sábado, 8 de novembro de 2008

Ip: já é hora de ter juízo!

(as informações são de 2003 mas - sinceramente - mudou alguma coisa de lá pra cá?)

Plano de Desenvolvimento Regional para a
Região Centro Sul/Vale do Salgado
É um instrumento de política do Governo do Estado voltado para o desenvolvimento das regiões, através do planejamento espacial, que servirá de base para a elaboração dos planos de governo estadual e municipais.

Objetivos

Estruturar o espaço urbano regional;
Permitir o uso sustentável dos recursos naturais, bem como manter estreita observância às normas e procedimentos de controle e proteção ambiental;
Fortalecer a base econômica e a estrutura de empregos, visando elevar a produtividade para o aumento da competitividade regional, possibilitando ainda a diversificação econômica e o adensamento populacional;
Melhorar o nível do atendimento e a qualidade dos serviços sociais básicos e infra-estrutura de apoio (educação, saúde, saneamento, habitação, energia, transportes e comunicações);
Melhorar a infra-estrutura física e nível de acessibilidade, de modo que a região possa atrair e apoiar atividades econômicas mais diversificadas;
Fortalecer a gestão regional, incentivando a formação da capacidade de gestão financeira, de planejamento e associativa dos governos municipais para administrarem seu desenvolvimento de forma mais eficaz;
Melhorar a capacidade profissional da mão-de-obra local;
Possibilitar o fortalecimento científico e tecnológico voltado para as necessidades regionais.
Pergunta que não quer calar:
Ip tem programa de governo? Se tem, a maioria não conhece maaaaaaaaaasssssssss se tiver, será que em algum momento os documentos do PDR foram consultados?
E na gestão que agora finda, alguém leu pelo menos os objetivos do PDR da nossa região?
OOww IP!!! Na contramão do mundo vc ainda vai terminar distrito de Umari.
E por falar em retorno, encontrei um artigo bem interessante na Revista do Instituto do Ceará. Como o texto é longo, fiz um recorte bem localizado. O texto completo é muito interessante. É sempre bom conhecer um pouco da nossa história.
°°°
A reforma administrativa de 1953
Mozart Soriano Aderaldo
(...)
TRANSFERÊNCIA DE SÉDE DE MUNICÍPIO - Foi tranferida a séde do município de Baixio para Ipaumirim. Essa comuna, aliás, sofre do mal da instabilidade, como veremos em ligeiro registro que faremos a seguir. O município foi criado pelo art. 1º da lei n. 2.046, de 12 de novembro de 1883, com séde em Umari, então elevada á categoria de vila, pois àquela época a séde de município não era, necessariamente, cidade. Foi o município, depois, extinto pela lei n. 1.794, de 9 de outubro de 1920, para ser, finalmente, restaurado pelo art. 6° do decreto n. 193, de 20 de maio de 1931, com sede no mesmo núcleo populacional (Umari). Então prefeito municipal de Umari, o saudoso sociólogo Joaquim Alves propôs e obteve do interventor federal fôsse baixado o decreto n. 650, de 30 de junho de 1932, pelo qual foi tranferida a séde do município para Baixio. E o decreto n. 1.014, de 9 de maio de 1933, transferiu para a nova séde municipal a do têrmo judiciário. A 4 de dezembro de 1933, o decreto n. 1.156 conservou em Baixio a séde do município, a despeito de prováveis protestos e pedidos que óbviamente, foram formulados pelos habitantes de Umari. Em Baixio foi conservada a séde municipal na reforma de 1938 (decreto-lei n. 448, de 20 de dezembro de 1938), que elevou aquêle núcleo populacional à categoria de cidade, por ser cabeça do município, conforme norma adotada pela nova técnica administrativa. O mesmo ocorreu com as reformas de 1943 (decreto-lei n. 1.114, de 30 de dezembro de 1943) e de 1.951 (lei n. 1.153, de 22 de novembro de 1.951). Agora pela lei n. 2.161, de 12 de dezembro de 1953, publicada no Diário Oficial de 23 do mesmo mês e ano, a séde municipal passou a ser Ipaumirim (ex-Alagoinha), porisso elevada à categoria de cidade, enquanto Baixio voltou a ser séde de distrito e, portanto, simples vila.
(...)
Fonte: Revista do Instituto do Ceará - ANNO LXVII - 1953. p. 293

