segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cine Ipaumirim: A maior flor do mundo

Sinopse

A Maior Flor do Mundo é um texto de rara beleza, recheado de símbolos e de enigmas onde há mensagens, uma para as crianças (a descoberta, a valentia, o altruísmo) e outra para todos os homens e mulheres que se interrogam sobre o seu lugar no mundo.

O que temos a dizer

A versão em massa de modelar do falecido escritor português José Saramago começa o filme declarando que para contar histórias para crianças, é preciso usar palavras simples, pois elas não conhecem muitas e não usam as complicadas. Por isso, ele acha, não está apto a contar uma história infantil, mas tenta expressar-se da maneira que sabe, para que alguém aprenda e conte da melhor maneira possível para as crianças. E essa é a deixa para o diretor espanhol Juan Pablo Etcheverry cumpra seu desejo.

Apesar da introdução – pela voz do próprio Saramago, o que já é um imenso atrativo – este curta em stop motion conta uma história sem diálogos de um garoto que pode transformar sua cidade apenas com curiosidade, valentia e inocência. Como pedido pelo escritor, o curta não tenta se aprofundar em metáforas, apenas seguindo à risca o livro infantil homônimo que deu origem ao roteiro com uma charmosa animação.

Título: A Maior Flor do Mundo
Duração: 09:55m
Realizador: Juan Pablo Etcheverry
Produtora: Continental Animación
Ano: 2007

Fonte: http://www.ambrosia.com.br/2011/09/16/curtos-maior-flor-mundo-dir-juan-pablo-etcheverry/

Juventude de IP debate participação em rede social

Venho acompanhando pelo FB o debate de jovens de IP sobre critérios de participação no Leo Clube. Acho a discussão interessante porque trata sobre conceitos polêmicos e metodologias de trabalho. A fulanização de alguns posts desvirtuou o sentido do debate mas ver a juventude preocupada com participação, democracia, assistencialismo e preconceito é um avanço importante.
Nem tudo é caso de polícia e quando se responde a questionamentos deve-se limitar a responder as acusações ou insinuações porque são elas que estão em jogo. Acusar os que pensam diferente é confundir as coisas e, a certos momentos de visão, pode ser também visto como uma forma de legitimar a crítica pois que faltam argumentos para a contestação correta daquilo que foi dito. É um vergonhoso recurso tradicionalmente usado para tirar a atenção do foco do debate.

ML
Os jovens precisam discutir ainda que com vestígios próprios da imaturidade. Polícia é para quem comete crimes mas estes - desde que ricos ou remediados - quase nunca vão para cadeia.

domingo, 20 de novembro de 2011

Verão 2011: moda praia anos 40 e 50












Selecionei as imagens no site: http://fottus.com/

Do tempo que mulher tinha muita carne e pouca banha.
Se não tiver um corpitcho estilo violão nem tente sonhar com estes modelitos.

Não resisto

Por um domingo mais sonoro

Cante

sábado, 19 de novembro de 2011

E você, o que faria?

Todo beijo faz sentido



Chocho franco-alemão

Sou do tempo em que as campanhas publicitárias da Benetton eram mais faladas do que as colecções de roupa. Se a memória não me falha, terá sido uma das primeiras marcas a usar mensagens de conteúdo social para vender um produto. Como se percebia pelas conversas dos consumidores, a roupa era remetida para segundo lugar. A primazia dada à mensagem crua da realidade da doença, da fome e da guerra tornaram a Benetton imediatamente reconhecível. Forte componente social, peças de vestuário atractivas e não muito caras são algumas das características que associamos à marca e que fizeram dela um sucesso em todo o mundo. Aos poucos, contudo, a mensagem controversa foi sendo abandonada. Na última década, à excepção da campanha Food For Life, de 2003, não vimos quase nada que tocasse o coração da humanidade. A subtileza da campanha de 2004, James And Other Apes, parecia indicar que a Benetton precisava do seu momento de sossego e reflexão. A marca volta agora a estar no centro das atenções com a campanha UNHATE e as fotografias falsas de chefes de estado e líderes religiosos a beijar-se na boca. Obama e Chávez, Netanyahu e Abbas, Merkel e Sarkozy são alguns dos pares escolhidos para esta luta publicitária contra o ódio. A mensagem é um «make love, not war» revisitado no século XXI em cartazes gigantes. A primeira baixa não se fez esperar. O Vaticano manifestou o seu repúdio pela utilização da imagem do Papa na campanha. A Benetton pediu desculpa de imediato e retirou o cartaz em que víamos Bento XVI a beijar o imã egípcio Ahmed Mohamed el-Tayeb na boca. O clima entre ambos os líderes religiosos é tenso e por causa de uma questão delicada. Lembremos que Bento XVI acusou as entidades oficiais egípcias de não proteger as minorias cristãs no país e que as suas palavras foram recebidas pelo governo com crispação. Digamos que o problema não se resolve com um beijinho. Mas de todas as imagens, só uma me surpreendeu: a do chocho entre a Chanceler Merkel e o Presidente Sarkozy. Ali não há ódio, então? Se há casal que se dá bem é aquele.

