quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A polêmica de Felizardo

Adélia Guedes

FAMÍLIA ROLIM VERSUS FAMÍLIA FELIZARDO

Eu li e reli o texto “A DESCONSTRUÇÃO DA EGOLATRIA RUBENIANA” publicado neste blog. Em outras circunstâncias eu realmente não faria qualquer tipo de comentário, principalmente de um texto prolixo e com absoluta falta de nexo. Porém, uma frase me chamou a atenção, a que sugere uma briga entre a família Rolim e os Zecas. Ao contrário da primeira família citada, creio que o autor esqueceu de citar o sobrenome desta última, ou seja, Zeca Felizardo. Era assim que o meu avô era conhecido, aliás, todos nós somos verdadeiramente conhecidos pelos nossos sobrenomes; eles refletem a nossa genealogia e ajuda a nos separar dos homônimos. Pois bem, dentre tantos outros disparates que eu li, gostaria de me ater principalmente ao fato já citado. Lembro carinhosamente de meus avós Chico Felizardo e Zeca Felizardo (eu poderia aqui sintetizar a frase e citar somente Chico e Zeca Felizardo, porém para que não haja dúvida repito o sobrenome). Além de irmãos de sangue eram amigos fraternais e juntos dividiam as angústias e alegrias de uma vida permeada de lutas e sacrifícios, mas sempre com muita honradez, dignidade e respeito a todos. Nunca em minha vida eu soube de nenhum ato desses dois que os desabonassem; daí o meu orgulho em ser uma “Zeca Felizardo” e uma “Chico Felizardo”. Pois bem, a amizade e a estima pelos amigos sempre se sobrepôs a qualquer interesse pessoal e não menos pela família Rolim, a quem sempre tiveram o mais profundo respeito e admiração; fato que eu pude presenciar durante parte de minha vida, na convivência com os meus avós em Felizardo. A prova dessa grande amizade entre a família Rolim e a Felizardo são os enlaces matrimoniais de membros dessas famílias, dos quais posso citar o casamento de minha querida tia Ereneide com Vicente Rolim, cuja filha Danielle carrega em seu semblante os inconfundíveis traços das duas famílias. Isso para não falar do casamento de meu irmão Francisco José com Guadalupe, filha de Luiz Rolim que, embora tenham se separados, deixou também dois belos filhos, sendo o mais velho chamado de Luiz Rolim Neto, numa justa homenagem ao avô. E o que dizer dos casamentos dos meus primos Paulo e Marcone, filhos de Vicente Felizardo, com Núbia e Norma, respectivamente, filhas de Valter Rolim; e de Tia Mundinha com Viceli Rolim. Creio que enxergar uma guerra entre duas famílias de amizade tão fraterna só pode ser fruto de uma mente fantasiosa. A propósito, uma guerra em que os inimigos se casam e formam lindas famílias é no mínimo surpreendente. É bem verdade que torci muito para o meu primo Rubens e a minha tia Cineide serem eleitos. Conheço muito bem os dois, sei que são pessoas honradas e inteligentes. Se não foi possível um deles ser eleito, paciência, a vida é assim. Sei que algumas telhas se quebram num processo como esse, mas é natural, acontece sempre na política; não tenho dúvidas que o tempo vai curar qualquer ferida. Mas não posso deixar de me reportar novamente ao texto citado e falar que os pseudos intelectuais, a exemplo de Luiz Antonio, são assim mesmo, verborrágicos. Usam e abusam das frases retiradas de dicionário, porém, formam frases sem sentido, sem espírito crítico, sem nenhuma reflexão pessoal. Os seus conceitos são simplistas e reducionistas e conseguem apenas exibir repertórios artificiais. Creio que valha apena refletir sobre a frase de Nelson Werneck Sodré, escritor e historiador carioca, que disse: “Saber não é escrever difícil e nem falar difícil, saber é tornar fácil aquilo que é difícil, é transferir a muitos aquilo que pertence a poucos”.

Aproveito para informar que não pretendo prolongar qualquer tipo de debate sobre essa questão e encerro aqui qualquer discussão sobre o assunto.

Adélia Maria Vieira Guedes, é neta de Chico Felizardo e de Zeca Felizardo.

Quem viver, verá....

PISO SALARIAL DE PROFESSORES PODE CHEGAR A R$ 1 MIL
Por: Luciano Augusto
Site Ceará Agora


O Orçamento previsto para a Educação em 2009 será de R$ 48 bilhões. Nesse caso, o piso salarial nacional dos professores deverá ser superior a R$ 1 mil, com correção pela inflação, segundo o ministro Fernando Haddad. O valor, que antes seria de R$ 950, refere-se aos professores com formação de Nível Médio, o que significa que os docentes de Nível Superior deverão ter remuneração ainda maior. O aumento no piso dos professores foi aprovado em julho deste ano pela Lei 11.738.A nova legislação prevê que o valor será atualizado sempre em janeiro, a partir de 2009. O cálculo será feito com base no mesmo percentual de correção do Fundo da Educação Básica (Fundeb) referente aos anos iniciais do Ensino Fundamental. O piso será corrigido pelo acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE.

Com emenda

Em discurso, na cidade mineira de Caxambu, na abertura da 31ª Reunião da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), Haddad afirmou que o orçamento do ministério previsto para 2009 é de R$ 48 bilhões.

Sem cortes

"Além disso, temos pautada no Congresso, e já provada no Senado, a proposta de emenda constitucional que acaba com a Desvinculação de Recursos da União da Educação", disse. "O fim da DRU significa que os futuros governos não farão aquilo que foi a regra dos anos 90: cortes na área social que incidam, sobretudo, na área da educação."Haddad afirmou que a carreira do magistério também exige regulamentação. "Toda a progressão vai estar normatizada, com balizas e parâmetros nacionais, para que prefeitos e governadores, além da própria União, possam atender às justas reivindicações dos professores brasileiros", afirmou.

Jornal O Dia
Fonte: http://tarsoaraujo.blogspot.com/

As crises

(ANTONIO DELFIM NETTO)


UM POUCO DE história ajuda a relativizar a gravidade da crise que estamos vivendo.
Ela não será o "fim do mundo"!Desde 1790, há registros confiáveis da "variação da conjuntura", que sempre obedeceu a movimentos cíclicos irregulares, com períodos e intensidade variáveis. Pode-se (até 2008) contar pelo menos 46 desses ciclos, com períodos contracionistas da ordem de 20 meses.
Uns leves, outros profundos, mas, de todos, a chamada "economia de mercado" saiu mais forte.
De cada um deles, pelo diálogo entre a realidade e a teoria econômica que pretende entendê-la, ela saiu melhorando suas instituições.
Todas as organizações sociais e econômicas alternativas até agora "inventadas" por cérebros peregrinos mostraram-se menos eficientes na produção e menos compatíveis com a liberdade individual. De crise em crise, aproveitando a imaginação criadora do homem e a sua liberdade de iniciativa, a economia de mercado nos levou (no que respeita a produção material), em dois séculos, da Idade da Pedra à Idade da Informática.As crises são ínsitas ao sistema.
Elas nunca têm as mesmas causas, porque a teoria econômica ajuda na construção de instituições que previnem a sua repetição. Mas o fato é que a superação de uma delas já traz em si o germe da próxima. A última, fortíssima (1979/83), foi supostamente causada pelo "excesso de regulamentação"; a atual é, aparentemente, produto da "falta de regulamentação"...
Desde a sua origem, o conhecimento econômico se divide em duas concepções diferentes.
Uma atribui aos "mercados" virtudes quase divinas e capazes de produzir a eficiência alocativa e, simultaneamente, a harmonia geral. Outra vê nos mercados um eficiente mecanismo alocativo, mas incapaz de produzir harmonia.
A organização produtiva pelos mercados traz consigo a eficiência e, também, uma tríade diabólica: a flutuação do nível de atividade (e, logo, do emprego), a incapacidade de reduzir na velocidade desejada o nível de pobreza e a tendência a aumentar a desigualdade na distribuição da riqueza produzida. É essa diferença que divide os estadofóbicos dos estadólatras, nenhum dos quais, obviamente, portador da verdade.
O Brasil apenas recentemente recuperou o "espírito do desenvolvimento" e superou os fatores que poderiam matá-lo: a falta de energia ou o déficit não-financiável do balanço em conta corrente.
Seria uma pena destruí-lo por falta de imaginação e pânico com a atual crise externa...

