quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"No Ceará tudo é fofo e nada é fixe"

O Cego Aderaldo
(Rachel de Queiroz)


Às três horas da tarde, no pátio da fazenda, o sol é tão forte que encandeia; por sôbre o mato zarolho sobe para o céu um brilho trêmulo, feito da luz devolvida que bate no chão e volta para onde veio, como se a terra fôsse um espelho.
O jipe freou defronte à cancela, espantando uns pintos e a cachorra Baleia com o seu filho Trairi. E do banco da frente do carrinho se levantou um velho alto, de peito largo, chapéu desabado sôbre os óculos escuros. Segurando-o pela mão, um môço moreno, de bigodinho, foi-lhe dirigindo os passos, como quem traz um menino.
Saltaram tôdos das rêdes onde cochilavam ao mormaço e, com emoção e alvoroço, correram a receber aquêle que chegava. Pois o homem que atravessava o terreiro, sorrindo e saudando com sua grande voz de peito, era uma espécie de príncipe, talvez o último sobrevivente dos grandes cantadores - o cego Aderaldo.
Pelas casas dos moradores a notícia da visita se espalhou com incrível rapidez, - parecia até, Deus me perdoe, que pousara em cima do meu alpendre uma estrêla de Natal. Os homens largavam a enxada nos roçados, as mulheres deixavam o milho no pilão, esquecendo o pão e a hora da janta. E foram-se chegando de mansinho, homens e velhas, môças e meninos, e quando se deu fé, o terreiro e o alpendre estavam cheios de gente, e Aderaldo, sentado na cadeira de lona, dava a sua grande risada e contava causos e desfiava motes e depois pegava no grande violão e cantava e rememorava desafios, e fazia, como é de praxe, a louvação dos presentes. Foi aí que êle comprou para sempre o coração da dona da casa, porque enxergando-a apenas com os espirituais olhos de cego, disse, num remate de sextilha, que ela era “maneira como uma abelha...”
* * *
O povo da cidade grande não pode fazer idéia do que é o renome e a grandeza de um cantador. Êle é a voz cantadeira de tôda uma gente que não tem outra forma de expressão própria, que não lê nem escreve e, na sua necessidade de poesia e comunicação, fala e se entende pela bôca do cantador. Êle é o lírico, o épico, o noticioso, o cômico. Não são o jornal nem o rádio que informam o povo da morte de Lampião, da guerra na Europa, do suicídio de Getúlio, da subida ao céu do Padre Cícero. Ou antes, o rádio e o jornal informam, mas as gentes só dão crédito e importância depois que o cantador confirma. Ano passado os poetas populares já estavam explicando nas feiras as proezas do sputinik, e agora já estarão pondo em versos o bombardeio da Lua, para o povo acreditar.
O povo lhe dá crédito, como lhe dá amor, porque o cantador é um dêles, é a sua testemunha, ao mesmo tempo que o seu poeta - a sua consciência lírica, a sua voz de protesto ou de queixa. As mulheres choram quando o escutam, os homens ficam pensativos. E só se entende que o cantador viva pobre e morra pobre porque a sua gente só tem para repartir com êle a mesma pobreza, também. Sendo que o pouco que podem dar lhe permite viver vestido e calçado, - e para êles isso já é abastança.
Aderaldo canta de si e dos outros, conta a infância, a mocidade, a cegueira. Perdeu a luz dos olhos aos dezoito anos de idade, a trabalhar numa máquina que de repente lhe lançou no rosto uma lufada de vapor quente. Depois de cego, recusando-se a pedir esmola, como outros cegos fazem, lembrou-se de que carregava um poeta dentro do peito, arranjou uma viola e se fêz cantador. E cantando continua até agora, desde aquêles fatais dezoito anos até os oitenta e um de hoje em dia. Vive ambulante, igual a Homero, também como êle cego, poeta e cantor. Não tem mulher, - diz que mulher e cego não são boa combinação. Já criou mais de vinte filhos alheios, transformando as velhas relações do cego com o seu guia numa paternidade adotiva que lhe vai preenchendo os vazios do coração. Agora os guias já são “netos”, filhos dos guias primeiros. Faz algum tempo um político lhe deu uma maquininha de cinema, que o cantador levava pelos povoados do interior, completando a exibição dos filmes com explicações e cantigas. Viajava com uns burros, - mas com o tempo os burros foram morrendo, e alguns amigos jornalistas se lembraram de iniciar uma subscrição para lhe comprarem um jipe. Aí, porém aconteceu uma tragédia: a pequena casa onde o Aderaldo morava em Quixadá, “coberta de Jitirana, cheia de flor em botão”, pegou fogo, foi-se embora. E o incêndio comeu também o projetor de cinema, os filmes, tudo. Desolado, sem teto, o poeta desisitiu da subscrição, que já não tinha sentido. Os pouco contos de reis obtidos, deixou-os no banco onde estavam - “ficam para o meu entêrro...”. Um deputado, seu admirador, doído daquela má sorte, obteve para o cantador uma casa da Fundação da Casa Popular, em Fortaleza. Mas aí apareceu um “algoz” - e denunciou o cego como proprietário em Quixadá “de uma casa e de um cinema” - aquilo que o fogo levara...

