sexta-feira, 15 de outubro de 2010



A campanha eleitoral assumiu um tom fascistóide, diz Maria Rita Kehl
Celso Marcondes

15 de outubro de 2010 às 16:02h

Em entrevista a CartaCapital, a psicanalista responsabiliza Serra pelo nível do debate eleitoral, fala de aborto e corrupção.

O fim da coluna da psicanalista Maria Rita Kehl no O Estado de S.Paulo foi um dos assuntos da semana, em particular na internet. Seu artigo “Dois Pesos” foi pesado demais para os donos do diário paulista. Neste espaço, publicamos vários artigos a respeito. A repercussão enorme gerou até um abaixo-assinado que corre pela rede em sua defesa. Passado o impacto, Rita Kehl conversou com CartaCapital a respeito das eleições presidenciais, que ela acompanha de perto, com o olhar da profissional conceituada em sua área e também com a visão de cidadã e jornalista, carreira que seguiu nos tempos da ditadura. Ela se diz escandalizada com os temas que tomaram conta do debate eleitoral e responsabilizou a campanha do PSDB por isso.

CartaCapital: Teu artigo no Estadão discutia a disseminação de um grave preconceito através da rede. Essa parece ter sido uma característica do uso do veículo nestas eleições, em particular entre a chamada classe média.Você acredita que a internet, pelas suas especificidades, ajuda a este tipo de comportamento?
Maria Rita Kehl:
Ajuda de fato. A internet, pela facilidade de acesso, pelas características que só ela tem, apresenta este potencial terrível de ser lugar da fofoca, de blábláblá. Mesmo quando não é um uso irresponsável, como são os casos destes tuites para dizer ”olha, eu estou aqui”, “eu existo”, “olha a foto do meu filho”, “do aniversário do fulano”. Mas tem também um potencial incrível, como a possibilidade de convocar uma passeata da manhã para a tarde, como aconteceu antes da guerra do Iraque, em vários países do mundo, e reunir milhões de pessoas. Então, eu não condenaria a internet, ela tem grande potencial, é um veiculo que dá justamente a possibilidade de você se incluir, de você escrever, pelo menos para quem é da classe média ou que tem acesso a uma lan house. Ela serve a essas duas coisas. Talvez com o tempo os leitores comecem a criar sua própria capacidade de discriminar.

CC: O preconceito que você identifica no teu artigo, este incomodo com a ascensão dos mais pobres, e por consequência com um governo mais identificado com eles, não é uma marca das nossas elites que aparece muito na rede?
MRK:
Veja, a internet divulgou essas correntes preconceituosas, apócrifas, que sempre começavam assim: “uma prima minha”, “um parente meu”, “um amigo da minha empregada”, sempre assim. Mas por outro lado, o que tem de legal, é que, por exemplo, este meu artigo foi mais lido que qualquer outra coisa que eu jamais tenha escrito. Se ele tivesse ficado apenas no Estadão, ele teria sido lido, mas jamais deste jeito. Isso é uma coisa muito legal.

CC: Falemos de ética: você acha que o caso Erenice atingiu eleitoralmente esta classe média?
MRK:
Eu acho que sim. Eu li um artigo dizendo que o caso Erenice foi mais decisivo para exigir o segundo turno que essa “fofocaiada” toda sobre o aborto. E, infelizmente, está certo. O governo para o qual eu voto e continuo votando tem uma leniência com a questão da corrupção, que deixa até difícil um petista defender, tenho que dizer isso. Lula naturalizou a corrupção, como sendo parte do jogo político. E aí, está bom, quando fica mais escandaloso, demite. Mas “deixa acontecer”, entendeu? Renan Calheiros, Sarney, são vergonhas que a gente tem que engolir, fica parecendo que é culpa da oposição agitar isso. Claro que ela vai agitar. Nós agitaríamos isso se aparecesse uma coisa tão escandalosa na outra campanha. A diferença aí – que é a favor da atitude do governo Lula, mas que ao mesmo tempo não o torna vítima – é que o governo Lula não consegue blindar a imprensa como o governo do PSDB consegue, porque tem a imprensa na mão. Então, quando surge alguma coisa, surge como fofoca que desaparece no dia seguinte. Como a coisa do Paulo Preto, que o Serra não respondeu no debate e ficou por isso mesmo. A gente sabe que é um governo que blinda. O Alckmin, como a candidatura dele estava bem, teve a campanha toda em céu de brigadeiro, do começo ao fim, não tinha ninguém que pudesse pegar alguma coisa e contestar. E se pegasse, não ia sair na imprensa. De fato, a grande imprensa se encarrega de censurar quaisquer denúncias sobre os governos que ela apoia. Mas mesmo que a imprensa seja parcial ao denunciar um caso como o da Erenice, o caso em si está errado, não poderia aparecer.

CC: O governo não poderia ficar surpreso com a “escandalização” feita pela grande imprensa, certo?
MRK:
Claro! Ele sabe qual é o jogo e não era para ter corrupção deste jeito. Uma coisa ou outra você não controla, uma coisa pequena, mas para mim é difícil responder quando as pessoas dizem: “mas, como? Estava no nariz dela! Era uma coisa que estava a família inteira metendo a mão”. Coloca os petistas numa situação difícil.

CC: Esta eleição está sendo marcada também pela discussão de temas no campo da moral: aborto, religião. O que te parece isso?
MRK: Eu acho que isso mostra o atraso da sociedade brasileira. Porque, claro, nenhum candidato vai ser eleito se estiver em descompasso com a maioria da sociedade. O Plínio foi um exemplo ótimo, de um cara que falava tudo o que tinha na cabeça, tudo o que ele pensa de verdade, de uma forma consistente, porque ele não tinha compromisso de se eleger. O que me espanta é o atraso da sociedade brasileira. E a ignorância aí é apoiada pelo Serra de misturar questões religiosas com questões políticas. Como é que as igrejas começam a pautar a lei agora? Uma coisa é eles decidirem o que é pecado e o que não é, outra coisa é eles decidirem o que é ilegal e o que não é.

CC: E isso acabou virando pauta de campanha presidencial, não é?
MRK: Vira pauta e vira motivo de constrangimento. A campanha do PSDB tem responsabilidades sim, de acirrar esta intolerância religiosa neste momento da campanha. A Dilma respondeu duas vezes no debate da Band que neste País não tem intolerância religiosa. Fica esta irresponsabilidade feia do PSDB estar acirrando isso, mas ao mesmo tempo a sociedade mostra neste ponto como é atrasada. Aparecem comentários de que a Dilma é a favor do aborto como se ela tivesse o poder de decidir, se ela apoia o aborto, vai ter aborto. Como se isso não tivesse que passar pelo Congresso. Além de tudo joga muito com a ignorância do povo.

CC: E os candidatos chegam a “endireitar”, fazer campanha nas igrejas e citarem Deus à exaustão. Não acha que isso tem um papel deseducador, em particular para crianças e adolescentes?
MRK:
Isso é o pior. Por um lado, eu acho que o problema da corrupção não é da responsabilidade do PSDB, eles vão extrair o máximo de vantagens que puderem arrancar deste caso da Casa Civil. Por outro lado, é responsabilidade sim, do PSDB e da campanha Serra o tom fascistóide que estas coisas estão adquirindo. É horrível que os candidatos tenham que aparecer ajoelhados comungando, dizendo que são a favor da vida…claro que são a favor da vida, quem é que não é?Agora, é a Igreja que não é a favor da vida. Aí é uma opinião minha. A ONG Católicas pelo Direito de Decidir me convidou para debater e elas pensam assim: a criminalização do aborto é uma questão contra a liberdade sexual da mulher, ponto.Não pode usar camisinha, porque a Igreja também é contra. Então é uma questão de dizer: sexo só dentro do casamento e só para ter filho. É isso, que não está escrito assim, mas é o que está dito. Se não pode usar preservativo, não pode evitar filho, não pode nem evitar infecções, epidemias como o HIV que mata milhões na África, que “a favor da vida” é esse?

