sábado, 9 de junho de 2012

Massacre humilhante do Dia dos Namorados (I)



(Xico Sá)
Do livro "Tudo o que Você Não Queria Saber sobre Sexo", de Adão Iturrusgarai e Mirian Goldenberg

“Começou o massacre, a humilhação, a ditadura do casalzinho”, vociferou uma loiraça gigante, como aquelas mulheres desenhadas pelo Robert Crumb. “Ê maldito dia dos Namorados”, completou a amiga, morena, mais compacta, mignonzinha, gênero sapeca, tremi, quase deixei cair o prato quente na fila.

Mulheres que comem com gosto, elas se lambuzavam, devorando com as mãos um marreco no restaurante do Parque Malwee, em Jaraguá do Sul (SC), onde esteve para a Feira do Livro este gutenberguiano caixeiro viajante que vos escreve.

Não se trata de etiqueta selvagem de macho-jurubeba, amiga. É o modo recomendável, aqui ou no mais fresco bistrô parisiense, de se comer um prato com aves.

E como é lindo uma mulher que come com gosto. As catarinas do interior são incríveis neste momento sagrado. Este assunto, porém, mais do que gasto aqui por este repetitivo cronista, fica para depois. Volto a ele, sempre.

O que interessa agora é o massacre da data dos pombinhos. Um saco mesmo, galega. Querem humilhar aqueles que atualmente chupam o frio chicabom da solidão. Querem desafiar também aqueles que preferem, lindamente, estar sozinhos.

É, galega do vale, a solidão não vende celulares, ipads, roupas de grifes, joias, cuecas, gravatas, calcinhas, promoções em motéis e outros badulaques.

 Taí uma grande vantagem da solidão. A solidão é cinematográfica, mas não é revendedora. Até as porções e embalagens de supermercados ainda são 95% dirigidos ao casalzinho ou à família.

Que massacre. Celulares, planos para falar cem anos com a pessoa amada!

Como se elas não fossem embora, galega do marreco!

 E, repare, ainda tem miserável que cobra o presente de volta –se tiver algum valor- quando o romance acaba.

 Melhor não passar por esse vexame, como lembrava também a loiraça lindamente revoltada.

Macaco, jornal, tobogã, dia dos Namorados, como dizia dizia Raul Seixas, no clássico “Ouro de Tolo”, eu acho tudo isso um saco.

 Como falou a amiga olindense Catarina de Jah, autora de “Mulher tira-gosto”, entre outras páginas rebeldes do nosso cancioneiro, “eu chuto pombinhos nessa data fofinha e querida!

Não que o amor não seja lindo. Nada disso. “Te amo porra”, bem sabes. Aqui já imito o Peréio. Não é disso que estamos tratando.

É obvio que vivemos grandes momentos envenenados por Cupido e suas maçãs encarameladas do Parque de Exposição de Animais do Crato ou do Cordeiro (Recife).

 Tratamos aqui de uma outra história. De não se deixar adoecer pela data. A solidão não vende celulares, a solidão está à prova dos truques publicitários, a solidão é revolucionária, a solidão é chique no último, classe!

 Não se deixe intimidar, amiga, pelos coraçõezinhos de vento que agora tomam conta do horário nobre.

 Lembre-se das falsas promessas, dos chifres, das decepções, dos amores fdp´s, das falhas de caráter, daquele campeonato atrás do outro, da sogra infernal, das ilusões perdidas…

Solitários e solitárias, som na caixa Mombojó: esse é o reino da alegria, tudo pode acontecer, não temam.

E se não acontecer nem tão breve, dane-se de qualquer jeito a nobre data, bote Rolling Stones bem alto, a auto-ajuda rock´n´roll que funciona, peça um uísque duplo e mate com força todas as bolas do pano verde da existência.
 
Viver é uma sinuca. Sempre.

Vi no setecandeeiroscaja.blogspot.com

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O cético e o lúcido

No ventre de uma mulher grávida estavam 2 bebês. O primeiro pergunta ao outro:
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca?
É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
 - Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela...

Enviada por Flávio Lúcio

Carinho faz bem a alma e ao coração.

Terá sido o mordomo?


