Gente de Ipaumirim. Vida de Ipaumirim. Tempos de Ipaumirim. Alagoinha... Ipaumirim...... memória..... raízes... atualidades....... por novos tempos..... novos olhares...... espaço aberto a todos......
domingo, 27 de janeiro de 2008
NOTA DE AGRADECIMENTO
No contexto da festa
Muita gente, animação e carnaval no tradicional baile que ocorreu na Praça Coronel Luiz Leite da Nóbrega, ao lado da Igreja Matriz. No intervalo, foi lançado o singelo livro de poemas – A arte da poesia, do radialista Cícero Pereira dos Santos. É a segunda vez que a ACRI abre espaço para estimular talentos literários no contexto da festa. O mais foi festa, muita festa..........
Festa na praça
Zenira, diretora social da ACRI, e Fernando Luiz na animação da festa na praça(Foto cedida por Laura Gonçalves da Nóbrega)
No mais, a festa foi ótima. Mas como nada é perfeito, faltou cerveja – o que é imperdoável - e foi preciso a ACRI sair correndo para providenciar de última hora. A cerveja chegou mas foi um freio na animação da festa. Outro problema é que a distribuição das mesas deveria ter aproveitado melhor o espaço disponível. Embora a praça estivesse lotada, havia condições para uma distribuição mais adequada. Ficaram espaços vazios, as mesas muito próximas e o serviço de bar foi comprometido tanto pela falta de planejamento na quantidade de bebidas quanto pela dificuldade de circulação entre as mesas. Nada disso atrapalhou a animação da festa mas é preciso atentar para esses pequenos detalhes e inclusive melhorar a qualidade das mesas e cadeiras porque tinham algumas um pouco danificadas pelo uso. Acredito que estabelecer critérios com antecipação para a organização do serviço de bar ajude bastante. Também senti falta de alguns petiscos para tira-gosto. Tinha uma barraca grande mas acabou desarmada na hora da festa. Quem sabe, padronizar pequenas barracas em locais estratégicos ajude um pouco a suprir essa demanda no próximo ano.
Foi tudo muito bom e tudo ocorreu com muita tranqüilidade. Rever os amigos e ver famílias inteiras divertindo-se naquele clima amistoso e alegre foi precioso. Parabéns aos organizadores.
A solenidade de entrega de títulos de Sócio Benemérito (Jarismar Gonçalves Melo, Sílvia Paula Alencar Diniz e Auxiliadora de Souza) e Honra ao Mérito (Francisco de Assis Mangueira, Paulo Alves e Pedro da Nóbrega Jorge) foi bastante concorrida. Estavam presentes a diretoria da ACRI, o prefeito da cidade, o presidente da Câmara, o juiz, o padre, convidados, familiares dos homenageados e várias pessoas. A organização do cerimonial teve a assessoria de Dr. Franklin Santos, Assembléia Legislativa de Pernambuco, e tudo decorreu conforme o previsto. Muito bonita a voz do rapaz (não sei o nome) que cantou o hino do município (letra de Alberto Moura e música do maestro Rivaldo). Logo a seguir, o coquetel farto e bem servido agradou a todos.
Os magnatas ficaram literalmente entregues a seu destino artístico. Não tinha mesa na praça, a barraca de bebida estava desarmada, o pessoal que não estava interessado nas músicas mais modernosas ficou sem ter pra onde ir. Os magnatas tocaram para uma praça vazia. Desperdício de dinheiro e desatenção com os artistas. Depois, os poucos que assistiam foram embora porque não tinha ambiente de festa. Sempre tem gente que gosta de ficar na praça por conta do calor. Custava pouco colocar as mesas e servir alguma coisa. Afinal a estrutura já estava lá.
I GRANDE FESTIVAL DE DESAFIOS E POESIA POPULAR DE IPAUMIRIM
I Grande Festival de Desafios e Poesia Popular de Ipaumirim, patrocinado pelo vice-prefeito Leylton Nery, aconteceu na Blitz, no dia 20 de janeiro, apresentando vários cantadores da estirpe de Geraldo Amâncio. Bastante concorrido e prestigiado pelos amantes da cultura popular em toda a região, os comentários foram elogiosos. Mais uma iniciativa de valorização da cultura popular que poderia continuar no próximo dia 20.01.2009 com o II Grande Festival de Poesia Popular de Ipaumirim.