CC: O Datafolha divulgou uma pesquisa que diz que a posição contra o aborto na sociedade aumentou depois destas semanas de discussão na campanha, veja o efeito nocivo.
MRK
: Claro, porque o que circula é uma desinformação, “coitadinha da criancinha”, “eu poderia ter sido abortado” e “porque eu não fui abortado eu estou aqui”, não é neste grau. E a Marina tem responsabilidade nisso. Mesmo que a Dilma ganhe, a sociedade retrocedeu muito e isso é responsabilidade da campanha. É terrível.

Fonte: http://www.advivo.com.br/luisnassif/

"Política e religião, abortem essa idéia"


E agora, Malafaia?


Nesse show de horror que se tornou nossa campanha eleitoral, descobri um oportunista no altar. O nome do cidadão é Silas Malafaia e comanda o horário eleitoral, ops, religioso das madrugadas da Band.
Nesta semana, com sua camisa emprestada do Britto Jr., o pastor conclamou seus fiéis a votarem em José Serra porque o candidato do PSDB seria contra a união dos homossexuais, ao contrário do PT.

Acompanhe um trecho editado da pregação, vale a pena:






Sob o manto da Band, na calada da noite, o homem aparece esbravejando ignorância e preconceito. Desculpe, mas se tivesse um pouco de juízo, ele deveria maneirar.

E se vivêssemos em um país com Justiça Eleitoral, alguém mandaria o tal cristão calar a boca. Ele faz propaganda com uma cara mais dura do que badalo de catedral.

Declarou voto em José Serra, esgrimindo os argumentos mais toscos e tenebrosos.

Jogou na fogueira Dilma e o PT, para das cinzas desses pecadores ungir o motivo celestial de sua opção partidária: repito, a candidata de Lula apoiaria os direitos dos homossexuais e o Serra, não.

Depois de abençoar a todos nós com o que bem entendeu, deixou claro em seu obscuro raciocínio que Serra é "o mais preparado" para dirigir este país. Amém.

E ontem, dia 14, o que é que vimos em todos os jornais? O candidato do PSDB reiterando seu apoio incondicional à união estável entre homossexuais.

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/

Redescobrindo o sertão: Sítio Histórico em Aparecida - PB


Quem passa apressado pela BR-230 na altura da cidade de Aparecida PB não imagina que a apenas 4 km se tem escondido um patrimônio histórico respeitável: Acauã, a mais antiga fazenda de gado e de algodão do Sertão da Paraíba.
No ambiente se sente o ar impregnado de História, mas injustificadamente pouco divulgado. Mas a História não esquece este pedaço do sertão paraibano. Não basta falar que renomado escritor e teatrólogo Ariano Suassuna morou no casarão durante parte de sua infância e se inspirou no cenário para desenvolver suas obras. Outros menos badalados, mas não menos importantes com o José Rodrigues Ferreira Júnior - Dr. Ferreira, dotado de grande cultura e membro do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro e nascido no Brooklyn, Nova York(N. Y. U.S.A.), Estados Unidos da América um dos precursores da Doutrina Espírita na Paraíba por perseguição religiosa, caluniado e perseguido, mas empreendedor se destaco u pelas atividades progressistas que imprimiu à lavoura irrigada, à criação de animais de alta linhagem, à industrialização de óleos vegetais, e, principalmente, uma atenção especial à educação dos empregados e de suas famílias na fazenda Acauã (Leia mais). Também no sítio várias tomadas de imagens foram realizadas do filme longa metragem “O Sonho de Inacim”, o aprendiz do Padre Rolim, que tem como Diretor e roteirista o teatrólogo e cineasta Eliezer Rolim Filho, “O Sonho de Inacim”.

Fonte: http://claudiomar-viajando.blogspot.com/2010/10/sitio-historico-da-fazenda-acaua.html#comment-form
Para maiores detalhes, visitem o blog de Claudiomar Rolim no endereço acima. Tem uma galeria de fotos que vale a pena ver.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Dia do Professor

HOMENAGEAMOS ZENIRA GONÇALVES GOMES - NOSSA ETERNA MESTRA - QUE NOS ENSINOU MUITO MAIS DO QUE ESTAVA ESCRITO NOS LIVROS. A SUA VIDA É UMA AULA DE GENEROSIDADE, AMOR, SOLIDARIEDADE, HUMILDADE, ESPERANÇA, CORAGEM E FÉ.
ZÊ,
QUE O SEU EXEMPLO ILUMINE OS JOVENS PROFESSORES DE IP ASSIM COMO ILUMINA A TRAJETÓRIA DOS SEUS EX-ALUNOS QUE NÃO ESQUECERAM O QUE VOCÊ ENSINOU.

Pronunciamento de Marilena Chauí





O vídeo foi feito no "Ato por Dilma Presidente" que ocorreu na Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP). Envio o vídeo especialmente pela fala da Profª Marilena Chauí - que vai até pouco mais que os 6min20s. Marilena Chauí deixa claro: José Serra, que não tem programa a apresentar para o Brasil nesse momento (não pode explicitar seu projeto neoliberal, não consegue se opor ao programa do PT), introduz esse debate medieval sobre o aborto pra fugir do fracasso que sua candidatura representa. E, para isso, diz Marilena, conta com a ajuda de três famílias - possivelmente ela se refere aos Marinho (donos da Globo), aos Fria (donos da Folha) e aos Civita (donos da Veja).

A discussão sobre o aborto é bastante importante: muitas (muitas mesmo!) mulheres pobres morrem (ou adoecem gravemente) por recorrerem, num ato extremo, aos métodos mais precários para interromperem sua gravidez. As mulheres ricas, como se sabe, têm acesso - porque podem pagar por isso - a maneiras mais seguras de o fazerem. Em resumo: o aborto é um problema sério de saúde pública. E é preciso discuti-lo! Mas por que justo agora? Será que esse é o principal assunto numa campanha de disputa pela presidência da República? É isso que está em jogo nessas eleições? O que ocorre é que o tema está sendo instrumentalizado para criar um clima de inquisição no debate eleitoral. Para demonizar nossa candidata.

O argumento central de Marilena Chauí é o que deve nos guiar nessa batalha do 2º turno: o país não está votando num Plebiscito Nacional sobre o aborto. O país vai às urnas dia 31/10 para dizer, principalmente, se quer a continuidade e a ampliação do projeto transformador de Lula e Dilma, ou se quer o retrocesso para o governo privatista e concentrador de renda de Serra e FHC. É esse o debate que importa. E é dele que Serra foge - porque lhe é infinitamente desfavorável. Não se enganem: há todos os dedos de Serra nessa que é a mais torpe das campanhas eleitorais desde o fim da ditadura militar no Brasil.

“ Esperança é decidir pela vitória em cada situação que a vida nos coloca”


A ilustração deste post é uma tela de um pintor francês, Theodore Gericault (1791-1824) que está exposta no Museu do Louvre em Paris. Chama-se “A balsa da Medusa”
O artista retratou na tela um naufrágio que, à época causou grande comoção na França. Gericault, para pintar esta tela, tentou reconstruir o episódio. Entrevistou os sobreviventes, estudou os corpos dos que morreram. Construiu uma jangada semelhante em seu atelier e chegou até mesmo, segundo consta, a se amarrar a um pequeno barco durante uma tempestade a fim de sentir o desespero dos sobreviventes. O tema obcecava o artista, que imortalizou em seu quadro a linguagem corporal e as diversas posturas das pessoas diante das adversidades.

Umas se deixam abater pelo desânimo, outras duvidam de tudo e olham todos com desconfiança e outras mantém a esperança, esperança que as faz continuar lutando e acreditando.