A ERA DA MODÉSTIA


Após a febre consumista dos anos 1990 e 2000 à custa de empréstimos maciços, americanos desaprenderam a viver com poucos recursos, mesmo os de classe mais baixa.
KENNETH SERBIN
ESPECIAL PARA A FOLHA

Quando eu era criança e jovem, nos EUA, aprendi que cada geração deve conquistar um padrão de vida mais alto que a geração anterior.
Devido à primazia econômica de meu país, atingi a maioridade nos anos 1960 e início dos anos 1970 acreditando em que as necessidades básicas da vida eram garantidas e em que eu poderia automaticamente buscar uma carreira que me desse tanto sucesso financeiro quanto realização pessoal.
Ambos os meus avôs se mudaram da Europa para os EUA, aprenderam inglês e obtiveram empregos trabalhando com as mãos. Um deles era estofador de móveis, e o outro trabalhava numa fábrica.
A vida ficou difícil durante a Grande Depressão, mas, no boom do pós-Segunda Guerra, todos os seus filhos ingressaram na nova maioria formada pela classe média e desfrutaram o maior conforto da história da humanidade. Meu pai não cursou faculdade, mas sempre teve emprego trabalhando com máquinas ou como técnico. Graças aos hábitos econômicos dele e de minha mãe e à ajuda de meus avós, sempre tiveram casa própria sem contrair hipoteca.

O começo do fim

Mas o primeiro choque petrolífero, em 1973, aliado à inflação causada pelos orçamentos federais inchados da era da Guerra do Vietnã e da "grande sociedade" do presidente Lyndon B. Johnson, trouxeram em seu bojo um longo período de estagflação e incerteza. Foi o começo do fim do grande sonho da classe média americana.
Em 1978, ingressei na Universidade Yale, esperando encontrá-la fervilhando com o idealismo e o ativismo que haviam tão notoriamente dinamizado os campos universitários alguns anos antes. Em lugar disso, porém, me deparei com uma ênfase grande sobre o pré-profissionalismo, termo sombrio que refletia a realidade econômica difícil que minha geração começava a enfrentar.
Resumindo, significava que uma educação universitária se tornara algo altamente competitivo e que já não representava garantia de um bom emprego.
Em 1981, enquanto o país se esforçava para recuperar-se dos juros de 20% do final da década anterior, meu pai perdeu seu emprego, depois de 25 anos trabalhando para sua empresa. Em uma economia que iniciara um processo acelerado de desindustrialização e, em alguns setores, se tornara incapaz de competir com países como o Japão, ele foi obrigado a aceitar outro emprego recebendo pouco mais que o salário mínimo - e sem benefícios.
Minha mãe já trabalhava em tempo integral para ajudar a pagar minha educação universitária e esperava poder deixar o emprego depois que eu me formasse, em 1982. Mas teve que continuar trabalhando para ajudar a poupar para a aposentadoria de meus pais. Comparada com o resto do mundo, a economia americana ainda oferecia oportunidades para os jovens e criativos.
Fui viver e estudar no México e no Brasil e contei com apoio sólido para obter um Ph.D em história e conseguir um emprego acadêmico, um privilégio imenso num mundo em que a maioria das pessoas trabalha em empregos estressantes das 9h às 17h. Mas, depois de me casar e virar parte da engrenagem econômica, na casa dos 30 anos, lutei para conquistar os benefícios econômicos que meus avós e meus pais tinham desfrutado no período de 1945 a 1973.
Meu avô materno não chegou a concluir o ensino médio, mas, mesmo assim, na década de 1950, terminou de pagar, em pouco tempo, uma casa própria muito boa localizada num bom bairro.

Trabalho duro

Minha avó nunca trabalhou nem um dia em sua vida. Agora, mesmo munido de um Ph.D, tive dificuldade em comprar um apartamento próprio e fui obrigado a contrair uma hipoteca de 30 anos. Minha mulher e eu só conseguimos comprar uma casa com quintal depois de ela encontrar um emprego, efetivamente dobrando nossa receita. Contraímos mais uma hipoteca de 30 anos.
A vida de pós-graduando e bolsista no Brasil me preparou bem para um estilo de vida simples, assim como o fez meu casamento com uma brasileira que, na juventude, freqüentemente vivera na quase-pobreza. Nós dois - ela de modo mais visceral do que eu - conhecemos a fragilidade da existência para a maioria dos humanos.
Mas a maioria dos americanos não faz idéia de como é a vida nos países mais pobres. Protegidos e doutrinados por jingles comerciais que promovem o consumismo de maneira suave, eles vivem em um mundo de fantasia, que reforça o desejo de viver melhor do que viveram seus pais.
Como em minha situação, para equiparar-se ao padrão de vida da geração anterior, as famílias americanas passaram a precisar de pelo menos dois assalariados trabalhando em tempo integral.
Mas como superar esse padrão? Os EUA encontraram uma solução em meados dos anos 1990. Para começar, suas grandes empresas transferiram a produção para a China e outros países em que se pagavam salários miseráveis. Isso manteve baixos os preços nos EUA, mas também acelerou a desindustrialização e enfraqueceu a saúde geral da economia. Em segundo lugar, os EUA reduziram as restrições ao crédito. Depois de me graduar, em 1982, não consegui cumprir as exigências para ter um cartão de crédito. Hoje os americanos possuem mais de 600 milhões de cartões de crédito e carregam trilhões de dólares de dívida pessoal.
Espantosamente, mesmo na esteira do derretimento multitrilionário das hipotecas de alto risco, ofertas de novos cartões de crédito continuam a chegar pelo correio. Com a autorização de seus pais, até mesmo crianças têm cartões de crédito nos EUA.
As gerações de meus avós e de meus pais costumavam economizar antes de fazer compras grandes. Nas décadas de 1990 e 2000, os americanos saciaram sua fome por toda uma gama de bens - televisores de tela grande, restaurantes de alta classe, esportivos utilitários que consomem muito combustível, carros importados de luxo, festas de aniversário luxuosas para seus filhos e grandes residências adquiridas com pequeno ou nenhum pagamento à vista - por meio de empréstimos maciços.
O século americano conquistou grandes vitórias para o mundo, tais como a elevação global da expectativa de vida. Mas o crescimento econômico maciço e a transformação do dinheiro em artigo que é transferido eletronicamente mudaram as percepções humanas do dinheiro e do poupar.
A maneira aleatória, movida pelo pânico em que as autoridades públicas vêm tratando a crise, revela que ninguém compreende realmente o significado de um sistema de múltiplos trilhões de dólares. Lamentavelmente, em colaboração com as próprias pessoas que ajudaram a promover essa "débâcle", as autoridades estão buscando escorar o sistema, em lugar de reformá-lo.

Religião do sucesso

Confortavelmente posicionados no centro dele, muitos americanos pensaram que o crédito fosse ilimitado e abandonaram qualquer senso de responsabilidade pessoal. Cada vez menos americanos sabem viver modestamente, até mesmo entre as classes mais baixas.
Em termos morais, os norte-americanos substituíram o cristianismo por uma nova religião do sucesso. Essa religião não tem vida após a morte nem consideração pelas gerações futuras, pois seu credo consiste em consumir o máximo possível aqui e agora.

KENNETH SERBIN é professor de História na Universidade de San Diego (Califórnia) e autor de "Padres, Celibato e Conflito Social" (Companhia das Letras), entre outros livros. Tradução de Clara Allain.
Enviado por Flávio Lúcio

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Desmonte das prefeituras: IPAUMIRIM incluído

Prefeitura Municipal de Ipaumirim


Prefeituras

Promotores e funcionários do Tribunal de Contas dos Municípios se reuniram na Associação Cearense do Ministério Público para traçar estratégias de combate ao desmonte na troca de comando em prefeituras
Daniel Sampaio
da Redação

Dos 53 municípios onde potencialmente pode haver desmonte, 13 serão prioridade para as primeiras visitas das equipes formadas por técnicos do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e do Ministério Público Estadual (MPE). Ontem, promotores e funcionários do TCM reuniram-se na sede da Associação Cearense do Ministério Público para traçar estratégias no intuito de minimizar a dilapidação do patrimônio das prefeituras do Interior durante a transição do poder municipal do atual gestor para aquele que assumirá em 1º de janeiro de 2009.