A Casa de Shows Blitz ofereceu uma programação mais voltada para a turma jovem com várias bandas de forró. Muita animação, muita gente bonita e muito clima para ficar. Haja pegação!!! As fotos da festa da Blitz estão disponíveis no site http://www.ipfest.com/
(Fonte: www.ipfest.com)
Ofereceu uma programação alternativa durante algumas noites.
ENCONTRO DE FAMÍLIAS
A cidade em revista
Point preferencial dos jovens antes das festas começarem. Muita animação e alegria. O único problema é o barulho excessivo que começa cedo, muito antes da juventude chegar. Observei, num dos dias, que o som começou por volta de três da tarde quando o pessoal se reúne de noite. O município precisa disciplinar a poluição sonora da cidade. O som da Praça São Sebastião precisa ter horário para começar e terminar. Afinal, vivemos no século XXI, tempo em que a maioria do mundo civilizado já disciplinou o uso do espaço público e estabeleceu regras saudáveis de convivência e civilidade. Quem sabe, pode-se baixar alguma norma determinando o volume máximo no espaço público e isso vale para todo mundo. Quem vive entre a difusora da igreja e o som da Praça São Sebastião deve estar com a audição comprometida.
POLÍTICA LOCAL
As lideranças políticas discutem os arranjos e acordos possíveis. Todo acordo é a favor dos políticos e contra os eleitores. Onde tem acordo não tem compromisso com a comunidade. Acordo político é perversidade com o povo. ACORDA ALAGOINHA!!!! ACORDA ELEITOR!!! Com acordo político, você vai entrar em sono perpétuo e os seus descendentes vão hibernar por, no mínimo, três gerações adiante.
URBANIZAÇÃO E SANEAMENTO
O centro da cidade está limpinho mas a quantidade de ruas sem calçamento, sem saneamento e o crescimento desordenado demanda ações imediatas de responsabilidade do poder público. As casas arrumadinhas, simples mas bem cuidadas, construídas com dificuldade e as ruas em péssimas condições não correspondem ao esforço das pessoas em procurar melhorar sua qualidade de vida. Morar bem é cidadania.
SAÚDE DOENTE
O que mais ouvi na cidade foram reclamações contra o atendimento na área de saúde. Falta de médicos, de medicamentos, de equipamentos e até de alimentação adequada para os enfermos tem sido a pauta das conversas quando o tema é saúde.
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EDUCAÇÃO
Outra pauta que circula nas rodas da cidade é a necessidade de melhorar as condições do Colégio Estadual. Muita gente insatisfeita. É difícil trabalhar com educação em tempos sombrios onde só as estatísticas interessam e a qualidade vai para o fim da lista das prioridades. Mas a comunidade junto com professores, diretores e alunos podem virar o jogo. Basta iniciativa, interesse e coragem. Afinal, a escola é de todos e quem não quer ter seus filhos numa boa escola?
O FUTURO É AGORA
A comunidade precisa buscar alternativas de ocupação para os seus jovens. Implementar programas consistentes na área de cultura e esportes para desenvolver as habilidades de nossos jovens e prepará-los melhor. Se não cuidarmos deles, com certeza, alguém há de cuidar e não ficaremos felizes com isso.
LANÇAMENTO DE LIVROS
Luma Dore lançou, dia 19, o II volume do livro "Filhos e Amigos de Ipaumirim”, às 19 horas, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ipaumirim. Em destaque: os filhos que voltaram á casa paterna: Fátima Josué, Vianor, Macial Olímpio e Luiz Nery (Lila) e os amigos Luiz Carlos, Olavo de Lima entre outros que prestaram serviço à nossa terra. O livro homenageia (in memorian) Dino Diniz, político do município, Dona Mirô, comerciante, e Sidney Ernane Dore, farmacêutico. O lançamento contou com a presença de Bosco Macedo e Edirceu Freitas. Luma Dore publica no site www. recantodasletras.uol.com.br
HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO
A precariedade desse setor é complicada. A cidade precisa se organizar e buscar alternativas para atender a demanda. Cajazeiras pode ser um ponto de apoio para hospedagem mas a alimentação tem que ser resolvida no contexto da cidade.