Fonte: http://bomba-inteligente.blogs.sapo.pt/

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Fim de semana em IP

ÁLBUM DA SEMANA

Maria do Carmo Moura

Lorena Nery

Liduina Farias e Guedinha
Laíre e Lenira Barbosa

José Ribeiro

Maria Eunice Nóbrega
(Olinda - PE)

Fernanda Diniz

Sebastião Barauna e Dorinha

Casamento de Otávio Landim

Boaventura e filhos


Simone Vieira

Jaqueline Lustosa

Didiu Alves

Chiquinho de Aurélio

Abraão Arruda e sua mãe

Arte em Ip

(Clique para ampliar)

Sete Candeeiros pergunta

Sedução e poder: as mulheres dos ditadores
Clara González
Da EFE
Msn.com

Mussolini foi um autêntico símbolo sexual de sua época. Esta jovem exibe uma foto do Duce em roupa de banho

Hitler e Mussolini foram autênticos "sex symbols" de sua época; Lenin, "um grande sedutor"; Stalin, um "playboy" e Salazar "um casanova discreto". A jornalista francesa Diane Ducret conta em "As Mulheres dos Ditadores" parte da história do século XX através das relações de seus grandes protagonistas com o sexo feminino.

"O poder se baseia tanto na coerção como na capacidade de sedução dos ditadores, algo que não foi levado em conta pois a história é abordada de um ponto de vista estritamente masculino, centrando-se no aspecto militar e na ideologia", diz a escritora Diane Ducret.

Para Diane, estes ditadores são "grandes sedutores" e assinala que embora haja um "carisma natural" também há muito "trabalho".

Joseph e Magda Goebbels em uma imagem da família

Adolf Hitler mudou sua forma de vestir e buscou assessoria em mulheres da alta sociedade alemã; além disso, viajava sempre com seu fotógrafo pessoal, Heinrich Hoffman, para que o imortalizasse nas poses mais favorecedoras.

Benito Mussolini, por sua vez, malhava para depois exibir o corpo em traje de banho nas praias de Riccioni perante suas inflamadas admiradoras vindas de toda a Itália, mas também de Alemanha, Iugoslávia e Hungria.

"Não há poder total se a metade da população não quiser. Por isso, eles tinham consciência de que seduzir as mulheres era muito importante e se esforçavam nisso", assinala a autora do livro "As Mulheres dos Ditadores".

E com grande sucesso. Segundo Diane, Adi - como chamavam na intimidade Adolf Hitler - recebeu mais cartas de admiradores que Mick Jagger e os Beatles juntos. Seu mais direto concorrente, o Duce (Mussolini), recebia entre 30 mil e 40 mil cartas por mês.

"Apesar de compartilhar um grande poder de sedução, eram muito diferentes. Mussolini tinha uma necessidade patológica de possuir fisicamente as mulheres, mas Hitler, por outro lado, ansiava influir nelas psicologicamente", explica a jornalista e historiadora.

Clara Petacci foi a última amante de Mussolini

O ditador português António de Oliveira Salazar se destaca como um "playboy religioso" e um "casanova discreto" que, ao contrário do complexado Stalin ou do infantil Mussolini, não parecia necessitado de reforçar sua virilidade.

Também houve ditadores de uma só mulher como o romeno Nicolae Ceausescu ou o espanhol Francisco Franco. No caso do primeiro, sua mulher, Elena, chegou a exercer uma grande influência sobre ele, "mas não ideológica". Para o ditador espanhol, o mais importante era sua carreira.

Neste livro, a jornalista se ocupa não só de esposas e amantes, mas também de admiradoras, musas e companheiras destes homens. São mulheres muito diferentes que compartilham um amor entregue e veemente que conduziu, em alguns casos, ao suicídio.

A autora distingue três tipos de mulheres. As que amam o homem mais que a sua vida; as que veem nele a encarnação de seus ideais e as que amam o poder.