"Nós estabelecemos uma matriz de risco. Desses 53 (municípios), tiramos uma lista de 13 que estamos classificando como 'alto risco'. São aqueles municípios que, além de não terem eleito os sucessores, não estão prestando contas com o TCM", explicou o presidente do tribunal, Ernesto Saboia. Ele garantiu, porém, que todos as 53 cidades serão visitadas pelas quatro equipes do TCM e do MPE até o fim do ano.

Cada equipe será formada por cinco ou seis profissionais. De acordo com Leilyanne Feitosa, representante do MPE no TCM, na próxima sexta-feira os coordenadores do grupo que comandarão a operação contra o desmonte no Interior irão se reunir na Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap), às 9 horas. Segundo ela, a cada semana quatro cidades serão fiscalizadas ao mesmo tempo. As primeiras devem ser Palmácia e Guaramiranga, de acordo com Leilyanne. As outras duas cidades que também serão investigadas na semana que vem serão escolhidas na próxima sexta-feira. "Vai depender do porte do município", declarou. Leilyanne disse que as investigações serão estendidas às câmaras municipais. "Legislativo também é fundamental", observou. Ela adiantou que três promotores já pediram uma reunião mais específica para seus casos: Caucaia, Acopiara e São Luís do Curu. "Cada município tem aquela pedra no sapato".

Exemplos

Casos de desmonte não faltaram na reunião de ontem, fechada para a imprensa. De acordo com o coordenador da Procap, Maurício Carneiro, promotores contaram suas experiências e o TCM fez explanações.

O MPE já começou a atuar em Caucaia. Em entrevista, o promotor Ricardo Rocha explicou que a prefeitura tem até a próxima quinta-feira para entregá-lo um plano de transição. Em Saboeiro, o promotor Daniel Isídio detectou problema de expediente. "Já constatei que o horário de funcionamento da prefeitura foi reduzido. Abre às 8 horas e fecha às 10h30min", contou. Ele adiantou que pedirá explicações oficialmente sobre o horário do funcionamento da administração.

O POVO telefonou para a Prefeitura de Saboeiro na tarde de ontem. Um funcionário que se identificou como Iranildo disse que a prefeitura funcionava, diariamente, até o meio-dia. Ele informou que só seria possível falar com a prefeita Maria de Fátima Araújo Diógenes na manhã de hoje, quando ela estaria no gabinete. Na casa dela ninguém atendeu.


MUNICÍPIOS PRIORITÁRIOS:

Aurora, Canindé, Groaíras, Guaramiranga, Ibaretama, Ipu, Itapajé, Morada Nova, Palmácia, Pindoretama, Potiretama, Santana do Acaraú e São Luís do Curu.

Outros municípios:

Acaraú, Aquiraz, Araripe, Aratuba, Arneiroz, Barbalha, Barroquinha, Baturité, Bela Cruz, Boa Viagem, Brejo Santo, Capistrano, Caridade, Cariré, Caucaia, Chaval, Choró, Chorozinho, Crateús, Fortim, Ibiapina, Ibicuitinga, Ipaumirim, Jaguaretama, Jaguaribara, Jijoca de Jericoacoara, Juazeiro do Norte*, Marco, Monsenhor Tabosa, Moraújo, Morrinhos, Mulungu, Nova Russas, Pacujá, Penaforte, Saboeiro, São Benedito, Senador Sá, Tururu e Varjota.

* O atual prefeito Raimundo Macedo (PSDB) rompeu com seu partido e apoiou o eleito Manoel Santana (PT). Os dois já foram inimigos políticos em Juazeiro do Norte.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O desmonte das prefeituras do Ceará




Reunião entre técnicos do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e o Ministério Público Estadual (MPE) ocorreu a portas fechadas. Dos 53 municípios com risco de desmonte, o grupo selecionou 13 cidades consideradas mais críticas para visitá-las primeiro.
São elas Aurora, Canindé, Groaíras, Guaramiranga, Ibaretama, Ipu, Itapagé, Morada Nova, Palmácia, Pindoretama, Potiretama, Santana do Acaraú e São Luís do Curu. Isso não quer dizer que os outros 40 não serão visitados. Serão sim, garantiu o presidente do TCM, Ernesto Saboia.
A partir da próxima semana começam as visitas das equipes do TCM e do MPE a essas localidades.
Exemplos de desmonte:

> sucateamento da frota de veículos, máquinas, equipamentos e outros bens;
> doação ilegal de bens imóveis ou móveis;
> saques nas contas sem as devidas despesas comprovadas;
> atrasar pagamento de servidores, terceirizados e fornecedores;
> apropriação indevida de livros, processos, documentos, arquivos principalmente contábeis, equivalentes aos funcionários, controle interno e patrimônio;

Fonte: Tribunal de Contas dos Municípios

Fonte: http://blog.opovo.com.br/politica/#P76621

Enquanto isso... na vizinhança

Cajazeiras: Definida comissão para Carnaval 2009


Decididos os nomes que formarão a comissão de organização do Carnaval 2009 em Cajazeiras. Os atores Jucinério Félix e Rivelino Martins, a professora Geneluza Dias e o jornalista José Anchieta César de Lima foram escolhidos pelo prefeito eleito Léo Abreu.
Os trabalhos da turma já começaram na noite desta sexta-feira (17), com uma reunião entre eles, Léo e alguns segmentos artísticos e da sociedade cajazeirense.
A reunião foi realizada no Cajazeiras Tênis Clube, e foram discutidos a permanecia ou não do Carnaval na Avenida Juvêncio Carneiro, a realização de arrastões com os paredões de som saindo com os blocos dos vários bairros da cidade, o Carnaval Molhado no Distrito de Boqueirão, o Carnaval em Divinópolis, os Carnavais dos Idosos e das Crianças, entre outros.

Falar e fazer


Marcelo de Paiva Abreu*
Os repiques de pânico registrados seguidamente pelos mercados mundiais refletem a lentidão em absorver más notícias a respeito do desempenho da economia real nos próximos três ou quatro semestres. Resgatar intermediários financeiros pode minorar, mas não fazer desaparecer magicamente o impacto da crise sobre a economia real. A consciência de que haverá uma recessão mundial, que poderá ser profunda e longa, dependendo da eficácia das políticas de ajuste, está afinal sendo absorvida pelos mercados.
O mote da vez é insistir na necessidade de ação coordenada em escala global. Mais fácil falar do que fazer. As dificuldades são substanciais. Algumas são óbvias, como o calendário político norte-americano, que fixa 20 de janeiro de 2009 para a posse do novo presidente. George W. Bush está sendo e continuará a ser o lame duck mais oneroso da história, concorrendo com Herbert Hoover, presidente republicano no período de 1929 a 1933. Outras dificuldades têm que ver com a fragmentação estrutural do federalismo europeu, agravada pela heterogeneidade dos processos decisórios quanto a políticas macroeconômicas entre a Europa do euro e o resto da Europa. Bruxelas emudeceu na crise. O destino fez com que o presidente do Conselho da União Européia fosse Nicolas Sarkozy. Como admitiu com relutância um diplomata alemão, "em tempos de crise, hiperativo vira enérgico, pressão inconveniente torna-se combatividade e imprevisível vira pragmático". O protagonismo de Sarkozy, alimentado pela perícia financeira britânica brandida pelo calejado Gordon Brown - inimigo da Europa do euro -, viabilizou um pacote de resgate financeiro que seria depois copiado pelos EUA. Ironicamente, os europeus foram mais eficazes em propor mecanismos que pudessem preservar os interesses dos contribuintes do que as autoridades norte-americanas.
Mas esse sucesso europeu é difícil de ser replicado. Especialmente em relação a políticas de reativação do nível de atividade. Por definição, a coordenação de políticas fiscais na Europa é problemática. Além disso, dificilmente os EUA se meterão de novo numa posição em que sejam manifestamente rebocados pela Europa. O presidente Sarkozy, em meio à hiperatividade, mencionou a necessidade de uma reunião ao estilo da que se realizou em Bretton Woods em 1944 e que lançou as bases da arquitetura do sistema monetário internacional do pós-guerra, inclusive do FMI. Seu "sucesso" - que envolveu a vitória do plano White sobre o plano Keynes - se deveu primordialmente à posição hegemônica inconteste dos EUA. Em contraste, a conferência de Londres de 1933, que buscava convergência de regimes cambiais após a Grande Depressão, marcada pelo equilíbrio entre os grandes protagonistas, fracassou redondamente em face da postura nacionalista adotada pelo governo Roosevelt.
O G8, não surpreendentemente, quer uma reunião da qual participariam os principais emergentes. A pauta incluiria, além da crise financeira, as encalhadas negociações comerciais multilaterais da Rodada Doha. Não parece ser excesso de pessimismo duvidar da eficácia desses esforços, pelo menos nas próximas semanas. É claro que as entravadas negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) poderiam beneficiar-se de ação coordenada. Embora o impacto seja pouco significativo em termos de proporção do PIB mundial, existiriam benefícios em evidenciar que a cooperação internacional pode funcionar. Na pior das hipóteses, há vantagens em impedir que o protecionismo avance na tentativa de resposta à crise.
De novo, os precedentes não são animadores. Nem os de longo prazo, em relação à política comercial dos EUA na crise de 1929, nem os da história recente das negociações da OMC, em Genebra. A resposta dos EUA à Grande Depressão na política comercial foi do tipo beggar thy neighbour (empobrecer o vizinho), aumentando significativamente a proteção com a tarifa Smoot-Hawley, de 1930. O problema é que todos os países adotaram políticas para "empobrecer os vizinhos", com resultante lamentável para a economia mundial. Só em 1934, depois de muitos meses de controvérsia com correntes protecionistas no governo Roosevelt, acabou por prevalecer a posição dos multilateralistas no Reciprocal Trade Agreements Act, de 1934. Por meio de uma série de acordos bilaterais, que incluiriam cláusulas de nação mais favorecida, os EUA negociariam reduções tarifárias recíprocas com alguns de seus principais parceiros.
A história mais recente das negociações comerciais em Genebra também não alimenta grandes esperanças, a menos que haja radical mudança de atitude de vários protagonistas na negociação. As dificuldades entre EUA, Índia e China, tendo como foco os subsídios agrícolas norte-americanos e as salvaguardas especiais para economias em desenvolvimento com agricultura ineficiente, parecem quase ridículas no contexto da atual crise. O curioso é que com a queda dos preços agrícolas mundiais é provável que a tacanha proposta dos EUA em relação a subsídios, em julho passado, tenha se transformado em proposta generosa.
É bem provável que as próximas semanas sejam de altíssima volatilidade dos mercados, em meio às eleições nos EUA. Mesmo depois de 4 de novembro, é difícil que a volatilidade desapareça, pois não é claro que o nível de cooperação para minorar as conseqüências da crise possa ser estabelecido entre o novo presidente e sua equipe e a atual administração. Será um duríssimo teste da vocação do novo presidente dos EUA para estadista global.