SEGURANÇA
A Polícia Militar prestou um competente serviço de segurança pública, conteve os excessos sem violência, atendeu às demandas do setor e sua atuação foi muito importante para a tranqüilidade da festa.
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DIVULGAÇÃO DA FESTA DE SÃO SEBASTIÃO
Como sempre, a festa é grande e a divulgação cresce no popular "boca-a-boca". Algumas emissoras de rádio da região têm dado apoio e, esse ano, o Diário do Nordeste abriu espaço no caderno Regional. Mas ainda é pouco, muito pouco. Estamos muito acanhados na área de divulgação. Precisamos profissionalizar esta atividade até porque a Festa de São Sebastião é o cartão de visitas do município.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
AVISO
sábado, 19 de janeiro de 2008
Turismo religioso mobiliza Ipaumirim
Com a igreja reformada e a cidade em festa, Ipaumirim é o centro de uma das principais romarias do Ceará durante a Festa de São Sebastião, entre 11 a 20 de janeiro.
De uma pequena manifestação compartilhada pelas cercanias do município, no início do século XX, atualmente, a cidade recebe, visitantes da região Nordeste e das outras regiões do Brasil. Para o vigário local, Pe Ranilson, a romaria expressa a fé do povo. “Vemos positivamente o intensificação da romaria. No dia 20, às 6.30h, teremos a missa na Pedra de São Sebastião, 10h é a missa solene, na Igreja Matriz e às 16h temos a procissão.”
O crescimento do turismo religioso demandou obras de infra-estrutura. A construção do novo acesso, mais espaçoso e mais confortável não foi suficiente para atender a demanda. O antigo acesso foi retomado para facilitar o tráfego dos romeiros. Acompanhando as vias de acesso, a cidade expandiu-se com a formação de novos bairros, instalações comerciais, bares e restaurantes além do comércio ambulante.
O prefeito do município, Dr. Luiz Alves, faz as honras da casa, “Já providenciamos a infra-estrutura de apoio para bem receber cerca de 6.000 turistas.”
O município, localizado numa região extremamente pobre e desassistida, sofreu um processo constante de emigração. O apogeu da borracha, a modernização centralizada na região Sudeste, a fundação de Brasília, a política de ampliação da fronteira agrícola do país, a construção das rodovias federais e, atualmente, a possibilidade da migração externa, representam, em
cada época , o horizonte migratório para a população local em busca de melhores condições de vida.
Raízes culturais e familiares, entretanto, trazem parte destes migrantes durante a Festa de São Sebastião. A concentração da visitação, no período, consolidou a tradição do encontro das famílias e dos amigos. Daí, surge a Associação Cultural e Recreativa de Ipaumirim (ACRI) criada por iniciativa de Zenira Gonçalves Gomes. A ACRI organiza, anualmente, o Encontro de Filhos e Amigos de Ipaumirim promovendo atividades culturais, sociais e religiosas que acontecem no contexto da Festa de São Sebastião. “A ACRI, em 2008, homenageia os filhos e amigos da terra que se destacaram pelos relevantes serviços prestados ao município. Serão entregues títulos de sócio benemérito e de Menção Honrosa aos profissionais empresários: Dr. Jarismar Gonçalves, Dra. Sílvia Paula Diniz, Dra. Auxiliadora Maciel e Menção Honrosa será entregue aos empresários Paulo Alves Freitas, Francisco de Assis Mangueira e Dr. Pedro da Nóbrega Jorge” informa Dr. José Nery Vieira, presidente da ACRI.
Para o empresário Bosco Macedo, “É tempo de confraternização mas devemos priorizar os atos litúrgicos para que voltemos abençoados por São Sebastião.”
As atividades sociais e culturais ocorrem em horários compatíveis com as cerimônias religiosas oferecendo atividades de lazer que atraem o turista que busca diversão. A iniciativa privada cuida dessa demanda oferecendo parques de diversão, bailes, shows, festival de poesia popular, entre outros atrativos, para cativar o visitante. O turista pode provar a rica cozinha regional nas barracas localizadas na Praça da Matriz. Entre os dias 17 e 20 de janeiro, é a hora do agito.