Lembrei- me agora que há uns anos atrás recebi de alguém um ppt que usava esta imagem. Talvez não seja difícil localizar na net. Mas uma frase que havia nele foi pro meu caderninho: “ Esperança é decidir pela vitória em cada situação que a vida nos coloca” ( Não sei citar a fonte, mas adotei há muito como práxis de vida e meu coração está sim, cheio de esperança. Por isto correndo pra fazer o que posso,mesmo triste.)

Fonte: http://blogln.ning.com/profiles/blogs/esperanca-e-decidir-pela

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

XÔ feriadão


Eita feriadão chato. Não fui pra Gravatá porque deu abelhas na casa e os bombeiros ainda não foram tirar. Tudo bem, fiquei em Recife. Fiz um pit stop doméstico na marra ou, sei lá, tava mesmo sem muita tesão pra sair. Sabe quando parece que você vai explodir? Pronto! Aí estava (ou estou?) eu. Vontade de sair pelo mundo só com passagem de ida. Chutar o pau da barraca. Não me diga que você nunca teve um dia assim. Todo mundo tem.
Aproveitei a segunda imprensada e fui rodopiar pelo centrão, minha terapia favorita. Acho que todo mundo teve a mesma idéia. Quase não consigo estacionar, o calor infernal, gente por todo lado. Cada vez mais coreanos e mais lojas de bolsas. Bolsas, bolsinhas e bolsonas cheias de penduricalhos. H O R R O R O S A S. Dourada, prateada, franzida, lisa, preta, listrada, redonda, quadrada... Mudava de rua e sempre encontrava pelo menos uma nova loja de bolsas em todas as ruas que andei. Além das que já tinha. Pensei comigo mesma: será que estou em algum universo paralelo das bolsas ou estou entrando no umbral? Credo! Foi dando uma irritação.
Entramos nas lojas de cosméticos. Enquanto minha filha ia atrás de cremes, alicates e coisas do gênero, eu fiquei observando a quantidade e variedade de cremes e marcas só para cabelo. Zilhões de mulheres distribuídas pelas gôndolas e prateleiras. A maioria procura preço, pouca gente se arrisca nos fechados armários com produtos de qualidade. Na verdade, é um desperdício usar creme caro no cabelo e bolsa chinesa no braço.
Pensei em comprar DVD pirata mas todos que eu já comprei no centro da cidade não prestaram. Também é demais comprar um DVD por dois reais e ainda querer que preste.
Definitivamente o fim de semana não era meu.
Resolvi abstrair e danei-me a comprar lã de tudo que é cor e tom. Quero fazer uma manta de crochê. Logo eu que tenho um bordado em pedraria começado, uma echarpe faltando fazer o fecho, uma toalhinha que comecei faz uns dois anos e um xale que estou fazendo no momento. Ah, tem também um cachecol que prometi a uma amiga e falta terminar a flor. Esse não tem problema, vai pra o próximo inverno. Só o crochê salva!
Cheguei em casa exausta. Tomei banho, uma cerveja geladésima, almocei e dormi. De lá pra cá, só deu crochê, Ti ti ti, Passione e mineiros do Chile.
Afffffffffff........
Ainda bem que amanhã é quarta e eu vou trabalhar.
ML

12 de outubro: Dia da Padroeira do Brasil


Oração de Nossa Senhora Aparecida

Senhora Aparecida, eu renovo, neste momento a minha consagração. Eu vos consagro os meus trabalhos, sofrimentos e alegrias, o meu corpo, a minha alma e toda a minha vida. Eu vos consagro a minha família! Ó Senhora Aparecida, livrai-nos de todo o mal, das doenças e do pecado. Abençoai as nossas famílias, os doentes, as criancinhas. Abençoai a Santa Igreja, o Papa e os bispos, os sacerdotes e ministros, religiosos e leigos. Abençoai a nossa paróquia, o nosso pároco. Senhora Aparecida, lembrai-vos que sois Padroeira poderosa da nossa Pátria! Abençoai o nosso governo. Abençoai, protegei, salvai o vosso Brasil! E dai-nos a vossa bênção. Amem!

Dia da criança

The Piauí Herald: Serra acusa Dilma de ser desquitada


Ao lado de Serra, Fernando Gabeira confessou que nunca quis usar a sunguinha, mas foi convencido por Dilma: “Ela queria ferir a família brasileira.”

APARECIDA DO NORTE – Visivelmente transtornado, o candidato tucano à presidência da República, José Serra, declarou ontem à imprensa que não está preparado para lidar com a informação de que a sua opositora, Dilma Rousseff, “é uma desquitada”. O ex-governador de São Paulo explicou que recebera a notícia de “meu mentor Dom Eugênio Salles”, mas, a princípio, não acreditara. “Não sou ingênuo”, disse o tucano, “sei que Dilma já convenceu dezenas de companheiras a fazer aborto – e algumas delas nem estavam grávidas –, celebrou missas negras, leu as obras completas de Carlos Zéfiro e dançou muito iê-iê-ie, mas, daí a descobrir que ela é desquitada, isso já são outros quinhentos.”

Serra afirmou que, não obstante tais revelações, o PSDB fará uma campanha limpa. “Deus-Pai é minha testemunha de que nunca julguei o meu semelhante. Se Dilma dançava música lenta de Elvis colada a companheiros ateus, em saturnálias movidas a Cuba Libre, isso é problema dela, não meu, e cabe à família brasileira decidir que tipo de presidente o Brasil precisa”, disse o candidato, de joelhos diante de uma imagem de Nossa Senhora.

Persignando-se, Serra fez uma sentida oração pela alma de Dilma, “para que o Senhor tenha compaixão e a perdoe por aquela noite de março de 1963 em que chegou em casa depois de uma da madrugada, e não às onze da noite, como prometera aos pais.”

Tomando uma hóstia nas mãos, o candidato deixou claro que não se furtará a debater com a petista, “contanto que não seja em um domingo, pois, ao contrário de certas pessoas, Mônica e eu guardamos o dia santo, glória ao Pai”.

Serra deu a entender que a campanha petista quer marcar o primeiro debate do segundo turno propositadamente no dia de Nossa Senhora Aparecida, por sugestão de três hereges, dois maometanos e sete cismáticos ligados à candidatura governista.

Fonte: http://revistapiaui.estadao.com.br/herald/post_231/Serra_acusa_Dilma_de_ser_desquitadaa

domingo, 10 de outubro de 2010

Som do domingo

VAMOS ABORTAR?


Uma vez que a campanha política abortou os debates que tem importância, nós podemos abortar o resto. Sem culpas, sem remorsos, sem o inferno à nossa espera.
A primeira coisa que eu abortaria seria a campanha política para Presidente 2010. Aproveitava o embalo e, junto, eu também abortava os políticos ficha suja, a mídia escandalosa e manipuladora, os marqueteiros maquiadores de campanhas políticas. Eu não abortaria Marina Silva que já se auto abortou com o próprio discurso.
Abortaria a corrupção, os administradores mal intencionados e também os incompetentes. As propinas, o desvio de verbas e a lavagem de dinheiro. O tráfico de drogas e a insegurança em que vivemos. A violência contra a mulher. A discriminação e o preconceito. A desigualdade social, a ignorância e a fome. O turismo sexual. O abandono das crianças e dos idosos.
Abortaria os bancos que me passaram a perna naquela confusão dos juros da poupança e continuam nos explorando com a cobrança de suas altas taxas. As empresas que desobedecem aos direitos do consumidor, a exploração dos planos de saúde, os desconfortáveis ônibus que fazem o transporte público e os aviões com cadeiras apertadas.
Sem medo de ser feliz, eu aplicaria uma dose dupla de Cytotec na exploração inescrupulosa da fé e da religiosidade popular.
Todo e qualquer método seria permitido para abortar o excessivo nº de vereadores, deputados e senadores ociosos e improdutivos que vivem às nossas custas fazendo negociatas com os caros impostos que pagamos.
Só essa listinha já dava uma boa aliviada no nosso cotidiano.
E você, o que abortaria?
Escreva sua lista nos comentários ou envie com o nome do remetente para o endereço
luiza_ipaumirim@yahoo.com.br que publicaremos aqui no blog.