*Marcelo de Paiva Abreu, Ph.D. em economia pela Universidade de Cambridge, é professor titular do Departamento de Economia da PUC-RJ
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081020/

SEGUNDA BEM HUMORADA


Porque as MULHERES enlouquecem os homens
Mulher - Onde você vai?
Homem - Vou sair um pouco.
Mulher - Vai de carro?
Homem - Sim.
Mulher - Tem gasolina?
Homem - Sim.... coloquei.
Mulher - Vai demorar?
Homem - Não... coisa de uma hora.
Mulher - Vai a algum lugar específico?
Homem - Não... só rodar por aí.
Mulher - Não prefere ir a pé?
Homem - Não... vou de carro.
Mulher - Traz um sorvete pra mim!
Homem - Trago... que sabor?
Mulher - Manga.
Homem - Ok... na volta eu passo e compro.
Mulher - Na volta?
Homem - Sim... senão derrete.
Mulher - Passa lá, compra e deixa aqui..
Homem - Não... melhor não! Na volta... é rápido!
Mulher - Ahhhhh!
Homem - Quando eu voltar eu tomo com você!
Mulher - Mas você não gosta de manga!
Homem - Eu compro outro.. de outro sabor.
Mulher - Aí fica caro... traz de cupuaçu!
Homem - Eu não gosto também.
Mulher - Traz de chocolate... nós dois gostamos.
Homem - Ok! Beijo... volto logo....
Mulher - Ei!
Homem - O que?
Mulher - Chocolate não... Flocos...
Homem - Não gosto de flocos!
Mulher - Então traz de manga prá mim e o que quiser prá você.
Homem - Foi o que sugeri desde o começo!
Mulher - Você está sendo irônico?
Homem - Não tô não! Vou indo.
Mulher - Vem aqui me dar um beijo de despedida!
Homem - Querida! Eu volto logo... depois.
Mulher - Depois não... quero agora!
Homem - Tá bom! (Beijo.)
Mulher - Vai com o seu ou com o meu carro?
Homem - Com o meu.
Mulher - Vai com o meu... tem cd player... o seu não!
Homem - Não vou ouvir música... vou espairecer...
Mulher - Tá precisando?
Homem - Não sei... vou ver quando sair!
Mulher - Demora não!
Homem - É rápido... (Abre a porta de casa.)
Mulher - Ei!
Homem - Que foi agora?
Mulher - Nossa!!! Que grosso! Vai embora!
Homem - Calma... estou tentando sair e não consigo!
Mulher - Porque quer ir sozinho? Vai encontrar alguém?
Homem - O que quer dizer?
Mulher - Nada... nada não!
Homem - Vem cá... acha que estou te traindo?
Mulher - Não... claro que não... mas sabe como é?
Homem - Como é o quê?
Mulher - Homens!
Homem - Generalizando ou falando de mim?
Mulher - Generalizando.
Homem - Então não é meu caso... sabe que eu não faria isso!
Mulher - Tá bom... então vai.
Homem - Vou.
Mulher - Ei!
Homem - Que foi, cacete?
Mulher - Leva o celular, estúpido!
Homem - Prá quê? Prá você ficar me ligando?
Mulher - Não. caso aconteça algo, estará com celular.
Homem - Não... pode deixar...
Mulher - Olha... desculpa pela desconfiança, estou com saudade, só isso!
Homem - Ok, meu amor. Desculpe-me se fui grosso. Tá.. eu te amo!
Mulher - Eu também! Posso futricar no seu celular?
Homem - Prá quê?
Mulher - Sei lá! Joguinho!
Homem - Você quer meu celular prá jogar?
Mulher - É.
Homem - Tem certeza?
Mulher - Sim.
Homem - Liga o computador... lá tem um monte de joguinhos!
Mulher - Não sei mexer naquela lata velha!
Homem - Lata velha? Comprei pra a gente mês passado!
Mulher - Tá..ok.. então leva o celular senão eu vou futricar...
Homem - Pode mexer então... não tem nada lá mesmo...
Mulher - É?
Homem - É.
Mulher - Então onde está?
Homem - O quê?
Mulher - O que deveria estar no celular mas não está...
Homem - Como!?
Mulher - Nada! Esquece!
Homem - Tá nervosa?
Mulher - Não... tô não...
Homem - Então vou!
Mulher - Ei!
Homem - O que ééééééé, caralho?
Mulher - Não quero mais sorvete não!
Homem - Ah é?
Mulher - É!
Homem - Então eu também não vou sair mais não!
Mulher - Ah é?
Homem - É.
Mulher - Oba! Vai ficar comigo?
Homem - Não vou não... cansei... vou dormir!
Mulher - Prefere dormir do que ficar comigo?
Homem - Não... vou dormir, só isso!
Mulher - Está nervoso?
Homem - Claro, porra!!!
Mulher - Porque você não vai dar uma volta para espairecer?
Homem - AH, VAI TOMAR ......
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Conversa de amigas..
Como foi o encontro de ontem à noite?
- Horrível, não sei o que aconteceu...
- Mas por quê? Não te deu nem um beijo?
- Sim. Beijar, me beijou. Mas me beijou tão forte que meu dente postiço da frente caiu e as lentes de contato verdes, saltaram dos meus olhos...
- Não me diga que terminou por aí.
- Não, claro. Depois pegou no meu rosto entre suas mãos, até que tive que pedir que não o fizesse mais, porque estava achatando o botox, e me mordia o lábio como se fosse de plástico...
- E... Não tentou mais nada?
- Sim começou a acariciar minhas pernas e eu o detive, porque lembrei que não tive tempo de me depilar. Além do mais, me arrebatou com luxúria, abraçando tão forte que quase ficou com minhas próteses da bunda em suas mãos ou estourava meu silicone do peito...
- E depois, que aconteceu?
- Aí então, começou a tomar champanhe em meu sapato...
- Que romântico...!!!
- Romântico o cacete! Ele quase morreu!!!
- E por quê? - Engoliu meu corretor de joanete com a palmilha do salto...
- Nossa, que ele fez depois?
- Você acredita que ele broxou e foi embora?
- Acho que ele é viado.
- Só pode!
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Porque Eva comeu a maçã

No início, Eva não queria comer a maçã...