O vice prefeito, Leylton Nery, reitera o convite em nome do município: “Convidamos a todos para visitar o município durante as festividades, ressaltando que os ipaumirinenses são um povo acolhedor, alegre e religioso. Convidamos ainda os amantes da cultura popular para o I Grande Festival de Poesia Popular de Ipaumirim que acontece em praça pública, às 20h, no dia 20 de janeiro”.
Na procissão, o colorido vermelho das roupas e das janelas, bandas de músicas, faixas, cânticos, altares, fogos de artifício e a multidão emocionada que acompanha o cortejo produz um raro espetáculo de cultura popular que caracteriza os fenômenos de folkcomunicação.
No dia 21, a imagem volta a sua capela, no alto da Pedra. É hora de aguardar o milagre de um bom inverno.
Mais informações: http://alagoinhaipaumirim.blogspot.com/ e pelos fones (088) 35671141, 35671016, 35671136 e 35671124.
VI Encontro de Filhos e Amigos de Ipaumirim cumpre o que prometeu. A missa foi oficiada pelo bispo diocesano do Crato, D. Fernando Panico e pelo pároco Padre Ranilson. Igreja lotada, os fiéis prestigiaram a religiosidade antes de cair na diversão. No intervalo da festa dançante, novamente a comunidade abraça simbolicamente a Igreja Matriz como expressão de fé e fraternidade entre os filhos e amigos da terra.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
NOVENA
18.01
Oitavo Dia
Reflexão: São Sebastião, padroeiro contra pestes e epidemias. A piedade popular tem honrado São Sebastião como Padroeiro contra a fome, a peste e a guerra. Possivelmente porque, em alguma época da história, recorreram à sua intercessão diante do tormento de alguma guerra com suas conseqüências mais aflitas: a fome e a peste que se alastrou atingindo homens e animais. E porque a ajuda do Santo foi propícia nessa circunstância, passou-se a invoca-lo, em especial para que defendesse os animais atingidos ou expostos ao perigo da peste. É grande a confiança de nossos roceiros em São Sebastião. Por todos os rincões do Brasil se implora a proteção deste santo para o gado e todos os animais, na esperança de que sejam livres da raiva e outras epidemias que os atingem. É muito louvável a devoção de nosso povo. E nunca é demais rogar a Deus pela intercessão de um Santo que se tem mostrado tão poderoso. E é de se crer que, tendo ele dado tamanho exemplo de virtude enfrentando o martírio, goze diante do senhor de grande crédito para socorrer-nos. Afastemos, entretanto, de nossas práticas toda supertição. Não atribuamos ao simples fato de ofertar um bezerro a São Sebastião, ou de fazer sua novena, um mágico poder contra os males naturais. Tenhamos confiança na bondade de Deus, que pode revelar-se através de prodígios, sem estar sujeito a determinadas práticas de devoção de nossa parte. É com este espírito de compreensão, que vamos invocar o poderoso Santo, para que seja nosso protetor contra a guerra, a fome, a peste e todas as epidemias.
Oração: Ó Deus, todo poderoso, que tendes manifestado em diversas ocasiões a valia de São Sebastião contra epidemias, pestes e doenças, e também contra a guerra; nós vos pedimos, mais uma vez, pela intercessão de tão heróico mártir da fé, sejamos defendidos do perigo de uma nova guerra e de suas horríveis conseqüências nucleares. Imploramos também de vossa bondade, pelos méritos desse Santo, sejam protegidos os animais de nossos campos de toda a epidemia. Enfim, vos rogamos, Senhor, pelo sangue que São Sebastião derramou, livreis as populações mais sofredoras, particularmente as crianças inocentes, da terrível ameaça da fome que ceifa no mundo tantas vidas. Nós vo-lo pedimos por Cristo nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém. Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai. São Sebastião, rogai por nós!
CONEXÃO IP
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Na casa de Socorro Duarte e Josué, animada reunião das famílias Nóbrega e Jorge. Quatro gerações presentes na inauguração da área de lazer da residência. Muita festa e animação embalou o tradicional encontro anual que Socorro oferece para recepcionar os familiares.