ML

O fundamentalismo nas eleições



Na porta de entrada
10/10/2010
JANIO DE FREITAS



Em uma República presente no século 21, a eleição de seu presidente reduz-se ao aborto, se crime ou não

ENTRE PRÉ-SAL, Brasil no jogo político planetário, células tronco, construção de foguetes, submarinos nucleares, feitos esplêndidos e silenciosos de laboratórios científicos, liderança mundial em exportação de vários alimentos -enfim uma República presente no século 21 sob tantos aspectos, de repente a eleição de seu presidente reduz-se ao aborto, se crime ou não. Os candidatos tremem, docilizam-se, mentem. Os bispos e pastores, no velho e no novo púlpito da tv, troam passando-se pela voz divina. Um país com meio milênio de atraso.

O caminho para a conquista do eleitor não são os projetos, não são as ideias, não são os circunstantes técnicos e políticos, não é o diagnóstico do presente e a visão de futuro. É a benção. Proveniente de sedes de bispados e cardinalatos, dos palcos e templos onde os que fazem riqueza inventando seitas recolhem os 10% "de dízimo". É a benção não adotada, mas em versão própria, pelos meios de comunicação que se valham desse atraso para estimular eleitores em uma ou ou em outra direção.

Se o eleitor se convence da insinceridade dos candidatos, testemunha que é da submissão oportunista em quem deveria demonstrar inteireza, ignoro a existência de argumento respeitável para convencê-lo do contrário. Ignoro e duvido que haja.
A eleição dita republicana leva o Brasil ao portal do mundo dos fundamentalismos, essa patologia cujos fins e formas variados são idênticos nas marcas deixadas na história: sempre guerras, mortes impiedosas, sofrimento de inocentes em massa, dominação, e atraso -tantas vezes irreparável no possível caminho do crescimento humano.

Na essência, o fundamentalismo que aqui se torna eleitoral tem a ver com o papel subalterno que as religiões médio-orientais e ocidentais atribuem à mulher. Esse ser que nem na arca de Noé teve um lugar, não teve um lugar entre apóstolos e não foi convidada à última ceia. Nasce com as impurezas que a fazem incapaz para o sacerdócio e, ainda hoje, deve esconder-se do mundo sob véus e burcas e hábitos, quando não é apedrejada pelos castigos que isentam os homens. Nesse tratamento aos considerados filhos de Deus, o fundamentalismo encontra no aborto o crime de homicídio na promessa de pessoa que é o feto. A vida acima de tudo. Não, porém, a vida da mulher que não quis ou nem pode ter o encargo de um filho e, entregue à solução única do aborto precário, perde a vida aos milhares e milhões. É vida de mulher, só.

Mas o que os candidatos à Presidência disputam é a sua possibilidade de influir, decisivamente em inúmeros casos, no futuro de quase 200 milhões de pessoas. Adeptos de religião ou não. E a maioria dos adeptos, só para fins de declaração.


Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-fundamentalismo-nas-eleicoes#more

sábado, 9 de outubro de 2010

Woah, I Got Nervous For a Second Gif - Woah, I Got Nervous For a Second
see more Gifs

Quantos somos?

IP conclui o recenseamento 2010
População recenseada - 99%
Domicílios ocupados recenseados - 96%
População recenseada (pessoas) - 11.844
Domicílios ocupados recenseados - 3.489
População estimada (2009) - 11.999
Domicilios ocupados estimados (2009) - 3.639

Vulcão em erupção



Vi no blog Querido Leitor

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Antes tarde do que nunca

Antiga ponte que dava acesso à Vila São José
(Foto de Cleidinha)

Reconstrução da ponte da Vila São José

Reconstrução da ponte da Santa Bárbara


Demolição da antiga ponte da Santa Bárbara,
entre Ipaumirim e Baixio


Cleidinha Santos e Lucas Renan
enviam fotos da demolição e reconstrução de pontes nas estradas que dão acesso a IP. Certamente a obra vai melhorar bastante o acesso entre as cidades da região e a BR 116.
Agora que IP será mais visitado, precisamos calçar ruas e fazer o saneamento completo inclusive dos bairros mais distantes e dos distritos.

Preconceito é o mote da política em 2010



Faz tempo eu li em algum lugar - não lembro onde - alguma coisa que dizia que, em política, vencem os sobreviventes, os que conseguem resistir a todo tipo de imoralidade, sacanagem e falta de escrúpulos.

As regras são implícitas porém claras. Não há limites. Entre "o céu e o creu", na política, cabe tudo. E só nesta perspectiva é que se pode entender o retrocesso da pauta das campanhas. Retrocesso, aliás, referendado por largas camadas da nossa sociedade, residente e domiciliada no território brasileiro, conhecida cotidianamente como consumidores e, nas eleições, promovidas à condição de eleitor. É o único momento em que a grande maioria é vista como absolutamente igual, uma presa disponível aos urubus à caça de votos. Tudo bem, é a regra. Ruim com voto, pior sem ele. E sabemos direitinho compartilhar o jogo de mentiras, promessas, negociatas!

Uma coisa é boa no meio de tanta lama: temos a oportunidade de mostrar exatamente o que somos e o que gostaríamos de ser: iguais aos nossos candidatos. Só assim se consegue entender como uma campanha pautada no falso moralismo, no preconceito e na intolerãncia consegue comover a sociedade, arrancar votos e nos remeter aos velhos tempos que pensávamos haver deixado para trás.

A questão do aborto é uma pauta que vem sendo colocada pelo cotidiano mas todo mundo faz de conta que não existe. No discurso político, o falso moralismo faz uma releitura reducionista, explora o antagonismo das posições extremas, passa ao largo das questões que realmente interessam ao universo feminino e ao que se entende como responsabilidade do poder público na proteção da família, do menor e da sociedade. Eita discurso cansado! Mas tem quem goste. E como!

O texto de Maria Rita Kehl, publicado no jornal O Estado de São Paulo e reproduzido aqui no blog, é uma aula de como se expressa o preconceito social em nosso país. Não suportamos saber que precisamos aprender a dialogar em outras bases com os mais humildes que saíram do pântano da miséria total e subiram um degrau. Só um degrauzinho, nada mais, ainda estão até com os pés sujos mas como isso incomoda. Acostumados que somos a olhar o mundo do andar de cima, essa nova experiência é traumática. Dói saber que mudamos muito pouco e que dolorosamente temos que aguentar novos companheiros no nosso mundinho dos cartões de crédito, das desconfortáveis viagens de avião na classe econõmica e otras cositas más. Mas o que desmorona as nossas esperanças de que um dia as coisas podem mudar é ver que a única pauta que a política nos coloca é a ampliação do acesso a bens e serviços de consumo. Quando propõe horizontes tão estreitos, acirra mais ainda o preconceito em todas suas representações.
O fato dos jornais não noticiarem a maioria de Tiririca não apenas em bairros pobres e habitados por nordestinos em São Paulo é uma expressão do preconceito. Mesmo como um voto polêmico, muita gente se sentiria mais confortável se Tiririca fosse mais votado apenas entre os seus pares. É duro ser igual.
E se o preconceito e a intolerância tem sido o mote das campanhas é porque assim somos. O marketing não arriscaria um apelo além da nossa compreensão.
ML

Palavra de vice



De O Dia Online
Gays protestam contra vice de Serra e homofobia


Intenção de vetar projeto de lei que pune com prisão o preconceito causa indignação


Rio - A afirmação de que José Serra (PSDB), se eleito presidente, vai vetar o projeto de lei que transforma em crime a discriminação a homossexuais, feita por seu vice, Indio da Costa (PSDB), causou revolta entre militantes do movimento gay de todo o País.