- Come - disse a serpente - e serás como os anjos!

- Não! - respondeu Eva. -

Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.

- Não!

- Serás imortal.

- Não!

- Serás como Deus!

- Não, e não!

A serpente já estava desesperada e não sabia o que fazer para que a Eva comesse a maçã. Até que teve uma idéia. Ofereceu-lhe novamente a fruta e disse:

- Come que emagrece!

Aí lascou....

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Coragem!

Uma vez, um prisioneiro escapou do presídio, depois de 15 anos enclausurado. Durante sua fuga, ele encontrou uma casa, arrombou e entrou. Ele deu de cara com um jovem casal que estava na cama. Então, ele arrancou o cara da cama, o amarrou numa poltrona e depois amarrou a mulher na cama.

O marido viu o bandido deitar-se sobre a mulher, beijar-lhe a nuca e logo depois, levantar-se e ir ao banheiro. Enquanto ele estava lá, o marido falou para sua mulher:

- Amor, ouça, esse cara é um prisioneiro, olhe suas roupas! Ele provavelmente passou muito tempo na prisão e há anos não vê uma mulher, por isso te beijou a nuca. Se ele quiser sexo, não resista nem reclame, apenas faça o que ele mandar, dê prazer a ele para que ele se satisfaça e vá embora nos deixando vivos. Esse cara deve ser perigoso, caso se zangue, nos mata. Seja forte amor, eu te amo!

E a mulher respondeu: - Estou feliz que você pense assim. Com certeza ele não vê uma mulher há anos, mas ele não estava beijando minha nuca. Ele estava cochichando em meu ouvido. Ele me falou que te achou muito sexy e gostoso e perguntou se temos vaselina no banheiro. Seja forte, amor. Eu também te amo!

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Kama Sutra Luzitano!

A mulher do português, que não conseguia prazer durante o sexo, falou:

- Não quero nem saber... Trate de arrumar um jeito novo pra gente fazer amor, para que eu possa gozar, pois eu não agüento mais...

O Português saiu procurando o que fazer, quando se deparou com um anúncio que dizia. FAÇA SUA MULHER VIAJAR NO PRAZER!

Entrou e foi atendido por um negão que explicou:

- Não se preocupe, eu tenho uma técnica infalível, eu fico abanando com umgrande abanador enquanto vocês transam. Ela vai gozar como nunca.
Combinado o negócio, à noite, o Português estava transando com sua mulher e o negão lá, abanando. E..., nada dela gozar. O negão, indignado, interrompeu:

- Perai, Português. Fica aqui abanando que eu vou lhe mostrar como é que se faz.
O Português começou a abanar e o negão a transar com a mulher, em todas as posições. Ela adorou: gozava, gritava, esperneava, parecia uma louca.

O Português, vendo tudo aquilo, grita para o negão: - TÁ VENDO, NEGÃO FILHO DA PUTA, É ASSIM QUE SE ABANA! ! !

domingo, 19 de outubro de 2008

Música no fim do domingo

Cante...

Como eu quero
Kid Abelha
Composição: Leoni e Paula Toller

Diz prá eu ficar muda
Faz cara de mistério
Tira essa bermuda
Que eu quero você sério...

Dramas do sucesso
Mundo particular
Solos de guitarra
Não vão me conquistar...

Uh! eu quero você
Como eu quero!
Uh! eu quero você
Como eu quero!...(x2)

O que você precisa
É de um retoque total
Vou transformar o seu rascunho
Em arte final...

Agora não tem jeito
Cê tá numa cilada
Cada um por si
Você por mim e mais nada...
Uh! eu quero você
Como eu quero!
Uh! eu quero você
Como eu quero!...

Longe do meu domínio
Cê vai de mal a pior
Vem que eu te ensino
Como ser bem melhor...
Longe do meu domínio
Cê vai de mal a pior
Vem que eu te ensino
Como ser bem melhor...(Bem melhor!)...

Uh! eu quero você
Como eu quero!
Uh! eu quero você
Como eu quero!...(2x)
Uh! eu quero você
Como eu quero!
Uuuuuuuuuuhhh!
Uuuuuuuuuuhhh!...

Tribuna livre de Ip

Luiz Antonio Neto


DESCONSTRUÇÃO DA EGOLATRIA RUBENIANA

(Luiz Antonio Neto)


"Perdi uma campanha política. A vida é sempre assim: vivemos a perder algo ou alguém. Com o desenrolar de todo esse processo em Alagoinha as pessoas vivem a me perguntar como eu estou e respondo dizendo que estou bem. Já no dia 05/10 ao final da eleição alguns não me entenderam quando indaguei porque eles choravam. Fui mal interpretado, inclusive pela minha mãe que perguntou se eu não sentia pena daquelas pessoas. Esse pito passado pela minha sábia genitora me fez ir até onde se concentrava um grupo pessoas choronas e agradeci a todos pelo empenho e pelo voto dado. Disse-lhes também que esquecessem tudo e procurassem voltar ao cotidiano o mais rápido possível. Recebi em troca uma salva de palmas. Minha mãe não sabe, mas eu não aprecio pessoas que choram fácil."

Não. Uma maioria expressiva, fato inesquecível no município, não quis a você e seu primo para administrar, porque perceberam que Leylton, Maninho e Luis Alves é uma trindade mais que suspeita. Não o foi porque assim é a vida, mas tão somente por uma contingência, diga-se na boca do povo: para Ipaumirim se levantar. Portanto, segundo a teoria da relatividade, Alagoinha está livre do pesado jugo triádico. Acerca do vosso perecimento, acredito que apenas algumas pessoas do círculo lhe fazem perguntas não mais que evidentes. Bem, Jesus Cristo se preocupou com o choro das mulheres de Jerusalém. Elas também não o entendiam, mas beberam o vinho do primeiro milagre histórico por intercessão de sua mãe Maria naquela festa de casamento. E..., por fim, o homem da cruz voltou ao cotidiano do Gólgota e em retribuição à Pax Romana recebera uma salva de chibatadas merecidas. E bem feito. “Maldito aquele pendurado no madeiro” reza a Torah. Doravante bater-se-á em sua porta deputado, senador, autoridade etc. E à porta das pessoas choronas, quem haverá de bater? Para elas bastam: vão em paz que vos acompanho companheiras. Não é?

"No dia 30 de Junho quando da convenção do PT, Leylton chorava como um bezerro desmamado dizendo que tinha sido traído e que não reunia condições emocionais, psicológicas e financeiras para levar a campanha. Ao fazer uso da palavra eu disse para todos ouvirem: “Leylton, eu até admiro os homens que choram, mas prefiro os homens como eu que choram pouco e são como uma pedra de gelo. Se você não quiser ser candidato a prefeito pelo PT eu ofereço meu nome ao partido, mas nunca será dado o golpe branco da candidatura única em Alagoinha. A frase foi forte, Leylton chorou mais um pouco, porém aceitou. O resto todo mundo já sabe."

Aquele choro enganou, comoveu e sensibilizou aos companheiros realistas ingênuos, que acreditam que a realidade é tal qual se apresenta aos seus olhos, mas ao cético Manin, não! Fizeste um uso do poder da fala não para superar uma situação de incerteza, mas para usurpar-se do roçado de Leylton: foi um golpe sutil e presunçoso. No poema de Drummond havia uma pedra no caminho, na via crucis de Cristo havia um cirineu, ao lado de Leylton havia Luiz Antonio e aquele sutil e oportuno golpe não vingou. Viste o teu primo acabrunhado, sob o jugo da cruz e nada o fizeste de solidariedade. Pensastes então em fazer uma ego-história. Copiosamente, quando do choro, eu fitava os teus punhos cerrados e a expansão toráxica parecia contradizer a sua auto-impressão de ser um homem de gelo ante o choro do companheiro em desgraça. Após a minha fala, fiquei sabendo dos seus interesses e possíveis alianças. Mas, tarde demais. Tudo estava consumado. Para os anais do nosso partido o que se projeta dentro e fora dele é o seu ato heróico quando na realidade seria um golpe de situação ante ao infortúnio de Leylton que sempre votou contra Lula, e também, deu um golpe no PT de Ipaumirim.