* * *
Tudo isso êle contou e cantou, mais rido do que chorado, porque tem a tristeza alegre. Quando partiu - o jipe fôra emprestado por um amigo, precisava chegar ao Quixadá antes da noite - nos deixou comovidos e tontos, como se a gente houvesse podido entrever, na sua profundidade natural, o escondido e singelo mistério do mundo. E se o corpo, o triste corpo de carne, nos continuava pesado e pregado ao chão, o coração aligeirado, contente, cantante, estava, êle sim, leve e inocente - “maneiro como uma abelha”...

Quer saber quanto vale seu site?

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Tô rica


Cidadania ativa

Ser um melhor cidadão está na sua mão
Ser um cidadão activo só depende de si. Quanto mais activo e dinâmico for o seu papel na sociedade, mais e melhor se desenvolverá a sua freguesia, o seu município, o seu país. É isto a cidadania activa.
O poder que cada um de nós tem, seja isolado ou organizadamente, de intervir responsavelmente, é de extrema importância para aumentar a eficácia dos poderes públicos. Só através da sua participação e acção construtiva pode exigir mais das entidades oficiais.
Muitas vezes, de forma automática, os políticos são acusados de “fazer tudo o que lhes apetece”, de “não fazer nada” ou de “fazer tudo mal”.
As autarquias assumem abertamente que a crítica é bem-vinda, desde que responsável, fundamentada e representativa. Participar e exigir, mais do que um direito, é um dever e responsabilidade de todos.
Assim, a cidadania activa, assumida de forma responsável é essencial para melhorar a eficiência dos políticos e das suas políticas. A mudança passa por todos, por isso é necessário ter consciência que a sua voz conta. Faça uso dela.

Não se limite a apontar o dedo. Participe activamente,
O voto é a expressão máxima da cidadania. Mas… não chega!
A vida não pára. Todos os dias surgem novos problemas, necessidades, expectativas. Todos os dias são tomadas decisões. A sua comunidade, freguesia, município precisam da sua voz activa todos os dias.

Quanto mais participada for uma decisão, melhores resultados surgirão.
A cidadania activa valoriza a nossa sociedade e reforça a democracia.
Seja activo, participe!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Aos amantes do cinema


Para mim não existe nada mais bonito de se ver do que uma mulher andando, desde que com um vestido ou saia que mexa no ritmo de seus passos. Algumas mulheres andam como se tivessem um objetivo; um encontro talvez. Outras apenas passeiam com ar despreocupado. Algumas são tão belas vistas por trás que hesito em ultrapassá-las, temendo ficar decepcionado. Porém, nunca me desaponto. Quando elas não me agradam de frente, me sinto aliviado de certa maneira; pois, infelizmente, não posso ter todas elas.

Milhares delas andam pelas ruas diariamente. Mas quem são todas essas mulheres? Para onde vão? Dirigem-se a algum encontro? Se o coração delas está livre, então seus corpos devem ser pegos, e creio que não tenho o direito de deixar passar essa chance. A verdade é que elas desejam a mesma coisa que eu: elas querem amor. Todo mundo quer amor. Todos os tipos de amor: amor físico, amor sentimental ou simplesmente a ternura desinteressada de alguém que escolheu outro alguém para a vida toda, e não tem olhos para mais ninguém. Não me encontro nessa situação; olho para todas.