Sábado em queda livre

Prefeituras devem elaborar Plano de Saneamento


Prefeitos de municípios cearenses participaram de encontro com a Funasa, no auditório do Sebrae, onde foram orientados sobre os procedimentos corretos para obtenção de recursos para projetos de saneamento
A Funasa está à disposição das prefeituras cearenses para elaboração de planos municipais de saneamento básico
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As prefeituras do Interior do Estado que irão pleitear investimentos junto à Fundação Nacional de Saúde (Funasa), para conseguir verbas para saneamento básico a partir do próximo ano, devem se adequar a algumas exigências. Uma delas é a elaboração do Plano Municipal de Saneamento. Sem este plano, as prefeituras não irão receber os recursos da instituição. Foi o que informou o presidente da Funasa, Danilo Forte, durante o encontro realizado com os gestores municipais eleitos e reeleitos, no auditório do Sebrae, em Fortaleza. No entanto, como alguns municípios não possuem recursos financeiros suficientes para elaborar o projeto, Danilo Forte assegurou que a Funasa vai cooperar na elaboração dos projetos.
“A lei 11.445 de 2004 esclarece que os planos passam a valer a partir de 2009. Mas os gestores que não tiverem condições podem entrar em contato com a Funasa para que possamos firmar uma parceria de cooperação na elaboração do projeto”, diz. A exigência, para Forte, visa objetivar um melhor andamento dos projetos a serem executados pelas prefeituras e evitar possíveis irregularidades no repasse das verbas. Além disso, o Plano Municipal de Saneamento será um mecanismo eficaz para o acompanhamento das obras de saneamentos em diversos municípios que são atendidos e beneficiados pela Funasa.
“O mais importante é que a política de saneamento, para beneficiar a população, seja priorizada. O projeto vai fazer com que os casos de dengue também sejam diminuídos, uma vez que o saneamento básico acarreta um menor índice de infestação do mosquito causador da doença”, completa o presidente da Funasa.
Além disso, Forte ressaltou a importância da participação dos prefeitos eleitos para firmar novos convênios com a Funasa com a finalidade de melhorar e ampliar o atendimento concedido à população. “Estamos lutando para que a Funasa atenda aos municípios mais pobres do País. Existem problemas que precisam ser erradicados”, destaca Forte. Esses problemas apontados por ele estão relacionados aos índices de contaminação pelo besouro barbeiro, transmissor da Doença de Chagas, mais comum em casas de taipa nas áreas do sertão nordestino.
Plano de Aceleração
Além das exigências para receber os investimentos no setor de saneamento básico a partir de 2009, Danilo Forte também destacou os investimentos por meio do Plano de Aceleração do Crescimento da Funasa e sobre o repasse das verbas às prefeituras cearenses. “No primeiro momento em que foi apresentado o PAC da Funasa, nós tivemos que expor as nossas dificuldades. E isso estava relacionada à falta de engenheiros para tocar os projetos e processos com mais celeridade”, diz Danilo Forte.
O presidente da Funasa também informou que, a partir deste momento, os investimentos para as obras receberão financiamentos parciais, evitando que o dinheiro público permaneça na conta das prefeituras por mais tempo. “Iremos conceder 20% do valor total da obra apenas para o início, depois outras parcelas serão depositadas”, afirma.
De acordo com o coordenador regional da Funasa no Ceará, Guarany Aguiar, o Ceará mostra-se pioneiro em ações realizadas pela Funasa. “A participação dos prefeitos é importante para que sejam feitas correções nos projetos e que sejam apresentadas as linhas de ações da Funasa para beneficiar o Interior do Ceará”, diz.
As principais obras realizadas em parceria com a Fundação incluem sistemas de abastecimento de água, melhorias habitacionais para o controle da Doença de Chagas — causada pelo barbeiro — sistema de esgotamento sanitário, melhorias sanitárias domiciliares, resíduos sólidos e do Programa Água na Escola, por meio de recursos do PAC e, também, de emendas parlamentares.
MAURÍCIO VIEIRA
Repórter
BENEFÍCIO
"O encontro vai mostrar o quanto a Funasa evoluiu e tem melhou a condição de vida das populações".
Carlos Macêdo
Presidente da Aprece"
Piada do dia
(o grifo é meu e não do jornal)
A reunião é uma maneira de melhorar as parcerias sempre pensando no bem da população".
Luiz Alves de Freitas
Prefeito de Ipaumirim"
É muito importante porque temos que conhecer as políticas na gestão da água, esgoto e habitação"
Acilon Gonçalves
Prefeito de Eusébio
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Acorda Luiz!!!
Gosto demais de você, filho de Zé Alves, irmão de Zé Alves Filho, gente do meu coração, amizade além de todos os tempos, mas depois da gestão que vc andou fazendo em Ip , uma declaração dessa é um escárnio.
O jornalista - eu sou jornalista e sei como se valoriza essa coisa do comentário como ilustração de texto - com certeza não conhece nada de Ip.
Se conhecesse, não acredito que publicaria um comentário tão vexatório.
ML

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender..


(Artur da Távola)

Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.

Tenho visto muito amor por aí, amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se perceberam ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor.

Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira.

Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.

Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível?

Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.

Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.

Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre.

Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, ¿aquela conversa importante que precisamos ter¿, arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.

Para quem ama toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível. Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.

Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos): não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.

Não tenha mêdo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente.

Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser.

Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança. Sem mêdo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.

Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.

Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma.

Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

CRISE FOI ÀS URNAS NOS EUA


A política ficou maior que o mercado. Até quando?

O sonho americano perdeu o crédito bancário e foi buscar amparo nas urnas: os norte-americanos elegeram Barack Obama com a responsabilidade de tornar a política maior que o mercado. Sobretudo, maior que os interesses condensados pela agenda neoliberal predominante no país e no mundo nos últimos 30 anos e que agora se esfarelou.
Redação - Carta Maior


Barack Obama não é Roosevelt. O mundo de hoje não é o de 1929. Os EUA não são a mesma sociedade dos anos 30. Naquele momento, sindicalistas, liberais de esquerda e um movimento comunista internacional ascendente emparedaram os dirigentes do Partido Democrata impondo-lhes um programa de recorte progressista para superar a depressão econômica que se arrastou por quase 12 anos e jogou 25% da força de trabalho dos EUA no desemprego. Mesmo assim a roda da história só girou de fato quando Roosevelt mobilizou os EUA, em 1942, para lutar na II Guerra mundial, acionando um poderoso programa de encomendas à indústria bélica.

Hoje , porém, o grau de insatisfação é equivalente, porque a desilusão atingiu uma intensidade proporcional à exuberância consumista - recheada de endividamento familiar, individualismo, nacionalismo bélico e desemprego - muito maior hoje que o padrão dos anos 30.

A equação que desafia Barack Obama contém doses insuspeitas de esperança ao lado de um caldeirão fervente feito de revolta, duas guerras, pobreza crescente, desemprego e ódio incontido.Para preservar a margem de manobra que lhe foi dada pelas urnas, Barack Obama terá que ir além de suas convicções e dos interesses que sustentam o poder nos EUA. Só assim seu governo será capaz de reinventar a história. Seu grande aliado nesse momento é a urgência e a profundidade da crise que bate na porta de milhões de lares norte-americanos. Alguns dados:

Endividamento, fracasso e medo.

Em 1984 os norte-americanos poupavam 10% de sua renda; hoje, a taxa de poupança de 34 milhões de famílias é negativa entre 13% e 40%. Elas usaram o patrimônio (a casa) como ativo para financiar gastos correntes incorporando-se assim à ciranda da especulação financeira que implodiu. A crise das subprimes derrubou o preço dos imóveis que valem menos que a dívida contraída ao hipotecá-los. O eleitor que escolheu Obama amarga o pesadelo de equilibrar as contas e cortar gastos. Esse é o chão duroque pavimenta o caminho do sucessor de Bush Jr.

Radiografia de perdas e danos

O consumo das famílias responde por 70% do PIB norte-americano. Nos últimos anos, cresceu à razão de 3% ao ano, sem que tenha havido poupança, apenas expansão do endividamento. O patrimônio familiar nos EUA divide-se em: os imóveis representam 32% do total equivalendo a US$ 21,5 trilhões; 6% são formados por bens duráveis e cerca de 62% de ativos financeiros (ações, fundos etc). Do passivo total, 73,1% (ou quase US$ 11 trilhões) são de crédito imobiliário e 18%, crédito ao consumo.

