“A questão da poesia da vida é mais importante do que a da felicidade.”

Quantos de nós já nos perguntamos o que é a felicidade e como
alcançá-la? Há milhares de pensamentos e teorias a respeito. Alguns mais
particulares que outros, mas seja nos livros ou na boca dos boêmios -
que recitam a busca da felicidade em notas etílicas - a questão é algo
que atormenta a mente e o coração humano há séculos.

O que é a felicidade? Uma busca, uma jornada? O agora, o futuro, o que já foi? Os momentos, as histórias, a capacidade de sonhar? São lembranças? É prosa? É poesia?

Em entrevista ao Fronteiras do Pensamento,
o filósofo francês Edgar Morin nos auxilia nesta reflexão, comentando
sobre o quão frágil e complexa é a felicidade. Para ele, esta busca
contínua é impossível, pois a felicidade depende de uma multiplicidade
de condições. O que devemos fazer é favorecer os elementos que permitam
uma vida poética, buscando o que nos faz florescer, o que nos faz amar e
nos comunicar.
"O verdadeiro problema não é a felicidade - é a questão que faço a
mim, porque a felicidade é algo que depende de uma multiplicidade de
condições. Eu diria que que o que causa a felicidade é frágil. Por
exemplo, se uma pessoa que amamos morre ou vai embora, cai-se da
felicidade à infelicidade. Em outras palavras, não se pode sonhar com
uma felicidade contínua para a humanidade."
Morin possui currículo e diplomas em incontáveis áreas. Sociólogo,
antropólogo, historiador e filósofo, ele é doutor honoris causa em 17
universidades, sendo um dos últimos grandes intelectuais da época de
ouro do pensamento francês do século XX. Autor de mais de 60 livros
sobre temas que vão do cinema à filosofia, da política à psicologia, e
da etnologia à educação, ficou mundialmente conhecido por sua defesa do
pensamento complexo.
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