Como alguns animais, as mulheres praticam a hibernação. Durante quatro meses elas desaparecem. Não são vistas. E então, no primeiro raio de sol do mês de março, como se tivessem combinado ou recebido uma ordem de mobilização, elas aparecem às dezenas nas ruas, com roupas leves e saltos altos. E a vida recomeça.

Uma bela perna é maravilhosa, mas não sou inimigo dos tornozelos grossos. Posso até dizer que me atraem: são a promessa de um alargamento mais harmonioso subindo ao longo da perna. As pernas das mulheres são compassos que percorrem o globo terrestre em todos os sentidos, dando-lhes equilíbrio e harmonia.

Recentemente percebi que no inverno sou atraído por seios grandes. Entretanto, no verão, gosto dos pequenos. Duas pequenas maçãs andando de braços dados. Mas o que têm todas essas mulheres? O que têm a mais do que todas as outras que conheço? Bem, justamente, o que têm a mais é isso: elas ainda me são desconhecidas.

Texto de François Truffaut pelo seu personagem Bertrand Morane em O Homem que Amava as Mulheres.

Eita que eu tô com a macaca!

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Comece bem a semana


Segunda-feira
Rosana Hermann

Sabe aquela coisa bem piegas, tipo frase que vem dentro do saco de balas, no bombom, que o periquito tira do realejo e diz “hoje é o primeiro dia do resto de sua vida”? Pois hoje é um bom dia para pensar nela. Segunda-feira, pós domingo de celebração da Proclamação da República, segunda metade do penúltimo mês de 2009.
Se você não gosta de alguém, ignore-a. Não gaste suas energias vitais para destruir o que já não vale nada para você. É tolice.
E se você vai julgar as pessoas apenas por suas teimosias, opiniões infundadas ou sensações comprometidas, pare. É injustiça.
E se, ainda, você vai começar mais um dia resmungando, reclamando e promovendo a discórdia, desista. É burrice.
Inteligência é fazer o melhor com que o que é, o que se tem, o que se pode.
O resto é doença da cabeça.
Bom dia!
Faz um lindo sol lá fora.
Aí também?

A internet e a política


Por Cairo Arruda
(membro da ACI e da ACEJI)

Temo que as regras aprovadas recentemente pelo Congresso Nacional que permitem direta e oficialmente o uso da internet para fins político-eleitorais, como informes, opiniões e propaganda política em todos os níveis – do executivo ao legislativo -, venham contribuir, no que pese a importância do direito de resposta, para a prática de abusos, maldades e injustiças, pois, nem sempre, a defesa dos atingidos pelos malefícios chegará em tempo hábil ao conhecimento da opinião pública, o que poderá lhes ocasionar sérios danos, e comprometer a integridade e honra , e prejudicar o intento do candidato a cargo eletivo.
Mal a nova norma foi introduzida na legislação eleitoral, já se presencia a ação nefasta de alguns aproveitadores mal intencionados e com interesses políticos contrariados, procurando, via internet, deturparem a verdade e denegrir a imagem de pré-candidatos (especialmente à Presidência da República), para ter repercussão negativa junto ao eleitorado que tem acesso à informática.
Senão, vejamos:
Enviaram-me uma mensagem eletrônica das mais maldosas, tentando comprometer a imagem da pré-candidata (não fiz ainda nenhum escolha de candidato a nenhum cargo às próximas eleições) ao Planalto, Dilma Rousseff, em que ela, sendo carinhosamente tratada de Dilminha, figura na montagem, por sinal, bem arquitetada, como co-responsável pelo assassinato de pessoas ligadas e/ou defensoras dos princípios do Movimento Revolucionário de 1964, que tem a intenção clara e evidente de prejudicar os objetivos políticos da atual Ministra da Casa Civil e “madrinha do PAC”, distorcendo maldosamente o seu passado de luta, e de elemento de esquerda e não simpatizante daquele Movimento, e que, (a bem da verdade), como cidadã, lutou bravamente pela liberdade de expressão, contra a repressão, perseguições (ela mesma foi muito perseguida...), ações de tortura e injustiças praticadas pela dita Revolução.
Com essa abertura (que os seus defensores alegam que veio para atender aos anseios de modernidade e democratizar a internet), pelo que já se vivencia, poderá concorrer para aumentar a “baixaria” nas campanhas eleitorais, o que, diga-se de passagem, vem aumentando a cada eleição.
O progresso e a modernização têm o seu lado positivo, mas, nem todo o mundo sabe tirar deles os reais proveitos, e, às vezes, usa-os para práticas desabonadoras e injustas.
No nosso caso (do Brasil), a cultura e a educação (que ainda deixam muito a desejar) têm um grande peso em relação aos erros e acertos no exercício de certos direitos, por parte de alguns.
Como a nossa história política mostra, a maioria da massa votante brasileira deixa-se levar pelas primeiras informações que lhe chegam, e não está suficientemente preparada e consciente para distinguir e compreender a verdadeira intenção de determinados formadores de opinião, o que, doravante, passaram a ser, aliás, com mais condições e veemência, os internautas e coordenadores de blogs que militam na política partidária.
Eis a razão do meu temor de “os justos pagarem pelos pecadores”, em se ter de acompanhar a modernidade, pois, no meu modesto entendimento, ainda não estamos psicológica e politicamente amadurecidos para usufruir com equilíbrio, sensatez e espírito de justiça, de certos benefícios proporcionados pelo avanço da tecnologia.
E-mail: cairomiri@yahoo.com.br