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O vice-presidente da ACRI, Macial Olímpio, na batalha da organização da festa. A Praça Cel. Luiz Leite da Nóbrega, ao lado da igreja, organizada e ornamentada para a grande festa do VI Encontro dos Filhos e Amigos de Ipaumirim.
A Loja Maçônica Deus e Ipaumirim N° 49 é responsável pelo serviço de bar no VI Encontro. O venerável Paulo Gonçalves e esposa preparando um atendimento da melhor qualidade.
Praça Cel. Luiz Leite da Nóbrega onde se realiza o VI Encontro de Filhos e Amigos de Ipaumirim(Foto capturada do orkut de Macial Olímpio)
ENTREVISTA COM ZENIRA GONÇALVES GOMES
(Por Caio Josué)
Caio - Qual a sua visão sobre as festas de São Sebastião?
Zenira - Eu gosto muito de São Sebastião, ele é o co-padroeiro da cidade, e, na festa dele, a comunidade participa com mais entusiasmo do que na festa da própria padroeira Nossa Senhora da Conceição.
Caio - Como é a participação da sociedade durante as festas religiosas de São Sebastião?
A sociedade participa muito bem, antigamente tinha bailes e tinha uma banda colossal que ia buscar o santo na pedra no dia 11 de janeiro e ia deixar no dia 21. Vem muita gente de fora, a festa é muito conhecida. O povo é muito devoto, vem muitas pessoas de fora que fazem promessas para subir a Pedra de São Sebastião descalço, de joelhos, etc...
E, em 2003, foi criada a Associação Cultural Recreativa de Ipaumirim (ACRI), convocando as pessoas que hoje moram fora do município, para vir para o Encontro dos Filhos e Amigos de Ipaumirim.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
ACRI divulga nomes dos homenageados em 2008
NOVENA
Dia 17.01
Sexto Dia
Reflexão:
"(...) Contam os anais do martírio que, nos anos seguintes à posse de Diocleciano, quando ele sonhava com o poder sem limites, desobstruído como o vôo de um pássaro por céu aberto, um jovem capitão da Guarda Pretoriana foi acusado e preso por ter adorado um deus proibido. Seu corpo maleável lembrava o de um famoso escravo do Oriente por quem o imperador Adriano se apaixonara, e seu olhar era tal qual o de um conspirador, despido de emoções feito o mar. Era de uma arrogância encantadora. Levava no elmo um lírio branco, oferecido todas as manhãs pelas donzelas da cidade. Enquanto descansava de intensos treinamentos, a flor acompanhava as curvas de seus cabelos viris, e a forma graciosa como pendia lembrava a nuca de um cisne.
* Yukio Mishima, Confissões de uma Máscara, Tradução de Jacqueline Nabeta, Companhia das Letras, São Paulo, 2004.
CONEXÃO IP
ACRI DIVULGA OS NOMES DOS HOMENAGEADOS PELA ENTIDADE EM 2008
O presidente da Associação Cultural e Recreativa de Ipaumirim (ACRI), Dr. José Nery Vieira, anuncia os nomes dos filhos e amigos de Ipaumirim que receberão, dia 19, às 20h, os títulos de Sócio-Benemérito e Menção Honrosa da entidade, em cerimônia a ser realizada na Câmara Municipal.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
A história e as histórias de São Sebastião.
NOVENA
Oração: Poderoso São Sebastião, a quem reconhecemos singular bondade para com todos os que estão no árduo trabalho da lavoura e no meio de animais; nós vos pedimos, confiantes, por todos os pecuaristas e roceiros, por seus rebanhos e plantios. Obtende de Deus as chuvas para as regiões mais secas, que estão sofrendo. Afastai de todos os rebanhos as doenças e a morte. E fazei com que não falte jamais o pão e a saúde aos que trabalham ganhando o alimento no suor do próprio rosto. Por nosso senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém. Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai. São Sebastião rogai por nós !