Desemprego e desigualdade

A participação dos salários na renda dos EUA está no nível mais baixo dos últimos dez anos. No segundo governo Bush, a renda do trabalhador aumentou o equivalente a apenas 1/3 do aumento da produção. Entre os mais pobres a evolução foi ainda pior: crescimento de apenas 3% da renda entre 1989 e 2006. Hoje a renda média dos assalariados nos EUA é inferior a existente em 2000.

No caso dos ricos, ao contrário, houve um salto de 42% no período. Os milionários que formam 1% da população (os mais pobres representam 12,6%) viram seus rendimentos aumentarem nada menos que 75% desde 1989, sobretudo durante os dois mandatos de Bush.

Hoje, 20% dos norte-americanos mais ricos são responsáveis por 50%do consumo.

O salário mínimo nos EUA encontra-se congelado desde 1996.

A insatisfação latente com a fatura do neoliberalismo foi contornada até agora com a expansão explosiva do crédito e do mercado imobiliário. Ambos permitiram à classe média manter-se à tona penhorando a casa própria para inflar artificialmente seu consumo e o padrão de renda.

A crise fechou essa válvula de escape e vem agravar um sentimento de derrota e insegurança que pode assumir diferentes nuances políticas. Por enquanto, Obama conseguiu canalizar esses sentimentos com um aceno de esperança.

Fim das guerras? Como realocar soldados numa economia em crise?

A guerra do Iraque já matou mais de 650 mil civis no país e um número superior a três mil norte-americanos. Mas a guerra emprega 150 mil soldados apenas no Iraque, e outras dezenas de milhares no Afeganistão. As encomendas de guerra – gasto superior a US$ 1,5 trilhão este ano - têm mantido em atividade inúmeros setores industriais.

Abandono da rede de proteção social

40% dos norte-americanos não têm plano de saúde. Os democratas, pelo menos Hilary, Obama e Nancy Pelosi , presidente do Congresso, defendem a universalização do atendimento.

O Medicare - uma espécie de SUS - foi sucateado nas mãos do Estado mínimo de Bush. Austero com os serviços públicos e generoso com os lobbies, Bush deu à indústria farmacêutica o privilégio de fixar os preços dos remédios destinados à saúde pública, sem que o Estado tenha direito de contestar ou renegociar as tabelas.

A economia de gastos com o bem-estar social vaza abundantemente para a guerra. Estima-se em mais de US$ 2 trilhões o custo da guerra do Iraque até agora.

Fome no capitalismo mais rico do planeta

A fome atinge 35 milhões de pessoas nos EUA. Quem informa é o Departamento de Agricultura norte-americano. Significa que 12% dos norte-americanos vivem sob permanente insegurança alimentar e 60% deles passam fome durante muitos dias ao longo do ano.

A válvula de escape que asfixia o emprego

Um espectro ronda o mundo do trabalho nos EUA: China.

O neoliberalismo radical encastelado na Casa Branca teve êxito indiscutível em articular seu sistema monetário e o mercado de consumo do país à expansão da economia chinesa. Foi assim que sustentaram a expansão do consumo com baixos índices de inflação . Como um dínamo, a China inundou os EUA de produtos baratos, fabricados em escala e preços imbatíveis, graças à exploração de sua farta mão-de-obra, transformada em nova fronteira da mais-valia planetária. De cada US$ 100 dólares de insumos injetados no sistema produtivo norte-americano, US$ 25 derivam de importações.

A China e o leste asiático respondem por 41% desse total. Na esteira inversa, os chineses acumulam reservas superiores a US$ 1,5 trilhão aplicadas em títulos do Tesouro norte-americano. Essa endogamia sistêmica ajudou até agora a expansão dos chamados “déficits gêmeos” –comercial e fiscal. Sobretudo, manteve acesa a chama do consumo obtendo o silêncio da classe média com doses maciças de crédito barato.

A explosão do mercado imobiliário quebrou os dentes dessa engrenagem. O país foi às urnas desorientado e sem enxergar o conserto que tem pela frente.

Globalização desintegrou a United Auto Workers, a CUT dos EUA

A globalização trouxe para a economia norte-americana os saltos de produtividade extraídos dos trabalhadores chineses, cuja remuneração é uma dezena de vezes inferior à hora/trabalho qualificada nos EUA. A um preço alto porém: o operariado industrial está desaparecendo nos EUA, com ele, suas organizações. O outrora poderoso sindicato United Auto Workers hoje negocia demissões em vez de negociar direitos e salários. Os empregos continuam a se evaporar no país para ressurgirem do outro lado do mundo arregimentando operários chineses e técnicos hindus.

A alta difusão da tecnologia digital associada à queda das barreiras comerciais acelerou a unificação do mercado de trabalho mundial nos últimos 15 anos.

Entre 1990 e 2000 a oferta mundial de trabalhadores saltou de 1,46 bilhão para 2,93 bilhões. Graças ao ingresso da China, Índia e economias do leste europeu, um grande investidor dispõe hoje de três bilhões de candidatos na fila do emprego para leiloar seu projeto a um custo mínimo de mão-de-obra.

Economistas como Lawrence Summers, ex-secretário do Tesouro norte-americano, acreditam que possa levar de 30 a 50 anos para que essa enorme sobra de gente seja "enxugada" do mercado de trabalho planetário. Só depois disso é que os níveis salariais nas economias mais ricas voltariam a ser competitivos.

Democracia versus capitalismo, a agenda oculta nas eleições nos EUA

O filósofo italiano Domenico Losurdo afirma que a democracia não pode definir-se independentemente dos excluídos. A agenda submersa à campanha eleitoral norte-americana deste ano recoloca o velho embate entre a supremacia dos mercados e os direitos dos cidadãos. São antigas as desconfianças acerca do convívio amigável entre democracia e capitalismo. A crise em marcha no coração do império e os primeiros cem dias de Obama, cuja posse está marcada para 20 de janeiro de 2009, permitirão avaliar melhor se as relações de vizinhança ainda desfrutam de alguma tolerância ou se o estoque de boas maneiras já se exauriu.

Obama mais protecionista?

Economistas ligados ao Partido Democrata, como Gene Sperling,assessor de Hilary Clinton, e Austan Goolsbee, da Universidade de Chicago, assessor de Obama, dizem que muitos trabalhadores dos EUA não estão recebendo sua parte nos ganhos gerados pelos mercados abertos. Embora não advoguem uma política abertamente protecionista, eles admitem que há uma pressão política sem precedentes para reverter esse processo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

FALTA DE INCENTIVO AO TURISMO EM LAVRAS DA MANGABEIRA

Boqueirão de Lavras

Com uma área de 20 hectares e sem nenhuma estrutura para a manutenção do local, o topógrafo Bosco Cavalcante, proprietário do empreendimento Boqueirão de Lavras, pensava em contar com o apoio do município como aliado para área de investimentos e atração de turistas. O sonho ficou para trás e, hoje, Bosco lamenta a falta de um melhor acesso para a essa agradável área de lazer na Região do Cariri.''