Indignados, os principais grupos de apoio a homossexuais do Rio se reúnem hoje para definir uma posição com relação ao candidato. Entidades nacionais serão consultadas para uma decisão conjunta e, na próxima terça-feira, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) também discute a possibilidade de fazer uma manifestação antes das eleições, de exigir a assinatura de um termo de compromisso ou divulgar carta de apoio à Dilma Rousseff (PT).



Pastor Silas Malafaia espalhou outdoors pela cidade: ‘A carapuça serviu?’

Foto: André Luiz Mello / Agência O Dia

Como a coluna Informe do Dia mostrou ontem, Indio da Costa disse que ele e Serra atendem a um pedido de evangélicos. Segundo ele, o projeto de lei 122/2006 atenta contra a liberdade de expressão ao punir com prisão manifestações consideradas homofóbicas. Ontem, o pastor Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, admitiu que foi ele quem conversou com Indio, embora o candidato tenha divulgado ontem na internet que O DIA deturpou sua declaração. À noite, porém, Indio confirmou à Revista Veja sua posição.

“É uma lei esdrúxula, vergonhosa. Não é ser contra o direito dos homossexuais, é ser contra criminalizar quem é contra a prática homossexual”, disse o pastor Malafaia.

Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e membro do Conselho Nacional de Combate à Discriminação da Presidência, Cláudio Nascimento classificou a decisão como conservadora e reacionária. “A lei é importante para a demarcação dos direitos dos homossexuais, nada diferente da proteção contra o racismo e a intolerância religiosa”.

Para o presidente da ABGLT, Toni Reis, há um mal entendido na interpretação da lei. “Respeitamos as crenças religiosas. O que não pode é fazer apologia à violência. E quem assume a presidência deve cumprir a Constituição e garantir que ninguém seja discriminado”.

Ativista e deputado estadual eleito, o ex-BBB Jean Wyllys também criticou a decisão da chapa de Serra. “Acho lamentável que os dois façam concessão a grupos fundamentalistas cristãos, em vez de garantir os direitos das minorias”.

Indio reafirma ser contra o projeto em entrevista a site

Apesar de ter criticado a manchete de ontem de O DIA — ‘Vice diz que Serra vai ser contra direitos dos gays’ —, à noite, Indio da Costa voltou a falar com um jornalista sobre o projeto e reafirmou sua posição em entrevista ao site da revista Veja, que foi ao ar às 20h50.

“Não somos contra os direitos dos homossexuais, mas não somos a favor que se criminalize, como propõe o PL 122, as pessoas que têm opinião contrária a essa prática”, afirmou Indio, que, na quarta-feira, ao lado da mulher de José Serra, Mônica Serra, participou de encontro com lideranças evangélicas. Na pauta, entre vários temas, discutiu-se a polêmica em torno do projeto e os evangélicos voltaram a pedir a ele que ajude a impedir a criminalização da homofobia no País.

Na mesma entrevista, Indio da Costa afirma que o texto da petista Iara Bernardi contém excessos e, caso seja aprovado, “haverá liberdade de expressão só para os gays”.

Candidato é polêmico e já foi alvo de CPI

Não é a primeira vez que o vice de Serra chama atenção por declarações e atitudes polêmicas ou ideias mirabolantes. Na campanha do 1º turno, por exemplo, Indio da Costa acusou o PT de ter ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Em julho, o candidato disse que mais de um milhão e meio de pessoas já haviam acessado documentos postados por ele em seu Twitter que comprovariam o envolvimento do partido do presidente Lula com os narcoguerrilheiros. “É papo furado essa conversinha de que não pode falar mal do PT”, afirmou. O partido recorreu à Justiça por conta das declarações.

Em 2005, Indio, então secretário municipal de Administração, foi alvo da CPI da Merenda, instalada na Câmara de Vereadores após reportagens de O DIA. O relatório final concluiu que a licitação causou prejuízo aos cofres públicos, mas a investigação foi arquivada pelo Ministério Público.

O candidato ainda responde na Justiça a processo movido por taxista que o acusa de causar acidente de carro na Barra, em 2003. O motorista ficou com sequelas.

Em 1997, o então vereador Indio da Costa quis proibir com um projeto de lei a prática de dar esmolas a mendigos. Propunha até mesmo o recolhimento a albergue de quem fosse flagrado, mas o projeto foi rejeitado por seus pares.

SILAS MALAFAIA : "ELES SÃO O GRUPO MAIS INTOLERANTE”

O pastor evangélico Silas Malafaia se declara uma barreira para os homossexuais. Admitiu que ligou para o vice de Serra, Índio da Costa, pedindo apoio para “não aprovar esse absurdo”.

1. O que o senhor pensa sobre o PL 122?
— Não sou a favor da violência contra homossexuais, mas sou contra criminalizar quem é contra a prática homossexual. Eles se dizem discriminados, mas são o grupo mais intolerante da modernidade porque não suportam críticas. Se meu filho tiver babá homossexual, quero poder demiti-la porque não quero que ele tenha esta orientação. Se homossexuais se beijarem no pátio da minha igreja, quero pedir para que saiam. E não quero ser punido com 3 a 5 anos de prisão.

2. Por que a iniciativa de pedir apoio a Serra?
— Não quero que meu presidente seja contra nenhum grupo, mas tenho que me posicionar. Disse a Serra que teria segundo turno e que a comunidade evangélica estava atenta às questões do aborto e do PL 122.

3. Qual a real mensagem no outdoor que espalhou pela cidade?
— A carapuça serviu? Eles não são a favor da família? Não são a favor da preservação da espécie humana? Não são macho e fêmea? São o que, andrógenos? É uma mensagem e cada um interpreta como quiser.

Autora: “Serra devia se posicionar”

Autora do projeto de lei 122, aprovado por unanimidade na Câmara e à espera de votação no Senado, a deputada federal Iara Bernardi, do PT de São Paulo, cobrou um pronunciamento público de José Serra sobre o tema.

“Ele é que deveria falar, se posicionar, e não colocar o seu vice para falar por ele, como se fosse um ventríloquo. Essa é mais uma bobagem que o Índio da Costa diz. Ele só fez isso nessa campanha”, criticou.
Segundo Iara, muitas mentiras sobre o projeto foram espalhadas na internet para difamá-lo e prejudicar sua tramitação no Senado. Mas ela está confiante na aprovação.

“Dizem que obriga igrejas a fazer casamento gay, mas não tem nada disso. Muitos senadores progressistas foram eleitos agora, tenho certeza que vão colocar o projeto de novo na pauta”, concluiu.

Reportagem de Celso Oliveira e Paula Sarapu

Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/indio-e-malafaia-em-conflito-com-a-comunidade-gay

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

DOIS PESOS...

Maria Rita Kehl
O Estado de S.Paulo

Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101002/not_imp618576,0.php

Artigo da psicanalista Maria Rita Kehl que teria motivado a sua demissão pelo jornal O Estado de São Paulo.

Marina,... você se pintou?

Maurício Abdalla [1]*

Marina, morena Marina, você se pintou diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o grito da Terra e o grito dos pobres, como diz Leonardo.

Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidarias?

Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação.
A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as famiglias que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão *dixit:* Serra deve ser eleito.

Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço por Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz. Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.

Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. Azul tucano. deram-lhe
o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.

Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a vitória da Marina . Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.

Marina, você faça tudo, mas faça o favor : não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você tanto faz . Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele .

Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu .
------------------------------
[1] Professor de Filosofia da UFES, autor de Iara e a Arca da Filosofia (Mercuryo Jovem), dentre outros.
Fonte:
http://blogln.ning.com/profiles/blogs/carta-aberta-para-marina-silva

AÇUDE JENIPAPEIRO

Atingidos fazem reivindicações

Obras do açude Jenipapeiro, em Umari, onde famílias reclamam de explosões constantes no canteiro
FOTO: HONÓRIO BARBOSA

Em reunião com representantes do Bird e da SRH, famílias querem reavaliar indenizações e pressa com a agrovila

Iguatu. Representantes do Banco Mundial (Bird), da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), da construtora e das famílias atingidas pela construção do Açude Jenipapeiro, entre os municípios de Umari e Baixio, reuniram-se para avaliar as reivindicações e reclamações dos moradores e proprietários de terras onde ficará a bacia do açude.

O encontro foi realizado, recentemente, em Umari, após solicitação feita ao Bird pelos atingidos, que encaminharam carta-denúncia. "Serviu para esclarecimento de alguns pontos e reapresentação das nossas reivindicações", avaliou o empresário Hélder Moura, um dos proprietários de terra localizada na bacia do açude. "Mostramos todos os problemas que enfrentamos e tudo foi anotado pela representante do Bird".

A expectativa das famílias é que o Bird, instituição financiadora da obra, pressione o governo do Estado para atender as solicitações de agricultores e proprietários. "Esperamos que as falhas sejam corrigidas", disse Moura. No encontro, entretanto, não houve discussão sobre o valor de indenizações das terras, uma das reivindicações dos proprietários. "Isso deve ocorrer em outro momento".

De acordo com Hélder Moura, também foi debatida a permanência de 15 famílias na bacia do açude em construção, mas que vão receber moradia na agrovila e lotes para produção. "Denunciamos que há uso de dinamite, na mina, instalada próxima às casas. Disseram que a empresa toca uma sirene antes de acionar o explosivo, mas aqui, diferente de uma guerra não há abrigo de proteção".

Os representantes dos atingidos esperam por parte do governo do Estado uma reavaliação dos valores de indenização e prioridade para construção da agrovila. "Não somos contra a obra nem queremos atrasar o cronograma de execução, mas os nossos direitos devem ser respeitados, pois há famílias que vivem na área há 120 anos", finalizou Moura.

O projeto do Açude Jenipapeiro é de 2002, mas começou a ser executado há quatro meses pela empresa R Furlani. A obra deve ser concluída até o fim do ano. Está orçada em R$ 25 milhões e terá capacidade para armazenar 43 milhões de metros cúbicos de água.

O secretário executivo da SRH, Ramon Rodrigues, participou da reunião. "Avaliamos que foi muito proveitosa e que as dúvidas foram esclarecidas". Segundo Rodrigues, os representantes do Bird ficaram satisfeitos. "Agora estamos aguardando um relatório do banco acerca do que foi discutido e avaliado".

Esclareceu que a área para construção da agrovila será definida com prioridade e as moradias serão construídas bem antes do fechamento da parede. O secretário disse que alguns proprietários permanecem questionando o valor das indenizações, mas que o Estado cumpre valores de tabela oficial.

MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria Estadual de Recursos Hídricos
(85) 3101. 4053
Fortaleza-CE
HONÓRIO BARBOSA
REPÓRTER
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=863604

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Atualizando resultado das eleições


Conforme o site Icó é notícia, Neto Nunes recebeu 1340 votos em Ipaumirim. Assim ficam os tres candidatos a deputado estadual mais votados em IP:

Danniel Oliveira (PMDB) - 1.430

Neto Nunes (PMDB) - 1.340
Camilo Santana (PT) 1.330



Se considerarmos apenas este detalhe, excluindo-se a pulverização dos demais votos para deputado estadual, podemos perguntar se os grupos políticos de Ip têm o mesmo poder de fogo?
ML

QUEM TEM PASSADO MOSTRA, QUEM NÃO TEM PROMETE...


JOSE AMAURI DANTAS

As realizações mais importantes e alardeadas do governo FHC foram às privatizações, que na época eram defendidas pela mídia como se fossem uma questão de sobrevivência para o País. Ou vendemos tudo ou o Brasil some do mapa. Esse era o lema.

Decorridos alguns anos até a ficha cair, como de costume, tudo que a mídia planta demanda anos até desmoronar, enfim “privatização” aqui no Brasil hoje em dia é assunto proibido para qualquer político e essa é a verdadeira censura popular e legítima.

E o que ocorre com a campanha tucana fica muito claro, infelizmente muita gente não vem percebendo isto, muito embora o horário político deles não deixe dúvidas a respeito.

Se o grupo não pode exibir a “jóia da coroa”, no caso o patrimônio público vendido e não tem uma obra significante para filmar, sobram poucas opções para se tentar conquistar o voto do eleitor.

Uma delas é mostrar o ambiente interno de uma unidade de saúde onde se realiza um procedimento, imagem comum em qualquer cidade brasileira, um monte de genéricos e os abraços e beijos da nação brasileira.

Será que esse apoio popular vem se confirmando nas urnas? Quaisquer candidatos ou partidos que tenham milhões de seguidores, dentre eles existem milhares dispostos a aparecer no seu programa em rede nacional para fazer exatamente o que o marqueteiro político mandar. Mesmo assim, ainda existe a possibilidade de se contratar um “projeto de artista” para desempenhar esse papel.

A segunda opção para quem não tem o que mostrar de mais interessante é apontar os erros do adversário e, quando isso não é o suficiente, apelar para atitudes menos éticas, como conduzir as ações para questões meramente pessoais, como as de cunho religioso, sexual e, até, estético.

De resto vem às promessas, mesmo na contramão dos próprios princípios, fabulosos aumentos de salários, dobrar bolsa família e fazer mais do que fizeram em oito anos, o que é absolutamente possível, já que quase nada foi feito.

O que existe em volta de um grupo político é o seu passado, já que o futuro a Deus pertence.

Fonte: http://blogln.ning.com/profiles/blogs/quem-tem-passado-mostra-quem

Seria demais repetir?...

Por Cairo Arruda
(membro da ACI)

Um pouco antes dessa eleição, no Ceará, a ela reportei-me, mais precisamente sobre a disputa de governador e senador, cargos majoritários, tendo como principais candidatos: Cid Gomes (PSB), ex-Governador Lúcio Alcântara (PR) e Marcos Cals (PSDB); para Governador; Tasso Jereissati (PSDB), Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT), para o Senado.
Para reforço de argumentação, usei, naquele comentário, o adágio popular: “Quem com o ferro fere, com ele será ferido”, e tive que voltar no tempo, relembrando alguns fatos da história política cearense, dos idos de 1986, quando disputaram a Governança do Estado – pelo antigo PFL, Cel. Adauto Bezerra e Tasso Jereissati (PMDB), apoiado pelo então Governador Gonzaga Mota.
Eu argumentei, inclusive, que este se empenhou de corpo e alma para eleger o empresário, que ficou conhecido no interior cearense, como o “galeguinho de olhos azuis”, que, por conveniência pessoal, desprezou o seu criador, dando-lhe as costas.
Agora, a história se repetiu, tendo como personagens: Tasso e os Ferreira Gomes que, por sua vez, lhe devem gratidão pelo que são hoje, politicamente. Contudo, dadas as injunções político-partidárias, não puderam apoiar o Senador Tasso na sua pretensão à reeleição, em 3 de outubro, tendo que quebrarem lança pelas candidaturas vitoriosas de Eunício Oliveira e José Pimentel.
Derrotado, dá para se prever, que Tasso sentiu na própria pele, o que Gonzaga Mota e Lúcio Alcântara também sentiram, quando foram por ele desprezados, em passado recente.
Lúcio figura neste contexto, porque, quando Governador do Ceará, pelo PSDB, indicado e apoiado por Tasso, tentou a reeleição, esperando, logicamente, contar com o apoio deste, então Presidente Nacional do Partido, e ele descartou a candidatura de Lúcio, apoiando extraoficialmente a de Cid Gomes – PSB (irmão de Ciro), que foi eleito.
Seria demais repetir?: “Quem com o ferro fere, com ele será ferido”.