Sinuca de bico


Situação dúbia a se avaliar. Responda: a grande maioria dos eleitores é corrupto porque a grande maioria dos políticos é ladrão? Ou a grande maioria dos políticos é ladrão porque a grande maioria dos eleitores é corrupto?

A cena que a televisão mostrou outro dia foi bastante deprimente. Um prefeito recebendo propina de um empresário da construção civil. Simplesmente por aquele ter concedido a este, a construção de uma creche na cidade de Monte Castelo, no estado de São Paulo.

Mas os repórteres que participaram desta matéria caíram de pau no tema e no ingênuo gestor. Como sempre. E pobre do acusado. Sumiu do mapa. Ele mesmo se achou exclusivo nesta arte. É tanto que se licenciou do cargo.

E o empresário certamente se achou o mais probo do mundo. Indague-o sobre quantas pequenas propinas ele repassou antes de tomar aquela atitude! Mas a exigência do prefeito foi maior do que o combinado. Então o empreiteiro se sentiu no direito de agir daquela maneira. Descumprir trato sai caro.Seria Monte Castelo a única cidade do Brasil que tem malversação de dinheiro público? Monte Castelo: quantas têm no Brasil? Monte Castelo, lá no interior de São Paulo, consistiria o ovo “indez” da corrupção? Aquele que serve de guia para os outros ovos serem botados? Claro que não.

Exemplo de falcatruas é o que não falta. Um bom número de prefeitos que geriram nossas prefeituras nos últimos mandatos já concluídos está sob acusação de desvio de recursos em alguma estância do Judiciário. E até hoje não se tem notícia de nenhuma penitência sobre os acusados. Nem fugiram ou se licenciaram como em Monte Castelo. Governaram até o fim. Ao contrário. Todos estão muito bem. E sobrevivendo com aquele dinheiro desviado.

E o pior é que não se tem perspectiva de melhora. Como assim? Tanto o corrupto como o corrompido estão entrelaçados. É uma teia semelhante a uma estrada de mão tripla.
O ora candidato recebe financiamento do empreiteiro prá comprar o eleitor. Após a eleição, este recebe na bandeja as obras da gestão prá recuperar o dinheiro do financiamento da campanha. Aquele dinheiro que foi usado para comprar o eleitor. Triste, né?

Lembra-se daquela dúvida do primeiro parágrafo? Até quem escreveu este texto continua fazendo confusão de quem é o exato bandido. Se o eleitor que se vende. Ou o eleito que compra. Ninguém poderá cobrar nada. “Uma mão lava a outra”.
Além dos prazos para a apuração dos fatos que são longos. Os vereadores pediram quatro meses para verificar se são verdadeiras as imagens. - Acorda prefeito! Vai cumprir seu mandato. Esquece o povo, que ele esquece.
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* Texto escrito e enviado por Arimatéia Macêdo – www.arimateia.com - Novembro de 2009

