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terça-feira, 22 de novembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Cine Ipaumirim: A maior flor do mundo
Sinopse
A Maior Flor do Mundo é um texto de rara beleza, recheado de símbolos e de enigmas onde há mensagens, uma para as crianças (a descoberta, a valentia, o altruísmo) e outra para todos os homens e mulheres que se interrogam sobre o seu lugar no mundo.
O que temos a dizer
Apesar da introdução – pela voz do próprio Saramago, o que já é um imenso atrativo – este curta em stop motion conta uma história sem diálogos de um garoto que pode transformar sua cidade apenas com curiosidade, valentia e inocência. Como pedido pelo escritor, o curta não tenta se aprofundar em metáforas, apenas seguindo à risca o livro infantil homônimo que deu origem ao roteiro com uma charmosa animação.
Título: A Maior Flor do Mundo
Duração: 09:55m
Realizador: Juan Pablo Etcheverry
Produtora: Continental Animación
Ano: 2007
Juventude de IP debate participação em rede social
Venho acompanhando pelo FB o debate de jovens de IP sobre critérios de participação no Leo Clube. Acho a discussão interessante porque trata sobre conceitos polêmicos e metodologias de trabalho. A fulanização de alguns posts desvirtuou o sentido do debate mas ver a juventude preocupada com participação, democracia, assistencialismo e preconceito é um avanço importante.Nem tudo é caso de polícia e quando se responde a questionamentos deve-se limitar a responder as acusações ou insinuações porque são elas que estão em jogo. Acusar os que pensam diferente é confundir as coisas e, a certos momentos de visão, pode ser também visto como uma forma de legitimar a crítica pois que faltam argumentos para a contestação correta daquilo que foi dito. É um vergonhoso recurso tradicionalmente usado para tirar a atenção do foco do debate.
ML
domingo, 20 de novembro de 2011
Verão 2011: moda praia anos 40 e 50
sábado, 19 de novembro de 2011
Todo beijo faz sentido


Sou do tempo em que as campanhas publicitárias da Benetton eram mais faladas do que as colecções de roupa. Se a memória não me falha, terá sido uma das primeiras marcas a usar mensagens de conteúdo social para vender um produto. Como se percebia pelas conversas dos consumidores, a roupa era remetida para segundo lugar. A primazia dada à mensagem crua da realidade da doença, da fome e da guerra tornaram a Benetton imediatamente reconhecível. Forte componente social, peças de vestuário atractivas e não muito caras são algumas das características que associamos à marca e que fizeram dela um sucesso em todo o mundo. Aos poucos, contudo, a mensagem controversa foi sendo abandonada. Na última década, à excepção da campanha Food For Life, de 2003, não vimos quase nada que tocasse o coração da humanidade. A subtileza da campanha de 2004, James And Other Apes, parecia indicar que a Benetton precisava do seu momento de sossego e reflexão. A marca volta agora a estar no centro das atenções com a campanha UNHATE e as fotografias falsas de chefes de estado e líderes religiosos a beijar-se na boca. Obama e Chávez, Netanyahu e Abbas, Merkel e Sarkozy são alguns dos pares escolhidos para esta luta publicitária contra o ódio. A mensagem é um «make love, not war» revisitado no século XXI em cartazes gigantes. A primeira baixa não se fez esperar. O Vaticano manifestou o seu repúdio pela utilização da imagem do Papa na campanha. A Benetton pediu desculpa de imediato e retirou o cartaz em que víamos Bento XVI a beijar o imã egípcio Ahmed Mohamed el-Tayeb na boca. O clima entre ambos os líderes religiosos é tenso e por causa de uma questão delicada. Lembremos que Bento XVI acusou as entidades oficiais egípcias de não proteger as minorias cristãs no país e que as suas palavras foram recebidas pelo governo com crispação. Digamos que o problema não se resolve com um beijinho. Mas de todas as imagens, só uma me surpreendeu: a do chocho entre a Chanceler Merkel e o Presidente Sarkozy. Ali não há ódio, então? Se há casal que se dá bem é aquele.
Fonte: http://bomba-inteligente.blogs.sapo.pt/
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Sete Candeeiros pergunta
Da EFE
Para Diane, estes ditadores são "grandes sedutores" e assinala que embora haja um "carisma natural" também há muito "trabalho".
Fonte: http://blogsetecandeeiroscaja.blogspot.com
Oracion de la mujer