E-mail: cairomiri@yahoo.com.br

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

E la nave va...

Votos válidos para Presidente em IP


Dilma - 3984
José Serra - 516
Marina - 440
Plínio - 39
Zé Maria - 7
Ivan Pinheiro - 5
Eymael - 4
Levy Fidelix - 2

_________
Nulos - 848
Brancos - 252
Abstenção - 1.947

Votos válidos para governador em IP


Cid Gomes - 3.984
Lúcio Alcântara - 490
Marcos Cals - 450
Marcelo Silva - 46
Soraya Tupinambá - 22
Gonzaga - 2

Votos válidos para senador em IP


Eunício Oliveira - 3.417
Pimentel - 2.888
Tasso Jereissati - 2.593
Alexandre pereira - 88
Marilene Torres - 60
Raquel Dias - 7
Reginaldo - 3

(Em vermelho os eleitos)

Votos válidos para deputado federal em IP

Raimundão (PMDB) - 2.220 ( 37,58%)
Guimarães (PT) - 1.470 (24,88%)
Domingos Neto (PSB) – 850 (14,39%)
Andre Figueiredo (PDT) – 113 (1,91%)
• Tomas Figueiredo (PSDB) – 94 - (1,59%)
Genecias (PMDB) – 72 (1,22%)
Raimundo Matos (PSDB) – 56 (0,95%)
• Pastor Pedro Ribeiro (PR) – 55 (0,93%)
Mauro Benevides (PMDB) – 49 (0,83%)
• José Airton (PT) – 41 (0,69%)
• Joao Ananias (PC do B) – 34 – (0,58%)
• Ariosto Holanda (PSB) – 32 – (0,54%)
• Arnon Bezerra (PTB) – 26 – (0,44%)
• Renato Roseno (PSOL) – 15 – (0,25%)
Artur Bruno (PT) – 12 – ( 0,2%)
• Paulo Henrique Lustosa (PMDB) – 12 – (0,2%)
• Goretti Dias (DEM) – 11 – (0,19%)
• Gorete Pereira (PR) – 11 (0,19%)
• P Queiroz (DEM) – 9 (0,15%)
• Dr. Tanilo (PMDB) – 8 (0,14%)
• Professor Airton (PSB) – 8 (0,14%)
Padre Ze (PP) – 7 (0,12%)
Mario Feitoza (PMDB) – 5 – (0,08%)
• Caminha (PHS) – 5 – (0,08%)
• Carlos Matos (PSDB) - 4 – (0,07%)
• Flávio Bezerra (PRB) – 4 – (0,07%)
• Prof. Adegildo (PDT) – 4 – (0,07%)
• Pastor Neto (PSC) – 4 – (0,07%)
• Marcelo Teixeira (PR) – 4 (0,07%)
• Anibal (PMDB) – 3 – (0,05%)
• Danilo Forte (PMDB) – 3 (0,05%)
• Balman (PSB) – 3 - (0,05%)
• Walter Cavalcante (PHS) – 3 – (0,05%)
• João Mota (PSDB) – 2 – (0,03%)
• Viviane (PSDB) – 2 – (0,03%)
• Eudes Xavier (PT) – 2 (0,03%)
• Nestor (PSTU) – 2 – (0,03%)
• Almino Menezes (PSDB) – 1 – (0,02%)
• Enia Pinheiro (PT) – 1 – ( 0,02%)
• José Gerardo Corrêa de Arruda (PMDB) – 1 – (0,02%)
Edson Silva (PSB) – 1 – (0,02%)
• Fernandes Filho (PR) – 1 – (0,02%)
Vicente Arruda (PR) – 1 - (0,02%)
• Tete Alcantara (PP) – 1 (0,02%)
• Doutor Domingues (PV) – 1 – (0,02%)

Em vermelho os candidatos eleitos. Não estão computados os votos pendentes na Justiça Eleitoral.

Votos válidos de IP para deputado estadual

Danniel Oliveira (PMDB) - 1.430 – (30,3%)
Camilo Santana (PT) 1.330 – (28,18%)

Luhanna (DEM) – 439 – (9,3%)
Joao Coragem (PDT) – 376 ( 7,97%)
Dra. Silvana (PMDB) – 49 (1,04%)
Idemar Citó (DEM) – 31 (0,66%)
Mirian Sobreira (PSB) – 23 (0,49%)
Paulo Duarte (DEM) – 18 – (0,38%)
Welington Landim (PSB) – 16 – (0,34%)
João Alfredo (PSOL) – 16 – (0,34%)
Cicero Joaquim (PSC) – 15 – (0,32%)
Fernanda Pessoa (PR) – 15 – (0,32%)
Capitao Wagner (PR) – 13 – (0,28%)
Iraguassú Teixeira Filho (PDT) – 12 (0,25%)
Ana Paula Cruz (PRB) - 9 - (0,19%)
Professor Pinheiro (PT) – 9 – ( 0,19%)
Jeferson Freitas (PMDB) – 9 (0,19%)
Dr Sarto (PSB) – 8 – (0,17%)
Jaime Junior (DEM) – 8 – (0,17%)
Heitor Ferrer (PDT) – 8 – (0,17%)
Zé Afonso (PMN) – 8 (0,17%)
Torres Neto (PTB) – 7 (0,15%)
Carlomano (PMDB) – 6 – (0,13%)
Ivo Gomes (PSB) – 6 – (0,13%)

Valdivino Lopes (PP)- 6 – (0,13%)
Professor Bezerra (PC do B) – 6 – (0,13%)
Adail Carneiro (PDT) – 6 – (0,13%)
Antonio Granja (PSB) – 5 – (0,11%)
Normando (PSL) – 5 – (0,11%)
Paulo Sergio Cordeiro (PC do B) – 5 – (0,11%)
Dr de Assis Viana (PR) – 5 – (0,11%)
Ronaldo Martins (PRB) – 4 – (0,08%)
Luiz Guarana (PT) – 4 – (0,08%)
Professora Luiza Lins (PT) – 4 – (0,08%)
Professor Mendes (PT) – 4 – (0,08%)
Dr Leonardo Pinheiro (PR) – 4 – (0,08%)
Vasques Landim (PR) – 4 – (0,08%)
Augustinho Moreira (PV) – 4 – (0,08%)
Rachel Marques (PT) – 3 – (0,06%)
Marcia (PT) - 3 – (0,06%)
Roque (PSB) – 3 – (0,06%)
Roberto Costa (PP) – 3 – (0,06%)
Professor Antonio (PC do B) – 3 – (0,06%)
Pastor G Pinheiro (PR) – 3 – (0,06%)
Dr Hugo (PSDB) – 3 - (0,06%)
Evandro Leitao (PDT) – 3 – (0,06%)
Delegado Cavalcante (PDT) – 3 – (0,06%)
Duquinha (PRB) – 2 – (0,04%)
Fabio Galvão (PT) – 2 – (0,04%)
Zezinho Albuquerque (PSB) – 2 – (0,04%)
Eliane Novais (PSB) – 2 – ( 0,04%)
Sandrileuza (PP) – 2 – (0,04%)
Tin Gomes (PHS) – 2 – (0,04%)
Palloma Lima (PRP) – 2 – (0,04%)
Irmao Agamenon (DEM) – 2 – (0,04%)
Ferreira Aragao (PDT) – 2 – (0,04%)
Dra. Silvana Satiro (PDT) – 2 – (0,04%)
Vanessa Vidal (PV)- 2 – (0,04%)
Mailson Cruz (PRB) - 1 – (0,02%)
Dr Sanches Lopes (PRTB) – 1 – (0,02%)
Ines Brito (PSL) – 1 – (0,02%)
Dra. Jocélia (PHS) – 1 - 0,02%)
Coronel Sergio Gomes (PSC) – 1 – (0,02%)
Hiran Delmar (PC do B) – 1 – (0,02%)
Gomes Farias (PSDC) – 1 – (0,02%)
Adahil Barreto (PR) – 1 – (0,02%)
Gentil (PPS) – 1 – (0,02%)
Professor Teodoro (PSDB) – 1 – (0,02%)
Teo Menezes (PSDB) – 1 – (0,02%)
Thiago Campelo (PSDB) – 1 – (0,02%)
Patrícia (PDT) – 1- (0,02%)
Gelva Contabilidade (PV) – 1 – (0,02%)
Roberto Mesquita (PV)- 1- (0,02%)
Daniel Carneiro (PMN) – 1 – (),)2%)