Com uma estrada, teríamos um bom movimento de visitantes, gerando empregos e renda. Não temos estradas. São feitos pequenos trechos de calçamento. Tive que investir recursos próprios para poder legalizar toda a área e torná-la em uma reserva de propriedade particular natural'', expôs Bosco Cavalcante, ao afirmar que, no Boqueirão de Lavras, existem uma vegetação arbórea e a caatinga, além de um bom número de animais silvestres e que são proibidos de serem mortos ou até mesmo caçadas.

Sem o apoio do poder público municipal na construção de infra-estrutura e melhor acesso ao local, Bosco não desiste de sonhar como empreendedor. Em seus planos, está a construção de chalés e a contratação de salva-vidas e seguranças particulares. ''São investimentos que teriam um retorno mais rápido, com a geração de empregos, se encontrássemos apoio do poder público'', acrescenta.

No boqueirão, existe uma história dos tempos antigos onde até cavernas foram descobertas. Há nas cavernas, uma grande quantidade de morcegos que inclusive se alimentam do peixe e tem uma escada natural dentro de uma área nunca explorada por arqueólogos ou historiadores. Podem ser vistas, também, pedras com pegadas rupestres e, ainda, não identificadas as suas originalidades. ''Se não houver um incentivo maior para que eu possa dar continuidade a este projeto, o município de Lavras da Mangabeira poderá ficar sem o seu cartão postal turístico'', alerta Bosco.



(Colaborou Amaury Alencar)
Fonte: http://tarsoaraujo.blogspot.com/

V Congresso Diocesano da Renovação Carismática em Iguatu

Acontece em Iguatu, entre os dias 08 e 09 de novembro, o V Congresso Diocesano da Renovação Carismática Católica 2008, várias missas, orações por curas, libertações e aconselhamentos serão realizadas, Além do show com a banda Nova Unção, os pregadores do evento serão Victor Hugo, Robério Cavalcante e o Padre João Batista, local do evento será no Diocesano.

Fonte: http://blogdeiguatu.blogspot.com/

Concurso


Vagas: 4.426
Cargo: vários
Nível: fundamental, médio e superior
Salário: até R$ 5.360
Informações: As inscrições seguem até 16 de novembro via internet e no stand da organizadora Instituto Cidades no North Shopping.
Entre as vagas, estão para as áreas de Comunicação, Administração, Economia, Direito, Ciências Contábeis, Economista Doméstica, Nutrição, Pedagogia, Psicologia, Professor (diversas funções) e outros. A data das provas ainda não foi divulgada.

Para profissionais com nível superior completo vale destacar as vagas de:
rocurador (10),
Engenheiro Civil (12)
Enfermeiro PSF (77).
Para aqueles com ensino médio completo há vagas para :
Agente Administrativo (372),
Agente Municipal de Trânsito (107)
Atendente Odontólogo (57), entre outras.
Inscrições Presenciais:
North Shopping Fortaleza (estande próximo lojas Esplanada) Av. Bezerra de Menezes, nº 2420 - Fortaleza/CEHorário: de funcionamento do shopping
CRAS – Edson da Mota Corrêa Rua José de Pontes s/nº - Centro - Caucaia/CEHorário: 8h às 14h

Edital Nº 001/2008: Gabinete do Prefeito, Procuradoria Geral do Município, Controladoria Geral do Município, Assessoria Geral de Comunicação Social, Secretaria de Governo e Articulação, Secretaria da Administração; Secretaria de Planejamento e Finanças
Total: 137 vagas

Edital Nº 002/2008: Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Infra-Estrutura, Secretaria da Assistência Social, Secretaria de Desenvolvimento Rural e Recursos Hídricos, Secretaria de Desenvolvimento Econômico; Secretaria de Gestão Patrimonial e Defesa Comunitária
Vagas: 438

Edital Nº 003/2008: Secretaria de Gestão e Promoção da Educação
Vagas: 2.033

Edital Nº 004/2008: Fundação de Desenvolvimento da Cultura e das Artes; Fundação de Desenvolvimento do Turismo, Esporte e Lazer; Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte Rodoviário e Urbano; Instituto de Previdência do Município de Caucaia; Instituto de Meio Ambiente do Município de Caucaia
Vagas: 183