hasta ahora mi día fue bueno:
- No chismosee;
- No perdí la paciencia;
- No fui agresiva, sarcástica, histérica, pesada ni irónica;
- Controlé mi temperamento;
- No reclamé;
- No hice berrinches;
- No grité;
- No tuve ataques de celos;
- No comí chocolates;
- Tampoco hice débitos de mi tarjeta de crédito, ni di cheques adelantados;
Pero te pido tu protección, Señor, pues estoy por levantarme de la cama en cualquier momento!
AMÉN!!!
Elogio do boteco . ( Leonardo Boff)
Em razão do meu “ciganismo intelectual” falando em muitos lugares e ambientes sobre um sem-número de temas que vão da espiritualidade à responsabilidade socioambiental, e até sobre a possibilidade do fim de nossa espécie, os organizadores, por deferência, costumam me convidar para um bom restaurante da cidade. Lógico, guardo a boa tradição franciscana e celebro os pratos com comentários laudatórios. Mas me sobra sempre pequeno amargor na boca, impedindo que o comer seja uma celebração. Lembro que a maioria das pessoas amigas não podem desfrutar destas comidas e especialmente os milhões e milhões de famintos do mundo. Parece-me que lhes estou roubando a comida da boca. Como celebrar a generosidade dos amigos e da Mãe Terra se, nas palavras de Gandhi, “a fome é um insulto e a forma de violência mais assassina que existe”?É neste contexto que me vêm à mente como consolo os botecos. Gosto de frequentá-los, pois aí posso comer sem má consciência. Eles se encontram em todo mundo, também nas comunidades pobres nas quais, por anos, trabalhei. Aí se vive uma real democracia: o boteco, ou o pé-sujo (o boteco de pessoas com menos poder aquisitivo), acolhe todo mundo. Pode-se encontrar lá tomando seu chope um professor universitário ao lado de um peão da construção civil, um ator de teatro na mesa com um malandro, até com um bêbado tomando seu traguinho. É só chegar, ir sentando e logo gritar: “Me traga um chope estupidamente gelado”.
O boteco é mais que seu visual, com azulejos de cores fortes, com o santo protetor na parede, geralmente um Santo Antônio com o Menino Jesus, o símbolo do time de estimação e as propagandas coloridas de bebidas. O boteco é um estado de espírito, o lugar de encontro com os amigos e os vizinhos, da conversa fiada, da discussão sobre o último jogo de futebol, dos comentários da novela preferida, da crítica aos políticos e dos palavrões bem merecidos contra os corruptos. Todos logo se enturmam num espírito comunitário em estado nascente. Aqui ninguém é rico ou pobre. É simplesmente gente que se expressa como gente, usando a gíria popular. Há muito humor, piadas e bravatas. Às vezes, como em Minas, se improvisa até uma cantoria que alguém acompanha ao violão.
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Ninguém repara nas condições gerais do balcão ou das mesinhas. O importante é que o copo esteja bem lavado e sem gordura, senão estraga o colarinho cremoso do chope que deve ter uns três dedos.
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Ninguém se incomoda com o chão e o estado do banheiro. Os nomes dos botecos são os mais diversos, dependendo da região do país. Pode ser a Adega da Velha, o Bar do Sacha, o boteco do Seo Gomes, o Bar do Giba, o Botequim do Joia, o Pavão Azul, a Confraria do Bode Cheiroso, a Casa Cheia e outros. Belo Horizonte é a cidade que mais botecos possui, realizando até, cada ano, um concurso da melhor comida de boteco.
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Os pratos também são variados, geralmente, elaborados a partir de receitas caseiras e regionais: a carne de sol do Nordeste, a carne de porco e o tutu de Minas. Os nomes são ingeniosos: “mexidoido chapado”, “porconóbis de sabugosa”, “costela de Adão” (costelinha de porco com mandioca), “torresminho de barriga”. Há um prato que aprecio sobremaneira, oferecido no Mercado Central de Belo Horizonte e que foi premiado num dos concursos: “bife de fígado acebolado com jiló”. Se depender de mim, este prato deverá constar no menu do banquete do Reino dos Céus que o Pai celeste vai oferecer aos bem-aventurados.
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Se bem repararmos, o boteco desempenha uma função cidadã: dá aos frequentadores, especialmente aos mais assíduos, o sentimento de pertença à cidade ou ao bairro. Não havendo outros lugares de entretenimento e de lazer, permite que as pessoas se encontrem, esqueçam seu status social e vivam uma igualdade, geralmente, negada no cotidiano.
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Para mim, o boteco é uma metáfora da comensalidade sonhada por Jesus, lugar onde todos podem sentar à mesa e celebrar o convívio fraterno e fazer do comer uma comunhão. Para mim, também, é o lugar onde posso comer sem má consciência. Dedico este texto ao cartunista e amigo Jaguar, que aprecia botecos.
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Jaguar (foto), Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, ex-bancário, rematado cartunista e ilustrador, dono de um texto de primeira e um dos pais do O Pasquim, certamente merece a homenagem oferecida por Leonardo Boff. Jaguar, expert em botecos, chegou a criar um espaço exclusivo para os botecos em publicações com que colaborou, como a revista Status. Era o BIP Busca Insaciável do Prazer. Depois de algum tempo, desistiu de dar dicas de botecos. É que a galera invadia o boteco elogiado e estragava a festa. Boteco lotado, de fato, não dá. Jaguar, aliás, faz referência a vários botecos antológicos em seu livro Confesso que bebi.
Fonte: http://blogln.ning.com/profiles/blogs/leonardo-boff-e-o-elogio-do-boteco
Nota de falecimento

É o velho Ipaumirim que, aos poucos, se despede e vai deixando em nós uma melancolia profunda e uma esperança infinita que as novas gerações saibam substituir com dignidade as gerações que se vão e sobretudo saibam honrar a herança moral que nos deixaram e que, no momento, parece tão esquecida.
