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Vice Prefeito convida para a Festa de São Sebastião e anuncia o I Grande Festival de Poesia Popular de Ipaumirim
Oração: São Sebastião, que fostes atingido por tão grandes sofrimentos e foste duas vezes vítima de violências; olhai para o nosso mundo tão violento, tão agressivo e perigoso. Tende piedade de todos nós somos constantemente perturbados pelo medo. Valei-nos nos momentos de ansiedade, livrai nossas casas do perigo dos assaltos e nossas vidas da ameaça da violência dos ladrões e criminosos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém. Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai. São Sebastião rogai por nós !
Nas minhas dúvidas, orientai-me;
Com vossa espada poderosa, salvai-me;
Da fome e das doenças, afastai-me;
Das setas do maligno, defendei-me,
Dos vícios e das drogas, libertai-me;
O caminho da Justiça e da verdade, mostrai-me;
Com o sangue precioso que derramastes, lavai-me;
Santo Guerreiro da Justiça e da Vida, amparai-me;
Das secas, das tempestades e da guerra, livrai-me;
Com o fogo do Espírito Santo, transformai-me;
Do medo e da violência, protegei-me;
Com a Santíssima Virgem Maria, abençoai-me;
Na hora de minha morte, serenai-me e conduzi-me em vossa companhia ao Reino celestial.
MARTÍRIO DE S. SEBASTIÃO ", PAINEL PROTOMANEIRISTA PINTADO POR GREGÓRIO LOPES (1536) PARA A CHAROLA DO CONVENTO DE CRISTO EM TOMAR O mártir está atado à coluna sobre o plinto de mármore. Já três setas lhe entraram nas carnes. A cabeça – circundada por um duplo halo – cai-lhe para a banda esquerda, mas nenhum sinal de dor se reflecte na fenda da boca e os olhos ainda não se fecharam por completo sob a cortina das pálpebras. Atentemos nos dois sagitários que ocupam o primeiro plano do painel. Só um deles, o que vemos à direita em uniforme militar quinhentista, assesta a sua arma sobre o corpo do mártir. O besteiro que está à esquerda parece apontar na direcção do verdugo do arco. Seria assim um protector do supliciado. Das três setas que lhe trespassam o corpo, uma só por sorte não atravessou o coração, o que representaria morte imediata por falência do aparelho circulatório. Outra está alojada na região do rim, um órgão vital, embora subsista incólume o rim direito e esse seja fisiologicamente suficiente para assegurar as funções depurativas próprias destes órgãos. A última entrou-lhe pela zona lateral do tórax, só por milagre não terá causado danos no pulmão. Não admira pois que após estas setas e mais as que se seguiram sem que delas pudesse o artista dar testemunho, se tenham convencido os carrascos da morte de Sebastião.
Sebastião era militar do exército romano no tempo dos imperadores Diocleciano e Maximiano. Corriam severos aqueles anos do final do século III, já se sentia vacilar o poder de Roma, e Diocleciano perseguia os prosélitos da fé cristã em todos os cantos do seu vasto Império. Veja-se que até à cidade de Olisipo, na distante província da Lusitânia, chegava a mão do implacável perseguidor: o martírio dos irmãos Veríssimo, Máxima e Júlia, ousados violadores dos éditos imperiais que proibiam a religião cristã. Sebastião, voltemos a ele, era um bom soldado. Tão bom e apreciado pela hierarquia militar que lhe foi atribuído o comando da primeira coorte imperial. A ingratidão de Sebastião, no entanto, não podia ter sido maior. Convertido ao cristianismo, aproveitou-se da sua posição de comando para catequizar os subordinados, subvertendo a disciplina castrense e prejudicando a religião oficial do Estado. E foi mais longe: tirando partido da sua posição e influência, converteu Nicóstrato e sua mulher Zoe, destacados cidadãos romanos; levou para a fé cristã Tranquilino, pai de Marco e Marcelino, mártires que viriam a merecer a graça da canonização; converteu também Cláudio, outro cidadão que pertencia à nata da sociedade de Roma, assim como as suas duas filhas. Foi por este cúmulo de acções, e pelo mais que a História não regista mas de que se suspeita, que Sebastião sofreu o martírio tal como vemos agora na obra do artista.