As primeiras costumam ser mulheres jovens e belas, cuja personalidade se submete à vontade destes "ditadores psicológicos" que as levam a perder sua identidade. "Sofrem uma espécie de síndrome de Estocolmo", diz Diane.

Elena Ceausescu junto a seu marido Nicolae. Ela é, para a autora do livro, uma 'mulher de poder'

A este grupo pertenceriam as últimas amantes de Hitler e Mussolini, Eva Braun e Clara Petacci, que compartilharam com eles seu trágico fim. Clara teve a oportunidade de se salvar, mas preferiu compartilhar o triste destino de seu amante. "Aonde vai o mestre, vai o cachorro", chegou a dizer.

O segundo grupo é composto pelas intelectuais, com um papel vital na formação ideológica destes homens. São mulheres com caráter e personalidade como Margarida Sarfatti, amante de Musollini.

As "mulheres de poder" acompanham seus pares na ascensão, participam de seu poder e acabam amando este acima de tudo. Elena Ceausescu e Jian Qing, terceira esposa de Mao Tsé-tung, são "mulheres de poder".

As esquecidas

Um personagem surpreendente para Diane, é Inessa, a amante de Vladimir Lenin. Uma mulher brilhante e muito avançada para seu tempo que se apaixonou por um homem "contraditório e com uma mentalidade antiga".

"Ela me lembra uma heroína clássica. Viveu entregue a um homem cujo amor tinha que compartilhar com sua esposa, fez seus os sonhos dele, chegou a ser ministra de Agricultura e, jovem e exausta, morreu no exílio", comenta.

'Sem Margarida Sarfati (na foto) e Angelica Balabanoff, Mussolini não chegaria a ser o que foi', diz Diane

Mas se há um personagem que fascinou a autora acima de todos foi Magda Goebbels, à qual considera uma mistura dos três tipos de mulher.

"Era bela e amava profundamente o ideário nazista. Foi uma pessoa inteligente cuja opinião era muito estimada por Hitler, chegando a ser considerada a "prima-dona" do regime. Sua relação com o Führer é platônica mas brutal, cumpria todos seus desejos".

Casou-se com Goebbels porque assim o queria Hitler. Envenenou seus seis filhos e aceitou morrer pelas mãos de seu marido quando o regime nazista chegou a seu fim. "Por amor, realizou os maiores sacrifícios", diz a autora.

O período do entreguerras e o que seguiu à Segunda Guerra Mundial gerou muitas ditaduras na Europa. O conflito bélico serve para dar unidade às histórias e favorece o cruzamento de personagens como o de Angelica Balabanoff que tem um papel crucial nas vidas de Mussolini e Lenin.

Para seu segundo livro, que será lançado na França no próximo mês de fevereiro, a autora escolheu a Guerra do Iraque. As mulheres de Fidel Castro, Saddam Hussein, Khomeini, Kim Jong-il, Slobodan Milosevic e Bin Laden, terão então um papel de destaque.

Fonte: http://blogsetecandeeiroscaja.blogspot.com

Oracion de la mujer


Querido Dios,
hasta ahora mi día fue bueno:
- No chismosee;
- No perdí la paciencia;
- No fui agresiva, sarcástica, histérica, pesada ni irónica;
- Controlé mi temperamento;
- No reclamé;
- No hice berrinches;
- No grité;
- No tuve ataques de celos;
- No comí chocolates;
- Tampoco hice débitos de mi tarjeta de crédito, ni di cheques adelantados;
Pero te pido tu protección, Señor, pues estoy por levantarme de la cama en cualquier momento!
AMÉN!!!

Elogio do boteco . ( Leonardo Boff)