Edital Nº 005/2008: Secretaria de Gestão e Promoção da Saúde
Vagas: 1.635

Fonte: http://blogdeiguatu.blogspot.com/

I have a dream

Eu tenho um sonho

Discurso de Martin Luther King
(28/08/1963)
Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação.
Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça.
Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros. Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre.
Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação.
Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.
De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes".
Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.
Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo.
Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia.
Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.
Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade.
Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.
Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.
Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.
E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"
Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.
Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.
Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.
"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.
Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,
De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"
E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.
E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.
Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.
Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.
Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.
Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. Mas não é só isso.
Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.
Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.
Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.
Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.
E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:
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"Livre afinal, livre afinal.
Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."
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Martin Luther King (1929-1968), pastor norte-americano, Prêmio Nobel, um dos principais líderes do movimento americano pelos direitos civis e defensor da resistência não violenta contra a opressão racial.Foi escolhido líder do movimento a favor dos direitos civis das minorias após organizar o famoso boicote ao transporte público em Montgomery (Alabama), em 1955.
Lutou por um tratamento igualitário e contribuiu para a melhoria da situação da comunidade negra, mediante protestos pacíficos e discursos enérgicos sobre a necessidade do fim da desigualdade racial. Em 1963, dirigiu uma marcha pacífica do monumento a Washington até o Lincoln Memorial, onde pronunciou seu discurso mais famoso: "
Eu Tenho um Sonho".
Formação e início de vida
King nasceu em Atlanta, Geórgia, no dia 15 de janeiro de 1929. Entrou para o Morehouse College aos 15 anos e foi ordenado pastor batista aos 18 anos de idade. Depois de se formar no Seminário Teológico de Crozer como presidente da turma em 1951, fez pós-graduação na Universidade de Boston. Lá conheceu Coretta Scott, nascida em Marion, Alabama, com quem se casou em junho de 1953. Os estudos de King em Crozer e em Boston levaram-no a analisar os trabalhos do líder pacifista indiano Mohandas Karamchand Gandhi, cujas idéias se tornaram o núcleo da sua própria filosofia sobre o protesto não violento. Em 1954, King aceitou a designação para ser pastor da Igreja Batista da Avenida Dexter, em Montgomery, Alabama.
O boicote aos ônibus de Montgomery
Naquele mesmo ano, a Corte Suprema dos Estados Unidos proibiu qualquer tipo de educação pública segregadora, e no rastro daquela decisão, o Sul segregado logo foi desafiado em todas as áreas da administração pública. Em 1955, King, que havia acabado de terminar o doutorado, foi indicado para coordenar um boicote aos ônibus de Montgomery. Os líderes negros da cidade haviam organizado o boicote para protestar contra a segregação racial em vigor no transporte público após a prisão de Rosa Parks, uma mulher negra que havia se recusado a ceder o seu lugar a uma passageira branca. Durante a ação, que durou 381 dias, King foi preso, a sua casa foi atacada e muitas ameaças foram feitas contra a sua vida. O boicote foi encerrado mediante um mandado da Suprema Corte proibindo qualquer transporte público segregador. O boicote de Montgomery foi uma vitória do protesto pacifista, e King emergiu como líder altamente respeitado. Como conseqüência os clérigos negros de todo o Sul organizaram a Conferência de Lideranças Cristãs do Sul (SCLC), tendo King como presidente.
Liderança quanto aos direitos civis
Em uma visita à Índia em 1959, King pôde compreender melhor o que entendia por Satyagraha, o princípio de persuasão não violenta de Gandhi, que King estava determinado a empregar como o seu principal instrumento de protesto social. Entre seus protestos destacam-se a campanha, em 1963, a favor dos direitos civis em Birmingham, Alabama, a realização do censo para aprovação dos votos dos negros, o fim da segregação racial e a melhoria da educação e de moradia para os negros nos estados do sul. Dirigiu a histórica ”marcha” para Washington, em 28 de agosto de 1963, onde pronunciou o famoso discurso I have a dream (Tenho um sonho). Em 1964 recebeu o Prêmio Nobel da Paz.
Ampliação das preocupações
À medida em que o tempo foi passando, King foi ficando cada vez mais sensível às diferentes formas que a violência poderia assumir. Também havia ficado claro que inúmeras cidades do Norte que haviam enviado participantes aos protestos do Sul estavam apáticas em relação aos acertos necessários quanto à estratégia a ser seguida contra a discriminação racial. As lideranças negras, que estavam passando por uma transformação radical, começaram a desafiar as orientações de King. Após terem apoiado o litígio e a reconciliação, exigiam uma mudança “de qualquer maneira que fosse possível”. Em Chicago, onde foi lançada a primeira grande campanha no Norte, ele recebeu a oposição pública dos batistas negros. Lá os manifestantes negros encontraram brancos, armados, liderados por neonazistas e apoiados por membros da Ku Klux Klan. Quanto à guerra no Vietnã, a maioria dos negros sentia que os seus próprios problemas mereciam prioridade e que as lideranças negras deveriam se concentrar na luta contra a injustiça racial em casa. No início de 1967, entretanto, King se associou ao movimento contra a guerra e às suas lideranças nacionais brancas.
Assassinato
Em abril de 1968 foi assassinado em Memphis, Tenessee, por um branco que havia escapado da prisão. Em 1986, o terceiro domingo de cada mês foi escolhido como a data para a comemoração dos direitos civis dos negros.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Saiba quais são os interesses do Brasil em jogo nas eleições dos EUA

McCain e Obama


McCain e Obama querem ser o 44º presidente dos Estados Unidos
A escolha de um novo presidente nos Estados Unidos tem profundo impacto não só na vida dos americanos, mas também em outros países.

Dependendo da linha política e econômica adotada pelo novo presidente, o mundo terá uma reação diferente. Algumas questões, que aparentemente dizem respeito apenas aos Estados Unidos, são de interesse também da América Latina, incluindo o Brasil.
A BBC Brasil mostra quais são os principais interesses do Brasil em jogo nas eleições americanas.

Comércio Exterior

Os Estados Unidos são o maior comprador de produtos brasileiros, representando 14% das exportações. Para o governo brasileiro, esse número poderia ser maior caso os Estados Unidos diminuíssem a ajuda financeira que concedem aos produtores locais, na forma de subsídios.
Uma das grandes expectativas de países exportadores, como o Brasil, é quanto à estratégia comercial que será adotada pelo novo presidente. Em outras palavras, se a nova gestão será favorável ao comércio livre ou adepta do protecionismo.
Uma postura mais favorável ao livre comércio beneficia o Brasil por dois motivos. Primeiro, porque abre o mercado americano a uma maior quantidade de produtos brasileiros.
Em segundo lugar, cria condições para que as barreiras comerciais sejam diminuídas em âmbito mundial.
Isso porque as negociações na esfera da Organização Mundial do Comércio (OMC) dependem fortemente da liderança de países ricos. Se os Estados Unidos adotarem uma política mais liberal, a chance de outros países fazerem o mesmo é grande, podendo, inclusive, salvar a Rodada Doha.

Etanol

Esse é um dos principais pontos de discórdia entre os dois países na esfera comercial.
Os EUA cobram uma sobretaxa de US$ 0,54 o barril sobre o etanol brasileiro, com a justificativa de que precisam proteger o produtor americano.
O candidato republicano, John McCain, demonstrou, durante a campanha, ser contrário à taxação do etanol brasileiro.
Mesmo assim, segundo o professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Carlos Pio, não há indicações de que uma política mais liberal seja adotada.
“O governo americano pode incentivar investimentos em etanol na Califórnia ou ainda produzir em outros países. O Brasil não é a única alternativa”, diz Pio.
O Estado de Iowa, uma das bases eleitorais do candidato Obama, é um dos maiores produtores de milho do país, outra grande fonte de produção de etanol e que compete com o produto brasileiro.

