janeiro, com a presença de mais de 12 poetas renomados no pais como Geraldo Amâncio, Louro Branco, Moacir Laurentino e tantos outros que fazem a cultura popular de nosso país.

Leylton Nóbrega Nery

Vice-Prefeito de Ipaumirim

Patrocinador exclusivo do evento: I Grande Festival de Poesia Popular de Ipaumirim