Obs: em vermelho os que foram eleitos. Faltam os votos que ainda não foram divulgados pela Justiça Eleitoral.
Fonte: Portal UOL/Eleições

relax

Muuuuuuuuuitaaaaaa adrenalina

sábado, 2 de outubro de 2010

Escola Estrela Guia: Memória das ruas de Ip

Pesquisadores entrevistando Sr. Zequinha e esposa,
residentes há 60 anos na Rua Prefeito Alexandre Gonçalves

Pesquisadores em trabalho de campo na Rua das Flores

Observando o mapa das ruas de Ipaumirim

Exercitando a leitura de mapas

Pesquisadores em reunião de
preparação da coleta de dados

Pesquisadores em campo entrevistam
moradora da Travessa Joaquim Pires

“Ensinar a aprender é criar possibilidades para que uma criança chegue
sozinha às fontes de conhecimento que estão à sua disposição na sociedade.”
(Marcos Bagno, A pesquisa na escola, 2003)

O trabalho desenvolvido pela Escola Estrela Guia com os seus alunos e professores é um exercício de estimulação da curiosidade infantil, base para formação de pesquisadores em níveis mais avançados. Trabalhar a pesquisa na escola implica em renovar metodologias de aprendizagem inserindo a noção de construção coletiva do conhecimento. Coletiva porque envolve a todos no processo de busca, compreensão e interpretação dos fatos e fenômenos. Não há superposição ou hierarquias na construção do trabalho. Todos trabalham juntos, todos podem contribuir. O professor já não pode ser o mero transmissor de conhecimentos mas o estimulador, orientador e principalmente o companheiro do aluno.
O aluno está presente em todas as etapas, aprende a identificar a informação que ele precisa o que implica num processo de seleção entre um conjunto de informações disponíveis. Aprende a identificar o essencial, a conhecer a contextualização e o sentido das relações entre o principal e o secundário na compreensão dos fenômenos.
As fontes orais consultadas também são peças fundamentais que iluminam o desenrolar do trabalho e permitem outros questionamentos e mudanças de rotas quando necessário.
O prazer de buscar, entender, construir um sentido estimula a criatividade e desperta o aluno para a sua importância e capacidade de descoberta. A aproximação entre as crianças e os idosos tem uma nova dimensão. O idoso já não é um velho que acumulou experiências, é uma fonte viva capaz de construir e subsidiar, através do seu conhecimento acumulado, novas interpretações muito além dos estereótipos que a tradição nos legou.
O trabalho tem resultados concretos. Oferece informações para a construção da memória do município, oportunizam a criação de novas relações entre gerações, entre professor e aluno e entre a escola e a comunidade. Trabalha de forma prazerosa a iniciação à pesquisa, estimula o aluno a trabalhar em equipes, permite potencializar de uma forma dinâmica a responsabilidade social e a cidadania. Introduz a pesquisa no cotidiano do aluno ampliando-a como novas possibilidades de aprendizagem e não apenas como registros nos livros de ciência, no avanço das tecnologias ou nos currículos dos pesquisadores. Parabéns pelo trabalho.
ML
PS: Vc também pode colaborar enviando informações através do blog da escola (

http://www.escolinhaestrelaguia.blogspot.com/ ) ou através do endereço luiza_ipaumirim@yahoo.com.br (blog alagoinha.ipaumirim)

Um certo olhar sobre a pesquisa

Que alegria, diz a Eternidade,
Ver o filho da minha esperança
Apaixonar-se pela pesquisa,
Pois em sua mente
Coloquei inúmeros dos meus sonhos
E gostaria tanto que se tornassem realidade.

A pesquisa,
Começou a explicar a Eternidade,
É, antes de qualquer coisa, o gesto do jovem camponês
Que se vai,
Revolvendo a pedra dos campos,
Descobrindo lesmas e gafanhotos,
Ou milhares de formigas atarefadas.

A pesquisa,
É a caminhada pelos bosques e pântanos
Para tentar explicar,
Vendo folhas e flores,
Por que a vida apresenta tantos rostos.

A pesquisa
É a fusão em um só crisol,
De observações, teorias e hipóteses
Para ver se cristalizar
Algumas parcelas de verdade.

A pesquisa,
É ao mesmo tempo, trabalho e reflexão
Para que os homens
Achem todos um pouco de pão
E mais liberdade
Também é olhar para o passado
Para encontrar nos antigos
Alguns grãos de sabedoria
Capazes de germinar
No coração dos homens de amanhã.

A pesquisa
É o tatear em um labirinto,
E aquele que não conheceu a embriaguez de procurar seu rumo
Não sabe reconhecer o verdadeiro caminho
A pesquisa
É a surpresa, a cada descoberta,
De se ver recuar as fronteiras do desconhecido,
Como se a natureza, cheia de mistérios,
Procurasse fugir de seu descobridor.

A pesquisa
Diz finalmente a Eternidade, ´
É o trabalho do jardineiro
Que quer se tornar,
No jardim de minha criação,
O parceiro de minhas esperanças.

Gérard-B. Martin
Au fil des événements, 6 de dezembro de 1994
(Jornal da Universidade Laval)

Desenvolvimento Municipal - Índice FIRJAN : Edição 2010 relativa aos dados oficiais de 2007




A metodologia pioneira e única do INDICE FIRJAN DE DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL distingue-se por ter periodicidade anual, recorte municipal e abrangência nacional. Estas características possibilitam o acompanhamento do desenvolvimento humano, econômico e social de todos os 5.564 municípios brasileiros de forma objetiva e com base exclusiva em dados oficiais relativos às três principais áreas de desenvolvimento: Emprego&Renda, Educação e Saúde.

Uma das vantagens do IFDM é permitir a orientação de ações públicas e o acompanhamento de seus impactos sobre o desenvolvimento dos municípios – não obstante a possibilidade de agregação por Estados. Deste modo, constitui-se uma importante ferramenta de gestão pública e de accountability democrática.


Nós e os nossos vizinhos:

BAIXIO - CE

Posição no ranking nacional: 3748°
Posição no ranking estadual: 109°

AURORA - CE

Posição no ranking nacional: 4120°
Posição no ranking estadual: 140º

BARRO - CE

Posição no ranking nacional: 4070°
Posição no ranking estadual: 138°

ICÓ - CE

Posição no ranking nacional: 4480°
Posição no ranking estadual: 161°

IPAUMIRIM - CE

Posição no ranking nacional: 4309°
Posição no ranking estadual: 151°

UMARI - CE

Posição no ranking nacional: 5213°
Posição no ranking estadual: 182°

LAVRAS DA MANGABEIRA - CE

Posição no ranking nacional: 3802º
Posição no ranking estadual: 113º

O Brasil tem aproximadamente 5.565 municípios. O Ceará tem 182. Estes dados são de 2009 portanto o número pode ter aumentado com a criação de novos municípios.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010