Liderança na América Latina

Outro ponto importante da agenda do novo presidente diz respeito à sua postura com relação aos governos de esquerda na região.
Existe a preocupação de que uma atitude de enfrentamento contra esses governos possa aumentar a instabilidade na região e gerar conflitos próximos às fronteiras com o Brasil.
Uma das principais dúvidas diz respeito à relação dos EUA com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
O candidato Barack Obama já sinalizou que pretende conversar com Chávez, dentro de sua política de negociar com líderes antiamericanos.
Já McCain tenderia a manter a atual política de isolamento contra Chávez e seus seguidores, entre eles os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e do Equador, Rafael Correa.
Segundo a maioria dos especialistas, a aliança estratégica dos Estados Unidos com o governo colombiano deve continuar no caso de vitória de McCain e poderá sofrer abalos caso Obama seja eleito.
O cientista político José Augusto Guilhon, da Universidade São Marcos, tem uma visão um pouco mais cética em relação à política externa de McCain.
“Como senador, McCain mostrou-se mais atento às questões da América Latina. No entanto, houve um certo recuo durante a campanha, que focou em questões internas dos Estados Unidos”, diz o professor.

Crise financeira

Com o agravamento da crise, o tema passou a ser obrigatório nos últimos dias de campanha.
Ao futuro presidente caberá, entre outras missões, liderar um movimento para reformulação do sistema financeiro internacional.
Os países emergentes, entre eles o Brasil, estarão na disputa para participar ativamente desse processo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito que um novo sistema só será “justo” se construído em parceria, incluindo países ricos e em desenvolvimento.
Além disso, há grande expectativa em relação às medidas que o novo presidente irá tomar para salvar a economia americana da recessão.
Teme-se que a saída adotada tenha um cunho protecionista, dificultando a entrada de produtos estrangeiros no mercado americano.

Conselho de segurança da ONU

Uma das principais bandeiras do governo brasileiro tem sido a ampliação do Conselho de Segurança da ONU, com um assento permanente para o Brasil.
A gestão de George W Bush, porém, não tem se empenhado na reforma da instituição.
Nenhum dos dois candidatos americanos se posicionou abertamente sobre o assunto. No entanto, Obama tem uma postura mais favorável à reforma e ao fortalecimento da ONU.
McCain propôs a criação de uma “liga das democracias”, espécie de ONU excluindo países autoritários. Mas essa se provou uma idéia polêmica e sem respaldo da diplomacia brasileira.

Imigração

Um dos principais temas de interesse para latinos é quanto à política que será adotada pelo novo presidente em relação aos imigrantes.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil estima que mais de 1,2 milhão de cidadãos brasileiros vivam nos EUA, sendo 450 mil ilegais.
Os dois candidatos defendem que os imigrantes aprendam inglês e que tenham uma vida mais digna em território americano. O modo como isso será feito é que preocupa os latinos que vivem nos Estados Unidos.
As propostas dos dois lados incluem, por exemplo, maior segurança nas fronteiras e mecanismos que permitam aos empregadores descobrir se seus funcionários têm realmente visto de permanência no país.
Pio diz que a implementação de qualquer reforma com relação à imigração depende mais do Congresso do que propriamente da vontade do presidente.
“É preciso sempre ter em mente que o Congresso estará preocupado com a crise financeira e isso pode adiar a discussão sobre os imigrantes”, diz o professor.

Obama branquelo x McCain negão: eis a questão

Os americanos são bons de photoshop e idéias. Esta foi de Tor Myhren, diretor de criação da agência de publicidade Grey, de Nova York.
Faz parte da campanha "Let the issues be the issue", ou "Deixe as questões serem a questão" ou ainda "Deixe o principal como assunto principal", numa tradução livre. A intenção é provocar os eleitores que votam para presidente dos EUA no dia de hoje a deixarem de lado a cor da pele dos candidatos e se preocupar mais com as idéias que eles tem na cabeça.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Terça poesia e prosa

Entardecer na Pedra de São Sebastião
- foto do blog de Cleidinha -

Canção para reinventar um tempo antigo

Faz–de-conta que o tempo é uma varanda
voltado para um pátio circular:
faz-de-conta que em canto de ciranda
regressamos ao cais de regressar.
.
Faz-de-conta, nas águas do destino,
um aquário de luas nos espera:
faz-de-conta que um canto repentino
traz de volta uma antiga primavera.
.
Faz-de-conta que esta contradança
nas varandas do nosso coração
reacende os sóis de antigamente:
.
Faz-de-conta que os rios da lembrança
reacendem a flama da canção
neste pátio-passado – tão presente.

.
Maria De Lourdes Hortas

(in Dança das Heras, 1995)..
##############


Tudo Passa

Havia um rei muito poderoso que tinha tudo na vida, mas sentia-se confuso. Resolveu consultar os sábios do reino e disse-lhes:

- Não sei por que me sinto estranho e preciso ter paz de espírito. Preciso de algo que me faça alegre quando estiver triste e que me faça triste quando estiver alegre.

Os sábios resolveram dar um anel ao rei, desde que o rei seguisse certas condições:

Debaixo do anel existe uma mensagem, mas o rei só deverá abrir o anel quando ele estiver num momento intolerável. Se abrir só por curiosidade, a mensagem perderá o seu significado. Quando TUDO estiver perdido, a confusão for total, acontecer a agonia e nada mais puder ser feito, aí o rei deve abrir o anel.

O rei seguiu o conselho. Um dia o país entrou em guerra e perdeu. Houve vários momentos em que a situação ficou terrível, mas o rei não abriu o anel porque ainda não era o fim.

O reino estava perdido, mas ainda podia recuperá-lo. Fugiu do reino para se salvar. O inimigo o seguiu, mas o rei cavalgou até que perdeu os companheiros e o cavalo.

Seguiu a pé, sozinho, e os inimigos atrás; era possível ouvir o ruído dos cavalos. Os pés sangravam, mas tinha que continuar a correr. O inimigo se aproxima e o rei, quase desmaiado, chega à beira de um precipício. Os inimigos estão cada vez mais perto e não há saída, mas o rei ainda pensa:

- Estou vivo, talvez o inimigo mude de direção. Ainda não é o momento de ler a mensagem...

Olha o abismo e vê leões lá embaixo, não tem mais jeito. Os inimigos estão muito próximos, e aí o rei abre o anel e lê a mensagem: "Isto também passará". De súbito, o rei relaxa. Isto também passará e, naturalmente, o inimigo mudou de direção.

O rei volta e tempo depois reúne seus exércitos e reconquista seu país. Há uma grande festa, o povo dança nas ruas e o rei está felicíssimo, chora de tanta alegria e, de repente, se lembra do anel, abre-o e lê a mensagem: "Isto também passará". Novamente ele relaxa, e assim obtém a sabedoria e a paz de espírito.

