
Todos os 11 candidatos à Presidência da República apresentam propostas para a área de saúde.
As principais promessas recaem sobre o fortalecimento do Sistema Único
de Saúde (SUS), criado há 25 anos, e estratégias como a do Saúde da
Família e sobre políticas de prevenção de doenças.
Conheça as propostas dos candidatos à Presidência para saúde:
Aécio Neves (PSDB) promete um cadastro nacional
único e investimento público para viabilizar o Cartão-Cidadão Saúde que
irá garantir a gestão dos serviços de saúde com centrais de agendamentos
e contínua assistência técnica, teleconsultas, telemonitoramentos,
avaliação e solução para problemas de diagnóstico e tratamento a
distância. Segundo ele, o novo modelo de gestão será baseado na criação
de redes assistenciais integradas de saúde. O candidato tucano quer
instituir a carreira nacional de médico e garantir a oferta de cursos
preparatórios a médicos estrangeiros para permitir a realização do exame
Revalida. Ele promete aprimorar o programa Mais Médicos e criar
programas de valorização e qualificação dos profissionais de saúde.
Aécio ainda defende a integração do sistema de saúde suplementar com o
SUS e a retomada da política de produção de medicamentos genéricos e
apoio aos laboratórios oficiais na produção desses medicamentos.
Dilma Rousseff (PT) promete mudar o patamar de
qualidade e ampliar o atendimento dos serviços em saúde com a expansão
do Programa Mais Médicos, a ampliação da rede de unidades de Pronto
Atendimento (UPAs) para atendimento de emergências de baixa e média
gravidade, a extensão das redes de atendimento especializado, com a
qualificação dos serviços hospitalares, o fortalecimento e a
universalização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a
ampliação do acesso da população a medicamentos. Segundo ela, a melhoria
no atendimento e o aumento da rede de saúde vai depender de uma
“rediscussão federativa” para evitar superposição de investimentos e
planejar com mais eficiência a distribuição dos serviços de saúde
públicos. Dilma se comprometeu com o fortalecimento e aprimoramento do
SUS e com a extensão dos serviços previstos no sistema. A candidata à
reeleição ainda apontou resultados de ações adotadas em seu governo e
destacou o Mais Médicos, o Programa Aqui Tem Farmácia Popular e o
Programa Brasil Sorridente.
Eduardo Jorge (PV) prometeu criar uma carreira
nacional para profissionais de saúde envolvendo, na primeira etapa, as
pessoas que atuam no programa Saúde da Família, como agentes
comunitários, enfermeiras e médicos. Segundo ele, seria uma carreira
nacional, mas não federal, o que permitiria que os profissionais de
estados e municípios pudessem aderir. Eduardo Jorge destaca que o
orçamento do setor dará ênfase aos aspectos de educação para promoção e
prevenção na saúde e defendeu que políticas públicas de outras áreas
também contemplem a saúde como prioridade, como a redução da poluição do
ar proveniente de veículos que usam diesel e gasolina. O ambientalista
afirmou que suas prioridades estarão voltadas para problemas como
hipertensão, diabetes, obesidade, vida saudável para os idosos, poluição
do ar, violência e dependência de drogas legais ou ilegais e garante o
planejamento familiar como um direito básico que precisa ser ofertado
“extensa e generosamente a todas as pessoas”.
Eymael (PSDC) se compromete a garantir acesso
universal e real à saúde. No programa de governo apresentado à Justiça
Eleitoral, Eymael afirma que vai assegurar o acesso a partir do
desenvolvimento e da aplicação efetiva do Sistema Único de Saúde e de um
programa de saúde pública com foco na prevenção. “A saúde chegando
antes que a doença impedindo que ela se instale, promovendo assim ganho
de qualidade de vida e economia de recursos públicos”, destaca.
Levy Fidelix (PRTB) define a saúde como prioridade
absoluta de seu plano de governo e garante que os maiores investimentos
serão concentrados na duplicação de postos de atendimento ambulatorial
de emergência e prontos socorros em todos os municípios brasileiros com
aquisição de milhares de ambulâncias e novos equipamentos médicos.