Em razão do meu “ciganismo intelectual” falando em muitos lugares e ambientes sobre um sem-número de temas que vão da espiritualidade à responsabilidade socioambiental, e até sobre a possibilidade do fim de nossa espécie, os organizadores, por deferência, costumam me convidar para um bom restaurante da cidade. Lógico, guardo a boa tradição franciscana e celebro os pratos com comentários laudatórios. Mas me sobra sempre pequeno amargor na boca, impedindo que o comer seja uma celebração. Lembro que a maioria das pessoas amigas não podem desfrutar destas comidas e especialmente os milhões e milhões de famintos do mundo. Parece-me que lhes estou roubando a comida da boca. Como celebrar a generosidade dos amigos e da Mãe Terra se, nas palavras de Gandhi, “a fome é um insulto e a forma de violência mais assassina que existe”?
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É neste contexto que me vêm à mente como consolo os botecos. Gosto de frequentá-los, pois aí posso comer sem má consciência. Eles se encontram em todo mundo, também nas comunidades pobres nas quais, por anos, trabalhei. Aí se vive uma real democracia: o boteco, ou o pé-sujo (o boteco de pessoas com menos poder aquisitivo), acolhe todo mundo. Pode-se encontrar lá tomando seu chope um professor universitário ao lado de um peão da construção civil, um ator de teatro na mesa com um malandro, até com um bêbado tomando seu traguinho. É só chegar, ir sentando e logo gritar: “Me traga um chope estupidamente gelado”.
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O boteco é mais que seu visual, com azulejos de cores fortes, com o santo protetor na parede, geralmente um Santo Antônio com o Menino Jesus, o símbolo do time de estimação e as propagandas coloridas de bebidas. O boteco é um estado de espírito, o lugar de encontro com os amigos e os vizinhos, da conversa fiada, da discussão sobre o último jogo de futebol, dos comentários da novela preferida, da crítica aos políticos e dos palavrões bem merecidos contra os corruptos. Todos logo se enturmam num espírito comunitário em estado nascente. Aqui ninguém é rico ou pobre. É simplesmente gente que se expressa como gente, usando a gíria popular. Há muito humor, piadas e bravatas. Às vezes, como em Minas, se improvisa até uma cantoria que alguém acompanha ao violão.
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Ninguém repara nas condições gerais do balcão ou das mesinhas. O importante é que o copo esteja bem lavado e sem gordura, senão estraga o colarinho cremoso do chope que deve ter uns três dedos.
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Ninguém se incomoda com o chão e o estado do banheiro. Os nomes dos botecos são os mais diversos, dependendo da região do país. Pode ser a Adega da Velha, o Bar do Sacha, o boteco do Seo Gomes, o Bar do Giba, o Botequim do Joia, o Pavão Azul, a Confraria do Bode Cheiroso, a Casa Cheia e outros. Belo Horizonte é a cidade que mais botecos possui, realizando até, cada ano, um concurso da melhor comida de boteco.
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Os pratos também são variados, geralmente, elaborados a partir de receitas caseiras e regionais: a carne de sol do Nordeste, a carne de porco e o tutu de Minas. Os nomes são ingeniosos: “mexidoido chapado”, “porconóbis de sabugosa”, “costela de Adão” (costelinha de porco com mandioca), “torresminho de barriga”. Há um prato que aprecio sobremaneira, oferecido no Mercado Central de Belo Horizonte e que foi premiado num dos concursos: “bife de fígado acebolado com jiló”. Se depender de mim, este prato deverá constar no menu do banquete do Reino dos Céus que o Pai celeste vai oferecer aos bem-aventurados.
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Se bem repararmos, o boteco desempenha uma função cidadã: dá aos frequentadores, especialmente aos mais assíduos, o sentimento de pertença à cidade ou ao bairro. Não havendo outros lugares de entretenimento e de lazer, permite que as pessoas se encontrem, esqueçam seu status social e vivam uma igualdade, geralmente, negada no cotidiano.
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Para mim, o boteco é uma metáfora da comensalidade sonhada por Jesus, lugar onde todos podem sentar à mesa e celebrar o convívio fraterno e fazer do comer uma comunhão. Para mim, também, é o lugar onde posso comer sem má consciência. Dedico este texto ao cartunista e amigo Jaguar, que aprecia botecos.
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Jaguar (foto), Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, ex-bancário, rematado cartunista e ilustrador, dono de um texto de primeira e um dos pais do O Pasquim, certamente merece a homenagem oferecida por Leonardo Boff. Jaguar, expert em botecos, chegou a criar um espaço exclusivo para os botecos em publicações com que colaborou, como a revista Status. Era o BIP Busca Insaciável do Prazer. Depois de algum tempo, desistiu de dar dicas de botecos. É que a galera invadia o boteco elogiado e estragava a festa. Boteco lotado, de fato, não dá. Jaguar, aliás, faz referência a vários botecos antológicos em seu livro Confesso que bebi.

Fonte: http://blogln.ning.com/profiles/blogs/leonardo-boff-e-o-elogio-do-boteco

Nota de falecimento


Faleceu ontem, dia 17.11, em Fortaleza, Amaro Farias. Seu Amaro, como era conhecido em Ipaumirim, deixa uma lembrança de integridade e coragem.
É o velho Ipaumirim que, aos poucos, se despede e vai deixando em nós uma melancolia profunda e uma esperança infinita que as novas gerações saibam substituir com dignidade as gerações que se vão e sobretudo saibam honrar a herança moral que nos deixaram e que, no momento, parece tão esquecida.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011