Em qualquer situação, boa ou ruim, de prosperidade ou de dificuldades, em que as emoções parecem dominar tudo o que fazemos, é importante que nos lembremos de que tudo é efêmero, de que tudo passará, de que é impossível perpetuarmos os momentos que vivemos, queiramos ou não, sejam eles escolhidos ou não.

A ansiedade, freqüentemente, não nos deixa analisar o que nos ocorre com objetividade. Nem sempre é possível, mesmo. Mas, em muitos momentos, precipitamos atitudes que só pioram o que queríamos que melhorasse, e é na esfera dos relacionamentos amorosos que isso ocorre quase sempre.

A calma, conforme o ditado popular, pode ser o melhor remédio diante daquilo que não depende de nós...

Manter as emoções constantemente sob controle é pura fantasia e qualquer um já viveu a sensação de pânico ao perceber que o que mais se valoriza está escapando por entre os dedos.

"Dar tempo ao tempo" não é sintoma de passividade, mas de sabedoria na maior parte dos casos.

Autor Desconhecido
Fonte: http://entrelacos.blogger.com.br/

Segunda bem humorada

O LINGUAJAR CEARENSE
AUTORA: JOSENIR A. DE LACERDA
CADEIRA Nº 3 DA ACADEMIA DOS CORDELISTAS DO CRATO
>
Todo poeta de fato
É grande observador
Seja da rua ou do mato
Seja leigo ou professor
Faz verdadeira pesquisa
Vasto estudo realiza
Buscando essência e teor
>
Por esse nato talento
Na hora de versejar
Busca o tema e o momento
Visa o leitor agradar
Não sente conformação
Se não passa a emoção
Que dentro do peito está
>
Neste cordel-dicionário
Eu pretendo registrar
O rico vocabulário
Da criação popular
No Ceará garimpei
Juntei tudo, compilei
Ao leitor quero ofertar
>
Se alguém é desligado
É chamado de bocó
Broco, lerdo e abestado
Azuado ou brocoió
Arigó e Zé Mané
Sonso, atruado, bilé
Pomba lesa e zuruó
>
Artigo novo é zerado
Armadilha é arapuca
O doido é abirobado
Invencionice é infuca
O matuto é mucureba
Qualquer ferida é pereba
Mosquito grande é mutuca
>
Quem muito agarra, abufela
Briga pequena é arenga
Enganação, esparrela
Toda prostituta é quenga
Rapapé é confusão
De repente é supetão
Insistência é lenga-lenga
>
Qualquer tramóia é motim
Solteira idosa é titia
Mosquitinho é mucuim
Recipiente é vasia
Meia garrafa é meiota
O exibido é fiota
Travessura é istripulia
>
Bebeu muito é deodato
Brisa leve é cruviana
O sujeito otário é pato
Cigarro curto é bagana
Fugir é capar o gato
O engraçado é gaiato
Quem vai preso tá em cana
>
Ter mesmo nome é xarapa
Muito junto é encangado
Água com açúcar é garapa
Cor vermelha é encarnado
Muita coisa dá mêimundo
Sendo Mundim é Raimundo
Valentão é arrochado
>
A rede velha é fianga
Com raiva é apurrinhado
Careta feia é munganga
Baitinga é o mesmo viado
O bom é só o pitéu
Bajulador, xeleléu
Sem jeito é malamanhado
>
Bater fofo é não cumprir
Etecetera é escambau
Sujar muito é encardir
Quem acusa, cai de pau
Confusão é funaré
Carta coringa é melé
Atacar é só de mau
>
Qualquer botão é biloto
Mulher difícil é banqueira
Pequenino é pirritoto
Estilingue é baladeira
Qualquer coisa é birimbelo
Descorado é amarelo
Sem requinte é labrocheira
>
Um perigo é boca quente
Porco novo é bacurim
Atrevido é saliente
Quem não presta é corja ruim
Dedo duro é cabuêta
A perna torta é zambêta
Coisinha pouca é tiquim
>
Parteira era cachimbeira
Dar mergulho é tibungar
Tem cucuruto, moleira
Olhar demais é cubar
Tem ainda ternontonte
Que vem antes do antonte
Ver de soslaio é brechar
>
Quem briga bota boneco
Sem valor é fulerage
Copo pequeno é caneco
Estrada boa é rodage
O tristonho é capiongo
Galo ou inchaço é mondrongo
E a ralé é catrevage
>
O velho ovo estrelado
É o bife do oião
Nervoso é atubibado
Repreender é carão
O zarôlho é caraôi
Enviezado, zanôi
Inquieto é frivião
>
A perna fina é cambito
Dar o fora é azular
Muito magrelo é sibito
Pisar manco é caxingar
Rede pequena é tipóia
Tudo bem é tudo jóia
Fazer troça é caçoar
>
A expressão 'dá relato'
Que atinge mais de légua
'Tá ca peste!' 'Só no Crato!'
'Tá lascado!' e 'Aarre égua!'
'Corra dentro!' ' Qué cirmá? '
'É de rosca? 'Éé de lascar! '
'Vôte!' 'Ôxente! 'Isso é paid'égua!'
>
Se é muito longe, arrenego
Que Deus do céu nos acuda
É pra lá da caixa prego
Lá no calcanhar do juda
Nas bimboca ou cafundó
Nas brenha ou caixa bozó
Onde o vento a rota muda
>
Se é cheia de babilaque
É ispilicute ou dondoca
Ligeiro é 'que nem um traque'
Agachado é tá de coca
Sem rumo é desembestado
O faminto é esguerado
Bolha na pele é papoca
>
Chamuscado é sapecado
Nuca, cangote é cachaço
Meio tonto é calibrado
A coluna é espinhaço
Se está adoentado
Tá como diz o ditado:
'da pucumã pro bagaço'
>
Cearense tem mania
Chama todo mundo Zé
Zé da onça, Zé de tia
Zé ôin ou Zé Mané
Zé tatá ou Zé de Dida
Achando pouco apelida
Um bocado de Zezé
>
Fazer goga é gaiofar
O que é longo é cumprissaio
Provocar é impinjar
Toda pilôra é desmaio
Salto ligeiro é pinote
Bando, turma é um magote
Cesto sem alça é balaio
>
A comidinha caseira
Tem fama no Ceará
Tipicamente brasileira
Faz o caboco babar
No bar do Mané bofão
Pau do guarda, panelão
O cardápio vou citar:
>
Sarrabulho, panelada
Mucunzá e chambari
Tripa de porco, buchada
Baião de dois com piqui
Tem pão de milho e pirão
Carne de sol com feijão
Tijolo de buriti
>
Quem é ruivo é fogoió
O tristonho é distrenado
Tornozelo é mocotó
Cheio de grana, estribado
Jarra de barro é quartinha
O banheiro é a casinha
Sem saída, 'tá pebado'
>
A bebida e o seu rol
No Ceará todo habita
A fubuia e o merol
A truaca e a birita
Amansa sogra ou quentinha
Engasga gato, caninha
A meropéia e a mardita
>
O picolé no saquinho
Aqui se chama dindin
Se é o dedo menorzinho
É chamado de mindin
Riso sonoro é gaitada
Confusão é presepada
Atrevido é saidin
>
Papo longo e sem valor
É 'miolo de pote'
Muito esperto é vívido
Adolescente é frangote
Soldado raso é samango
A lagartixa é calango
O tabefe é cocorote
>
A lista é quase sem fim
Não cabe num só cordel
Tem alpercata, alfinim
Enrabichada e berel
Chué, baé, avexado
Bãe de cúia, ôi bribado
Quebra-queixo e carritel
>
Tem visage, sarará
Tem bruguelo e inxirido
Rabiçaca e aluá
Ispritado e zói cumprido
Bunda canastra, lundu
Dona encrenca, sabacu
Bonequeiro e maluvido
>
O caerense é assim:
Dá cotoco à nostalgia
A tristeza leva fim
Na cacunda dá euforia
dá de arrudei na carência
Enrola a sobrevivência
e embirra na alegria