"Nessa campanha houve mais coisas para me fazer rir do que chorar. Nela descobri que amizade não conta em política e que realmente todo homem tem seu preço, uns são mais caros, outros mais baratos. Um amigo mandou buscar uma bandeira vermelha do PT para colocar na sua casa e disse que faria isso em nome da nossa amizade de aproximadamente 30 anos. Isso teria sido lindo se não fosse cômico. Um dia antes da eleição o mesmo amigo, em troca de alguns reais, mandou-me um recado dizendo que estava precisando da grana e por isso iria trocar a bandeira, mas que eu não me preocupasse, pois seu voto pertencia ao PT. Achei estranho, mas resolvi apostar. No dia 05 meu amigo(?) apareceu todo de verde, as cores do adversário, e certamente votou contra minha pessoa. Perdi seu voto, a eleição e talvez a amizade. Não chorei por isso, pelo contrário, fiquei feliz, pois esse sujeito durante trinta anos poderia ter atentado contra minha vida ou me roubado um bem material de valor. Ele não o fez e apenas traiu-me com seu voto. Então, devo rir ou chorar? Claro que tenho motivos para dar boas gargalhadas. Me livrei de um traidor nato."

Não devemos acreditar que só nessa campanha veio-lhe a lúmen que amizade não conta em política. Ora, há testemunho de amizades em todos os mundos, por que não nesse mundo político de mortais? Traição de amigo de quase três décadas por tostões denota fragilidade ou irrelevância dessa amizade, e, quem sabe, se certamente, ele não acreditou em tu e preferiu “vender-se” a votar contigo. À premissa maior (todo homem tem seu preço) soma-se necessariamente outra menor (Manin é homem). Politicamente, mediante dados que disponibilizo, tenho reservas à sua condução política por ser similar aos modelos mais combatidos por sua esnobe intelectualidade. Um dos candidatos da campanha passada, Francisco Osmar, o tinha como eleitor ímpar e militante, e de contra ponto, Balbino e Cícero o viram num carro com a candidata Leuzete – quando se esperava que você e família estivessem a velar a tia solitária –, a passear em horário nunca costumeiro no Riacho dos Bois. Fazendo o que? Por conta disso, tu me interpelastes, mas por não dispor de fundamentos coloquei o rabo entre as pernas. Hoje me exponho à nova interpelação. Temos mais dados e informações seguras de que fornecestes informações lógicas à campanha de teu prezado íntimo Luiz Alves. Podemos, a partir desses fatos, suscitar que o vosso sufrágio para Francisco Osmar é passível de dúvidas.

"No dia da eleição a candidata a vereadora, minha tia Cineide Vieira foi pega em flagrante com a bolsa cheia de “santinhos” na criminosa propaganda de boca de urna. Achei estranho o policial tirar a propaganda de sua bolsa e não detê-la como manda a Lei. Liguei para o advogado do PT que veio de Fortaleza para ajudar na parte jurídica. Ele me disse que Fabrício filho de Manoel Machado, candidato a vereador que nos apoiava, também tinha sido flagrado cometendo o mesmo crime junto com Sônia Nery candidata a vereadora opositora, e ai o Juiz pediu para ser feito um acordo: os dois lados abririam mão da denuncia e todos seriam liberados. Vejam só: segundo o advogado, que fique bem claro isso, o Juiz propôs um acordo pra Lei não ser cumprida. Isso não é uma piada? Por que então deveria eu chorar? "

Por conseguinte não há autoridade na sua fala em expor a militância de Cineide em tom de criminalidade quando sei que você faz o mesmo e muito mais por menos. Não se resisti uma boca de urna. Na residência de seu pai percebemos que algumas pessoas não afeitas àquele lar mudaram de tonalidade, e quem sabe, de intenção de voto. A suspeita levou a interdição daquele vai-e-vém. E o que dizer disso? O exercício da jurisdição pressupõe uma prévia iniciativa da parte, se não houve demanda nem por Sônia e nem por Fabrício não há motivo para o juiz que não age por ofício – aplicar a lei: as partes acordaram, não há porque duvidar da jurisdição do então juiz. Portanto, nada de Hilário ou de Guimarães.

"Porém, a maior piada da eleição ainda estava por acontecer. Meu lado espiritual é muito pobre, embora não seja um ateu, sou muito cético para algumas coisas. Não gosto muito de certos grupos que pregam uma coisa e fazem outra. No dia da eleição, uma amiga que estava bêbada – aonde será que ela bebeu? Não havia a Lei seca? – disse-me que tinha sido levada até a sacristia da capela do Felizardo e recebido uma proposta de vender seu voto. Ora, a amiga estava bêbada e compra de voto na sacristia da capela era impossível. Ledo engano. Não é que a capela passou o domingo, dia de eleição,o tempo todo aberto. Pois é, quando a policia foi para o lado de lá, por volta de 15:30 h era tarde demais, muitos votos já haviam sido comprados e a eleição perdida e os criminosos saíram pela tangente, ou melhor, pela porta lateral, estrategicamente aberta. Tudo isso sob o olhar cúmplice do Pai Eterno. Por falar nisso, uma garota que chorava muito após o revés político me dizia: “tanto que eu pedi a Deus pra gente vencer”. Ai eu disse a ela: Deus não vota em Alagoinha e apoiou nossos adversários, ele emprestou até sua casa para a negociata do voto. Ora, se Deus era contra nós, quem seria por nós? Soube também que bem antes da eleição houve um café da manhã em Alagoinha realizado pela igreja. Disseram-me que só estava lá o pessoal da oposição, os verdes. Não sei se Leylton foi convidado, eu não fui, mas tudo bem, eu não iria mesmo. Como já escrevi em outras ocasiões alguns membros da igreja católica de Alagoinha pensam que Deus é burro, pois levam uma vida social condenável, mas rezam como se fossem anjos. Eis outra boa piada. Não é pra rir uma história dessa?"

Tinha que sobrar para o Padre Eterno que você o concebe como deista, assim o fazem os racionalistas avessos á revelação histórica. A pessoalidade como trata Deus te faz traidor das categorias deístas. A outra polêmica concepção cepticista que fazes para si não ti permite certezas tais como: nós ganharemos esta eleição. Suas convicções teológica e filosófica estão bem ruídas ou confusas. A casa do Pai é de oração. Um erro do fiel nunca deve comprometer a premissa anterior.

"Como se não bastasse tudo isso, vi comportamento de membros da maçonaria extremamente lastimável. Vi boca de urna, transporte irregular de eleitores e conseqüentemente compra de voto executado por um membro maçom. Meu irmão Leônidas é maçom e vive dizendo que eu deveria entrar pra ordem. Digo que não estou pronto para isso e brinco dizendo que só entrarei um dia se ao invés – como dizem as más línguas - de beber o sangue de um bode preto no ritual, seja possível beber o leite de uma ovelha branca direto de suas tetas,. Porém, mesmo que surgisse a ovelha eu não iria à Loja de Alagoinha. Se lá a galera realmente resolvesse dizer pelo menos quantos são infiéis às suas esposas, certamente seriam expulsos do Templo. Mas tudo bem, eu e a maioria da população sabe quem são os maçons nas suas vidas sociais. Ah, o Arquiteto do Universo também sabe mas ele anda meio sem “moral” com seus filhos falsos e talvez até castigue um filho como eu que sempre estou a destilar verdades carregadas de boas doses de veneno. Alguém tem coragem na Loja de tirar a máscara e mostrar a cara? Duvido muito. Por falar nisso, eis um preceito da Ordem: “exigir de seus membros boa reputação moral, cívica, social e familiar, pugnando pelo aperfeiçoamento dos costumes”. Eis mais um exemplo de teoria sem pratica. Essa não é uma boa piada?"

O problema dos maçons é dos maçons e não do Grande Arquiteto. São deles próprios e acredito que eles têm juízo de razão para discernir o que deve e o que não deve ser feito por esta ou aquela orientação. Toda instituição que espera um enlevar-se do homem já o pressupõe como um ser de contingências. Portanto, não há méritos em descobrir o que já estar em descoberto. O agravo maior que falhas dos maçons é o seu ato: exterminar eticamente toda uma corporação em um texto efêmero. Salvo os maçons e desmereço a sua conduta ética de psicólogo. Dizer verdades dosadas de veneno não é coisa para céptico, porque o céptico mesmo não perde tempo em procurá-las: não as atinge.