Papa Bento XVI

Com a detenção de Paolo Gabriele, o mordomo do Papa Bento XVI, o Vaticano recupera o estilo de intriga na corte e até de novela policial à maneira de Umberto Eco. O detective não é Sean Connery, mas o cardeal Julián Herranz, que descobriu a garganta funda, mas ainda não esclareceu a trama urdida pelos intriguistas. Gabriele será um ganancioso? Um guerreiro solitário que combate a corrupção no papado? Ou um mero instrumento das forças ocultas que lutam pelo lugar de Ratzinger? Enquanto se espera que Gabriele denuncie os cúmplices ou aqueles que lucraram com esta falta de lealdade, vamos observando pequenas pistas. Para mim, a mais estimulante foi a declaração do confessor do mordomo, que, com uma indiscrição inesperada, afirmou não acreditar que Paolo Gabriele fosse capaz de cometer tal traição. Talvez o padre tenha aberto a porta para desvendar o caso. Perguntem aos confessores dessa legião de bispos que opinião têm dos seus confessados. Aquele que nada disser sabe de certeza quem é o culpado.
Fonte: http://bomba-inteligente.blogs.sapo.pt/

terça-feira, 5 de junho de 2012

Li e gostei.



"Aprenda que não vale a pena sofrer por quem é feliz sem você"
Do FB " Frases incríveis"

Nota de falecimento


Faleceu, hoje, a  senhora  Marta Matias Maciel, conhecida por Marta Bigi. residente no  Distrito de Felizardo, município de Ipaumirim, Ela era,  nos tempos de jovem,  uma ativa militante política em nossa terra. Para os mais jovens, é a mãe de Cicero Maciel.
Nossos sentimentos aos familiares e amigos.



Foto de Marta quando jovem na inauguração do Grupo Escolar do Distrito de Felizardo, acompanhada do deputado Januário Feitosa, Cícero Victor e Chico Felizardo. Não tenho identificação da data. Foto originalmente publicada no alagoinha.ipaumirim. Do arquivo de Anchieta Nery.

E AS DECEPÇÕES SE SUCEDEM...

Por Cairo Arruda
 (membro da ACI)

Fiquei estarrecido ao tomar conhecimento que o Deputado Federal paulista Guilherme Mussi (PSD) apresentou na Câmara dos Deputados, um projeto de lei, por sinal, já aprovado pela Comissão de Viação e Transportes, com parecer favorável do parlamentar federal mineiro, Newton Cardoso, para que os veículos de propriedade dos deputados federais passem a usar placas oficiais da própria Câmara, o que equivale a dizer que, em caso de autuação por infração de trânsito, quem vai pagar a multa é aquela Casa, ou seja, nós, o povo.
A cada dia, a esperança dos brasileiros bem intencionados, de passarem a contar com um Parlamento sério, digno e ético, ainda está muito distante da realidade, cabendo, infelizmente,  grande parte da responsabilidade, ao próprio eleitor, que, na hora de sufragar o seu voto, deixa, geralmente, se levar pelo discurso bonito e leviano do candidato, sem antes, analisar a sua vida pregressa, e suas verdadeiras intenções e propósitos para com a coisa pública.
Os maus exemplos estão a acontecer sucessivamente sem cessar, deixando-nos cada vez mais perplexos e intringados.
Vejam o caso do Senador Demóstenes Torres – figura até bem pouco tempo, considerada um congressista exemplar e autêntico – e agora envolvido em irregularidades absurdas, sendo motivo de investigação por parte de uma CPMI, estando, inclusive, passivo de cassação do mandato.
E, para aumentar a nossa decepção, fazem parte dessa comissão investigatória, elementos suspeitos, também comprometidos, pois respondendo, segundo o jornal O TEMPO, de BH, edição de 26-04-2012, a ações penais e a inquéritos, a saber:

Senadores Jayme Campos (DEM-MT), e Fernando Collor de Melo (PTB-AL), Deputado Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Deputado Federal Protógenes Queiróz, Senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), e o Deputado Federal Luiz Pitiman (PMDB-DF), Deputado Federal Mauricio Quintella (PR-AL), e o Deputado Federal Silvio Costa (PTB-PE).
Por ordem, eis os crimes pelos quais os citados parlamentares estão sendo processados:
O 1º responde a uma AP (Ação Pública) por crimes contra a fé pública e a três inquéritos diferentes  (delitos praticados por funcionários públicos contra a Administração Geral, crime de responsabilidade e crime contra a Lei de Licitações). Já o 2º, ex-presidente da República, é alvo de duas ações penais – corrupção passiva e peculato e crimes conta a ordem tributária. O 3º, por sua vez, responde a dois inquéritos (Fase Preliminar de investigação que pode resultar ou não na abertura de ação penal), um por crimes da Lei de Licitações e outro por crimes eletorais. O 4º, Delegado Licenciado da Polícia Federal Protógenes Queiróz,  responde a uma AP por quebra de sigilo funcional e fraude. O processo contra ele refere-se a ações cometidas  como o responsável pela Operação Santiagraha, que investigou o banqueiro Daniel Dantas. O 5º, Senadora Vanessa Grazziotin e o 6º, Deputado Luiz Pitiman, respondem a inquérito por crimes eleitorais. O 7º, Deputado Mauricio Quintella, a um inquérito por peculato, enquanto o 8º, Deputado Silvio Costa, a uma ação penal por crimes contra a honra – ele foi processado pelo ex-colega Raul Jungmann (PPS-PE).
A referida CPMI, composta de deputados federais e senadores, tem como objetivo investigar a relação do bicheiro Carlinho Cachoeira com políticos e agentes privados, em especial, a Construtora Delta.
Esperamos que, mesmo com a inconveniência de dela fazer parte, gente comprometida com o crime (conforme o exposto acima), essa Comissão chegue a um resultado que satisfaça os que nela acreditam!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Cine Ipaumirim: Maria Ninguém

Informações sobre o filme

Curta metragem que remonta a época da visita da atriz Brigtte Bardot em Búzios nos anos 60,através da ótica do menino Sandro,filho do pescador Antônio....Com atores e não atores numa alusão ao Neorealismo Italiano.

HD / Nov.2008 / 12' / Brasil

Roteiro e Direção: Valério Fonseca
Co direção : Rogério Dolabella
Fotografia: Bia Marques
Arte: Raquel Café Dantas
Montagem : Saulo Moretzsohn
Trilha sonora: Lui Coimbra
Som Direto: Luiz Aragão
Produção: Valério Fonseca,Rogério Dolabella e Glória Pereira

Fernanda Lima - Brigitte Bardot
Rayann Silva - Sandro
Alessandri Adriano - Pai de Sandro
Waldir Gozzi - Bob Zagury

Participou dos seguintes Festivais:

!4° Buzios Cine Festival , 3° Mostra de curtas cariocas , 55° Kurzfilmtage Oberhausen , 62° Festival de Cannes (short film corner) , Femina 2009, Jornada Internacional de Cinema da Bahia, Curta Cabo Frio, Cine Mube, Intineraires Brussels Festival , Green Vision ( São Petersbugo - Russia ) , The Wifts ( Los Angeles - EUA), Fest. de Cinema Das Agulhas Negras , Jeri Digital( Jericoacoara -CE) , Cine Riba, Mostra Nacional de Cinema e Video de Mato Grosso (Cuiabá), Curtamazônia 2011, I Curto Encontro (Salvador-Bahia), Mostra Cortados (Argentina), Além de Mostras e Mercados.
Melhor curta-metragem internacional em Los Angeles pelo The wifts The Women's International Film & Television Showcase 2010
Fonte: You Tube

domingo, 3 de junho de 2012

Gente de IP: Jarismar Gonçalves Melo

Jarismar Gonçalves Melo


Nascido em 04 de abril de 1934, no sítio Unha de Gato, lugar denominado Poço Preto, às margens da BR 116, município de Ipaumirim. Filho de Alexandre Gonçalves da Silva e Maria Gonçalves de Melo.