domingo, 15 de novembro de 2009

Som do domingo

Réquiem para uma cidade desolada

Detesto viajar de ônibus. Pelo pinga-pinga infernal, pelo tempo perdido, pela falta de um lugar decente para comer e principalmente pelos meus famosos bicos de papagaio que insistem em beliscar, reclamar e incomodar durante vários dias.
Para distrair, fico observando os lugares por onde passo e sempre juro pra mim mesma que da próxima vez levarei uma câmara fotográfica para registrar o percurso. Nunca levo a câmara e o meu celular não faz nada além de ligar e receber. As imagens ficam registradas na minha memória e para traduzi-las preciso remexer no baú das palavras.
Desta vez, fui a Ip pelo Juazeiro do Norte. Vi Padim Ciço lá de cima reinando sobre o comércio e a política em torno da fé. Daí pra frente, a viagem de carro é uma aventura. O calor insuportável, as estradas perigosas, mal cuidadas, pouco sinalizadas, gente sendo transportada sem a menor segurança, desobediência aos poucos sinais de trânsito fazem da curta viagem um desafio. A sensação é que você está participando de um rali.
Tudo bem. Entremos na guarita que dá acesso a Ip. Um pouco adiante, do lado esquerdo de quem vai para a cidade, somos recepcionados pelo lixão. Um lixão que se expande além da cerca e fica na beira da estrada. Detalhe: fumaçando. O mato seco na volta e o perigo de provocar um incêndio de proporções desastrosas.
A imundície a céu aberto desafia qualquer noção mínima de política ambiental. Acho que é por conta disso que as ossadas estão saindo das tumbas do cemitério próximo, conforme registrou o Portal de Ip por ocasião do Dia de finados. De repente, talvez, não seja só por conta do lixão. Não podemos esquecer que do outro lado do cemitério, um pouco mais adiante, tem um matadouro que acredito que nem deve mais funcionar. Se funcionar é porque a vigilância sanitária deve estar aposentada. Ele fica próximo a um posto de resfriamento de leite e a uma fábrica de produtos de limpeza.
Nada se compara ao abandono da cidade. Imagine o inusitado: eu vi um garrote saindo pelo portão do hospital. Ninguém me disse, eu vi. Fiquei pasma. O hospital fica na beira da estrada e nada mais esperado que o gado que fica solto tenha a iniciativa de entrar circular pelo estacionamento do hospital.

Açougue Municipal e Lavanderia Pública de Ip

Mais adiante, logo após aquela ponte, do lado direito, está o que um dia foi a lavanderia pública e o açougue público. Imundos, podres, mal cuidados, caindo aos pedaços, abandonados. É um nojo.

Ruínas do Clube Recreativo de Ipaumirim

Se você dobrar à esquerda, verá os restos do que foi um dia foi o excelente clube da cidade. Literalmente caiu. Tudo bem, esquece. Desiste de ir à esquerda e dobra à direita que você vai encontrar um novo bairro se favelizando. Sem ruas demarcadas, sem calçamento, sem arborização. A desordem do espaço urbano no novo bairro, sem planejamento, sem recursos mínimos, desrespeita a cidadania e tripudia de quem ali está investindo seus parcos recursos na esperança de viver com mais comodidade.
Centro da cidade
Imagem: http://ipaumirim.blogspot.com