"Olha, vou ser bem sincero: foi bom perder, eu não seria o vice-prefeito ideal para nossa terra no momento, quem sabe no futuro. Sou polêmico demais, sou muito intrépido e costumo dizer verdades abertamente e isso não interessa a maior parte da sociedade falso moralista de Alagoinha. Eu não vim ao mundo para aceitar coisas e fatos, eu vim para questioná-los e expô-los a nu. Acorda Alagoinha. "

Foi bom mesmo perder. Você como vice-prefeito, apenas idealmente, é bom, realmente, não. Por poucos réis levastes uma diretora de escola á oitiva policial. Isso foi real. Idealmente queria colocar uma cancela na entrada do distrito para controlar quem entra e sai. Seu primo, Leylton – aproveitador do enquete Lula – quando da vitória passada disse que os adversários deveriam ser tratados com pouca água e pedras de sal, sopa de pedras. Sua hermama prometeu-me soltar uma bomba em minha casa e na casa de Zuca Rolim caso você ganhasse. Isso não é muito grave? Será que tudo isso tem haveres com a briga dos zeca versus rolim? Aí está o grau de humanidade e de alteridade dos candidatos a prefeito de Ipaumirim pelo Partido do Trabalhadores. Costumava ver na estrada de Baixio o carro de Dr. Geraldo em vexames técnicos e muitos em Ipaumirim o submeterem à humilhação pública menosprezando a sua condição, então dizia consigo: ele vencerá e chegará o seu dia. O mérito dessa vitória foi uma vontade coletiva de o ver prefeito de nossa cidade. Ele agora tem o dever-ser do prefeito esperado.

Luiz Antonio 6º dan
Mestre de Karate Uechi-Ryu Shobukai

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Tribuna Livre é um espaço criado em nosso blog para artigos assinados, sejam eles de qualquer tendência e/ou orientação política, sexual e religiosa. Assim sendo, também está aberto para o direito de resposta.

sábado, 18 de outubro de 2008

O desmonte das prefeituras

Operação contra o desmonte


O problema de desmonte é recorrente a cada eleição municipal e motiva vários discursos na Assembléia LegislativaO Ministério Público estadual vai atuar em conjunto com o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para evitar a possibilidade de desmonte em Prefeituras neste fim de ano, tendo em vista que em janeiro de 2009 começa um novo Governo nas Prefeituras. Para definir as estratégias a serem adotadas, dirigentes do TCM terão uma reunião de trabalho com promotores de Justiça na próxima segunda-feira pela manhã, na sede da Associação do Ministério Público.
A fiscalização será concentrada nas 53 Prefeituras de municípios onde o prefeito não foi reeleito ou não conseguiu eleger o seu sucessor. Para o presidente do TCM, Ernesto Sabóia, essas Prefeituras são consideradas de risco. O TCM já iniciou o trabalho de monitoramento de alguns municípios.
O trabalho está sendo feito por meio de denúncias chegadas ao órgão e da análise das informações fornecidas por intermédio do Sistema de Informações Municipais (SIM). Através desse sistema, mensalmente, os prefeitos prestam informações sobre o Orçamento, os gestores e ordenadores de despesas municipais.
Competência
O presidente do TCM informa que a iniciativa de um trabalho conjunto para evitar o desmonte em Prefeituras partiu do Ministério Público e isso é muito importante para o Tribunal porque a Corte não tem competência para fazer com que sejam executadas as suas decisões. Ele diz que costuma afirmar que o Ministério Público é o braço armado do Tribunal de Contas e complementa: “nós contamos com o Ministério Público para nos ajudar no cumprimento de todas as nossas decisões”, enfatiza.
O presidente do TCM, durante a reunião plenária da última quinta-feira, convidou os demais conselheiros para participarem da reunião de segunda-feira com os promotores de Justiça. O conselheiro Pedro Ângelo ressaltou a importância de um trabalho conjunto para evitar o desmonte em Prefeituras porque uma CPI realizada pela Assembléia, há algum tempo, identificou, naquela época, muitas irregularidades.
Reeleito
O conselheiro Francisco Aguiar, que participou da CPI, por ser deputado estadual, naquele momento, alertou no sentido de que seja feita uma fiscalização mais ampla porque tem conhecimento de casos em que o próprio prefeito reeleito promove o desmonte para poder burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Nas eleições deste ano, o Estado do Ceará foi o que atingiu maior índice de reeleição de seus prefeitos, 66%, conforme levantamento divulgado pela Confederação Nacional dos Municípios. Nas eleições do ano 2000 e de 2004 o índice foi um pouco menor, chegando aos 58% em todo o Estado.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Uma no cravo, outra na ferradura

Subiu no telhado o projeto de lei que retirava a DRU do caminho do orçamento da Educação.
A DRU (Desvinculação de Receitas da União) é umm mecanismo que permite ao Tesouro reter 20% das chamadas “verbas carimbadas”.
São gastos que contam com percentuais definidos. Alcançam, por exemplo, as áreas de saúde e educação.
No caso da Educação, o governo comprometera-se a acabar com a DRU. Uma eliminação gradual.
Começaria em 2009, com um acréscimo de R$ 2 bilhões no orçamento do ministério da Educação. E seria completada em 2011.
Aprovada por unanimidade no Senado, a proposta foi à Câmara. Ali, passou a enfrentar um bloqueio do governo.
A pedido do ministério do Planejamento, dois deputados governistas –José Eduardo Cardozo (PT-SP) e Chico Lopes (PCdoB-CE)—pediram vista do projeto na Comissão de Justiça, impedindo a votação.
Se mantido, o bloqueio vai à crônica de Brasília como um passa-moleque de Lula na bancada de senadores do PDT, em especial no senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
A morte da DRU foi uma das condições impostas pelo PDT para votar a favor da CPMF no Senado. Cristovam foi à tribuna. Disse que decidira dar um voto de confiança a Lula. Por ora, vai quebrando a cara.
Escrito por Josias de Souza às 18h56

UFCG : mais cursos para Cajazeiras


Thompson Mariz afirma: UFCG aceita gerenciar Hospital Regional de Cajazeiras

Apesar de ainda gerar certa polêmica, o plano de transformar o HRC em hospital universitário, ou seja, entregá-lo à direção da UFCG, seja direção geral, seja compartilhada com o Estado, já havia partido do prefeito Carlos Antonio de Oliveira, em inúmeras negociações com o reitor e com líderes do governo federal em Brasília. Depois de cogitada novamente essa possibilidade pelo prefeito eleito Léo Abreu, em sua entrevista coletiva há duas semanas, Thompson voltou a comentar sobre o assunto e disse que se o próximo governo municipal quiser mesmo entregar à UFCG o comando do hospital, ela aceita abraçar a causa. Thompson propôs até mesmo uma direção tripla com o Governo do Estado, a UFCG e o Município. “Nós aceitamos uma co-gestão. O que eu quero é que a população que procura aquele hospital seja bem atendida. E eu quero é que os nossos profissionais da área de Saúde tenham nesse hospital a referência na sua formação. Se num futuro próximo, Léo Abreu cumprir com essa afirmativa, sentemos reitor, prefeito, secretário de Saúde, e eu me disponho a falar com o governador, e vamos avançar para uma gestão tripartite”, afirmou. Para Thompson, a decisão de entregar o Regional à UFCG deve partir, em primeira instância, do governador Cássio Cunha Lima, já que a instituição é gerenciada pelo Estado. Caso o governador queira de fato realizar esse processo de repasse, a Universidade estará pronta para receber o HRC, garante o reitor.