Alexandre Gonçalves
(pai)
Licor Gonçalves (mãe)



Jarimas, Titica (esposa) e irmãos: José Sílvio, Vanda, Valquíria,
 Maria e Jarisvalda

Irmãos: Zé Gonçalves e Maria

Jarismar concluiu o curso primário no primeiro Colégio XI de Agosto em Ipaumirim, tendo como professores José Henrique Silva, Osmar Arruda e Onélio de Sousa, dirigido na época, pelo Dr. Francisco Vasconcelos de Arruda, funcionando no local onde hoje é a Escola Fundamental Dr. Jarismar, agora em novas e modernas instalações.
Dr. Arruda, diretor do primeiro
Colégio XI de Agosto
Ipaumirim - CE

Colégio Diocesano,
Crato - CE

Como não tivesse curso médio, na época ginasial, em Ipaumirim, passou a estudar no colégio Diocesano na cidade do Crato no período de 1949 a 1952, de onde completando 18 anos de idade migrou para Fortaleza capital do Estado, passando a servir o Exército e ao mesmo tempo, estudando no Colégio Estadual do Ceará conhecido por Liceu do Ceará, onde cursou o Clássico que correspondia ao cientifico, ocasião em que participava ativamente de movimentos estudantis e sociais.
Recebendo de  D. Albaniza, 1ª dama do estado do Ceará,
 esposa do governador Paulo Sarazate,
em nome do Liceu do Ceará
a medalha de Honra ao Mérito.

Eleito Presidente do Centro Liceal de Educação e Cultura (CLEC), representação legítima do corpo discente do Liceu, recebeu em nome dos liceais, em memorável concentração popular realizada no Estádio Presidente Vargas, das mãos de D. Albaniza Sarasate, esposa do governador do Ceará, na época Paulo Sarasate, a medalha de Honra ao Mérito; Na sua gestão promoveu e coordenou a campanha para a eleição da Rainha do Liceu, recaindo a escolha na pessoa de Odele de Paula Pessoa, hoje Juíza de Direito.

Realizou ainda as Olimpíadas dos estudantes do Liceu em instalações esportivas da Marinha; Participou da fundação da Nova Padaria Espiritual, sendo seu primeiro presidente, (Padeiro Mor), inclusive, um dos redatores do seu jornal denominado “o Pão”, que tinha como redator chefe o saudoso Jáder de Carvalho Nogueira, na época principal colunista do Jornal “Diário do Povo” de grande renome em Fortaleza.
Carimbo da Padaria Espiritual - 1992
Centenário da Padaria Espiritual

 
          Residiu por vários anos na casa do Estudante do Ceará, onde foi Diretor Patrimonial daquela instituição; Nesse período já sentindo pendores para o magistério, lecionou por algum tempo no Colégio D. Bosco, no bairro Joaquim Távora em Fortaleza na disciplina de História.
Casa do Estudante do Ceará
No ano de 1958 ingressou, aprovado em vestibular, no Curso de Direito da Universidade Federal do Ceará, período em que contando com o apoio do Deputado Estadual por Ipaumirim Francisco Vasconcelos Arruda, coadjuvado por vários Ipaumirinenses, na época estudantes em Fortaleza, entre eles: José Aristides Lisboa, Geraldo Saraiva, Jarismar e Jacílio Saraiva, Valter Vieira, Francisco Assis Gonçalves, Raimundo Meira Barbosa, Francisco Alderí Gonçalves e outros, participou ativamente da criação de uma sociedade, denominada “Centro Ipaumirinense”, sendo eleito o seu primeiro Presidente.

Posse na Presidência do Centro Ipaumirinense
no ano de 1956
Sessão solene da diretoria do Centro Ipaimirinense sediado em Fortaleza, ano de l956, vemos da esquerda para a direita: Jarismar Saraiva, Francisco Alderi Gonçalves, Raimundo Meira Barbosa,Geraldo Saraiva, Jarismar Gonçalves Melo na condição de Presidente, Francisco Assis Gonçalves, José Aristides Lisbôa, Jacílio Saraiva,e Valter Vieira, todos filhos de Ipaumirim.

O centro recentemente criado realizava reuniões dominicais, inicialmente no auditório da casa do estudante onde eram discutidos assuntos relacionados com o desenvolvimento do Município de Ipaumirim; sem descurar da parte sócio cultural, a presidência do centro chegou a alugar uma casa próxima ao Centro Massapeense, na praia do Meireles para sede da entidade, onde passaram a acontecer as reuniões e também festas dançantes bastantes fraternas e bem freqüentadas. Terminando o mandato de dois anos, a presidência do Centro foi assumida, mediante eleição por Geraldo Saraiva. Após algum tempo os mais entusiastas foram dispersando, uns por concluírem os estudos regressando ao interior e outros buscando dias melhores em outros Estados, e assim terminou o Centro, ficando só na saudade.
Fundadores do Centro Ipaumirinense em Fortaleza ,
 com sede na Praia do Meireles.
Ao receber o diploma de bacharel em Ciências Juridícas e Sociais
 na Universidade Federal do Ceará no ano de 1962