A desordem do trânsito pelas ruas estreitas é uma temeridade. Motos passam em velocidade comprometendo a segurança de pedestres, das crianças, dos idosos. Carros estacionados onde querem, caminhões circulando em vias praticamente intransitáveis para veículos pesados. Salve-se quem puder. E o DETRAN?
Pelo Código de Trânsito Brasileiro, “DETRAN (Departamento Estadual de Transito) é o órgão Estadual de Transito que tem por finalidade o exercício das atividades de planejamento, administração, normatização, pesquisa, registro e licenciamento de veículos, formação, habilitação e reciclagem de condutores, educação, engenharia, operação do sistema viário, policiamento, fiscalização, julgamento de infrações e de recursos e aplicação de penalidades.”
Para completar o quadro, a Praça São Sebastião e Praça Padre Cícero desafiam o bom senso na ocupação do espaço urbano. Por que não se diminui a largura das praças para ampliar o tráfego de veículos? Época de festa é um horror porque, soma-se à desordem no trânsito, o som dos carros com seus bregas e axés desafiando os tímpanos de quem mora na vizinhança. Quem mora na área fica sitiado entre os benditos da difusora da igreja e a barbárie incivilizada do som dos automóveis particulares.
No largo atrás da igreja, a poeira da construção civil é um terror para quem mora nas imediações. As casas estão sempre sujas e empoeiradas e os entulhos – que deveriam ser retirados diariamente – se misturam ao material de construção numa nuvem de poeira que compromete a saúde de idosos e crianças vulneráveis aos problemas pulmonares. Nos lugares civilizados, há equipamentos específicos para depósito de entulhos durante as construções. Como não temos recursos desta natureza, pode-se improvisar colocando entulhos em camburões e retirando-os sistematicamente. É tão simples e barato mas como não há ordenamento, cada um faz como quer.
Conversa vai, conversa vem, ouvi dizer que Ip terá uma nova bandeira. Isso já foi falado rapidamente no Portal de Ipaumirim. Eu pergunto: por que e pra que? Pelo que eu saiba e se não me engano, Ipaumirim já tem uma bandeira. Pra que mudar? Caiu da moda, foi? Pelo que eu saiba, bandeira não acompanha moda. Talvez por isso tenham bandeiras horrorosas que resistem ao tempo porque elas têm um sentido e uma razão. Imagina se tirassem um pouco do verde da bandeira do Brasil a cada vez que se desmata um pedaço da Amazônia. Bandeira é símbolo, não precisa ser fashion. E se, segundo dizem, querem tirar o algodão que está na bandeira, vão botar o que? Pelo menos algodão já se produziu por aí. Agora, produz o que? Sabão, leite e doce. Vão botar uma barra de sabão? uma lata de doce? Um litro de leite?
A educação com índices vergonhosos, o município paupérrimo sem a mínima expressão, a cidade abandonada e, de repente, aparece a importantíssima necessidade de mudar a bandeira. Era o que faltava.
Andando pela rua, perguntaram-me se Ipaumirim ia virar Alagoinha. O tempo nunca regressa mas antes uma Alagoinha erguida pelo esforço de seus velhos representantes que lutaram bravamente por tempos melhores do que um Ipaumirim ajoelhado, envergonhado, desmoralizado, degradado, ano após ano.
Em Ip, não se importar com o município já virou tradição. Os gestores - prefeitos, para ser mais clara - não podem e nem devem ser execrados sozinhos. E a Câmara dos Vereadores? Quantas vezes interferiu, pressionou e/ou mudou o curso dos desacertos?
Na realidade, o verme que contamina, destrói, desagrega e deixa rastros por várias gerações é a politicagem das pequenas negociatas, das traquinagens eleitoreiras, da esperteza cabocla que congrega políticos, chefetes e eleitores interessados em se dar bem. Em Ip, nem São Tomé acredita no que vê.
Nem passei pela cidade toda mas fico me perguntando se ela já está prontinha para receber os visitantes na Festa de São Sebastião.

Para não dizer que não falei de flores, fiquei encantada com o acervo da Biblioteca Pública Zenira Gonçalves Gomes. Em que pese à política editorial que facilita a produção e distribuição de livros compatíveis com determinados interesses, de uma maneira geral, tem muito livro interessante. Alguns catalogados. A maioria dos livros nunca foi consultado. Tem um monte de obras encostadas sobre balcões e caixas velhas porque não tem estante para organizá-los. Uma estante de aço é baratíssima. Algumas mesas, vários computadores novos e sem internet. Um calor infernal. Nenhum ventilador. Sobretudo falta iniciativa para dinamizar a biblioteca, conquistar leitores e trabalhar junto às escolas e à população o saudável exercício da leitura.

ML

Eu sei, mas não devia (Marina Colasanti)



Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.(1972)

Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.
O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.



sábado, 14 de novembro de 2009



Hoje vou descansar.
Amanhã estou aqui.
Inté.

sábado, 7 de novembro de 2009

AVISO


Durante alguns dias o blog vai funcionar irregularmente. Estou fora de Recife e devo passar alguns dias ocupada com problemas urgentes. Sempre que puder, entrarei para dar um "salve" (como diz Zina) pra vocês todos. Bom fim de semana.
ML

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Vitamina Detox: natural, boa e barata


Ingredientes:
200ml de suco de laranja
1 fatia de abacaxi cortada na espessura de um dedo
2 folhas de couve
Preparo:
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata até obter uma mistura homegênea.
Este suco que libera as toxinas do organismo.