Mais cursos para Cajazeiras

Pegando carona com a discussão que esquenta os corredores da prefeitura e do Campus da UFCG de Cajazeiras, o reitor Thompson Mariz, que está em pleno processo de reeleição, adiantou que suas próximas metas para a região é a construção de mais um centro acadêmico em Cajazeiras, que seria o Centro de Ciências da Vida, visando suportar mais cursos na área de Saúde, como Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, entre outros. Além de trazer para a cidade um programa de mestrados.
Da redação do
Diário do Sertão

Os vincos no rosto e as rugas na alma

Augusto Nunes

Um é novo, outro é velho, decreta a primeira linha de uma reportagem que confronta os perfis dos candidatos Eduardo Paes, 38 anos, e Fernando Gabeira, 67. Se a frase estivesse incorporada ao editorial que formaliza a escolha feita por um jornal, nada a objetar. Se incluída em algum texto assinado por colunistas ou colaboradores, formalmente liberados para emitir opiniões, tudo bem. Se abre uma reportagem destinada a tratar as coisas como as coisas são, a isenção é assassinada no início do filme – e os capítulos restantes são condenados à morte por parcialidade. Não há esperança de salvação para matérias jornalísticas que, amparadas em duas certidões de nascimento, decretam em seis palavras quem é o novo e quem é o velho.
Se a diferença de idade é o quesito mais relevante no desfile de comparações, a sensatez e a ética recomendam enunciados que rimem com neutralidade. Por exemplo: um tem 26 anos menos que outro. Ou, então, um tem 26 anos mais que outro. Ou, ainda, um é mais novo que o outro. A escolha de uma quarta opção fez de Paes a encarnação da novidade, da inovação, da mudança – e comunicou aos cariocas que o candidato do PV é apenas velho.
Quase 34 anos distante de Oscar Niemeyer, 10 atrás de Fernando Henrique Cardoso, quatro à frente de Lula, apenas um à frente de José Serra, Gabeira só se encaixaria nessa simplificação se fosse portador de senilidade precoce (e aguda). Como o candidato sessentão chegou ao ponto final com boa saúde, deduz-se que o decreto se apoiou exclusivamente no calendário gregoriano.
Juventude é uma expressão associada a entusiasmo, energia, dinamismo, vitalidade. No Brasil, pode ser o outro nome do perigo. Os mais velhos sabem disso desde o começo da década de 60. Os ainda novos ficaram sabendo na década de 90. Jânio Quadros tinha 44 anos ao tornar-se presidente em 1961. Renunciou depois de sete meses, sem explicar por quê. O vice João Goulart tinha 43 quando herdou a vaga. Perdeu-a 36 meses mais tarde, deposto pelo golpe militar de 1964.
Como a era dos generais revogou a eleição direta, o último presidente escolhido nas urnas seria também o mais jovem da história republicana entre 1960 e 1989. Foi superado por Fernando Collor, eleito com 40 anos. O recordista em idade se tornaria também o único a escapar do impeachment pelo atalho da renúncia. Os presidentes quarentões não deixaram saudade.
No começo da campanha, Eduardo Paes parecia moço demais para cuidar do Rio. A 10 dias da decisão, está claro que o corpo de menor de 40 tem uma cabeça perturbadoramente envelhecida por excesso de pressa e carência de princípios. Gabeira foi desde sempre um contemporâneo do mundo ao redor. Paes é a versão remoçada dos políticos do século passado. Um se orienta por idéias. Outro é conduzido por interesses, circunstâncias e conveniências.
Embarca no trem que lhe parece mais veloz, abandona o vagão quando a velocidade diminui. Começou no PV, fez uma demorada escala no cordão dos agregados de Cesar Maia, elegeu-se deputado federal pelo PFL, filiou-se ao PSDB, caprichou no papel de inquisidor enquanto durou a CPI dos Correios, foi promovido a secretário nacional do partido, candidatou-se a governador para garantir a tribuna indispensável para desancar o padrinho Cesar Maia e o adversário Sérgio Cabral, rendeu-se ao PMDB de olho em alguma vaga no secretariado estadual. Para quem viveu tão pouco, não é pouca coisa.
Decidido a alojar-se no gabinete do prefeito, topa qualquer negócio, faz tudo o que for preciso. Insulta o tutor Cesar Maia, rasteja diante de Lula, presta vassalagem à primeira-dama, ordena agressões a cabos eleitorais adversários, mobiliza entidades fantasmas em passeatas instruídas para gritar que Gabeira odeia suburbanos, renega os companheiros de combate na CPI, acaricia mensaleiros juramentados, absolve de todos os pecados a bandidagem dos partidos que o apóiam. Cesar Maia? Só esse não pode. Babu, o vereador de estimação dos moradores dos presídios, esse pode. Delúbio Soares? Pode.
Os vincos no rosto de Fernando Gabeira reafirmam a idade que tem. As rugas na alma de Eduardo Paes informam que a idade mental é muito maior que a oficial. Um é antigo. Outro é moderno.
(Enviado por Flávio Lúcio)

O saque nas prefeituras


O desmonte da vida

É grave - gravíssima, aliás - a denúncia feita pelo deputado estadual Roberto Cláudio (PHS) de que há prefeitos no Interior desmontando o Programa Saúde da Família (PSF). Assim como em operações de desmonte do patrimônio, constatadas por duas comissões parlamentares de inquérito na Assembléia, a primeira em 1997 e a outra em 2005, a situação agora apontada revela o mais completo descompromisso com a sociedade de gente que, paradoxalmente, vive do voto popular. Mais agudamente, até, porque nega direitos a quem mais precisa da assistência médica fornecida pelo poder público. Ou seja, agride o direito à vida. Um ponto preocupante: a denúncia de Roberto Cláudio foi feita quarta-feira passada. Mereceu até apartes de outros indignados parlamentares. Ontem, porém, o assunto já não era comentado por deputado nenhum. Mas há um certo sentido nesse silêncio. É que alguns acham mais adequado não mexer em tachos assim. É neles que bóiam correligionários.

Dinheiro da União

Outro ponto curioso é o de que o PSF é uma ação federal delegada aos municípios, que recebem verbas da União para executá-la. O desmantelo cometido no Interior do Ceará, e atribuído pelo deputado Roberto Cláudio a prefeitos que não se reelegeram ou não conseguiram eleger aliados, envolve, portanto, dinheiro de outra esfera administrativa. Mas sempre da sociedade.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dia do Professor

Homenagem especial a Zenira Gonçalves Gomes
A professora de Ipaumirim


O blog homenageia a todos os professores principalmente professores da área rural - exemplo de coragem - na batalha cotidiana para vencer suas próprias dificuldades, superar tantos obstáculos e se manter inteiro para o dia seguinte.

Mais de 80% dos professores se sentem desvalorizados


Mas, apesar da avaliação negativa sobre o reconhecimento da profissão, 67% dos professores disseram que não mudariam de profissão


Mais de 80% dos professores se sentem desvalorizados pela sociedade. O cenário não muda dentro da escola, onde 75% acha que a administração do colégio ou mesmo da secretaria de educação de sua cidade não reconhecem a importância da categoria. A constatação é da pesquisa A Qualidade da Educação sob o Olhar do Professor, da Fundação SM e da Organização dos Estados Ibero-americanos. Mais de 8 mil professores em 19 estados participaram do estudo.

“O fato de não serem valorizados [professores] como profissionais, sem perspectiva de bons salários ou de uma carreira, leva a um processo de desvalorização. Os jovens não procuram o magistério o que cria um efeito dominó”, comenta o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão.

Apesar da avaliação negativa sobre o reconhecimento da profissão, 67% dos professores disseram que não mudariam de profissão. “Esse percentual é muito bom. É mesmo uma profissão que envolve. Você está sempre em contato com o que tem de novo no mundo, que são as crianças e os jovens. Isso é importante, é gostoso”, conta Leão.

Outro tema avaliado pela pesquisa foi o grau de satisfação dos professores referente aos diferentes aspectos da escola, desde a infra-estrutura até o relacionamento com as famílias dos estudantes. Para 81,3% dos entrevistados, a relação do professor com seus alunos é o que traz mais satisfação.

Em todos os pontos avaliados, o nível de contentamento dos professores da rede particular é sempre maior do que os da pública. Sobre as instalações, equipamentos e materiais que a escola dispõe para otimizar as aulas, 84,1% dos professores da rede privada dizem estar satisfeitos, contra 47,3% da rede pública.

A professora Margarete Lopes vive as duas realidades. Ela dá aula de artes visuais em uma escola pública de Taguatinga – cidade do Distrito do Federal, distante 20 quilômetros de Brasília – e em um colégio particular da cidade. Projetores, DVD, televisão e internet são alguns dos recursos que ela dispõe para dinamizar o ensino na instituição privada.

“Os recursos digitais influenciam muito no processo de aprendizado, porque hoje, em qualquer nível social, o estudante tem acesso a essas tecnologias. Se a escola também oferece esses meios, o resultado é mais positivo, atrai o aluno”, avalia a professora. Na escola de Taguatinga, os recursos são mais limitados. “A gente tem projetor, TV, laboratório de informática, mas é um aparelho e eu não sou a única querendo usar”, explica.

Além da questão estrutural, Margarete acredita que para melhorar a qualidade do ensino nas escolas públicas é preciso que toda a sociedade se comprometa com a causa, além da vontade do governo. “A escola pública pode melhorar bastante a partir do momento em que as políticas educacionais sejam verdadeiramente compromissadas”, acredita.
Agência Brasil