Em dezembro de 1962, quando concluía o curso de Direito, antes de se instalar profissionalmente como advogado em Ipaumirim, ouviu falar pela imprensa da existência no Ceara das chamadas “escolas de comunidades” criando estabelecimento de ensino à nível médio nas cidades do interior e sabendo que a juventude de Ipaumirim apenas terminava o primário e somente os pais abastados tinham condições de levar os filhos para escolas a nível médio, em Cajazeiras, Crato ou Fortaleza, não tergiversou em procurar o dirigente da Campanha Nacional de Escolas de Comunidade (CNEC) em Fortaleza, o Comendador Luiz Sucupira e expor a situação educacional de sua terra, sendo assim Ipaumirim contemplado com uma dessas escolas à nível médio, a qual em homenagem a antiga escola XI de Agosto,(Colégio XI de Agosto) e também por ser 11 de agosto o dia do estudante, foi o referido estabelecimento de ensino denominado Colégio XI de Agosto, posteriormente centro educacional XI de Agosto.

             Casou-se no ano de 1963 com Francisca Felinto Gonçalves, residindo em Ipaumirim; Do enlace matrimonial nasceram Márcia Maria Gonçalves Felinto, Mércia Maria Gonçalves Felinto, Marciana Gonçalves Felinto, Alexandre José Gonçalves Trineto e Jarismar Gonçalves Melo II, todos com formação educacional a nível superior.

sábado, 2 de junho de 2012

       Como diretor do Colégio XI de Agosto,
        em comemoração ao 7 de setembro

Atuou profissionalmente em Ipaumirim, no período de 1963 a 1970, exercendo a função advocatícia e a de Professor do Colégio XI de Agosto, sendo inclusive um dos seus diretores; nesse período no ano de 1966 assumiu por um ano a promotoria de justiça da cidade do Cedro Ceará.

Em 1970, aprovado em concurso Público para Juiz de Direito do Estado da Paraíba assumiu a Comarca de Teixeira em 12 de Setembro daquele ano, ali criou uma escola para presidiários com professores cedidos pela prefeitura.

No final de 1971 foi removido a pedido para a comarca de São José de Piranhas, onde foi nomeado pelo governo do Estado, também professor do colégio Estadual São José, em virtude da proximidade da nova comarca com a cidade de Ipaumirim, voltou a ministrar aulas no colégio XI de Agosto final de semana, reassumindo a pedido dos alunos e professores a direção do mesmo colégio.

         Porém, ao assumir os serviços forenses da Comarca de Bonito de Santa Fé, passando a responder cumulativamente pelas duas comarcas e ainda as aulas do Colégio Estadual S. José, foi forçado pelas circunstâncias a deixar em definitivo a direção do Colégio XI de Agosto.
 
Após quatro anos judicando nas duas comarcas e lecionando no colégio estadual São José foi promovido no ano de 1975, por merecimento, para a comarca de Guarabira, que por ser perto de João Pessoa foi convocado, sem prejuízo das atividades de sua comarca pelo Tribunal de Justiça para igualmente responder pela 8ª vara criminal da capital.

No Ano de 1977, atendendo pedido de um colega que estava enfrentando problemas na sua comarca e para ficar mais próximo de Ipaumirim onde já possuía uma fazenda, permutou a comarca de Guarabira pela de Catolé do Rocha onde judicou por apenas um ano. Com pretensões em lecionar na Faculdade de Direito de Sousa pediu remoção para aquela comarca.

       Assumiu a comarca de Sousa em janeiro de 1978, com exercício na 2ª vara assumindo igualmente o cargo de Diretor do fórum e a 63ª zona eleitoral. Convidado, passou a lecionar na referida faculdade de Direito a disciplina de Direito Penal na condição de T 20 (20h/a) semanais, no expediente noturno. Um ano depois a Faculdade foi encampada pela Universidade federal da Paraíba, com todo seu acervo, inclusive professores e funcionários; sendo os professores titularizados e estabilizados por decreto da Presidência da República.