Parabéns Aurora

Criado pela Lei 2.047 de 10 de novembro de 1883 o município de Aurora é por isso mesmo detentor de um dos mais ricos e significativos passados históricos da região caririense, de onde se destacam os trágicos acontecimentos ocorridos entre dezembro de 1908 e meados de 1909, quando a então Vila de Aurora foi invadida e saqueada por bandoleiros, a mando de potentados do Cariri.
Aurora é ainda a terra natal de figuras notáveis e emblemáticas a exemplo da célebre Marica Macêdo, o poeta Serra Azul, o pintor Aldemir Martins, o cantor Alcymar Monteiro, o literato Hermenegildo de Sá Cavalcante, o escultor Nego Simplício, e a própria Dona Aurora antiga proprietária de uma taberna às margens do rio de cujo topônimo se tornou possível trocar-se o nome primitivo de Venda para o atual de Aurora.
O município possui cerca de 30 km do seu território cortado e banhado pelas “águas doces e férteis” do Rio Salgado, que inclusive, divide a cidade/sede quase ao meio no sentido Sul-Norte; indo desaguar no Jaguaribe já nos limites do município de Icó. Cumpre destacar igualmente que Aurora se notabilizou a partir da década de 20, devido construção e inauguração da sua estação ferroviária; fato ocorrido em 7 de setembro de 1920, sendo, por conseguinte, a 1ª e mais importante estação da região, uma vez que as de Juazeiro, Missão Velha, Crato e Ingazeiras só vieram a ser edificadas anos depois. Por conta disso, Aurora ficou durante muito tempo sendo o entroncamento final do ramal da rede ferroviária cearense (RVC). Deste modo acolhia todos os viajantes do baixo Cariri que vinham pernoitar na cidade no sentido de chegar à capital.
Durante muito tempo Aurora pôde extrair da terra o seu ouro branco – o algodão, uma antiga atividade agrícola propulsora da economia aurorense que junto à existência do trem marcou significativamente a vida e o comércio do município num passado recente. Foi assim. Era assim. Hoje, Aurora se ressente tanto da economia algodoeira quase inexpressiva, dentre outros fatores pela praga do bicudo que a dizimou em toda região; quanto do restabelecimento do trem, cuja ausência tem causado além de saudades, um verdadeiro “peso morto” na lida cotidiana do povo e no progresso do município.
Confira toda programação da 1ª Festa Cultural da Emancipação - Edição 2009 Comemorativa aos 126 anos de Aurora promovida pela Prefeitura Municipal.

De 07 a 10 de novembro de 2009
“Aurora: 126 anos de história, cultura e tradição”.

Abertura: Sábado - 07 de Novembro

19:30 h – Dãozinho dos Teclados
20 h - Sebastian dos teclados
21 h – Forró Garota Teimosa.
23 h – Forró Lenhada e Karine Mitre
01 h – Forró Chave de Ouro.

Domingo - 08 de novembro

19 h – Cris e Cristian
20 h – Forró Xoteado
21 h – Forró com Jeito
23 h – Sirano e Sirino
01 h – Forró de Rocha.

Segunda-feira - 09 de novembro

19 h – Apresentação de Repentistas Populares
20 h – Carpegiano dos Teclados
20:30 h - Heraldo e André
23:30 h – Fábio Carneirinho.
01:30 h - Forró Pesado

Terça-feira - 10 de novembro (Dia do Município)