Enviada por Flávio Lúcio

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SUTILEZA FEMININA


Um homem telefona para a sua esposa e diz:
- Querida, o meu chefe convidou a mim e a alguns dos seus amigos para irmos pescar num lago distante. Vamos ficar fora uma semana. Esta é uma excelente oportunidade para eu conseguir a promoção que tenho esperado; por isso me prepare roupa suficiente para uma semana, e também a minha caixa de apetrechos de pesca.Vamos partir diretamente daqui do escritório, e vou passar aí apenas para apanhar essas coisas. Ah... Por favor, coloque também o meu pijama novo, aquele de seda azul.
A mulher acha que isso soa um bocado estranho, mas atende ao pedido do marido.
No fim-de-semana seguinte, ele regressa da pescaria um tanto cansado, mas, fora isso, nada de anormal. A mulher recebe-o com um beijo e pergunta-lhe se pescaram muitos peixes.
Ele responde:
- Sim! Muitos pargos, algumas garoupas e uns poucos carapaus. Mas, por que razão que você não colocou o meu pijama de seda azul, tal como pedi?
A mulher apenas olha fixamente nos olhos dele e responde segura de si:
- Coloquei sim, querido! Coloquei-o dentro da caixa de apetrechos de pesca.

Moral da história: NUNCA DUVIDE DA CAPACIDADE DE RACIOCÍNIO DE UMA MULHER!

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A G O R A É A V E Z D A S M U L H E R E S

1. Como se chama um homem inteligente, sensível e bonito?

R.: Boato.

2. O que deve fazer uma mulher quando seu marido corre em ziguezague pelo jardim?

R.: Continuar a atirar.

3. Por que os homens não têm período de crise na idade madura?

R.: Porque nunca saem da puberdade. (Absolutamente verdade!!!)

4. Qual é o ponto comum entre os homens que freqüentam bares para solteiros?

R.: Todos eles são casados.

5. Como um homem chama o amor verdadeiro?

R..: Ereção.

6. Por que as mulheres não querem mais se casar?

R.: Porque não é justo. Imagine, por causa de 100 gramas de lingüiça ter que levar o porco inteiro.

7. Qual a semelhança entre o homem e o microondas?

R.:Aquecem em 15 segundos. (Boa...ahuuhauah)

8. Qual a semelhança entre o homem e o caracol?

R.: Ambos têm chifres, babam e se arrastam. E ainda pensam que a casa é deles. (heheheh)

9. Por que não existe um homem inteligente, sensível e bonito ao mesmo tempo?

R.: Porque seria mulher. (hehehe)

10. Quando um homem mostra que tem planos para o futuro?

R.: Quando ele compra 2 caixas de cerveja. (Putz, perfeita!!!)

11. Por que mulheres casadas são mais gordas do que as solteiras?

R.: A solteira chega em casa, vê o que tem na geladeira e vai pra cama, a casada vê o que tem na cama e vai pra geladeira.

12. Como se chama uma mulher que sabe onde seu marido está todas as noites?

R.: Viúva. (Dezzzzzzzzzzzzzzzz )

13. O que disse Deus depois de criar o homem?

R.: Tenho que ser capaz de fazer coisa melhor.

14. O que disse Deus depois de criar a mulher?

R.: A prática traz a perfeição.

Enviada por Flávio Lúcio

domingo, 2 de novembro de 2008

Som do domingo: a belíssima voz de Cesária Évora


Nascida em Mindelo, Cabo Verde, no dia 27 de agosto de 1941, Cesária Évora é apelidada de a rainha da morna. Também conhecida como "a diva dos pés descalços", que é como se apresenta nos palcos, em solidariedade aos "sem-teto" e às mulheres e crianças pobres de seu país. À morna, um gênero musical profundo em sentimentos e aparentado ao fado português, cantado em crioulo cabo-verdiano, ela adicionou toques sentimentais com sons acústicos de violão, cavaquinho, violino, acordeon e clarineta. Também várias vezes a ouvimos cantar fado, o qual foi, literalmente conquistado, por esta voz tropical.
O blues cabo-verdiano de Cesária Évora tem como tema a longa e amarga história de isolamento do seu país e do grande comércio de escravos, assim como da saudade e da emigração - o número de cabo-verdianos morando no exterior é maior do que a população total do país. A voz de Cesária Évora, acompanhada de instrumentos que lhe dão um toque de melancolia, ressalta a emoção, que caracteriza a interpretação. Mesmo platéias que não entendem o idioma, interagem com emoção nas apresentações.

Álbum da semana: Love is all

Cairo e Miriam

Dãozinho e Aldenir

Bosco e Célia

Ferreira e Gisele

Flávio e Oneida


Crispim e Eloneide


Zezé e Cleomar

Zé Gonçalves e Blandina


Maninho e Vânia Maria

Nailton e Maria


Macial e Vera

Dorinha e Sebastião Baraúna (Tatá)

Celinha e Marcos

Auci e Jurandir Alves

Roberto Ney e Ana Rita

Reginaldo e Adélia