Fidelix ainda promete implantar serviço odontológico obrigatório “tendo
como base os recursos orçamentários de 1% do pré-sal que iremos
instituir”.
Luciana Genro (PSOL) criticou o “subfinanciamento e
sucateamento da área” e prometeu ampliar “radicalmente” os investimentos
públicos em saúde. Ela destaca que vai promover a retomada global das
funções originais do SUS, garantindo atendimento integral a todos de
forma gratuita e com qualidade.
Marina Silva (PSB) se compromete com o
fortalecimento do SUS e diz que apoia a bandeira do Saúde+10. Segundo
ela, seu governo vai implementar em quatro anos, a proposta do projeto
de lei de iniciativa popular de vincular 10% da receita corrente bruta
da União ao financiamento das ações de saúde e rejeitar qualquer
Desvinculação de Receitas da União para assegurar a manutenção das
fontes orçamentárias da Seguridade Social. A ex-senadora ainda promete
construir 100 hospitais para o atendimento regional, criar procedimentos
para a contratação de leitos com os prestadores de serviços e construir
50 maternidades. Além disso, a candidata promete dotar cada uma das 435
regiões de saúde de uma policlínica regional para atendimento de média
complexidade, universalizar o Programa de Saúde da Família e estabelecer
um programa de alimentação saudável inserindo profissionais de nutrição
nas equipes de apoio do Saúde da Família e nas unidades Básicas de
Saúde. Marina também defende a valorização dos profissionais de saúde e
dos laboratórios oficiais de produção de medicamentos e outros insumos
estratégicos.
Mauro Iasi (PCB) resume suas propostas para a área
afirmando que promoverá saúde pública e SUS 100% público, estatal e
gratuito. Ele também defende a proposta de “um país sem manicômios”.
Pastor Everaldo (PSC) promete extinguir tributos que
recaem sobre a área e criar mecanismos de eficiência, como plano de
metas, para melhoria do setor de saúde e para premiar financeiramente
hospitais e médicos por bons resultados. O candidato ainda defende a
desburocratização e abertura de mercado para operadoras de planos de
saúde e incentivos para aumentar o número de vagas nas universidades de
medicina. Everaldo também promete estimular a descentralização na gestão
de hospitais, valorizar profissionais de saúde, revisar a tabela do SUS
e combater o tráfico de entorpecentes.
Rui Costa Pimenta (PCO) defende, em seu programa, a
descriminalização do aborto e o atendimento dos casos pela rede pública
de saúde e destaca medidas para garantir a saúde para a população negra
com atendimento aos portadores de doenças etno-raciais pelo SUS. Segundo
ele, há índices oficiais que indicam que as três principais causas de
óbito da população negra são o alcoolismo, a pressão alta e a anemia
falciforme e que as mortes ocorrem por falta de um diagnóstico correto. O
candidato é contrário à privatização da saúde. Pimenta promete que vai
garantir a realização de exames laboratoriais nos recém-nascidos para
diagnóstico de anemias falciformes e leucopenia, atendimento público e
de boa qualidade em todas as áreas da saúde, um plano nacional de
emergência para combater as endemias e epidemias e um planejamento para
garantir saneamento básico e moradia a toda a população.
Zé Maria (PSTU) quer assegurar que 10% do Produto
Interno Bruto (PIB) seja investido na área. “A saúde pública definha no
país. Existe hoje um duplo processo de precarização e privatização dos
serviços, expressão da falta de investimentos públicos no setor”,
destacou em seu projeto de governo. Segundo ele, o país gasta apenas o
equivalente a 3,5% do PIB com saúde enquanto o mínimo necessário para um
serviço público universalizado seria o dobro desse percentual. Zé Maria
afirma ser possível atingir 10% do PIB se o país usar recursos do
pagamento da dívida pública.
Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/conheca-as-propostas-dos-candidatos-a-presidencia-para-a-area-de-saude
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