Detenhamo-nos então no painel. O besteiro protector de Sebastião, que vemos orientar a arma na direcção do archeiro seu colega, não apresenta o mesmo uniforme militar. Pelo trajo que usa e pela grossura do porte, comparando com os retratos da época, parece-se mesmo com o senhor D. João III, rei de Portugal, possível doador da obra para a charola do Convento de Cristo. Nessa qualidade, como era então usual, podia ser representado na pintura. D. Manuel, por exemplo, aparece como rei mago em vários retábulos de que foi doador. Por que razão não havia D. João III de figurar no painel como defensor do mártir? Tal representação teria a força de um voto. E a verdade é que, por graça concedida ou simples coincidência, viria o Rei a ter como sucessor no trono o seu desejado neto D. Sebastião, assim baptizado por ter nascido a 20 de Janeiro de 1554, dia do ano consagrado aos festejos do santo. Reparemos agora nas mãos de Sebastião – duas mãos direitas. A mão direita verdadeira está sobre a cabeça, o braço preso à coluna. A outra mão direita, a falsa, pois no seu lugar deveria estar a esquerda, surge por trás do corpo ao nível da cintura. Não tenhamos dúvidas, é uma mão direita que ali se mostra – a ser a esquerda não nos daria o polegar e o indicador na primeira linha da representação. Ora não é crível que um artista de tão alto gabarito, pintor régio de D. João III, formado na oficina de mestre Jorge Afonso, conhecedor das fulgurações das artes flamenga e italiana, se tenha enganado no desenho como um simples principiante. Grande era a arte deste mestre. Só em Tomar passou ele três anos de intenso labor, em plena maturidade criativa, realizando painéis para a charola do Convento de Cristo: além de “Martírio de S. Sebastião”, hoje no Museu Nacional de Arte Antiga, pintou o painel “Senhora dos Anjos”, que repousa no mesmo museu, estando ainda no local primitivo os painéis “S. Bernardo” e “Santo António Pregando aos Peixes”. E para o altar-mor da Igreja de São João Baptista, templo então dependente da Ordem de Cristo, realizou o artista o retábulo de que restam as peças “Degolação” e “Apresentação da cabeça de S. João Baptista”. Se um pintor desta craveira dá em trocar os dedos de uma mão de tal forma que a mesma passa de sestra a destra, alguma razão teria para o fazer.
E entramos na segunda parte da história de Sebastião. Julgado morto pelos seus algozes, o corpo cravado de setas, foi deixado na praça pública como exemplo, para que se soubesse de que forma o poder imperial castigava a deslealdade. Mas pela noite passou pelo local uma pobre viúva, de nome Irene, que vendo aquele corpo inanimado, ainda com um sopro de vida, o recolheu e tratou.Milagre ou mero resultado dos esforçados cuidados de Irene, Sebastião sarou. A seguir, vem a parte mais surpreendente da história: Sebastião decide apresentar-se a Diocleciano e reafirmar a sua fé cristã, declarando-se disposto a continuar a campanha de conversões, o que não agradou, como é de calcular, ao imperador. Daí que tenha ordenado a sua detenção imediata, mandando-o açoitar até à morte. E aqui está um paradoxo iconográfico que não sabemos como explicar, pois Sebastião não morreu das setas mas sim a golpes de chicote, e tal martírio raramente se vê representado nas imagens devotas.
Narrativa hermética, esta que o artista nos dá. Não só pelos dedos trocados, em que alguém já pretendeu ver uma referência à relíquia de S. Sebastião, um rádio do braço direito, saqueada por Carlos V de uma igreja de Roma, em 1527, e oferecida ao seu cunhado D. João III . A representação de duas mãos direitas, sendo a mão uma extensão do braço, teria um forte poder invocativo de tão importante relíquia. Mas também pelos múltiplos planos de difícil decifração em que se desdobra o painel para além do óbvio sacrifício de Sebastião. Uma coisa, no entanto, é clara: conta-se aqui uma história de intolerância religiosa. O evidente martírio de Sebastião, mas também o fanatismo de sinal contrário que se figura no plano do painel à direita do archeiro quinhentista. É visível que ocorre aí uma imolação pelo fogo: dois mártires estão presos aos mastros sobre a fogueira, alguém levanta uma cruz em direcção a eles, e uma grossa coluna de fumo sobe nos ares. Um auto-de-fé. Em 1536, ano da possível execução da obra, foi introduzida a Inquisição em Portugal. O artista não desperdiçou a oportunidade de testemunhar o momento histórico. Facilmente se passa de perseguido a perseguidor. É só deixar andar a roda do tempo. Uns anos mais tarde, em pleno delírio inquisitorial, já não poderia o artista fazer uso de tamanha liberdade criativa. Veja-se esta passagem das “Constituições Sinodais”, de 1565, divulgada pelos bispados portugueses a propósito da representação das “santas imagens”:
“…que as imagens sejão esculpidas, ou pintadas com muita decência, & que não contenhão, ou representem, cousas vãas, supersticiosas, ou aphocrifas, ou que dem (sic) ao povo occasião de erro, ou escandalo (…), que não incluam pessoas particulares vivas, ou defuntas, e que se conformem com os Mysterios, vida & milagres dos originais, que representarão, & assi na honestidade dos rostos, perfeição dos corpos, & ornato dos vestidos."