     Em 1988 foi promovido para o fórum da capital do Estado, assumindo a 1ª Vara civil da comarca de João Pessoa, porém já com tempo para se aposentar, contrariando aconselhamento de colegas e até de Desembargadores, pediu sua aposentadoria da magistratura a qual lhe foi concedida com todos os Direitos e vantagens da magistratura. Passando então, a assumir o seu magistério na Universidade, em Sousa, com tempo integral.

      No mesmo ano, animado e incentivado pelo corpo docente e discente da instituição aceitou candidatar-se a diretor da faculdade, sendo submetido a diversas sabatinas e debates em uma campanha de 60 dias o que resultou no apoio do seu concorrente, e sendo eleito por unanimidade da comunidade academia, assumindo no dia 07 de março de 1989 a direção da Faculdade, em solenidade presidida por seu amigo e reitor Antônio de Sousa Sobrinho para um mandato de quatro anos.
Homenagem prestada pelo corpo discente da Faculdade de Direito, campus de Sousa,
véspera de sua aposentadoria.

Seu primeiro ato administrativo fez gestão junto a reitoria em João Pessoa, Campus I da Universidade, conseguindo a criação em Sousa do Campus VI da universidade, ensejando oportunamente a criação de outros cursos de nível superior. Bem sucedido no seu pleito, já como Diretor do Campus VI da Universidade Federal da Paraíba criou e instalou os departamentos de Direito Público, Direito Privado e Prática, Forense devidamente mobiliados e em funcionamento e a construção do prédio onde ainda hoje funciona a prática Forense, bem assim, providenciando junto a Reitoria, residências para estudantes que residiam fora do município de Sousa, fazendo ainda funcionar o restaurante universitário.

Apesar de ser legalmente dispensado de sala de aula, jamais deixou de ministrar suas aulas de Direito Penal, além de diretor, exercia também a função de membro nato do conselho Universitário com reuniões semanais na reitoria em João Pessoa.

Em 1993, em face de nova eleição para o referido cargo, transferiu o cajado para a nova diretora Maria de Lourdes Rodrigues, voltando a lecionar nos três turnos. Sendo ao mesmo tempo eleito pelos professores e alunos para representar o Campus VI no Conselho Superior de Extensão e Pesquisa da Universidade, com reuniões em João Pessoa, por um período de dois anos.

No final da administração da professora Maria de Lourdes Rodrigues, com todas as condições favoráveis de retornar à direção do Campus VI, porem já com tempo suficiente para aposentadoria e com idade se aproximando do limite legal, ou seja, da chamada aposentadoria compulsória, resolveu com muita saudade despedir-se do magistério, profissão que mais lhe fascinou.

Recebeu varias homenagens da comunidade universitária e do povo Sousense, que muito o sensibilizou, dentre elas “Homenagem de Honra”, nos seguintes dizeres: “Os formandos do curso de Direito da UFPB, campus VI, prestam esta homenagem de gratidão ao mestre Jarismar Gonçalves Melo que com seu irrefutável caráter e conhecimento nos ensinou e incentivou a buscar a justiça no melhor Direito. Nossa eterna gratidão pelos relevantes serviços prestados ao campus. Assinando: A coordenação do curso, professores, alunos e funcionários”.
                                Agradecendo em sessão solene , a outorga pela Câmara Municipal,
                                       do título de cidadão Sousense no ano de 1981


Igualmente recebendo do povo Sousense a homenagem de “Titulo de Cidadão Sousense” através da lei 1.013/81 por iniciativa da Câmara Municipal, sancionada pelo prefeito Municipal de Sousa Sinval Gonçalves Ribeiro, comunicação abaixo transcrita: “Estou comunicando a Vª. EXª. Que o projeto de lei originário do legislativo Sousense, aprovado por unanimidade de votos, que lhe concede o título de cidadão Sousense, foi transformado em lei municipal 1.031/81. Comunicamos ainda, da enorme satisfação de todos os filhos da cidade sorriso em receber tão renomada personalidade para nossa comunidade e para a galeria de filhos ilustres da nossa terra”.
Em solenidade na Maçonaria: Dia do Maçom