05 h – Salva de fogos e Alvorada Festiva com a banda de Música Senhor Menino Deus.
Local - Paço municipal:
Execução dos Hinos: Nacional e Municipal. Hasteamento das Bandeiras: do Brasil e do Município.
Palavra oficial do prefeito e outras autoridades.
08h – Missa de ação de graças alusiva a passagem dos 126 de emancipação cívica-política de Aurora.
Local – Igreja Matriz do Sr. Menino Deus.
O7 h – Início do Torneio da Emancipação – Futebol de areia infantil
Local – Campinho da estação.
08h – Peneirão de Futebol para a escolhas de talentos juvenis das escolinhas de futebol da Seculte com as presenças dos observadores do Clube Atlético de Cajazeiras - PB.
Local: Estádio Novo.
08:30 h – Palestra: “Aurora, 126 anos: uma história que engrandece a própria história”.
Local: Salão do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR). – Palestrantes: Dr. Vicente Landim de Macedo – pres. de honra da AFA/Brasília.
09 h – Atletismo: Corrida ecológica dos 126 anos.
Saída: Quandra Poliesportiva – Araçá. Percurso: Querumbina/Olho d’água/Araçá.
09 h – Visita da comitiva municipal e convidados à pedra fundamental (Terreno) para a construção da Escola Técnica e Agência do INSS – bairro Araçá.
10 h – Encontro com os atletas mirins do Projeto Segundo Tempo para a entrega de camisetas do PST e palestra infantil com a professora Elizete Albuquerque.
Local: Pátio da Seculte.
12 h – Partida de Futsal feminino – Quadra Poliesportiva – Araçá.
15h – Decisão do Campeonato Juvenil segunda divisão – Luiz Simião de futebol amador.
Local: Campo do Romãozão.
15:30h – Jogo de confraternização: Veteranos da Seculte X Veteranos de Juazeiro do Norte - Local: Novo Estádio.
17h – Final da Copa Aurora Lêço Quezado de Futebol.
Local: Novo Estádio.
19 h – Os Coiotes
19:30 h – Premiação das equipes e dos destaques da Copa Aurora, do Campeonato Juvenil e do torneio infanto-juvenil de futebol alusivo aos 126 anos do município.
20 h – Desfile e escolha da rainha do município edição 2009.
21 h – Forró Boca de Moça
23 h – Garota Safada.
01 h – Forró Lá di Nois.
03 h – Namoro novo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009


Cara Luiza,ontem navegando pela internet tive o prazer de acessar o seu blog, muito legal, vi fotos que me fizeram viajar pela infancia, a tão falada igreja em que fui batizada aos 8 anos, inesquecível! .... vi meu avô Cirilo, avó Mundinha, tia Cira, Sônia, Nazaré, tio Bosco .... voces tem notícias de Gutemberg e Torquato? eu sou filha mais velha de Ciro Sampaio e Vanda, tenho muitas saudades daquela época, das pessoas que se foram mas que continuam no meu coração.
Muito bom o seu trabalho, é uma coletanea de informações, fotos, história e um ponto de encontro para os saudosistas.
Grande abraço,
Margaret

Obrigada, Margaret. Você também pode mandar fotos (antigas ou atuais) para publicar, o blog é de todos os filhos de Ipaumirim e seus descendentes e dos amigos que um dia por aqui passaram e gostaram de conhecer a cidade e o povo. Grande abraço para vocês.
ML

Enviado por Trigueiro Junior


A Secretaria de Assistencia Social e a Prefeitura Municipal de Ipaumirim, com parceria com a Ordem DeMolay e LEO Clube de Ipaumirim, realizaram uma semana de cidadania, promovendo cortes de cabelo, 2a. via do Registro de Nascimento, Exames de Saude, Emissão de CPF, Carteira de Trabalho e RG, so quem ganhou com isso foi a população Ipaumirinense.
Fonte: Trigueiro Junior
Foto: Zarlon Jorge

Carta de uma leitora pedindo auxílio em uma revista…

Caro Sr. Antonio Roberto, espero que possa me ajudar.
Ontem de manhã peguei meu carro e saí pra trabalhar, deixando meu marido em casa vendo televisão como sempre. Rodei pouco mais de 3 km quando o motor morreu e o carro parou. Voltei pra casa, para pedir ajuda ao meu marido.
Quando cheguei, nem pude acreditar, ele estava no quarto, com a filha da vizinha!
Eu tenho 32 anos, meu marido 34, e a garota 22. Estamos casados há 10 anos, ele confessou que eles estavam tendo um caso há 6 meses. Eu o amo muito e estou desesperada. Você pode me ajudar?
Antecipadamente grata.
Patrícia

Agora que vem toda bondade masculina, veja a resposta:

Cara Patrícia,
Quando um carro pára, depois de haver percorrido uma pequena distância, pode ter ocorrido devido a uma série de fatores. Comece por verificar se tem gasolina no tanque. Depois veja se o filtro de gasolina não está entupido. Verifique também se tem algum problema com a injeção eletrônica. Se nada disso resolver o problema, pode ser que a própria bomba de gasolina esteja com defeito, não proporcionando quantidade ou pressão suficiente nos injetores.
A pessoa ideal para ajudá-la seria um mecânico. Você jamais deveria voltar em casa chamar seu marido. Ele não é mecânico. Você está errada. Não repita mais isso.
Espero ter ajudado.