FONTE: http://sonhocomandavida.blogspot.com/2006/03/martrio-de-s-sebastio-painel.html
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FESTIVIDADES DE SÃO SEBASTIÃO EM IPAUMIRIM
O município de Ipaumirim, que dista 420 km de Fortaleza, vive nos dias 18, 19 e 20 de Janeiro as festividades do seu co-padroeiro São Sebastião. A romaria do santo atrai para a cidade milhares de devotos de várias partes do país sendo que dos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e o Pernambuco por serem mais próximos, concentram o maior número de fiéis.
As comemorações religiosas alusivas a São Sebastião tem algumas nuanças bastantes peculiares. No dia 18 de Janeiro, os eventos realizados são voltados para a confraternização dos filhos da terra que nesse período vêm ao município para rever familiares e amigos e na noite desse dia revivem com saudade os bons momentos do passado através do “Carnaval da Saudade”. Essa atividade é realizada na Praça da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município.
O dia 19 de Janeiro tem como característica a parte mais festiva e social do evento. Nesse dia toda a população do município, bem como os visitantes, divertem-se nos bares e praças da cidade sendo que a noite uma grande atração musical faz show numa casa de forró, que fica superlotada e é bastante concorrida.
No transcorrer do dia 20 de Janeiro, dia dedicado a São Sebastião, no período da manhã, inicia-se a romaria à Pedra de São Sebastião, uma elevação rochosa que fica próxima da cidade e para a qual os devotos do soldado romano que se converteu ao cristianismo, deslocam-se e a sobem para assistir missa e com intuito de pagar promessas. Ainda no período da manhã desse mesmo dia é possível a todos os ipaumirinenses e aos visitantes se divertirem dançando muito forró nas casas de shows da cidade. No dia 20 durante a romaria a população do município praticamente dobra o que deixa a cidade com trânsito difícil, sendo comum os engarrafamentos nas partes centrais, bem como nas ruas que dão acesso à Pedra de São Sebastião. Esse fato demonstra a grandiosidade da festa e a necessidade de melhorar a infra-estrtura da cidade numa perspectiva futura.
A partir das dezesseis horas do dia 20 inicia-se o ponto alto da festa que nesse momento desnuda-se de atividades profanas e veste-se de toda religiosidade envolvida na Procissão de São Sebastião, onde milhares de fiéis percorrem as principais ruas da cidade levando a imagem do santo até a Igreja Matriz onde ocorre missa campal e uma grande queima de fogos para homenagear o santo co-padroeiro do município.
Na oportunidade, convidamos a todos para visitar o município durante as festividades, enfatizando que os ipaumirinenses são um povo acolhedor, alegre e bastante religioso. E aproveitamos ainda para convocar os amantes da poesia popular para um I Grande Festival de Poesia Popular de Ipaumirim, em praça pública, às 20:00hs, dia 20 de janeiro, com a presença de mais de 12 poetas renomados no pais como Geraldo Amâncio, Louro Branco, Moacir Laurentino e tantos outros que fazem a cultura popular de nosso país.
Leylton Nóbrega Nery
Vice-Prefeito de Ipaumirim
Patrocinador exclusivo do evento: I Grande Festival de Poesia Popular de Ipaumirim