Na qualidade de maçon, em 2011 recebeu dos seus irmãos da loja maçônica Calixto Nóbrega a comenda “Doca Pereira” em uma placa de bronze em miniatura com os seguintes dizeres: “A loja Maçônica Calixto Nóbrega, oriente de Sousa – Paraíba torna público o exemplo demonstrado pelo homenageado Jarismar Gonçalves Melo pela sua extrema dedicação em suas ações fraternas e beneméritas, contribuindo de modo relevante e destacado para beneficio da humanidade e da maçonaria, dentro dos mais elevados e sublimes valores cívicos, éticos e morais fazendo o bem pelo amor do próprio bem”.
Ao se aposentar restaurou sua inscrição de advogado na OAB, seção do Ceará, retornando ao fórum da comarca de Ipaumirim, passando a prestar gratuitamente assistência jurídica aos mais necessitados e cuidando ao mesmo tempo ate hoje dos seus afazeres de agropecuarista na fazenda barra município de Ipaumirim, sua terra natal.
Ainda com intuito de trabalhar em prol do crescimento de seu município, incursionou na política, candidatando-se a prefeito de Ipaumirim em 1991, não logrando êxito, perdendo por apenas 72 votos, numa questionada apuração de votos, Por muitos anos ocupou a presidência do Diretório Municipal do PMDB de Ipaumirim; Também foi chefe de gabinete na administração do seu pai Prefeito Alexandre Gonçalves, nos anos de 1959 a 1962; Foi assessor Jurídico da Câmara Municipal de Ipaumirim nos biênios administrativo da presidência dos vereadores Higino Diniz e Alberto Alexandre Viana de Moura e em 1990, igualmente chefe de gabinete na administração do Prefeito José Miraneudo Linhares.

 
Recebeu da Câmara Municipal de Ipaumirim “Moção de Aplausos” nos termos seguintes: a câmara municipal de Ipaumirim aprovou na sessão ordinária de 30 de Junho de 2011, o requerimento nº 012/2011, pelo qual ficou registrado em ata dos trabalhos legislativos, uma moção de aplausos ao excelentíssimo senhor magistrado Doutor Jarismar Gonçalves Melo, ex-assessor jurídico da câmara municipal, figura de maior representatividade deste município. Em nome dos Edis desta Câmara legislativa (legislatura 2009-2012), receba carinhosamente o reconhecimento do povo de Ipaumirim, por nós representado, pelo exemplo de dignidade honradez e espírito publico demonstrado através de suas escolhas profissionais e acadêmicas, enriquecendo, assim a história deste município.

       Autoras do requerimento: Josélba Maria Alencar Diniz, Mércia Maria Gonçalves Felinto Barros e Maria Flaucineide Vieira Chagas, Wilson Alves de Freitas presidente da Câmara Municipal.

    Escola Dr. Jarismar Gonçalves

 Foi homenageado na administração do prefeito José Miraneudo Linhares com a denominação de uma escola de ensino fundamental de “DR. Jarismar Gonçalves Melo, funcionando hoje onde antes funcionava o antigo Colégio XI de Agosto pelo mesmo fundado.
 
     Em dezembro de 2011 foi homenageado pelo prefeito municipal, pelos alunos e professores da referida escola, em sessão solene, inclusive com aposição do seu retrato na galeria de honra da escola.
       Foi assim...
 
Ipaumirim, março de 2012

 
Jarismar Gonçalves e Titica Felinto (esposa)


Alexandre Trineto (filho)


Jarismar e filhas: Márcia, Mércia e Marciana


Jarismar Segundo e família


Mércia, obrigada pelo texto, pelas imagens e pela confiança de deixar publicá-lo em nosso blog. É uma homenagem mais do que merecida.
Se você - de IP -  quer fazer uma homenagem aos seus familiares e/ou amigos ou contar a história de sua família, pode nos enviar  o texto e as imagens que publicaremos com muita alegria.
O e-mail para envio é : luiza_ipaumirim@yahoo.com.br

Parabéns pra você!

Aldeísio Nery

Parabéns muito especial do nosso blog para o conterrâneo Aldeísio Nery que fez 77 anos no dia 12 de maio. A comemoração foi o maior festão num buffet lá na Cidade dos Funcionários. Que Deus lhe dê muitos anos de vida com muita saúde, paz, amor e aquele vozeirão que sempre encantou a todos nós de IP.